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ANÁLISE DE CONJUNTOS LÍTICOS: AS CADEIAS OPERATÓRIAS
Sobre a Ação
202203000943
032022 - Ações
Curso/Oficina
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
04/04/2025
06/04/2025
Dados do Coordenador
marcelo fagundes
Caracterização da Ação
Ciências Humanas
Tecnologia e Produção
Cultura
Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial
Municipal
Não
Não
Não
Dentro do campus
Tarde
Não
Redes Sociais
Membros
Este curso, com duração de 60h, tem como objetivo ensinar nossos estudantes a analisar vestígos líticos, que fazaim parte das tecnologias sociais de grupos indígenas, levando em conta o fato que rochas e minerais eram lascados para diversos fins, seguindo técnicas e tecnologias ancestrais, ou seja, há uma lógica (engenharia) para a produçaõ sisistematicas de ferramentas feitas "em pedra", o que a literatura tem denominado de cadeias operatórias.
Arqueologia, conjuntos líticos, tecnologia social, cadeias opetatórias.
O presente curso (60 horas), pretende ser ministrado entre 15 e 19 de julho de 2024, com a meta que os estudantes de graduação e pós-graduação entende as análises dos vestígios do conjuntos líticos evidenciados pelo LAEP/UFVJM, sobretudo sítios arqueológicos no território de Serra Negra, Alto Araçuaí, Minas Gerais, com sua ocupação em longa duração (ou temporalidade) a partir do começo Holoceno Médio (cerca de 7000 anos AP) até próxima da invasão europeia. Nosso exame dessa materialidade estará focada na compreensão das tecnologias sociais e, portanto, nas cadeias operatórias, bem como na compreensão das características socioculturais e fisiográficas desses assentamentos, vistos como parte integrante de um território muito maior, constituindo a paisagem regional em Serra Negra. Estas vivências estão indicadas pela materialidade que se apresenta desde os painéis rupestres, implantados em todo território; nas ferramentas feitas em rochas e minerais (facas, raspadores, percutores, bigornas, polidores, pontas, etc.), tendo o quartzo anédrico como a matéria-prima principal; nos fitólitos; nas estruturas de combustão e nos ínfimos recursos faunísticos evidenciados. A cerâmica, até agora, ocorre exclusivamente nos sítios Cabeças 4 (em superfície e em estratigrafia, com a camada datada por 14C em 480 ± 30 anos AP., calibrada entre 530-451 AP. ) e no Três Fronteiras 14, apenas em superfície, já que o sítio ainda não foi escavado. Sendo assim, este curso parte do pressuposto que a materialidade (o que inclui os vestígios líticos) é um meio pelo qual é possível inferir sobre o comportamento humano
O curso é de fudamental importância para os alunos da UFVJM, ensinando técnicas e metodologias de material líticos. Com isso, poderão identificar material arqueológico, trabalharem para empresas ligados ao licenciamento ambiental ou atuarem na Academia, realizndo pesquisas sobre tecnologias sociais. As aulas serão teóricas e práticas realizadas no LAEP/UFVJM. Obviamente, todas as ações (e consequentes justificativas), devem estar embasadas em programas científicos de qualidade, estabelecendo um problema claro para este curso, de acordo com objetivos e hipóteses, de modo a cooperar cpara a formação interdisciplinar do estudante da UFVJM.
1) Saber identificar os materiais de rochas e/ou mineiras de origem antrópica (indígena). 2) Entender e identificar da morfotipologia dos vestígios líticos. 3) Coligair e sistematizar dos dados estatístico-comparativos dos conjuntos de cultura material lítica. 4) Infeir acerca dos processos envolvidos nas cadeias operatórias. 5) Entender se osconjuntos artefatuais apresentam similaridades tecnológicas entre si. Portanto, para cumprir o objetivo do curso, utilizaremos o conceito etnográfico de cadeias operatórias, muito comum na literatura antropológica e arqueológica focando em alguns atributos do conjunto artefatual lítico, de modo que se possa alcançar todos objetivos indicados.
O problema que fundamenta essa curso está vinculado à compreensão do uso ddas tecnologias sociais líticas em termos diacrônicos; de como grupos se apropriaram das matérias-primas disponiveis, em meio às interrelações humanos versus meio versus humanos inerentes ao processo. Assim, nosso questionamento inicial é: Como se deu as relações entre humanos em seus ambientes em termos holísticos e diacrônicos, sobretudo no que diz respeito aos conjuntos líticos? Como essa materialidade, dispostasna paisagem, podem cooperar para compreensão da ocupação e uso do território em longa duração? Baseando nesse questionamento central, nossas metas ultrapassam o uso de ferramentas de pedra, onde poderá ser discutido. 1. Processos formativos dos sítios arqueológicos; 2. Ecologia regional do Vale do Jequitinhonha (via zooarqueologia, antracologia, fitólitos e palinologia); 3. Mobilidade e uso da paisagem na relação espaço-tempo; 4. Implantação e distribuição espacial dos sítios arqueológicos regionais e suas interrelações, tanto em seu entorno direto, bem como em outras áreas arqueológicas conhecidas (Serra do Cipó, Lagoa Santa, Grão Mogol, Serra do Cabral, Jequitaí, Montalvânia, Vale do Peruaçu, etc.). 5. Organização tecnológica social dos conjuntos líticos; 6. Variabilidade intra e inter sítios; 7. Tradição versus estilo; etc. Faz algum tempo que tenho empregado esforços para a realização uma reflexão acerca de como se dá a aplicação dos conceitos geográficos na investigação arqueológica (sobretudo dos conjuntos líticos e paisagem), em especial nossa área de intervenção, alto vale do rio Araçuaí. Indo mais além, tenho buscado estabelecer um diálogo interdisciplinar entre a Geografia e a Arqueologia (e outras áreas correlatas). Tal realidade se deve, primeiramente, ao fato de estar lotado no curso de Geografia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sendo minha atuação como professor responsável pela formação futuros geógrafos, bem como o contato com pesquisadores nas diferentes área do pensamento geográfico (humano, fisiográfico, paleoambiental, etc.). Na verdade, o contato com novos saberes (e olhares) permite que essa reflexão aconteça e me aproximasse de outros modos de ver os fenômenos, em especial, a materialidade arqueológica. Para que essa interdisciplinaridade ocorra e essa intercâmbio seja positivo, é necessário compreender as potencialidades do saber geográfico com suas teorias e métodos próprios de interpretação das relações estabelecidas entre a humanidade e o seu entorno. A Geografia, portanto, é uma ciência espacial e das articulações com pessoas e suas existências, em que importa uma série de atributos que se estabelecem humanos e relações com seus ambientes: das formas da Terra e como se constituíram em bilhões de anos; das relações e transformações espaciais que humanos imprimem ao espaço e a si próprios; dos aspectos bióticos e abióticos; dos ecossistemas, suas transformações e novas estratégias para suas preservações; das relações e impactos da economia sobre pessoas, comunidades ou nações, enfim, de todos os aspectos que envolvem a sociedade e a natureza. Nossa meta é, logo, fazer com que nossos estudantes entedam o que é tecnologia social, como se analisa um vestígio lítico e, princiaplemte, como pode ser feita a cadeia operatória dessa materialidade.
A metodologia empregada para análise dos conjuntos artefatuais líticos, se buscará entender: a. Os assuntos no que concernem as similaridades e mudanças nos processos técnicos da produção das ferramentas líticas. b. Apropriação da matéria-prima e consequente técnica (ou técnicas) empregadas para a redução da matriz, produção de suportes e posterior transformação (ou não) para o uso social; c. As sequências operacionais e suas relações com os demais vestígios e estruturas preservadas na matriz arqueológica; d. Tipo, densidade, diversidade e flexibilidade dos vestígios líticos, etc. Para alcançar objetivos, indicados, além das aulas teóricas analisados em sua individualidade, sendo observadas suas principais características formais e estigmas do processo tecnológico, com vistas a obtenção de dados que permitam a inferência, mesmo que dedutivamente, do processo de transformação da matéria-prima até o uso social. Para tanto, artefatos, lascas e núcleos serão privilegiados. Portanto, as análises, seguirão a metodologia em que os vestígios são separados por meio de uma série de triagens, analisando as características individuais das peças para que, em seguida, se possa analisar o conjunto em seus atributos gerais (FAGUNDES, 2007). Os trabalhos laboratoriais (aulas práticas) terão como intenção analisar todos os produtos de lascamento, nas dimensões morfológicas e tecnológicas. Logo, as características privilegiadas serão: a. Tipologia e morfologia: caracterizando os diferentes tipos morfológicos do conjunto. b. Estado de utilização: nesta categoria os vestígios foram classificados em peças brutas (ou instrumentos, que apresentam marcas de sua utilização, entretanto sem que houvesse modificação intencional em sua morfologia); artefatos (peças intencionalmente modificadas para atender determinada necessidade social); núcleos e refugos do processo de lascamento c. Matéria-prima: qual tipo de rocha/ mineral foi preferido para manufatura os vestígios líticos. d. Estado de superfície: ou seja, quantidade superfície cortical presente nas peças e como esta responde às questões referentes às sequências de gestos técnicos executados pelos indígenas. e. Talhe e debitagem: qual tipo de lascamento foi preferido, se há relações com um tipo específico de matéria-prima, percutor, sítio, aspectos funcionais, etc. f. Tipo de talão (quando lascas) ou plano de percussão (núcleos): buscando compreender as etapas do processo de debitagem, analisando o tipo, os ângulos (interno e externo), características tecnológicas, cornija, etc. g. Marcas de uso: analisar os instrumentos apresentando as marcas que caracterizam seu uso (serrilhado, desgaste, polimento, quebra, fricção, etc.). h. Processos de manutenção e reparo dos artefatos – quais modificações foram executadas. i. Análise dos núcleos: esgotados ou não, tipo de tecnologia de debitagem empregada, dimensões, reaproveitamento, etc. CURADORIA Para a curadoria serão utilizadas as recomendações da Portaria IPHAN n⸰ 196/2016. Logo, o material (aula prática): a. Será devidamente limpo com uso de pincel macio (sem utilização de água). b. O registro seráutilizado por meio da numeração da etiqueta de campo, sendo utilizados: base para unha e/ou corretivo (branco), e caneta nanquim para numeração. c. Após secagem, o material será acomodado em sacos plásticos do tipo zip-loc (devidamente furados com uso de uma agulha), juntamente com sua etiqueta de campo.
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Tratando-se de um curso sobre tecnologia social lítica para nossos estndantes, essa interação não será imediata, mas possibilitará a formação de profissionais que poderç ão atuar na Arqueologia, Educação Patrimonial e Ambietal, etc, onde haverá uma imoortante intereção com as comunidades do Vale do Jequitinhonha.
Como dito, o curso apesar de voltado para o estudo da tecnologia lítica, a intresdisciplinaridade entre a Arqueologia e Geografia será nosso eixo base. Por fim, possibilitará que nossos estudabtes possam atuar em várias áreas do conhecimento: da educação ao licenciamento ambiental.
O curso preza por essa indissociabilidade, focando não apenas no ensino opu pesquisa, mas que nossos estudantes possam levar esse conhecimento para suas comunidades.
O estudante, como dito, terá uma formação a mais em seu currículo, tanto na educação (ensinado sobre tecnologias sociais indígrenas e vendo além das ferramentas de pedra, vosta como arcaicas), ao mesmo tempo que a carga horária possibilitará que ele atue em empresas privadas.
O curso pretende impactar na formação de nossos estudantes, entendendo o uso das tecnologias sociais indígenas, as cadeias operatórias, quebrando essa visão erocentrada sobre a vida.
Via e-mail dos estudantes e redes sociais.
Caracterização do Curso ou Oficina
Iniciação
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1) Tecnologias sociais e cadeias operatória. 2) O que é um vestígio lítico. 3) Tipos de matérias-primas. 4) Uso social das ferranentantas de pedra.
Aulas teóricas e aulas práticas, onde estudante terão contato com os vários tipos de material lítico gerados em suas cadeias operatórias.
Não haverá avaliação formal. Nossa intenção é acompanhar todos os estudantes, sanar suas dúvidas, sendo que a parte prátoca poderá ser entendida como essa avaliação.
O curso não terá avaliação, sendo que as aulas práticas pretendem sanar as dúvidas que,c ertamente, devem surgir.
Público-alvo
Estudantes de graduação e pós-graduação da UFVJM, sendo nosso principal públicos, além dos servidores que queiram se inscrever.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 60 h
- Manhã;
- Tarde;
Análise de vestígios líticos