Detalhes da ação

Formação continuada e apoio didático-pedagógico as escolas de Diamantina: linguagens, matemática e TDIC

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202104000178

Tipo da Ação

Programa

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

22/04/2024

Data Fim

30/11/2024


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

carla da conceição de lima

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Humanas

Área Temática Principal

Educação

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Formação Docente

Abrangência

Municipal

Gera Propriedade Intelectual

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Não

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 4 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 4 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 1 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 1 h
Resumo

O objetivo deste projeto é promover apoio didático-pedagógico para professores do Ensino Fundamental de duas escolas públicas de Diamantina, considerando a importância do domínio da Linguagem e da Matemática. Com abordagem qualitativa desenvolvida em quatro fases - prévia, formação, certificação e seminário-, espera-se promover a formação continuada dos docentes por meio da utilização de materiais concretos e digitais e auxiliar na aprendizagem dos discentes e dos graduandos da Pedagogia.


Palavras-chave

Formação continuada; Linguagens; Matemática; TDIC; Anos iniciais do Ensino Fundamental.


Introdução

Nos anos de 2020 e 2021 a pandemia causada pelo vírus SARS-COV-2 reconfigurou a educação ao estabelecer a suspensão das aulas presenciais e o ensino ficou condicionado, predominantemente, ao uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC) – plataformas e aulas on-line, materiais digitais, etc - que desconsideraram as condições sociais, econômicas, culturais e territoriais dos alunos, funcionando como um “mecanismo reprodutor de desigualdades educacionais” (LIMA et al., 2022), particularmente para as famílias com situação socioeconômica fragilizada. Para recompor as aprendizagens as redes de ensino têm aplicado avaliações diagnósticas que permitem “determinar a presença ou ausência dos pré-requisitos necessários para que as novas aprendizagens possam efetivar-se” (HAYDT, 1988, p. 23). No entanto, as escolas não sabem usar os resultados das avaliações diagnósticas como insumos para (re)configurar, refletir e (re)planejar suas ações em prol da melhora do rendimento, desempenho e aprendizagem discente. Esse cenário se materializa no âmbito da educação na rede pública de ensino de Diamantina, pois as escolas Casa da Criança Maria Antônia e Escola Estadual Professor José Augusto Neves solicitaram ao Colegiado do curso de Licenciatura em Pedagogia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) apoio pedagógico para utilizar os resultados das avaliações diagnósticas para dirimir a defasagem de aprendizagem dos discentes. Em virtude disso, o objetivo deste projeto é promover apoio didático-pedagógico, a partir dos resultados das avaliações diagnósticas, para os professores do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental que atuam nas escolas Casa da Criança Maria Antônia e na Escola Estadual Professor José Augusto Neves nas áreas de Linguagem e Matemática, considerando a importância do domínio da língua e das práticas de linguagem, bem como a construção do raciocínio matemático para a realização de operações lógicas e abstratas.


Justificativa

As avaliações diagnósticas produzem informações significativas sobre a realidade escolar, sendo, portanto, essenciais para promover o debate e favorecer a promoção de ações orientadas para dirimir a desigualdade educacional. Nesse sentido, os resultados das avaliações diagnósticas podem proporcionar grande quantidade de dados que podem subsidiar a implementação de estratégias didático-pedagógicas voltas para a melhoria da qualidade e para a promoção da equidade no contexto escolar (GOUVEIA et. al, 2014) e direcionar para uma “prática situada que envolve atividades individuais e grupais e que se desenvolve como parte da tarefa diária dos agentes educativos, seja no nível de sala de aula ou da instituição de ensino” (PARRA; MATUS, 2016, p. 209 – tradução das autoras). As práticas didático-pedagógicas, segundo Hegeto et. al (2017) estão relacionadas aos processos que estruturam o ensino, tais como: planejamento, seleção do conteúdo a ser ensinado; clareza dos objetivos; intencionalidade desse conteúdo; seleção de métodos e estratégias voltadas às necessidades de aprendizagem dos alunos; seleção de recursos e formas de avaliação adotadas em sala de aula (HEGETO et. al, 2017). As práticas didático-pedagógicas podem ser reforçadas pelo uso de materiais concretos e digitais. Para Claro et. al (2017) material concreto é: tudo que o aluno pode manipular sentir que é real. Durante muito tempo esse tipo de material foi usado apenas como recreação, entretanto esse conceito vem mudando cada vez mais, pois além de proporcionar prazer e alegrias, exercem também papel importante no desenvolvimento intelectual do aluno quando aplicado adequadamente, assim os alunos serão levados a tomar gosto por estar na escola e, aos poucos sentirão que aprender matemática não depende de tortura, que não é preciso desvincular sua vida dos acontecimentos da sala de aula (CLARO et al, 2017, p. 8). O material concreto permite que a prática didático-pedagógica não esteja ancorada unicamente na proposição de atividades teóricas e abstratas, mas a partir de ações que despertem a motivação e o envolvimento com o conteúdo, proporcionando uma melhor compreensão e interpretação dos saberes estudados. Para Perraudeau (1998), parafraseando Piaget, o conhecimento se dá através de um processo de interação que é mediado pela ação do sujeito. Ou seja, todo conhecimento está relacionado a ação, em agir sobre o real. Para Piaget (1976), o desenvolvimento cognitivo ocorre através do constante processo de equilíbrio e desequilíbrio da estrutura cognitiva. Esse processo de equilibração ocorre através da assimilação e da acomodação. A assimilação ocorre ao interagirmos no mundo, organizando as informações na estrutura cognitiva (esquema cognitivo) já existente. Já a acomodação é o que ocorre quando o esquema cognitivo é modificado com a incorporação da nova informação. É através da assimilação e acomodação, na interação do sujeito no mundo, que adquirimos novas habilidades, o que torna-se a base para novas interações, assimilações e acomodações Na perspectiva de que as interações no mundo real são fundamentais para aquisição de novos conhecimentos, habilidades e aprendizagens, entender que as Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação estão cada vez mais inseridas no dia-a-dia das escolas, é um caminho para o uso desses recursos como material pedagógico. A pandemia nos demonstrou que não estávamos preparados para uma mudança tão intensa na prática pedagógica com o uso das TDIC, mas, por outro lado, gerou possibilidades de atuações e construções de práticas que tornaram-se interessantes mesmo com a volta do ensino presencial. Por exemplo, o uso das TDIC na educação pode favorecer a aprendizagem através das suas diversas mídias (vídeos, áudios, etc.), adaptando o conteúdo ou mesmo a linguagem, às habilidades e dificuldades de cada aprendiz. A utilização de materiais concretos e digitais devem, sobretudo, se fundamentar na perspectiva da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Resolução CNE_CP nº 2 de 22 de dezembro de 2017, cuja área de linguagens é composta pelos seguintes componentes curriculares: Língua Portuguesa, Arte, Educação Física e no Ensino Fundamental – Língua Inglesa. No entanto, está a Língua Portuguesa comprometida com a ampliação dos letramentos de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas, constituídas pela oralidade, escrita e por outras linguagens. Quanto a área de matemática, de acordo com a BNCC, está orientada pelo pressuposto de que a aprendizagem está intrinsecamente relacionada a compreensão, ou seja, a apreensão de significados dos objetos matemáticos sem deixar de lado suas aplicações. Os significados desses objetos resultam das conexões que os alunos estabelecem entre eles e os demais componentes, entre eles e seu cotidiano e entre os diferentes temas matemáticos. Além disso, a BNCC pode fornecer a base para que os professores, coordenadores pedagógicos e gestores possam reconfigurar, por meio de estratégias – intervenções e recomposições – que visam o enfretamento da defasagem de aprendizagem em Língua Portuguesa e Matemática, a construção de conhecimentos essenciais para o desenvolvimento das habilidades e competências.


Objetivos

Promover apoio didático-pedagógico, a partir dos resultados das avaliações diagnósticas, para os professores do 1º ao 5º ano do Ensino Fundamental que atuam nas escolas Casa da Criança Maria Antônia e Escola Estadual Professor José Augusto Neves nas áreas de Linguagem e Matemática, considerando a importância do domínio da língua e das práticas de linguagem, bem como a construção do raciocínio matemático para a realização de operações lógicas e abstratas. Objetivos específicos: • Desenvolver estratégias pedagógicas direcionadas às demandas do público-alvo e aos resultados das avaliações diagnósticas, sem perder de vista os fundamentos das áreas de Linguagem e Matemática; • Realizar encontros formativos de Linguagem e Matemática para os professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental; • Oferecer aos professores orientação pedagógica para o desenvolvimento de atividades práticas com material concreto e recursos digitais.


Metas

Previsão de impacto direto: • Diminuir a lacuna de aprendizagem nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática; • Ampliar as possibilidades de formação continuada docente com o uso de materiais concretos e digitais; • Possibilitar a formação de alunos extensionistas a partir do auxílio na elaboração de material didático-pedagógico e o contato com os profissionais da escola (docentes, coordenadora pedagógica, diretores, etc) • Propiciar o contato dos extensionista com a realidade local e os desafios educacionais na sociedade hodierna Previsão de impacto indireto: Levantamento de dados para análises sobre as principais dificuldades e demandas formativas dos professores de anos iniciais da Escola Municipal Casa da Criança Maria Antônia e da Escola Estadual José Augusto Neves. Estimular o interesse do público-alvo em relação à importância da avaliação diagnóstica para analisar o aprendizado dos alunos e reavaliar os métodos de ensino dos professores • Promover estratégias para dirimir a diferença de aprendizagem dos estudantes em Língua Portuguesa e Matemática • Possibilitar que extensionistas participem da preparação e implementação de um projeto de extensão


Metodologia

O projeto de extensão será desenvolvido a partir de uma abordagem qualitativa por meio de um trabalho dialógico e colaborativo que proporcione condições para que os participantes reflitam sobre os desafios que se interpõem na organização da oferta pública de Educação no Ensino Fundamental. Desse modo, acredita-se que o referido projeto de extensão, para alcançar as metas estabelecidas, deverá pautar-se em metodologias participativas. Em sua acepção original, o conceito de metodologia participativa (ou participante) implica criar uma postura organizacional e metodológica do trabalho didático-pedagógico que propicie situações de participação (BRANDÃO, 1987). Desse modo, as práticas de pesquisa, ensino e extensão, “mais do que conhecer para explicar a realidade social na qual os sujeitos (individuais e coletivos) estão imersos, devem compreender tais realidades para servir aos sujeitos que nela atuam” (BRANDÃO,1987, p. 10). Para tal, a metodologia qualitativa adotada neste projeto é composta de quatro etapas, quais sejam: prévia; formação; certificação; e seminário. Na Etapa Prévia serão analisadas as avaliações diagnósticas de Língua Portuguesa e Matemática aplicadas na rede de ensino pública de Diamantina no ano de 2023. O objetivo é levantar as questões, bem como as habilidades e competências da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que os alunos já consolidaram ou não. Esses dados serão utilizados como subsídios para a preparação da formação continuada, discussões com os professores e seleção dos materiais concretos e digitais, ou seja, TDICs que auxiliem o ensino de Língua Portuguesa e Matemática. Em seguida, as proponentes do projeto ministrarão oficinas de Língua Portuguesa, Matemática e Introdução a informática - lousa digital, Linux educacional, etc – com objetivo de preparar pedagogicamente as alunas das disciplinas de Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental Anos Iniciais e Orientação ao Estágio no Ensino Fundamental (anos iniciais) do curso de Licenciatura em Pedagogia para as oficinas e discussões com os professores. A exceção serão as oficinas de Introdução a Informática que acontecerão nas escolas Casa da Criança Maria Antônia e Escola Estadual Professor José Augusto Neves. Na Etapa Formação ocorrerão sete encontros em cada escola com a participação das proponentes do projeto, alunas do curso de Licenciatura em Pedagogia, professores, coordenadores pedagógicos e diretores. Em alguns encontros haverá a participação dos alunos do 1º ao 5º ano conforme descrito a seguir: Quadro 1: Organização dos encontros formativos Encontro Objetivo Descrição Participantes Local Duração 1º Apresentar os dados da avaliação diagnóstica do ano de 2023 Em cada escola será feita uma reunião inicial para apresentar o projeto e os resultados da avaliação diagnóstica de Língua Portuguesa e Matemática de 2023 Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos da UFVJM; as proponentes do Projeto Em uma sala da escola preparada para reunião 1h 2ª Trabalhar o uso das tecnologias educacionais Em cada escola será ensinado a utilizar a lousa digital, internet e os softwares educativos do laboratório de informática Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto. Espaços das escolas onde estão os recursos tecnológicos, como por exemplo, o laboratório de informática 1h 3º Refletir sobre a Língua Portuguesa Dialogar e refletir sobre como os professores estão trabalhando os conteúdos de Língua Portuguesa a partir de seus materiais utilizados em sala. Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto Em uma sala da escola preparada para reunião 1h 4º Realizar oficina de Língua Portuguesa Oficina de Língua Portuguesa usando material concreto e/ou digital. Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Na sala de aula com a participação dos alunos do 1º ao 5º ano. 2 aulas de 50 minutos 5º Refletir sobre a Matemática Dialogar e refletir sobre como os professores estão trabalhando os conteúdos de Matemática a partir de seus materiais utilizados em sala. Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Em uma sala da escola preparada para reunião. 1h 6º Realizar oficina de Matemática Oficina de Matemática usando material concreto e/ou digital. Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Na sala de aula com a participação dos alunos do 1º ao 5º ano. 2 aulas de 50 minutos 7º Feedback Relato dos docentes sobre a implementação das práticas apresentadas nas oficinas. Ocorrerá entre 2 semanas e 1 mês após o 6º encontro Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Em uma sala da escola preparada para reunião. 1h Fonte: Elaborado pelas autoras Na Etapa Certificação os alunos do curso de Pedagogia que obtiverem 75% de frequência nas atividades desenvolvidas nas etapas Prévia e Formação receberão um certificado de 40 horas. A etapa Seminário contará com a participação de todos os integrantes com objetivo de tecer uma rede de saberes adquiridos com o projeto.


Referências Bibliográficas

BOURDIEU, Pierre. A escola conservadora: as desigualdades frente à escola e à cultura. In: BOURDIEU, Pierre. Escritos de Educação. Petrópolis: Vozes, 1998. BRANDÃO, Carlos R. Repensando a pesquisa participante. São Paulo: Brasiliense, 1987. BRASIL. Constituição Federal. Brasília, 1988. Versão atualizada disponível em: http://www.planalto.gov.br. Acesso em: 12 junho de 2018 BRASIL. Parecer CNE/CP nº 5/2020, aprovado em 28 de abril de 2020 - Reorganização do Calendário Escolar e da possibilidade de cômputo de atividades não presenciais para fins de cumprimento da carga horária mínima anual, em razão da Pandemia da COVID-19. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=145011-pcp005-20&category_slug=marco-2020-pdf&Itemid=30192 Acesso em: 04/04/2024 BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/conselho-nacional-de-educacao/base-nacional-comum-curricular-bncc Acesso em: 04/01/2024 CERDEIRA, D. G. da PRADO, A. P. do; ROSISTOLATO, R. P. da ; TAVARES, M. de O.; COSTA, M. da. Conhecimento e uso de indicadores educacionais no município do Rio de Janeiro. Est. Aval. Educ., São Paulo, v. 28, n. 69, p. 926-968, set./dez. 2017. CLARO, Ariane Thais Andrade Costa; VALE, Bruna Marília Tapia de Matos; LOURENÇO, Luana Sardinha; BULGARELLI, Caroline Monchelato; PAULA, Vivian Palomo de. A relação ensino-aprendizagem da matemática na educação infantil: desafios e possibilidades. Disponível em: https://www.inscricoes.fmb.unesp.br/upload/trabalhos/201741916305.pdf Acesso em: 03/04/2024. DANTAS, Otília Maria Alves da Nóbrega Alberto; ALMEIDA, Pauliane Duarte de; CABRAL, Elisângela Ribeiro de Oliveira. Impactos da pandemia da COVID-19 na educação: da educação básica ao ensino superior no Distrito Federal –Brasil. RIAEE–Revista Ibero-Americana de Estudos em Educação, Araraquara, v. 19, n. 00, e024002, 2024 FREITAS, L. C. de. Políticas de responsabilização: entre a falta de evidência e a ética. Cadernos de Pesquisa v.43 n.148 p.348-365 jan./abr. 2013. HAYDT, R. C. C. Avaliação do processo ensino-aprendizagem. São Paulo: Ática, 1988 HEGETO, Léia de Cássia Fernandes; CAMARGO, Camila Jungles de; LOPES, Débora Cristina. Conhecimentos didático-pedagógicos: sentido e uso do planejamento. Revista Transmutare, Curitiba, v. 2, n. 2, p. 211-227, jul./dez. 2017. Disponível em: https://periodicos.utfpr.edu.br/rtr/article/view/8715/5785 Acesso em: 03/04/2024. GOUVEIA, Carolina Augusta d´Assumpção; BROOKE, Daniel Aguiar de Leighton; MOREIRA, Mayra; NEVES, Lívia Fagundes; SALES, Luciana Netto de; REZENDE, Wagner Silveira. Avaliação Educacional. Guia de Estudo I – Formação de Profissionais da Educação. CAEd/2014. LIMA, Carla da Conceição de; RAMOS, Maria Elizabete Neves; OLIVEIRA, André Luiz Regis de. Implementação de uma política educacional no contexto da pandemia de Covid-19: o REANP em Minas Gerais. Educar em Revista, Curitiba, v. 38, e78237, 2022. Disponível em: https://www.scielo.br/j/er/a/VRLQXGLcfR3hz8HckkzdBjf/?format=pdf&lang=pt Acesso em: 04/04/2024 NÚÑEZ, Carolina Portela; KOSLINSK, Mariane Campelo; FERNÁNDEZ, Silvina Júlia Políticas de incentivo ao uso de dados educacionais: experiências no contexto internacional e brasileiro. Jornal de Políticas Educacionais. V. 13, e64894. Maio de 2019 PARRA, Victoria; MATUS, Gladys. (2018). Usos de datos y mejora escolar: Una aproximación a los sentidos y prácticas educativas subyacentes a los procesos de toma de decisiones. Calidad en la Educación, (45), 207-250. Disponível em: https://calidadenlaeducacion.cl/index.php/rce/article/view/25 Acesso em: 23/01/2019 PERRAUDEAU, M. Piaget hoje: respostas a uma controvérsia. Lisboa: Instituto Piaget, 1998. PIAGET, J. A Equilibração das Estruturas Cognitivas: problema central do desenvolvimento. Trad. Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: ZAHAR, 1976. SANTOS, J. B. dos. Avaliação em larga escala na educação básica: uma discussão sobre o uso dos resultados para melhorar a educação. Revista Temas em Educação, João Pessoa, v.26, n. 1, p. 9-27, jan.-jun. 2017. SILVA, A. L. da. Breve discussão sobre o conceito de cidade média. Geoingá: Revista do Programa de Pós-Graduação em Geografia Maringá, v. 5, n. 1 , p. 58-76, 2013. Disponível em: <http://eduem.uem.br/laboratorio/ojs/index.php/Geoinga/article/download/19983/11588> Acesso em: 09 jan. 2018 SUPOVITZ, J. A. Getting at student understanding – the key to teachers’ use of test data. Teachers College Record, New York, v. 114, nov. 2012.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

Ao compreender que a formação continuada docente é um percurso contínuo construído por múltiplos sujeitos que transitam entre os espaços da escola e da universidade, busca-se, neste projeto, articular a interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade a partir de um lugar polifônico para partilha de saberes e experiências formativas. O transitar de docentes do ensino superior e da educação básica, bem como dos graduandos do curso de Licenciatura em Pedagogia, permite desenvolver experiências “que nos passa, que nos acontece, que nos toca (LAROSSA; BONDÍA, 2002, p. 21). A potência da formação continuada se orienta pelo binômio experiência e sentido que possibilita a (re)significação da trajetória de ensino, das visões de mundo e das (re)configurações para a promoção do processo de ensino aprendizagem baseadas em estratégias didático-pedagógicas com o uso de materiais concretos e digitais. Ademais, a formação continuada pode possibilitar a inauguração de espaços em que a escuta e a fala, a proposição e a acolhida, a observação e a experiência, a teoria e a prática que podem ser ressignificadas. Dessa forma o diálogo que se estabelece entre comunidade acadêmica e sociedade repousa não só na formação continuada docente, mas também na melhoria dos resultados e desempenho discentes em prol de um ensino democrático, equitativo e emancipatório.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A interdisciplinaridade se faz presente neste projeto a partir das duas disciplinas escolhidas como base do apoio didático-pedagógico – Língua Portuguesa e Matemática. A interdisciplinaridade entre essas duas disciplinas fundamenta-se neste cenário a partir da compreensão que a Matemática se relaciona ao caráter tipicamente escolar do conhecimento matemático, em comparação com o conhecimento da língua nativa (Língua Portuguesa), que, necessariamente, é desenvolvido nos diversos ambientes frequentados pelos estudantes (FRANCO et al, 2007). Dessa forma, a perspectiva interdisciplinar permite que o apoio didático-pedagógico envolva materiais concretos e digitais que integre a interseccionalidade entre conteúdos e práticas, além de possibilitar que os professores, coordenadores, diretores, graduandos em Pedagogia desenvolvam uma visão mais ampla das duas disciplinas. Dessa forma, a interprofissionalidade pode se estabelecer de forma cooperativa por meio de um trabalho de equipe que articule as diferentes práticas adotadas em cada ano de escolaridade, fortalecendo entre os profissionais da educação a corresponsabilização pelos resultados e desempenho dos discentes.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

A extensão é concebida como um processo que abarca ensino e pesquisa articulando-os de modo indissociável, viabilizando a relação transformadora entre Universidade e Sociedade (NOGUEIRA, 2005; FORPROEX, 2010; BONIFÁCIO, 2017). Assim, a extensão visa proporcionar, simultaneamente, formação com forte base teórico-metodológica tanto para profissionais da educação quanto para os alunos do curso de Licenciatura em Pedagogia da UFVJM. Nesse sentido, a participação dos graduandos é considerada como um dos pilares das ações que associam teoria e prática profissional e, desse modo, ocorrerá ao longo de toda a execução do projeto. Trata-se de um projeto gestado em prol da formação inicial – para os graduandos do curso de Licenciatura em Pedagogia -, continuada – para os professores, coordenadores, diretores, etc – e em prol do aprimoramento da formação dos discentes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. Os estudantes do curso de Licenciatura em Pedagogia atuarão como bolsistas voluntários e acompanharão as atividades, apropriando-se dos debates teóricos, empíricos e práticos sobre a formação continuada docente e a formação dos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental . Dessa forma, a formação do estudante ocorrerá por meio do engajamento e protagonismo em um espaço dialógico, além da aquisição de conhecimento que contribuirá para a elaboração de trabalhos acadêmicos e de reflexão sobre a sua prática profissional baseada no contato com os profissionais da educação. A participação dos estudantes permitirá a produção de experiências educacionais significativas que possibilitará a apropriação de didático-pedagógicos referentes à Língua Portuguesa, Matemática e TDIC, bem como aproximação com temas relevantes para o exercício da vida acadêmica e profissional.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

Os estudantes do curso de Licenciatura em Pedagogia matriculados nas disciplinas de Estágio Supervisionado no Ensino Fundamental Anos Iniciais e Orientação ao Estágio no Ensino Fundamental (anos iniciais) participarão do planejamento e elaboração de encontros formativos, bem como da organização das atividades em conjunto com as professoras proponentes deste projeto. Além disso, os estudantes deverão participar das reuniões de formação e avaliação organizadas pelas proponentes do projeto com o objetivo de conhecer e refletir sobre a teoria, prática e metodologias específicas da formação continuada docente e o uso dos materiais concretos e digitais no processo de ensino e aprendizagem nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Ressalta-se a importância das ações de extensão para oportunizar a interação e o convívio com os profissionais da educação que atuam nas escolas de anos iniciais, colaborando, em larga medida, para a aquisição de uma visão crítica acerca das desigualdades educacionais. Além disso, a experiência para os estudantes do curso de Licenciatura em Pedagogia pode potencializar práticas, trocas, trabalho em equipe e possibilidade de participação em eventos e produção científica.


Impacto e Transformação Social

O projeto aproxima a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) as escolas da rede estadual e municipal de Diamantina contribuindo para a identificação da desigualdade educacional em distintas redes de ensino, bem como para auxiliar os professores a refletir sobre suas práticas didático-pedagógicas. Ademais, a proposição da formação continuada visa promover (re)significação dos conhecimentos concernentes a Linguagem e a Matemática no âmbito dos anos iniciais do Ensino Fundamental, pavimentados pela utilização didático-pedagógica de materiais concretos e digitais. Soma-se a isso, o auxílio na recomposição das aprendizagens dos estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental que, em alguma medida, foram impactados pela pandemia do SARS COVID-19.


Divulgação

A divulgação do projeto será realizada via rede social do Laboratório de Tecnologias e Políticas Educacionais (LATEPE)


Público-alvo

Descrição

O público-alvo são os professores que atuam nas escolas públicas Escola Municipal Casa da Criança Maria Antônia e Escola Estadual Professor José Augusto Neves. Entretanto, coordenadores pedagógicos e diretores também podem participar do projeto, uma vez que eles orientam e acompanham as práticas didático-pedagógicas desenvolvidas pelos professores.

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

Essa escola entrou em contato com a coordenação do curso de Pedagogia da UFVJM solicitando o apoio pedagógico. Portanto, os encontros formativos acontecerão nessas escolas e, se necessário, nas dependências da UFVJM - campus JK.

Participação da Instituição Parceira

Essa escola entrou em contato com a coordenação do curso de Pedagogia da UFVJM solicitando o apoio pedagógico. Portanto, os encontros formativos acontecerão nessas escolas e, se necessário, nas dependências da UFVJM - campus JK.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 43 h

Carga Horária 1 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Apresentar os dados da avaliação diagnóstica do ano de 2023 Descrição: Em cada escola será feita uma reunião inicial para apresentar o projeto e os resultados da avaliação diagnóstica de Língua Portuguesa e Matemática de 2023 Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos da UFVJM; as proponentes do Projeto Local: Em uma sala da escola preparada para reunião

Carga Horária 1 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Trabalhar o uso das tecnologias educacionais Descrição: Em cada escola será ensinado a utilizar a lousa digital, internet e os softwares educativos do laboratório de informática Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto. Local: Espaços das escolas onde estão os recursos tecnológicos, como por exemplo, o laboratório de informática

Carga Horária 1 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Refletir sobre a Língua Portuguesa Descrição: Dialogar e refletir sobre como os professores estão trabalhando os conteúdos de Língua Portuguesa a partir de seus materiais utilizados em sala. Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto Local: Em uma sala da escola preparada para reunião

Carga Horária 2 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Realizar oficina de Língua Portuguesa Descrição: Oficina de Língua Portuguesa usando material concreto e/ou digital Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Local: Na sala de aula com a participação dos alunos do 1º ao 5º ano.

Carga Horária 1 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Refletir sobre a Matemática Descrição: Dialogar e refletir sobre como os professores estão trabalhando os conteúdos de Matemática a partir de seus materiais utilizados em sala. Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Local: Em uma sala da escola preparada para reunião.

Carga Horária 2 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Realizar oficina de Matemática Descrição: Oficina de Matemática usando material concreto e/ou digital. Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Local: Na sala de aula com a participação dos alunos do 1º ao 5º ano. 2 aulas de 50 minutos

Carga Horária 1 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Objetivo: Feedback Descrição: Relato dos docentes sobre a implementação das práticas apresentadas nas oficinas. Ocorrerá entre 2 semanas e 1 mês após o 6º encontro Participantes: Professores, coordenadores pedagógicos e gestores das escolas; alunos do curso de Pedagogia da UFVJM; as proponentes do Projeto e os alunos da escola. Local: Em uma sala da escola preparada para reunião.

Carga Horária 30 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

1. Revisão bibliográfica dos estudos no campo da formação continuada docente, com ênfase em Linguagem e Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental 2. Revisão bibliográfica dos estudos sobre o uso de recursos concretos e digitais em práticas didático-pedagógicas 3. Auxílio no planejamento dos encontros formativos (duração, parte teórica, parte prática) 4. Confecção de materiais para os encontros formativos 5. Avaliação dos encontros formativos pelos professores da E. M. Casa da Criança Maria Antônia e E. E. Professor José Augusto Neves 6. Produção de relatório e socialização dos resultados da pesquisa: produção de artigos a serem submetidos a periódicos especializados e de papers para congressos e conferências.

Carga Horária 4 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

1. Revisão bibliográfica dos estudos no campo da formação continuada docente, com ênfase em Linguagem e Matemática nos anos iniciais do Ensino Fundamental 2. Revisão bibliográfica dos estudos sobre o uso de recursos concretos e digitais em práticas didático-pedagógicas 3. Seleção de bolsistas para participação no Projeto 4. Processo de autorização das oficinas junto à Escola Municipal Casa da Criança Maria Antônia e Escola Estadual Professor José Augusto Neves 5. Planejamento dos encontros formativos (duração, parte teórica, parte prática) 6. Confecção de materiais para os encontros formativos 7. Avaliação dos encontros formativos pelos professores da E. M. Casa da Criança Maria Antônia e E. E. Professor José Augusto Neves 8. Acompanhamento e avaliação do trabalho desenvolvido pelos extensionistas (alunos da graduação) 9. Produção de relatório e socialização dos resultados da pesquisa: produção de artigos a serem submetidos a periódicos especializados e de papers para congressos e conferências.