Visitante
Nada Melhor: estimulação aquática
Sobre a Ação
202203001258
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
01/08/2025
31/12/2025
Dados do Coordenador
wellington fabiano gomes
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Saúde
Saúde
Esporte e lazer
Municipal
Não
Não
Não
Dentro do campus
Integral
Não
Redes Sociais
Membros
O Nada Melhor é um projeto inclusivo que pode receber bebês da comunidade com idade de 0 (zero) até 1 (um) ano e meio, de desenvolvimento típico (sem problemas de saúde), com atraso ou com suspeita de alguma condição específica de saúde. O objetivo geral do projeto, de longa data já estabelecido na UFVJM, é promover o desenvolvimento das habilidades aquáticas dos bebês e controle da respiração na piscina, capacitar familiares nas atividades e na segurança do uso desse meio de estimulação.
Estimulação aquática, desenvolvimento infantil, crianças, bebês, família, rastreio populacional
O desenvolvimento infantil pode ser definido como um processo multidimensional, traduzido na aquisição de novas habilidades em diferentes domínios: motor, cognitivo/linguístico e social-emocional. Trata-se portanto de um processo complexo do ser humano, influenciado por fatores biológicos, genéticos e/ou ambientais. As crianças, especialmente na primeiríssima infância, necessitam desenvolver um repertório de habilidades a fim de atender as demandas diárias ambientais e paulatinamente adquirir maior autonomia. Desde a gestação até os dois anos de idade, a primeiríssima infância, pode ser considerada o período mais favorável para o desenvolvimento das funções cerebrais. Nesta fase acontece, com muito mais facilidade, a aprendizagem de habilidades e o desenvolvimento de aptidões e competências, permitindo à criança o aprimoramento de habilidades futuras cada vez mais complexas. Ambientes propícios, ricos ou enriquecidos para proporcionar o desenvolvimento das crianças são fundamentais e o primeiro e o que mais influencia o desenvolvimento infantil é o ambiente domiciliar, sua casa. Outros ambientes podem complementar esse repertório de estimulação, como o ambiente aquático. O meio aquático é um ambiente de variabilidade de ações e movimentos. A água, no caso da piscina, pode servir de apoio e possibilitar o afloramento de emoções, sensações, aprendizado e interação interpessoal. Recentemente as atividades aquáticas para bebês têm conquistado espaço crescente e gradativo na comunidade ocidental, como por exemplo, o uso do banho de balde para os bebês. O projeto de extensão NADA MELHOR visa integrar a criança e sua família com o ambiente enriquecido da piscina, promovendo avaliações específicas do desenvolvimento infantil populacional regional e as habilidades dos estudantes no atendimento ao público infantil. A busca pela melhoria da qualidade metodológica do projeto NADA MELHOR tem sido constante. Algumas alterações foram implementadas e a proposta visa um atendimento qualificado: antes de iniciar as práticas de estimulação aquática o bebê/criança passa por uma avaliação especializada englobando os marcos do desenvolvimento e o ambiente familiar, pautados em instrumentos padronizados e validados. Posteriormente é realizada recepção da família no ambiente da piscina. Por fim, as crianças admitidas no projeto serão acompanhadas uma ou duas vezes por semana, com duração de 50 minutos cada aulinha, durante todo o período de vigência ou até completarem 3 (três anos de idade). O projeto de extensão NADA MELHOR contará com o envolvimento do professor coordenador (especialista em Fisioterapia Aquática), de duas professoras especialistas em Saúde da Criança (Pediatria), de estudantes de graduação, mestrado e doutorado. Os extensionistas voluntários serão previamente treinados (cerca de 30 estudantes dos cursos da saúde) e o público alvo, cerca de 45 crianças e suas famílias a cada semestre letivo.
As atividades deste projeto de extensão, em funcionamento e desenvolvimento desde 2007, baseia-se em três pontos principais: - Vivência prática dos discentes na avaliação, abordagem e acompanhamento do público infantil (acompanhamento do desenvolvimento da primeiríssima infância da população atendida: rastreio populacional) pelos discentes do curso de graduação em Fisioterapia da UFVJM; - Capacitação, desenvolvimento e execução de atividades aquáticas regulares durante o semestre letivo pelos discentes dos cursos da saúde da UFVJM; - Oferta regular à comunidade de uma atividade em ambiente acadêmico voltada para os bebês e suas famílias numa construção dinâmica e coletiva voltada para a promoção e prevenção em saúde; A geração de conhecimento durante a execução do projeto poderá resultar em trabalhos acadêmicos, desenvolvimento de técnicas e metodologias do ensino de atividades aquáticas. O projeto NADA MELHOR tem atingido os objetivos dos projetos de extensão da UFVJM ao: - estimular a participação da comunidade universitária: já contamos com a participação de discentes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia; - possibilitar a aprendizagem de métodos e processos de extensão: os discentes participam do processo de planejamento e execução das atividades; - incentivar a interação entre docentes e discentes: os discentes contam com a coordenação ativa do docente que está disponível para troca de informações e desenvolvimento de novas propostas de ensino-aprendizagem-saúde; - promover a interação da comunidade universitária com a comunidade externa: esse item é de grande importância uma vez que o discente tem contato direto com os bebês/crianças e seus responsáveis; - proporcionar aos discentes o contato direto com o público infantil, o que contribui para a sua formação profissional; - desenvolver habilidades dos discentes em lidar com o inesperado e ao aprendizado de fazer adaptações das atividades no momento da prática, quesito esse de fundamental importância quando se fala em atuação profissional junto à criança e sua família; - promover a interação entre extensão e ensino, especificamente com a disciplina Saúde da Criança e do Adolescente e Fisioterapia Aquática.
Geral: Promover o desenvolvimento das habilidades aquáticas dos bebês e crianças por meio da exploração da movimentação corporal e controle da respiração na piscina, empoderando os familiares nas atividades e na segurança do uso de piscina para atividades recreativas. Específicos: - estimular o desenvolvimento neuropsicomotor de bebês/crianças; - realizar a vigilância do desenvolvimento infantil de lactentes da região; - reforçar a relação entre pais/cuidadores e bebês/crianças; - promover segurança no ambiente aquático; - prevenir afogamentos; - fazer acompanhamento de crianças com alterações do desenvolvimento infantil; - desenvolver técnicas e metodologias do ensino de atividades aquáticas; - proporcionar experiência acadêmica de atendimento ao público infantil; - desenvolver pesquisas (artigos, TCC, dissertação de mestrado, tese de doutorado) relacionados ao tema; - desenvolver produtos (vídeos, brinquedos, músicas) relacionados ao tema.
Previsão de impacto direto: - Avaliar e acompanhar cerca de 45 crianças (e suas famílias) da comunidade; - Treinar e envolver cerca de 30 estudantes dos cursos da saúde, a cada semestre letivo, em atividades semanais do projeto, dentro e fora da piscina; - Produzir pelo menos um trabalho acadêmico específico com o tema do projeto; Previsão de impacto indireto: - Promover a cultura da estimulação aquática precoce; - Realizar a vigilância do desenvolvimento infantil de lactentes da região e minimizar o impacto de risco biológico e psicossocial.
A cada semestre letivo uma sequência de rotinas é/será executada para o pleno funcionamento das atividades: DIVULGAÇÃO: realizada continuamente destacando o público-alvo e suas características básicas. Utiliza-se para isso o portal da universidade, as mídias sociais (@nadamelhorufvjm), cartazes e a própria divulgação oral realizada pelos usuários. Uma lista de espera controla os que aguardam para entrar no projeto e um grupo no Whatsapp coordena a comunicação entre os usuários facilitando o controle de faltas e o fornecimento e trocas de informações. SELEÇÃO DOS MONITORES: a cada início de semestre letivo são selecionados os monitores voluntários do projeto (cerca de 30 estudantes), dando prioridade àqueles que já fazem parte da equipe no semestre anterior. Na hipótese de vaga, novos alunos dos cursos da saúde são/serão inseridos ao grupo. São dois grupos/equipes: avaliação e intervenção (piscina). TREINAMENTO DOS MONITORES: antes do início das atividades com as famílias, os monitores, mesmo os veteranos, passam por um treinamento/capacitação visando discutir o histórico do projeto, seus objetivos e as formas de execução das atividades com base na literatura mais atual. SELEÇÃO DAS CRIANÇAS: as famílias que já fazem parte do projeto são comunicadas sobre a data de início a cada semestre letivo. Na existência de vagas, as crianças da lista de espera são incluídas e seus cuidadores recebem as orientações para o processo de avaliação e acolhimento. Já para as crianças veteranas que completaram 3 anos de idade, suas famílias são orientadas a procurarem um serviço de natação infantil com a devida supervisão de profissional da Educação Física. A admissão é executada de forma qualificada pelos discentes treinados e supervisionados pelas docentes da área de Saúde da Criança: projeto de pesquisa "VIGILÂNCIA DO DESENVOLVIMENTO NA PRIMEIRÍSSIMA INFÂNCIA". EXECUÇÃO DAS ATIVIDADES: a estimulação aquática é realizada na piscina terapêutica da Clínica Escola de Fisioterapia (campus JK), uma ou duas vez por semana. Estas turminhas são compostas por 10 a 12 crianças/cada, por seus cuidadores (que executarão a atividade na piscina) e uma equipe de monitores extensionistas (geralmente 5 discentes de graduação) responsáveis por planejar e coordenar a atividade a cada semana. ENCERRAMENTO DO SEMESTRE: ao final de cada semestre letivo o grupo escolhe a forma de encerramento (aulinha temática especial, fornecimento de diploma às crianças, doação de brindes) visando reforçar os laços entre todos os envolvidos no projeto e fornecer orientações específicas para os cuidados no período de férias (risco de afogamento doméstico ou em locais públicos). A metodologia de intervenção para as atividades aquáticas é pautada em três eixos: afetivo e contato, brincadeiras e jogos, estímulos aquáticos. AFETIVO: pautado no estreitamento das relações afetivas entre o bebê e o(a) cuidador(a). Além da interação com os(as) monitores(as) extensionistas e também na socialização com outras famílias; BRINCADEIRAS E JOGOS: uso de jogos lúdicos, brincadeiras, músicas e atividades coletivas; ESTIMULAÇÃO AQUÁTICA: uso efetivo dos estímulos da água (temperatura, empuxo/flutuação, pressão, tato, controle da respiração) para aprimoramento dos processos de aprendizagem. Os registros do projeto acontecem por meio de fotos e gravações de algumas aulas, previamente autorizados pelos responsáveis. Além da gravação em vídeo de algumas entrevistas com cuidadores. Alguns cuidados éticos devem ser tomados quando se trabalha com o público infantil, primeiramente para resguardar a integridade física e moral dos bebês/crianças. No momento de sua chegada ao projeto Nada Melhor, os responsáveis preenchem uma ficha de avaliação e assinam o termo de consentimento livre e esclarecido (em duas vias) e o termo de utilização de imagem (optativo). A piscina utilizada tem rigorosos critérios de manutenção regular para que se mantenha os níveis adequados do pH, cloro e temperatura.
ABFA. Comunicado da ABFA. Retomada dos serviços de Fisioterapia Aquática no Brasil, 6 de maio de 2020. Disponível em: https://abfaquatica.com.br/comunicado-da-abfa-covid-19-n-2 ANDRADE, S.A.; SANTOS, D. N.; BASTOS, A.C.; PEDROMÔNICO, M. R. M.; ALMEIDA-FILHO, N.; BARRETO, M. L. Ambiente familiar e desenvolvimento cognitivo infantil: uma abordagem epidemiológica. Rev. Saúde Pública, v. 39, n. 4, p. 606-11, 2005. CAMARGOS, Ana Cristina, R. et al. Fisioterapia em pediatria - Da evidência à prática clínica. Disponível em: Minha Biblioteca, MedBook Editora, 2019. FIGUEIREDO, P. A. P. Natação para bebês, infantil e iniciação: uma estimulação para a vida. São Paulo: Phorte, 2011. RIBEIRO R.F.; VINOLAS PRAT; GOMES A.M.; MORAIS R.L.S. Relação entre práticas parentais e marcos do desenvolvimento motor no primeiro ano de vida. Rev Pesq Fisio. v.8, n. 3, p. 296-304, 2018. SANZ, M; SANZ, M. Tu hijo y El água. Buenos Aires: Ediciones B, 2006. SILVA, J. O.; MARTINS, J. C.; MORAIS, R. L. S.; GOMES, W. F. Influência da estimulação aquática no desenvolvimento de crianças de 0 a 18 meses: um estudo piloto. Fisioterapia e Pesquisa, São Paulo, v. 16, n.4, p. 335-40, out./dez 2009. TAHARA, A. K.; SANTIAGO, D. R. P.; TAHARA, A.K. As atividades aquáticas associadas ao processo de bem-estar e qualidade de vida. EFDeportes.com, Revista Digital. Buenos Aires, ano 11, n. 103, dez. 2006. BORIONI, F; BIINO, V; TINAGLI, V; PESCE, C. Effects of Baby Swimming on Motor and Cognitive Development: A Pilot Trial. Percept Mot Skills. 2022 Aug;129(4):977-1000.
Professores e estudantes (graduação, mestrado e doutorado) em constante troca com as famílias das crianças. Além disso, médicos pediatras e profissionais da SUS (Atenção Primária à Saúde) encaminham frequentemente crianças para avaliação e acompanhamento.
Médicos pediatras e outros profissionais da SUS (Atenção Primária à Saúde), como enfermeiros, nutricionistas e fisioteraptaeus, encaminham frequentemente crianças para avaliação e acompanhamento. E recebem o retorno, a contra referência, da condição de saúde da criança.
Promoção da interação entre extensão oferecida, com disciplinas de graduação (Saúde da Criança e do Adolescente e Fisioterapia Aquática) e projetos de pesquisa (mestrado e doutorado do PPGReab).
Desenvolver habilidades dos discentes em lidar com o inesperado e ao aprendizado de fazer adaptações das atividades no momento da prática, quesito esse de fundamental importância quando se fala em atuação profissional junto à criança e sua família, em todos os cursos da saúde.
Rastreio do desenvolvimento infantil na primeiríssima infância, sendo modelo de acompanhamento na Atenção Primária à Saúde. Desenvolvimento da cultura da estimulação precoce e atividade aquática infantil com método e segurança.
Cartaz, portal da UFVJM e redes sociais
Público-alvo
Crianças de 0 até 1 anos e meio.
Responsáveis legais das crianças (pais, mães e cuidadores)
Alunos de graduação e pós-graduação.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 16 h
- Tarde;
Avaliação admissional das crianças
- Manhã;
- Tarde;
- Noite;
4 grupos, 2 vezes por semana, totalizando 8 encontros por semana
- Tarde;
Reavaliação das crianças