Detalhes da ação

Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) do Município de Diamantina-MG: Sub-Bacia do Rio São Francisco

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001374

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

01/08/2025

Data Fim

31/07/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

eric bastos gorgens

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Agrárias

Área Temática Principal

Meio Ambiente

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Desenvolvimento regional

Abrangência

Regional

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Sim

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 1038 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 1038 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 180 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 180 h
Resumo

Este projeto tem como objetivo executar o Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) na sub-bacia do Rio São Francisco, de forma participativa com as comunidades locais. O ZAP, é um instrumento técnico de planejamento e gestão ambiental territorial que visa promover o uso sustentável dos recursos, subsidiar a conservação, recuperação ambiental e orientar o uso do solo pela definição da vocação natural dos terrenos, garantindo a utilização adequada das áreas frente às suas limitações e potencialidades.


Palavras-chave

Zoneamento Ambiental Produtivo, Bacias Hidrográficas, Sustentabilidade, Educação Ambiental, Gestão Territorial, Diamantina-MG


Introdução

O município de Diamantina, situado em uma região de cabeceiras de importantes bacias hidrográficas (IDE-SISEMA, 2025), enfrenta o desafio contínuo de equilibrar suas atividades produtivas com a conservação ambiental. O avanço de práticas de uso e ocupação do solo, por vezes em desacordo com as fragilidades e potencialidades do meio, pode causar diversos impactos negativos (DOS SANTOS et al., 2021). A necessidade de conciliar a produção agrossilvipastoril com a conservação dos recursos naturais, especialmente os hídricos, torna-se um imperativo para o desenvolvimento sustentável local (MINAS GERAIS, 2023). Diante deste cenário, o Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) surge como uma resposta institucional e técnica robusta. Instituído pelo Decreto Estadual nº 46.650/2014 (MINAS GERAIS, 2014), o ZAP é um instrumento de planejamento e gestão territorial que visa promover o uso sustentável dos recursos naturais, subsidiar ações de conservação e recuperação ambiental e orientar o uso do solo de forma estratégica, com base na vocação de cada área (ROSA & FERREIRA, 2021). Contudo, a eficácia de uma ferramenta de planejamento depende de sua apropriação por quem vive e trabalha no território. É neste ponto que o presente projeto de extensão se insere, propondo não apenas a aplicação técnica do ZAP na sub-bacia do Rio São Francisco, mas sua construção conjunta e dialogada com agricultores, moradores e demais atores sociais. A participação comunitária ativa é o pilar que garante a legitimidade e a perenidade dos resultados. Para garantir essa construção coletiva, as ações de comunicação e educação ambiental são transversais a todo o processo. Atividades como programas de rádio, visitas técnicas e apresentações públicas serão realizadas para traduzir, discutir e validar os dados gerados, transformando informação técnica em conhecimento socialmente relevante e aplicável. Ao articular a aplicação de uma política pública (ZAP) com o engajamento comunitário, este projeto personifica a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a formação de profissionais e cidadãos mais conscientes e para a tomada de decisões que promovam, de fato, a sustentabilidade na região.


Justificativa

A gestão sustentável do território é um desafio premente em regiões de grande importância hídrica e produtiva como Diamantina-MG. A ausência de um planejamento integrado pode levar a cenários de uso inadequado do solo, intensificação de processos erosivos, perda de qualidade da água e conflitos sociais, comprometendo a resiliência dos ecossistemas e a qualidade de vida das comunidades (MINAS GERAIS, 2023; SPERANDIO et al., 2025). Nesse contexto, a aplicação do Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), um instrumento oficial de política pública, justifica-se como uma ferramenta essencial para subsidiar a tomada de decisões e promover um desenvolvimento que concilie produção e conservação (NEPZAP UFVJM, 2022; MINAS GERAIS, 2023). Contudo, a eficácia de um instrumento técnico não reside apenas em sua qualidade, mas em sua legitimidade e apropriação social. A principal justificativa deste projeto reside, portanto, em sua abordagem metodológica: a construção do ZAP com as comunidades, e não apenas para elas. Diferente de uma aplicação puramente técnica, este projeto propõe envolver os agricultores, moradores e lideranças locais em todas as etapas da elaboração do diagnóstico, desde a validação dos mapas de paisagem e uso do solo até a interpretação conjunta dos dados de demanda hídrica e potencial de uso. É essa construção participativa que transforma o ZAP de um relatório técnico em um plano de ação relevante e compreendido por todos, garantindo que o conhecimento gerado seja, de fato, um bem comum. Esta abordagem dialógica se alinha diretamente à missão da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), que prevê a geração e aplicação do conhecimento de forma integrada à realidade regional (UFVJM, 2023). Ao promover essa interação, o projeto materializa a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: a pesquisa é enriquecida com o saber local; o ensino é qualificado pela vivência prática dos estudantes em desafios reais; e a extensão cumpre sua função social de forma transformadora. A participação ativa dos discentes em todas as fases do projeto, da coleta de dados em campo ao diálogo com os moradores, é uma oportunidade ímpar de formação de profissionais tecnicamente competentes e socialmente conscientes. Por fim, a relevância do projeto é amplificada pela sua capacidade de articulação. A parceria com a Prefeitura de Diamantina e outras organizações locais não apenas assegura a viabilidade da proposta, mas também fortalece uma rede de colaboração essencial para a implementação de futuras ações baseadas nos resultados do ZAP, demonstrando o compromisso da universidade em construir soluções sustentáveis para os complexos desafios de seu território.


Objetivos

Geral - Construir e socializar, de forma participativa, o Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) como ferramenta para o planejamento e a gestão territorial para a sub-bacia hidrográfica do rio São Francisco, no município de Diamantina-MG, articulando a geração de conhecimento técnico com o fortalecimento do engajamento socioambiental e a formação acadêmica. Específicos - Elaborar o Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) de forma colaborativa, garantindo o envolvimento das comunidades locais em suas diversas etapas de construção, desde os levantamentos de dados em campo até a validação conjunta dos resultados. - Identificar e mapear, a partir dos resultados do ZAP, a vocação natural dos terrenos, os conflitos de uso do solo e as áreas prioritárias para a conservação e recuperação ambiental na sub-bacia. - Divulgar os resultados do ZAP às comunidades locais de forma acessível e compreensível, utilizando diferentes meios de comunicação (programas de rádio, visitas técnicas, apresentações públicas). - Promover espaços de diálogo e capacitação que incentivem a apropriação do ZAP pelas comunidades como uma ferramenta para a gestão de suas propriedades e para a reivindicação de políticas públicas de desenvolvimento rural sustentável. - Promover a integração entre ensino, pesquisa e extensão, proporcionando aos estudantes da UFVJM uma experiência prática e multidisciplinar na área de planejamento e gestão ambiental. - Estabelecer e fortalecer parcerias com órgãos públicos, instituições de ensino e organizações da sociedade civil para a implementação e continuidade das ações propostas. - Contribuir para a formulação de políticas públicas locais que incorporem as diretrizes do ZAP, visando a sustentabilidade de longo prazo das propriedades rurais e a restauração de ecossistemas degradados.


Metas

- Meta 01: Realizar a elaboração do Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) para a sub-bacia hidrográfica do rio São Francisco, no município de Diamantina-MG. Esta meta será alcançada por meio da execução colaborativa de suas etapas técnicas, incluindo a caracterização das unidades de paisagem, a análise do potencial de uso conservacionista (PUC), o cálculo do índice de demanda hídrica e o levantamento de uso e ocupação do solo, sempre com a validação e o diálogo contínuo com as comunidades locais. O resultado será um diagnóstico robusto, construído de forma conjunta entre a universidade e a sociedade. - Meta 02: Implementar uma estratégia contínua de comunicação e apropriação social, visando traduzir os resultados técnicos do ZAP em conhecimento prático e acessível para a comunidade. Para alcançar esta meta, o projeto se desdobrará em um conjunto integrado de ações de diálogo. No âmbito comunitário, serão realizadas visitas técnicas para discutir os resultados e as práticas de manejo diretamente no território, além da organização de apresentações públicas e rodas de conversa para validar os diagnósticos e planejar ações futuras de forma coletiva. Visando um alcance mais amplo, a estratégia contempla a produção e veiculação de conteúdo sobre o ZAP em rádios locais e a realização de atividades em escolas das comunidades para discutir a importância da conservação ambiental com as novas gerações. Adicionalmente, o intercâmbio com os públicos acadêmico e institucional será fortalecido pela participação ativa em eventos da UFVJM, como a Semana do Produtor Rural (DiamantAgro) e o Vem para UFVJM, e pela apresentação dos resultados em fóruns técnicos e científicos, como a Semana de Integração (SINTEGRA) e a Semana do Meio Ambiente. - Meta 03: Garantir o envolvimento ativo e contínuo de estudantes de graduação e pós-graduação em todas as fases do projeto, desde os levantamentos em campo e análises de dados até as atividades de interação com os moradores. A meta é proporcionar uma vivência que qualifique a formação acadêmica, desenvolvendo competências técnicas e habilidades de diálogo intercultural. - Meta 04: Elaborar e publicar um livro que detalhe a metodologia aplicada e apresente os resultados completos do diagnóstico, incluindo mapas, dados e análises. A publicação será disponibilizada online, servindo como base de consulta para gestores públicos, órgãos ambientais e futuras pesquisas acadêmicas, cumprindo o papel de socializar o conhecimento gerado pelo projeto.


Metodologia

A metodologia deste projeto fundamenta-se na construção conjunta do conhecimento, em que a comunidade local atua como protagonista e parceira da universidade na análise de seu próprio território. Dessa forma, a espinha dorsal do projeto consistirá na aplicação colaborativa das etapas do Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP), conforme descrito na metodologia oficial (MINAS GERAIS, 2023). Cada etapa será desenvolvida da seguinte forma: - Seleção da área de estudo: O Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) será realizado na sub-bacia do rio São Francisco, localizada no município de Diamantina-MG, abrangendo comunidades de distritos como Conselheiro Mata, Sopa, Guinda e São João da Chapada. A delimitação da área seguirá rigorosamente os critérios técnicos estabelecidos na metodologia oficial do ZAP, utilizando as bases de dados oficiais do IDE-Sisema. - Caracterização das unidades de paisagem: Esta etapa consiste na identificação e descrição dos diferentes ambientes da bacia, considerando a relação entre geologia, relevo e solos. Para garantir o caráter participativo, serão realizadas "caminhadas transversais" e oficinas de mapeamento com os moradores mais experientes. O conhecimento local sobre os tipos de terra, suas limitações e potencialidades será registrado e integrado à análise técnica, enriquecendo o diagnóstico. - Método Potencial de Uso Conservacionista (PUC): O PUC é um método que avalia a fragilidade e o potencial do meio físico para orientar o uso sustentável. Os mapas de PUC, gerados a partir da análise de declividade, solo e litologia, serão apresentados às comunidades em rodas de conversa. O objetivo será discutir as recomendações técnicas, compará-las com as práticas agrícolas atuais e identificar, em conjunto, as melhores estratégias de manejo para cada tipo de ambiente. - Cálculo do Índice de Demanda Hídrica Superficial (IDHS): Esta fase busca indicar as áreas e cursos d'água com maior demanda pelo uso da água. O levantamento dos usuários de água e os resultados do IDHS serão apresentados de forma clara e visual, utilizando mapas e gráficos de fácil compreensão. Em reuniões comunitárias, serão discutidas as implicações desses dados, identificando coletivamente as áreas de maior criticidade hídrica e os possíveis conflitos, fomentando uma base para a gestão compartilhada dos recursos hídricos. - Uso e ocupação da terra: O mapeamento do uso e ocupação da terra será elaborado pela equipe técnica do projeto, utilizando imagens de satélite e métodos de classificação para representar o cenário atual da sub-bacia. Uma vez finalizado, o mapa será levado às comunidades como uma ferramenta de diagnóstico para iniciar um diálogo. O objetivo desta etapa é apresentar os dados de forma didática, permitindo que os moradores visualizem e compreendam como seu território tem sido utilizado, promovendo uma reflexão conjunta sobre os padrões de ocupação e suas consequências. - Consolidação e Socialização dos Resultados Finais: A etapa final consiste na integração de todos os dados gerados. Estes resultados serão analisados em conjunto com a comunidade em oficinas de planejamento. A partir deste diagnóstico consolidado, o projeto se dedicará à ampla socialização do conhecimento, utilizando as estratégias de comunicação definidas nas metas. - Divulgação dos Resultados: A divulgação dos resultados é uma etapa fundamental deste projeto, concebida não como um evento final, mas como um processo contínuo para garantir que o Zoneamento Ambiental Produtivo (ZAP) se torne uma ferramenta viva, compreendida e utilizada pela comunidade. Para isso, a estratégia abrange a adaptação de todas as informações técnicas do ZAP para uma linguagem acessível e visualmente atrativa, com a elaboração de materiais de apoio como banners e apresentações simplificadas para serem utilizados em todas as atividades de diálogo. No contato direto com o público, serão realizadas visitas técnicas e encontros presenciais nas comunidades e escolas para apresentar os resultados, tirar dúvidas e coletar feedback. Visando um alcance mais amplo, serão produzidos e veiculados programas e spots informativos em rádios locais, utilizando um meio de comunicação de grande penetração na região. O intercâmbio com a comunidade acadêmica e a sociedade em geral será fortalecido pela participação ativa em eventos institucionais, como a "Semana do Produtor Rural da UFVJM - DiamantAgro" e o "Vem para UFVJM", promovendo a integração e a socialização da experiência. Como produto final e legado do projeto, será elaborado e publicado um livro que detalhará a metodologia e os resultados completos do diagnóstico, servindo como uma base de consulta oficial disponibilizada online para gestores, órgãos ambientais e futuras pesquisas acadêmicas.


Referências Bibliográficas

DOS SANTOS, P.S., DOS SANTOS, M.E.D.G., & DOS SANTOS, R. (2021). Uso e ocupação do solo: reflexão sobre impacto ambiental. Agri-environmental sciences, 7(1), 10-10. https://doi.org/10.36725/agries.v7i1.5208 IDE-SISEMA. Infraestrutura de Dados Espaciais do Sistema Espaciais do Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos. 2025. https://semad.mg.gov.br/web/geoportal MINAS GERAIS. Decreto Estadual nº 46.650 de 19 de novembro de 2014, que aprova a Metodologia Mineira de Caracterização Socioeconômica e Ambiental de Subbacias Hidrográficas, denominada Zoneamento Ambiental e Produtivo ZAP e dá outras exceções. Publicado na Imprensa Oficial de Minas Gerais em 20 de novembro de 2014. Disponível em:http://jornal.iof.mg.gov.br/xmlui/handle/123456789/134277 NEPZAP UFVJM - Núcleo de estudo e pesquisa do zoneamento produtivo da UFVJM. Zoneamento Ambiental e Produtivo (ZAP) da bacia hidrográfica do Rio Preto-MG. Relatório. Diamantina. 2022. MINAS GERAIS. Metodologia Do Zoneamento Ambiental Produtivo de Sub-Bacias Hidrográficas. SEMAD/SEAPA, Belo Horizonte, v.4, p. 162, 2023. ROSA, R.M.; FERREIRA, V.O. O zoneamento ambiental enquanto instrumento para o planejamento e gestão territorial: abordagem aplicada ao município de Araguari-MG. Caderno de Geografia, v. 31, n. 64, p. 33-33, 2021. https://doi.org/10.5752/P.2318-2962.2021v31n64p33 Sperandio, H. V., de Morais, M. S., de Jesus França, L. C., Mucida, D. P., Santana, R. C., da Silva, R. S., ... & Gorgens, E. B. (2025). Land suitability modeling integrating geospatial data and artificial intelligence. Agricultural Systems, 223, 104197. https://doi.org/10.1016/j.agsy.2024.104197 UFVJM. Plano de Desenvolvimento Institucional-2024-2028. UFVJM, 2023.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A interação dialógica entre a comunidade acadêmica e a sociedade é um pilar fundamental deste projeto de extensão, alinhado à missão da UFVJM de estabelecer com a comunidade uma relação de interatividade. Reconhecemos que o conhecimento não reside apenas nos muros da universidade, mas também nos saberes e experiências das comunidades locais. Assim, o projeto será construído e desenvolvido em um processo contínuo de diálogo e troca, onde a universidade não apenas transfere conhecimento, mas também aprende com as realidades, necessidades e percepções dos moradores, em um processo de intercâmbio com a sociedade na qual está inserida. Essa interação se manifestará de diversas formas: - Escuta Ativa: Antes e durante a aplicação do ZAP, serão realizadas reuniões e conversas com os membros das comunidades para compreender suas demandas, conhecimentos tradicionais sobre o território e suas expectativas em relação ao projeto. Essa escuta ativa garantirá que as ações sejam relevantes e adequadas às realidades locais, partindo do contexto social, cultural e ambiental vivenciado pelas comunidades. - Apresentações e Debates: Os resultados do ZAP serão apresentados de forma clara e acessível, utilizando linguagem adequada e recursos visuais que facilitem a compreensão. As apresentações serão seguidas de debates abertos, onde os participantes poderão expressar suas opiniões, fazer perguntas e contribuir com sugestões. - Criação Conjunta de Soluções: A partir dos resultados do ZAP e das discussões com as comunidades, serão propostas e desenvolvidas soluções conjuntas para os desafios socioambientais identificados. A expertise técnica da universidade será combinada com o conhecimento prático e a vivência dos moradores, resultando em ações mais eficazes e sustentáveis, que podem subsidiar a elaboração de planos e a formalização de pactos. - Canais de Comunicação Abertos: Além dos programas de rádio e visitas técnicas, serão estabelecidos pontos de contato nas comunidades por meio do Sindicato dos Produtores Rurais, para facilitar a troca de informações e o feedback dos participantes. - Participação em Eventos Locais: A equipe do projeto buscará participar de eventos e reuniões já existentes nas comunidades, fortalecendo os laços e demonstrando o compromisso da universidade com a vida local. Essa abordagem dialógica visa empoderar as comunidades, tornando-as protagonistas na gestão de seus recursos naturais e na construção de um futuro mais justo e sustentável. Acreditamos que a verdadeira extensão universitária se faz na horizontalidade, no respeito mútuo e na valorização de todos os saberes.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A complexidade dos desafios socioambientais relacionados ao Zoneamento Ambiental Produtivo exige uma abordagem interdisciplinar e interprofissional. A equipe do projeto será composta por profissionais e estudantes de diversas áreas do conhecimento, como Ciências Agrárias, Engenharia Florestal, Geografia entre outras. Essa diversidade de olhares e expertises permitirá uma compreensão mais abrangente dos problemas e a proposição de soluções mais completas e eficazes. A interdisciplinaridade se manifestará na integração de diferentes metodologias e conceitos. Por exemplo, a aplicação do ZAP envolve conhecimentos de geoprocessamento, hidrologia, pedologia e ecologia, enquanto a comunicação socioambiental demandará abordagens da comunicação e educação. A articulação entre essas áreas será constante, desde o planejamento das ações até a análise dos resultados. A interprofissionalidade será garantida pela colaboração entre docentes e estudantes da UFVJM, bem como pela interação com profissionais da Prefeitura de Diamantina, de órgãos ambientais e de outras instituições parceiras. Essa troca de experiências e conhecimentos entre diferentes formações profissionais enriquecerá o projeto e contribuirá para a formação de uma rede de colaboração em prol do desenvolvimento sustentável da região. Acreditamos que a união de diferentes saberes e práticas é essencial para enfrentar os desafios complexos que envolvem a relação entre sociedade e meio ambiente.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

Este projeto de extensão está intrinsecamente articulado aos pilares do ensino e da pesquisa, reafirmando a indissociabilidade universitária. No âmbito do ensino, o projeto oferecerá aos estudantes de graduação e pós-graduação a oportunidade de vivenciar a aplicação prática de seus conhecimentos em um contexto real, contribuindo para sua formação técnica, humanística e cidadã. A participação em atividades de campo, coleta e análise de dados, interação com as comunidades e elaboração de relatórios proporcionará uma aprendizagem prática e contextualizada, complementando o conhecimento teórico adquirido em sala de aula e permitindo uma formação com sentido mais amplo. Na pesquisa, o projeto se beneficiará do vasto conjunto de dados e informações sobre o uso do solo, recursos hídricos, biodiversidade e aspectos socioeconômicos das comunidades. Esses dados serão sistematizados e analisados, subsidiando pesquisas científicas que poderão aprofundar o conhecimento sobre a região, identificar padrões, avaliar impactos e propor novas soluções. A interação com as comunidades também poderá gerar novas questões de pesquisa, a partir das demandas e saberes locais. A extensão é o elo que conecta o ensino e a pesquisa à sociedade, promovendo uma interação transformadora entre a Universidade e outros setores. Por meio das ações de divulgação do ZAP, capacitação das comunidades e diálogo contínuo, o conhecimento produzido na universidade será compartilhado e aplicado na resolução de problemas reais. A extensão permitirá que a universidade cumpra seu papel social, contribuindo diretamente para o desenvolvimento sustentável de Diamantina-MG e para a melhoria da qualidade de vida das comunidades rurais. A troca de saberes entre a academia e a sociedade será constante, promovendo a construção coletiva de soluções.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A participação dos formandos neste projeto será um diferencial em sua formação acadêmica, proporcionando o amadurecimento da responsabilidade social e o desenvolvimento de um senso crítico aguçado. Os estudantes estarão envolvidos em todas as etapas do projeto, desde o estudo e análise dos dados do ZAP até a interação direta com as comunidades. Eles terão a oportunidade de: - Aplicar Conhecimentos Teóricos: Colocar em prática os conhecimentos adquiridos em disciplinas como Geoprocessamento, Hidrologia, Pedologia, Planejamento Territorial e Educação Ambiental e compreendendo a relevância de suas áreas de estudo para a resolução de problemas reais. - Desenvolver Habilidades Técnicas: Adquirir experiência em levantamentos de campo, coleta e análise de dados georreferenciados, uso de softwares específicos (GIS), e elaboração de mapas e relatórios técnicos. - Interagir com a Realidade Social: Compreender as complexidades socioambientais das comunidades rurais, os desafios enfrentados pelos produtores e a importância do diálogo entre diferentes saberes. - Aprimorar Habilidades de Comunicação e Interação: Participar ativamente das interações com as comunidades locais, desenvolvendo a capacidade de comunicação clara e acessível, a escuta ativa, o trabalho em equipe e a mediação de conflitos. Essa experiência é crucial para a formação de profissionais engajados e com senso de responsabilidade social. - Desenvolver Senso Crítico e Visão Holística: Ao lidar com a complexidade dos problemas socioambientais e as diferentes perspectivas dos atores envolvidos, os estudantes serão estimulados a desenvolver um pensamento crítico e uma visão holística sobre o desenvolvimento sustentável, compreendendo a interconexão entre os aspectos ambientais, sociais, econômicos e culturais. - Produção Acadêmica: A participação no projeto poderá gerar oportunidades para a elaboração de resumos para congressos e outras produções acadêmicas, enriquecendo seus currículos e contribuindo para a disseminação do conhecimento gerado. - A creditação curricular da extensão será garantida, conforme a política da UFVJM, confirmando a relevância da experiência extensionista para a formação integral do estudante.


Impacto e Transformação Social

O projeto terá um impacto significativo e transformador nas comunidades atendidas e no próprio município. Ao divulgar os resultados do ZAP e capacitar os moradores para o conhecimento e utilização dessa ferramenta, o projeto contribuirá diretamente para: - Impacto no Uso e Gestão do Território: A aplicação do ZAP permitirá uma compreensão aprofundada das potencialidades e limitações do território. Ao analisar a vocação natural dos terrenos, o projeto irá além da simples identificação de áreas para conservação. Será possível identificar áreas com alto potencial agropecuário que, atualmente, podem estar subutilizadas ou em processo de degradação, como pastagens de baixa produtividade. Essa informação é estratégica, pois permite orientar um aumento da produção e da eficiência agrícola nas áreas mais aptas, contribuindo para a segurança alimentar e a geração de renda das famílias. Ao mesmo tempo, ao intensificar o uso em áreas adequadas, o projeto fomenta a proteção e recuperação de ecossistemas mais frágeis, como nascentes e matas ciliares, promovendo um equilíbrio entre produção e conservação ambiental. Dessa forma, o ZAP atua como uma ferramenta para o desenvolvimento sustentável, que alia a otimização produtiva à responsabilidade socioambiental. - Fortalecimento da Gestão Ambiental Local: Capacitar as comunidades para participarem ativamente das decisões sobre o planejamento e a gestão de seus territórios, contribuindo para a elaboração de políticas públicas mais eficazes. - Melhoria da Qualidade Ambiental: Ações subsidiárias de recuperação de áreas degradadas, proteção de nascentes e rios, e manejo adequado do solo, resultando em ambientes mais saudáveis ​​e resilientes. - Redução de Conflitos pelo Uso da Água e do Solo: A identificação de áreas de conflito e a proposição de soluções baseadas no ZAP, aliadas ao diálogo e à mediação, podem contribuir para a redução de tensões e disputas pelo uso dos recursos naturais, promovendo a convivência harmoniosa entre os diferentes atores sociais. - Promoção do Desenvolvimento Rural Sustentável: Orientar produções rurais na adoção de práticas que conciliam produção e conservação, afetando a sustentabilidade de longo prazo de suas atividades. - Subsídio para Políticas Públicas: Os resultados e as experiências do projeto poderão subsidiar a formulação e o aprimoramento de políticas públicas municipais relacionadas ao planejamento territorial, gestão de recursos hídricos, desenvolvimento rural sustentável e educação ambiental, garantindo a perenidade dos impactos gerados. - Integração Universidade-Sociedade: Consolidar a UFVJM como um agente relevante no desenvolvimento regional, promovendo uma relação de interatividade e troca de saberes com as comunidades.


Divulgação

A divulgação das ações e resultados do projeto será realizada de forma estratégica e multifacetada, visando alcançar o público-alvo de maneira eficaz e garantir a ampla disseminação do conhecimento gerado. A estratégia de comunicação abrangerá as seguintes ações: - Produção de Material Didático: Elaboração de banners, folders, e outros materiais didáticos sobre o ZAP e temas correlatos, com linguagem simples e ilustrações, para serem utilizados em oficinas e distribuídos às comunidades e escolas. - Diálogo Direto e Presencial: Realização de visitas técnicas e apresentações públicas nas comunidades envolvidas, onde os relatórios do ZAP serão apresentados de forma didática para promover rodas de conversa, esclarecer dúvidas, coletar feedback e fomentar a construção coletiva de propostas. - Comunicação via Rádio: Produção e veiculação de spots informativos em rádios locais de Diamantina e região, com linguagem acessível e foco nos benefícios do ZAP para as comunidades rurais. - Participação em Eventos Institucionais: Presença ativa em eventos institucionais com "Semana do Produtor Rural da UFVJM - DiamantAgro", "Vem para UFVJM", e Sintegra, utilizando esses espaços para expor os resultados, realizar palestras e promover a integração com outros projetos e a divulgação para um público mais amplo. - Publicações Científicas e Técnicas: Sistematização dos resultados do projeto para publicação de resumos e um livro, contribuindo para a produção de conhecimento na área e para a disseminação das boas práticas de planejamento e gestão ambiental.


Público-alvo

Descrição

Produtores Rurais, Agricultores Familiares e Comunidades Rurais dos distritos de Diamantina-MG.

Descrição

Estudantes de Graduação e Pós-Graduação da UFVJM

Descrição

Docentes e técnicos-administrativos

Descrição

Prefeito, secretários e diretorias da Prefeitura de Diamantina-MG

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

A parceria com a Prefeitura é fundamental para o apoio institucional, logístico e para a integração das diretrizes do ZAP nas políticas públicas municipais. A Prefeitura poderá auxiliar na mobilização das comunidades, na disponibilização de dados e informações locais, e na divulgação dos resultados do projeto.

Participação da Instituição Parceira

As comunidades e suas associações serão parceiras ativas na construção do projeto, contribuindo com seus saberes tradicionais, participando das discussões e auxiliando na implementação das ações propostas.

Participação da Instituição Parceira

A colaboração com esses órgãos é importante para o alinhamento das ações do projeto com as políticas ambientais estaduais e para o acesso a dados e informações relevantes sobre a legislação e a gestão ambiental.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 1038 h

Carga Horária 16 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Alinhar estratégias, definir papéis e garantir o apoio da prefeitura e outros parceiros.

Carga Horária 40 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Treinamento da equipe discente na metodologia do ZAP, no uso de ferramentas de geoprocessamento e em abordagens de diálogo com comunidades.

Carga Horária 40 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Primeiros contatos com as comunidades e lideranças para apresentar a proposta, objetivos e metodologia, e agendar os próximos passos.

Carga Horária 32 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Coleta e estruturação de todas as bases de dados geoespaciais necessárias (imagens de satélite, dados do IDE-Sisema, etc.).

Carga Horária 160 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Realização de oficinas e "caminhadas transversais" com os moradores para identificar e caracterizar as unidades de paisagem, aliando saber técnico e local.

Carga Horária 60 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Processamento dos dados de solo, relevo e geologia e realização de rodas de conversa com as comunidades para discutir os mapas de aptidão da terra

Carga Horária 50 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Análise dos dados de uso da água e apresentação dos resultados em reuniões comunitárias para discutir a disponibilidade hídrica.

Carga Horária 60 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Elaboração do mapa técnico e apresentação às comunidades como ferramenta de diálogo para reflexão sobre o cenário atual do território.

Carga Horária 120 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Etapa de gabinete para cruzar todas as informações geradas (Uso x PUC), identificar conflitos e potencialidades, e consolidar o diagnóstico.

Carga Horária 140 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Produção dos mapas finais e redação dos relatórios que irão compor o livro final do projeto.

Carga Horária 40 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Criação de materiais didáticos com linguagem acessível para apoiar as atividades de diálogo e divulgação.

Carga Horária 30 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Roteirização, gravação e veiculação de spots informativos em rádios locais para alcançar um público amplo.

Carga Horária 60 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Encontros para apresentação de resultados parciais e finais, coleta de feedback e fortalecimento do diálogo contínuo.

Carga Horária 52 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Evento formal de encerramento em cada comunidade principal para apresentar o diagnóstico final à população e aos parceiros.

Carga Horária 40 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Preparação de material (pôsteres, apresentações) e participação em eventos institucionais como DiamantAgro, Vem para UFVJM e Sintegra.

Carga Horária 48 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Reuniões mensais da equipe do projeto para avaliar o andamento das atividades, solucionar problemas e planejar os próximos passos.

Carga Horária 15 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Sistematização das informações para elaboração dos relatórios semestrais.

Carga Horária 15 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Sistematização das informações para elaboração dos relatórios semestrais.

Carga Horária 20 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Realização de um seminário final com a equipe, parceiros e representantes da comunidade para avaliar os resultados e os impactos do projeto.