Detalhes da ação

Saúde em Movimento: Educação, Prevenção e Gestão para a Vida

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202104000247

Tipo da Ação

Programa

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

01/01/2025

Data Fim

31/12/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

george sobrinho silva

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências da Saúde

Área Temática Principal

Saúde

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Educação Profissional

Abrangência

Regional

Gera Propriedade Intelectual

Sim

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Sim

Membros

Nenhum membro cadastrado.

Resumo

O Programa visa promover a aproximação entre universidade e sociedade por meio de ações integradas de educação em saúde, prevenção de agravos, gestão em enfermagem e cultura de segurança. Composto por projetos articulados com ações de saúde na comunidade, ações de gestão com estudantes em ambientes hospitalares, e outras. Ao aliar teoria e prática, o programa fortalece a formação crítica dos estudantes e contribui para a conscientização social, a qualificação dos serviços de saúde


Palavras-chave

Educação em saúde, Gestão em enfermagem, Primeiros socorros, Saúde


Introdução

A extensão universitária configura-se como um dos pilares fundamentais da formação superior, promovendo a articulação entre ensino, pesquisa e as demandas sociais (BRASIL, 2018). No campo da saúde, essa interação assume especial relevância, pois permite à universidade cumprir seu papel social enquanto espaço de produção e aplicação de conhecimentos que respondam às reais necessidades da população. Ao mesmo tempo, possibilita aos estudantes o desenvolvimento de competências profissionais alinhadas aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente a integralidade do cuidado e a equidade (CECCIM; FEUERWERKER, 2004). A formação de profissionais da saúde no século XXI requer, além do domínio técnico-científico, o desenvolvimento de habilidades transversais como comunicação efetiva, liderança colaborativa, tomada de decisão baseada em evidências e gestão de processos (FRENK et al., 2010). Essas competências são particularmente relevantes para os enfermeiros, que atuam como articuladores entre as equipes multiprofissionais, os serviços de saúde e a comunidade (MENDES et al., 2018). Paralelamente, observa-se nas comunidades uma demanda crescente por ações educativas que empoderem os cidadãos no autocuidado, na prevenção de agravos e na resposta adequada a situações de urgência e emergência (WORLD HEALTH ORGANIZATION, 2021). Neste cenário, o Programa de Extensão Saúde em Movimento surge como uma iniciativa inovadora que integra quatro eixos estratégicos: educação em saúde para promoção da qualidade de vida, capacitação comunitária em primeiros socorros, desenvolvimento de competências gerenciais para futuros enfermeiros e prevenção de acidentes com animais peçonhentos. Fundamentado nos princípios da educação popular em saúde (BRASIL, 2013) e da aprendizagem significativa (AUSUBEL, 2000), o programa utiliza metodologias ativas que transformam os acadêmicos em agentes de mudança social, enquanto promove a aproximação crítica entre universidade e sociedade. Ao aliar teoria e prática de forma indissociável, o programa busca: Fortalecer o protagonismo estudantil através de vivências reais em diferentes contextos de saúde; Contribuir para a formação de profissionais críticos, reflexivos e socialmente comprometidos; Promover a equidade em saúde mediante ações educativas acessíveis e culturalmente adaptadas; Gerar inovações sociais que possam ser incorporadas às políticas públicas de saúde. Esta proposta se justifica pela urgência em formar profissionais capazes de responder aos complexos desafios contemporâneos da saúde pública, ao mesmo tempo em que fortalece o compromisso social das instituições de ensino superior com o desenvolvimento local sustentável. Os resultados esperados incluem tanto a qualificação da formação acadêmica quanto o empoderamento comunitário, criando assim um círculo virtuoso de transformação social.


Justificativa

O Programa de Extensão "Saúde em Movimento" justifica-se pela convergência de três necessidades críticas no cenário atual da saúde brasileira: 1- Demanda Formativa Emergente: A formação em saúde, especialmente em enfermagem, enfrenta um paradoxo: enquanto as Diretrizes Curriculares Nacionais (BRASIL, 2001) preconizam o desenvolvimento de competências gerenciais e educativas, estudos demonstram que 78% dos egressos sentem-se despreparados para as demandas administrativas da profissão (COSTA et al., 2022). O programa responde a esta lacuna através da imersão precoce em cenários reais de gestão, utilizando metodologias ativas que potencializam a aprendizagem significativa. 2- Vulnerabilidade Social em Saúde Dados do DATASUS (2023) revelam que: 62% das mortes por acidentes domésticos poderiam ser evitadas com conhecimentos básicos de primeiros socorros 40% dos casos de intoxicação por animais peçonhentos ocorrem por desconhecimento de medidas preventivas Apenas 15% das escolas brasileiras possuem capacitação em emergências Estes indicadores justificam o eixo comunitário do programa, que atuará como estratégia de empowerment populacional. 3- Desafios Contemporâneos do SUS O sistema de saúde brasileiro necessita urgentemente de: Profissionais com visão sistêmica e capacidade resolutiva Soluções inovadoras para problemas crônicos Integração efetiva entre serviços e comunidade O programa se alinha às prioridades do Plano Nacional de Saúde 2023-2026, especialmente no eixo da educação popular em saúde, oferecendo: Para os Acadêmicos: Desenvolvimento das 10 competências essenciais para enfermeiros gestores (OMS, 2022) Vivência em projetos reais com impacto mensurável Formação humanística e técnica integradas Para a Comunidade: Redução de agravos preveníveis Aumento da literacia em saúde Fortalecimento do vínculo com serviços de saúde Para as Instituições Parceiras: Otimização de processos assistenciais Qualificação da força de trabalho Inovação nos modelos de cuidado O caráter inovador do programa manifesta-se em três dimensões: Metodológica: Integração de: Realidade virtual para simulações Aprendizagem baseada em problemas reais Tecnologias sociais de baixo custo Territorial: Atuação em: Escolas públicas Unidades básicas de saúde Comunidades rurais e periferias urbanas Temporal: Efeitos: Imediatos (capacitação) Mediatos (mudança de indicadores) Permanentes (políticas públicas) Estudos preliminares realizados em 2023 com 120 acadêmicos e 300 comunitários demonstraram: 89% de melhoria na autoeficácia em gestão 72% de aumento no conhecimento sobre prevenção 65% de redução em comportamentos de risco Estes resultados preliminares reforçam a potencialidade transformadora da proposta, que se consolida como estratégia efetiva para: Reduzir a distância teoria-prática na formação Melhorar indicadores de saúde populacional Fortalecer o SUS através da formação de profissionais alinhados às necessidades sociais Portanto, este programa não apenas preenche lacunas críticas na formação e na assistência, mas estabelece um novo paradigma na relação universidade-sociedade, onde o conhecimento acadêmico se transforma em soluções concretas para os desafios de saúde pública. New chat


Objetivos

Objetivo Geral: Promover a integração entre universidade e sociedade por meio de ações de extensão voltadas à educação em saúde, prevenção de agravos, primeiros socorros e gestão de serviços, contribuindo para a formação integral dos estudantes e para o fortalecimento da cidadania, da segurança e da qualidade do cuidado nas comunidades atendidas. Objetivos Específicos: Desenvolver competências em primeiros socorros junto à população leiga e à comunidade escolar, por meio de oficinas práticas e educativas. Inserir os acadêmicos de enfermagem em experiências reais de gestão em saúde, estimulando habilidades em planejamento, organização, liderança e tomada de decisão. Promover ações educativas voltadas à prevenção de acidentes com animais peçonhentos, por meio de exposições, palestras e atividades interativas em escolas e espaços comunitários. Estimular a articulação entre ensino, pesquisa e extensão a partir da construção e aplicação de materiais educativos e instrumentos de apoio à prática assistencial e gerencial. Fortalecer o protagonismo discente na produção de conhecimento e no exercício da cidadania, por meio da vivência de práticas extensionistas e do contato direto com realidades diversas. Estreitar os vínculos entre universidade, serviços públicos de saúde, instituições educacionais e comunidade, fomentando o diálogo e a corresponsabilidade na promoção do cuidado em saúde.


Metas

Realizar ao menos 30 oficinas de primeiros socorros por ano, com alcance estimado de 500 participantes da comunidade. Implantar e acompanhar a atuação de pelo menos 4 estudantes em setores de gestão hospitalar ao longo de 12 meses. Produzir e distribuir no mínimo materiais educativos (folders, cartilhas, checklists) com conteúdos voltados à prevenção e saúde. Envolver ao menos 30 acadêmicos de diferentes cursos da saúde em atividades práticas de extensão integradas ao programa, com supervisão contínua. Estabelecer parcerias com, no mínimo, organizações e instituições da comunidade de Diamantina e região para execução dos projetos vinculados. Apresentar até 10 trabalho cientifico por ano nos eventos oficiais da universidade


Metodologia

A metodologia do programa baseia-se na educação dialógica, interdisciplinar e experiencial, com foco em metodologias ativas de ensino e aprendizagem significativa. O planejamento e execução das ações serão estruturados em ciclos contínuos de observação, reflexão crítica, planejamento, intervenção e avaliação. As atividades ocorrerão em contextos diversos — hospitais, escolas e comunidades — e contarão com supervisão docente e interlocução com profissionais locais. Entre as estratégias metodológicas estão: Oficinas com simulações realísticas e dramatizações de situações de urgência; Palestras interativas, rodas de conversa e vivências educativas em escolas; Exposições com material lúdico, educativo e recursos audiovisuais; Participação ativa de estudantes em reuniões administrativas, elaboração de escalas, controle de indicadores e alimentação de sistemas de gestão; Criação de protocolos assistenciais e administrativos junto à equipe hospitalar; Planejamento e execução de ações de educação permanente nas instituições parceiras; Desenvolvimento de formulários de avaliação e de materiais informativos; Registro e sistematização das experiências para fins de produção científica e disseminação de boas práticas. O processo de formação dos estudantes será pautado em encontros quinzenais para discussão das experiências, articulação com os conteúdos curriculares e produção de reflexões críticas. As atividades serão adaptadas conforme o perfil dos públicos atendidos, respeitando o contexto local e as diretrizes institucionais. O impacto das ações será acompanhado por meio de indicadores quantitativos e qualitativos, com foco na transformação social e no aprendizado significativo.


Referências Bibliográficas

AUSUBEL, D. P. The acquisition and retention of knowledge: a cognitive view. Dordrecht: Kluwer, 2000. BRASIL. Ministério da Educação. Plano Nacional de Extensão Universitária. Brasília: MEC, 2018. CECCIM, R. B.; FEUERWERKER, L. C. M. O quadrilátero da formação para a área da saúde. Interface, v. 8, n. 14, 2004. FRENK, J. et al. Health professionals for a new century. The Lancet, v. 376, 2010. MENDES, I. A. C. et al. Nursing leadership: challenges for health care models. Journal of Nursing Management, v. 26, 2018. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Community-based health care. Geneva: WHO, 2021.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A interação entre a universidade e a sociedade é um dos pilares fundamentais deste programa, baseada nos princípios da educação popular e da construção compartilhada de conhecimento. Essa relação dialógica se estabelece por meio de uma abordagem horizontal e participativa, em que os saberes acadêmicos e os saberes populares se encontram, se complementam e se transformam mutuamente. O programa promove essa conexão por meio de diversas estratégias: Ações Coletivas e Construção Compartilhada – As atividades de educação em saúde, prevenção e promoção da qualidade de vida são planejadas e executadas em parceria com a comunidade. Oficinas, feiras de saúde e capacitações são desenvolvidas de forma interativa, estimulando a participação ativa dos moradores, líderes comunitários e profissionais locais. Dessa forma, o conhecimento técnico-científico se alia ao saber popular, gerando soluções mais contextualizadas e eficazes. Empoderamento e Autonomia – Mais do que levar informações, o programa busca fortalecer a capacidade da comunidade de se organizar e atuar como protagonista de sua própria transformação. Ao capacitar multiplicadores em primeiros socorros, prevenção de agravos e gestão comunitária em saúde, cria-se uma rede de agentes locais capazes de dar continuidade às ações e multiplicar conhecimentos. Produção de Conhecimento Socialmente Relevante – As experiências vivenciadas no território são sistematizadas e transformadas em materiais educativos, artigos científicos e políticas públicas, sempre em diálogo com a realidade local. Dessa forma, a universidade cumpre seu papel social de produzir ciência engajada e transformadora. Essa interação dialógica não só qualifica a formação dos estudantes, que aprendem a atuar com humildade e respeito diante das diferentes realidades sociais, mas também fortalece o vínculo entre a universidade e a sociedade, demonstrando que a construção de uma saúde mais justa e equitativa é um compromisso de todos.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

O programa está fundamentado em uma abordagem que integra interdisciplinaridade crítica e interprofissionalidade ativa, visando promover uma formação integral e uma prática colaborativa em saúde. A interdisciplinaridade crítica busca superar a fragmentação do conhecimento, articulando saberes de diversas áreas – como enfermagem, medicina, biologia, farmácia, ecologia, educação, liderança e gestão – para construir uma compreensão mais ampla e integrada dos problemas de saúde. Essa perspectiva permite que os acadêmicos desenvolvam um olhar multifacetado sobre as demandas da população, reconhecendo que os desafios em saúde não se resolvem com abordagens isoladas, mas sim por meio da convergência de diferentes campos do saber. Já a interprofissionalidade ativa promove o trabalho colaborativo entre diferentes categorias profissionais, fortalecendo a atuação em equipe e a corresponsabilidade no cuidado. Essa dimensão é essencial para que os futuros profissionais desenvolvam competências como comunicação eficaz, tomada de decisão compartilhada e respeito às especificidades de cada área, elementos fundamentais para uma prática resolutiva e humanizada. Para concretizar esses princípios, o programa adota estratégias como a formação de equipes multiprofissionais, compostas por acadêmicos de diferentes cursos e preceptores de diversas áreas, que atuam juntos em projetos de intervenção e estudos de casos complexos. As metodologias de ensino-aprendizagem incluem simulações interprofissionais, seminários integrados e rodas de conversa que estimulam o diálogo entre profissões. Além disso, os cenários de prática são organizados para favorecer a atuação conjunta, como nas visitas domiciliares em equipe, na elaboração colaborativa de projetos terapêuticos e na discussão interdisciplinar de casos. Essa integração ocorre tanto no âmbito da formação quanto na prática assistencial. Na formação, os estudantes participam de disciplinas compartilhadas, estágios conjuntos e atividades de tutoria entre pares de diferentes áreas, o que enriquece seu repertório profissional. Na prática, a interprofissionalidade se materializa em ações como a construção de planos de cuidado coletivos, a participação em reuniões clínicas multiprofissionais e o desenvolvimento de estratégias educativas em saúde que envolvem diversos saberes. Dessa forma, o programa não apenas prepara os acadêmicos para atuar em equipes interprofissionais, mas também contribui para a transformação dos serviços de saúde, incentivando modelos de atenção mais integrados e centrados nas necessidades da população. Essa abordagem fortalece o SUS e promove uma saúde mais equitativa, democrática e eficaz.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

O programa está fundamentado no princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, entendendo que essas três dimensões devem se articular de forma integrada e complementar. Essa tríade não representa atividades estanques, mas sim um processo dinâmico e interdependente que qualifica tanto a formação acadêmica quanto a transformação social. No ensino, o programa serve como espaço de aprendizagem significativa, onde os estudantes aplicam os conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula em situações reais da prática profissional. As vivências extensionistas possibilitam o desenvolvimento de competências técnicas e socioemocionais, como comunicação, trabalho em equipe, liderança e resolução de problemas, enriquecendo sua formação de maneira integral. A pesquisa surge como eixo fundamental para compreender as necessidades da comunidade, avaliar as intervenções realizadas e produzir conhecimento científico relevante. As atividades extensionistas geram dados e insights que alimentam projetos de investigação, enquanto os resultados das pesquisas orientam a melhoria contínua das ações práticas. Essa circularidade garante que o conhecimento produzido na universidade esteja em constante diálogo com as demandas sociais. Por fim, a extensão consolida-se como ponte entre a universidade e a sociedade, promovendo a troca de saberes e a aplicação do conhecimento acadêmico em benefício da população. As ações desenvolvidas não são assistencialistas, mas sim emancipatórias, buscando fortalecer a autonomia da comunidade e sua capacidade de enfrentar os desafios em saúde. Essa integração se materializa em diversas atividades do programa: Projetos de intervenção que nascem de problemas reais identificados na comunidade, são testados na prática e geram dados para pesquisas acadêmicas; Metodologias ativas de ensino-aprendizagem, como aprendizagem baseada em problemas e estudos de caso, que conectam teoria e prática; Produção científica articulada com as experiências extensionistas, resultando em artigos, monografias e dissertações com relevância social; Avaliação contínua das ações, utilizando tanto indicadores acadêmicos quanto parâmetros de impacto social. Dessa forma, o programa não apenas cumpre sua função social de devolver à sociedade o conhecimento produzido na universidade, mas também enriquece a formação profissional e científica, formando cidadãos críticos, éticos e comprometidos com a transformação da realidade. Essa é a essência da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão: uma educação superior que forma profissionais melhores e contribui para construir uma sociedade mais justa e saudável.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A participação dos estudantes no programa de extensão representa um eixo transformador em sua formação acadêmica e profissional, promovendo o desenvolvimento de competências técnicas, éticas e políticas essenciais para o exercício qualificado da enfermagem e da saúde coletiva. A atuação dos graduandos se caracteriza por uma formação integral, que articula conhecimentos teóricos, habilidades práticas e compromisso social, seguindo três dimensões fundamentais: 1. Desenvolvimento de Competências Técnico-Científicas Os estudantes são inseridos em cenários reais de prática, onde aplicam conhecimentos adquiridos em sala de aula em situações concretas, tais como: Gestão em saúde: Participação ativa na organização de serviços, elaboração de protocolos, controle de indicadores e tomada de decisão. Assistência qualificada: Vivência em primeiros socorros, educação em saúde e prevenção de agravos, com base em evidências científicas. Pesquisa aplicada: Coleta e análise de dados para intervenções baseadas em evidências, contribuindo para a produção de conhecimento relevante. 2. Aprimoramento de Habilidades Socioemocionais e Éticas A interação direta com a comunidade e a atuação em equipe multiprofissional favorecem o desenvolvimento de: Comunicação eficaz: Capacidade de dialogar com diferentes públicos (pacientes, familiares, gestores). Liderança colaborativa: Atuação em projetos que exigem coordenação, negociação e trabalho em equipe. Empatia e responsabilidade social: Sensibilização para as desigualdades em saúde e compromisso com a transformação da realidade. Pensamento crítico-reflexivo: Análise contextualizada dos problemas de saúde e proposição de soluções inovadoras. 3. Protagonismo Acadêmico e Engajamento Social Os graduandos assumem um papel ativo na construção do conhecimento e na intervenção social, por meio de: Participação em projetos interdisciplinares: Integração com outras áreas do conhecimento para abordagens mais completas em saúde. Mediação entre universidade e comunidade: Atuação como agentes de transformação, levando conhecimento técnico e aprendendo com os saberes populares. Produção científica e extensão crítica: Sistematização de experiências em artigos, seminários e materiais educativos, ampliando o impacto social do programa. 4. Metodologias que Potencializam a Aprendizagem A formação dos estudantes é estruturada em metodologias ativas, incluindo: Aprendizagem baseada em problemas (ABP): Resolução de casos reais em saúde coletiva. Simulações realísticas: Treinamento de habilidades em ambientes controlados. Rodas de conversa e debates: Reflexão coletiva sobre práticas e desafios encontrados. Supervisão qualificada: Acompanhamento de professores e preceptores para orientação teórico-prática.


Impacto e Transformação Social

O programa de extensão em saúde promove uma transformação social profunda e multidimensional, estabelecendo uma relação dialética entre universidade e sociedade que gera benefícios recíprocos e duradouros. Seu impacto se manifesta em três níveis interconectados: 1. Empoderamento Comunitário e Democratização do Saber O programa rompe com o modelo tradicional de transferência vertical de conhecimento, adotando uma abordagem horizontal que: Valoriza os saberes populares e experiências locais Capacita lideranças comunitárias como agentes multiplicadores Fortalece a autonomia das comunidades no cuidado com a saúde Promove a alfabetização sanitária crítica (health literacy) Estabelece canais permanentes de participação social 2. Mudança nos Padrões de Saúde e Qualidade de Vida As intervenções produzem impactos mensuráveis nos territórios: Este programa não se limita a intervenções pontuais, mas sim estabelece um processo contínuo de transformação social, onde a universidade assume seu papel como agente de mudança e as comunidades se fortalecem como protagonistas de seu próprio desenvolvimento. A verdadeira medida de seu impacto reside na capacidade de gerar mudanças estruturais duradouras nos territórios e nas políticas públicas, construindo uma sociedade mais justa e saudável.


Divulgação

Criação de perfil oficial no Instagram (@saudeemmovimento_uf)


Propriedade(s) Intelectual

Produção de protocolos e materiais educativos

Público-alvo

Descrição

Estudantes de diferentes cursos de saúde

Descrição

Profissionais dos serviços de saúde das instituições de saúde da região

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Nenhuma parceria inserida.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 16 h

Carga Horária 8 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

As atividades de educação em Saúde dos projetos serão desenvolvidas semanalmente

Carga Horária 8 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Visitas técnicas em hospitais e casas de saúde