Visitante
Neuroação: Ampliando os Conhecimentos em Neurociências
Sobre a Ação
202203001517
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
01/01/2026
31/12/2026
Dados do Coordenador
silvio pereira ramos junior
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Educação
Saúde
Saúde Humana
Municipal
Não
Não
Não
Fora do campus
Noite
Sim
Redes Sociais
Membros
O projeto "Neuroação: ampliando os conhecimentos em Neurociências" promove ações de saúde em espaços públicos e em escolas para orientar professores sobre condições neurológicas em crianças e adolescentes, tendo sua atuação em Diamantina, MG. Realizado pela Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (Neuroliga) da UFVJM, o projeto visa informar sobre temas neurológicos como transtornos, AVC, cefaléia, epilepsia e demências, abordando prevenção, sintomas e tratamento. Além das feiras, a iniciat
Neurociência; Educação em saúde; Promoção da saúde; Extensão universitária
O projeto de extensão intitulado “Neuroação: Ampliando os Conhecimentos em Neurociências” propõe a realização de feiras de saúde em espaços públicos da cidade de Diamantina, Minas Gerais, durante o período compreendido entre janeiro e dezembro de 2026. A iniciativa contará com a participação dos discentes da Faculdade de Medicina, integrantes da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (Neuroliga) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), e tem como público-alvo a população diamantinense em geral. Por meio de atividades interativas e de caráter educativo, o projeto busca difundir conhecimentos relacionados a temas neurológicos de alta relevância para a comunidade, promovendo a compreensão sobre transtornos neurológicos, acidentes vasculares cerebrais, cefaleias, epilepsias e demências, bem como abordando aspectos de prevenção, sintomas e possibilidades terapêuticas (BRASIL, 2022; OMS, 2023). No cerne de sua proposta, a Neuroliga reafirma o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, eixo estruturante das universidades públicas brasileiras (FREIRE, 1987; BRASIL, 2018), ao compreender que o exercício da prática extensionista é fundamental para a consolidação de uma formação médica crítica, reflexiva e socialmente comprometida. A ação colaborativa entre discentes e docentes, neste contexto, possibilita não apenas o aprofundamento teórico-prático nas áreas da neurologia e neurocirurgia, mas também a promoção de um intercâmbio de saberes entre a universidade e a comunidade, ampliando o alcance do conhecimento científico produzido na instituição e fortalecendo o papel social da UFVJM na região do Vale do Jequitinhonha (UFVJM, 2023). Em consonância com as transformações contemporâneas do campo biomédico e com o crescente interesse da população em compreender o funcionamento do sistema nervoso, as ciências neurológicas têm ocupado, cada vez mais, um espaço de destaque nas mídias e na divulgação científica (LENT, 2010; KANDEL et al., 2013). Todavia, observa-se que a distância entre o conhecimento técnico especializado e o saber popular ainda constitui um desafio relevante, uma vez que a falta de compreensão sobre as condições neurológicas frequentemente perpetua mitos, preconceitos e atrasos na busca por cuidados adequados (OMS, 2021). Nesse sentido, o Neuroação se insere como uma estratégia de educação em saúde, buscando traduzir o conhecimento científico em linguagem acessível e aproximar a população de informações que podem impactar positivamente sua qualidade de vida e bem-estar coletivo (BRASIL, 2019; PAIM, 2014). As ações propostas partem da compreensão de que as doenças neurológicas não se restringem a um acometimento individual, mas reverberam sobre as dimensões familiares, sociais e econômicas, interferindo na autonomia e na funcionalidade dos sujeitos (MINAYO, 2014; OMS, 2023). Assim, ao promover atividades em escolas e espaços públicos, o projeto busca não apenas disseminar informações, mas também fomentar reflexões sobre acolhimento, inclusão e empatia para com as pessoas que convivem com tais condições. Acredita-se que o esclarecimento e o diálogo contínuo sobre os aspectos neurológicos da saúde humana constituem instrumentos potentes de transformação social, contribuindo para a redução do estigma e para o fortalecimento de uma cultura de cuidado (BRASIL, 2021). Para além de sua relevância comunitária, o projeto apresenta caráter formativo intrínseco, possibilitando aos estudantes envolvidos o desenvolvimento de competências comunicativas, éticas e humanísticas essenciais à prática médica contemporânea (DELORS, 1998; CECCIM; FEUERWERKER, 2004). O contato direto com a população, as trocas de saberes e as experiências de campo estimulam a construção de uma postura profissional sensível às desigualdades e aos determinantes sociais do processo saúde-doença (BUSS; PELLEGRINI FILHO, 2007). Deste modo, o Neuroação reafirma o compromisso da universidade pública com a formação integral de seus discentes e com a promoção da saúde enquanto direito e responsabilidade coletiva (BRASIL, 1990; CF/1988). Por conseguinte, ao articular saberes acadêmicos e experiências comunitárias, o projeto consolida-se como um espaço de aprendizagem mútua e de transformação social, em que o conhecimento científico deixa de ser restrito aos muros institucionais e passa a circular de forma horizontal, acessível e socialmente referenciada (FREIRE, 1996; BRASIL, 2018). Nesse sentido, o Neuroação simboliza a materialização dos princípios extensionistas da UFVJM, ao unir ciência, humanismo e compromisso público em prol da melhoria das condições de vida e do fortalecimento da consciência em saúde na região do Vale do Jequitinhonha.
A neurociência tem se consolidado como um dos campos mais promissores do conhecimento científico contemporâneo. Desde a década de 1990, reconhecida mundialmente como a “Década do Cérebro”, o estudo do sistema nervoso passou a ocupar papel de destaque entre as áreas prioritárias de pesquisa, conforme incentivo do governo dos Estados Unidos da América. Muitos estudiosos, inclusive, consideram o século XXI como o “século do cérebro”, no qual os maiores avanços da humanidade estarão voltados à compreensão das funções neurais humanas e às suas implicações sociais, cognitivas e comportamentais (VENTURA, 2010). Tal tendência se confirma em diversas instâncias, como exemplificado pelo Prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia de 2014, concedido a pesquisadores da neurociência, reconhecendo o impacto global das descobertas nesse campo. Uma das principais potencialidades das neurociências está em sua natureza interdisciplinar, permitindo o diálogo entre diversas áreas do conhecimento, com destaque para a educação (COSENZA; GUERRA, 2011). Enquanto as neurociências se dedicam a descrever as estruturas e o funcionamento do sistema nervoso, ampliando constantemente os limites da compreensão científica, a educação atua como meio fundamental para a difusão desses saberes, promovendo o desenvolvimento de competências práticas no cotidiano — desde medidas preventivas até a adoção de condutas básicas diante de acometimentos neurológicos. Assim, a aproximação entre ciência e educação torna-se ferramenta estratégica para o fortalecimento da promoção em saúde e para o empoderamento da população em relação ao próprio cuidado. Apesar do crescente interesse da sociedade por temas ligados ao cérebro e ao comportamento, poucos cursos de graduação oferecem formação sistematizada em neurociências, o que contribui para a manutenção de lacunas conceituais relevantes (EKUNI et al., 2014). Soma-se a esse quadro a divulgação de informações distorcidas ou incompletas pela mídia, que frequentemente reforçam os chamados neuromitos — crenças equivocadas sobre o funcionamento cerebral amplamente disseminadas e, muitas vezes, aceitas como verdades (HOWARD-JONES, 2014). A propagação dessas ideias distorcidas reforça estigmas e limita o potencial de aplicação prática do conhecimento científico, evidenciando a necessidade de estratégias educativas que corrijam concepções errôneas e favoreçam o acesso qualificado à informação. Essa carência de conhecimento é particularmente perceptível no campo das doenças neurológicas. Embora a população em geral reconheça termos amplamente difundidos, como o Acidente Vascular Encefálico (AVE), o entendimento sobre seus sinais, sintomas e condutas imediatas ainda é restrito. O AVE é atualmente a segunda principal causa de morte e a primeira causa de incapacidade no Brasil (ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA, 2020), com prevalência estimada em 2,0% — cerca de 3,1 milhões de brasileiros com 18 anos ou mais acometidos (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2019). Entretanto, estudo realizado em Belo Horizonte demonstrou que apenas 56,1% dos entrevistados conseguiram identificar corretamente os sinais e sintomas da doença, o que impacta diretamente na agilidade do atendimento médico e no prognóstico do paciente. Casos como esse reforçam a urgência de iniciativas voltadas à educação em saúde, capazes de traduzir o conhecimento técnico em linguagem acessível e de promover mudanças concretas no comportamento social frente às condições neurológicas. Segundo o Glossário Temático “Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde” (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2012), a educação em saúde visa possibilitar que a população se aproprie de conhecimentos relacionados à saúde, desenvolvendo maior autonomia para o cuidado consigo mesma e com a comunidade. Já a educação na saúde refere-se à formação e atuação dos profissionais de saúde, ampliando suas competências e habilidades. Nesse sentido, o projeto “Neuroação: Ampliando os Conhecimentos em Neurociências” fundamenta-se na indissociabilidade desses dois conceitos, buscando aproximar o saber científico da realidade cotidiana da população. Ao ampliar o acesso a informações qualificadas, combater mitos e promover a reflexão sobre prevenção e tratamento de distúrbios neurológicos, o projeto contribui para a construção de uma comunidade mais consciente, crítica e participativa. Durante sua execução em 2023, o projeto “Neuroação” realizou quatro feiras de saúde na Praça do Mercado Velho, abordando temas como Traumatismo Raquimedular e Cranioencefálico, Cefaleias, Epilepsia e Acidente Vascular Encefálico (AVE). As atividades contaram com ampla adesão da população, composta por curiosos, pessoas com diagnóstico prévio e familiares interessados em compreender melhor as condições neurológicas. Além disso, foi realizada uma ação na Escola Estadual José Augusto Neves, a pedido dos docentes, com foco em Transtorno do Espectro Autista (TEA), Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e Epilepsia. O retorno positivo dos professores demonstrou a relevância de levar o tema às escolas, orientando profissionais da educação sobre como lidar com estudantes com essas condições. No que tange ao ano de 2025 até o presente momento, o projeto realizou ações na Escola Estadual Professora Ayna Torres, que contaram com significativa participação e engajamento dos estudantes e docentes. O retorno positivo dessas atividades evidencia a efetividade das intervenções na ampliação do conhecimento sobre neurociências e na conscientização sobre condições neurológicas, bem como o interesse da comunidade escolar em aprofundar-se em temas relevantes para a saúde e o cotidiano. Além das ações em campo, o projeto contribuiu para a disseminação de saberes ao apresentar um relato de experiência na XI Semana de Integração: Ensino, Pesquisa e Extensão (XI SINTEGRA), evidenciando seu impacto acadêmico e sua capacidade de integrar ensino, pesquisa e extensão. Essa participação reforça a dimensão científica do projeto, permitindo que os resultados das ações educativas sejam compartilhados com a comunidade acadêmica, promovendo reflexão, e desenvolvimento das práticas extensionistas. Assim, o projeto “Neuroação” reafirma sua pertinência social e acadêmica, agindo como uma importante ação de extensão universitária A continuidade do projeto busca fortalecer o papel da UFVJM como agente transformador na comunidade, promovendo o acesso ao conhecimento científico e contribuindo para a redução da morbimortalidade e do estigma associados às condições neurológicas.
Objetivo Geral Aprimorar e disseminar o conhecimento da comunidade em neurociências. Objetivos Específicos - Promover ações comunitárias voltadas a temas de neurociências que permitam ampliar o alcance de informações científicas à população em geral; - Realizar ações com docentes em escolas públicas de Diamantina, visando a conscientização sobre acometimentos neurológicos mais comuns na infância/adolescência e como atuar com alunos com essas condições; - Combater conhecimentos nocivos ou contraproducentes estabelecidos na realidade da população local pela retificação do senso comum relacionado à difusão dos “neuromitos”; - Estimular ações de vínculo entre acadêmicos e comunidade por meio da promoção de atividades relevantes e de interesse comum; - Aprimorar o conhecimento em neurociências entre os discentes participantes; - Incentivar a integração entre discentes, docentes e técnico-administrativos da UFVJM na construção e execução das ações extensionistas; - Promover o intercâmbio de saberes entre universidade e comunidade, considerando as demandas locais na construção das intervenções; - Desenvolver ações interdisciplinares que articulem conhecimentos da saúde, educação e comunicação na promoção da saúde neurológica; - Contribuir para a transformação social por meio da ampliação do acesso à informação qualificada e estímulo à autonomia em saúde; - Garantir a viabilidade das ações por meio do planejamento compatível com a infraestrutura da UFVJM e parcerias institucionais locais; - Estimular a participação ativa da comunidade na identificação de demandas e avaliação das ações realizadas.
Previsão de impacto direto Realização de feiras de saúde em espaços públicos de Diamantina ao longo de 2026, com a participação ativa de discentes da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (Neuroliga) da UFVJM; Atendimento e orientação em saúde neurológica para, no mínimo, 300 pessoas da comunidade durante o período do projeto; Desenvolvimento de habilidades práticas e comunicativas pelos discentes participantes, especialmente no que se refere à educação em saúde, escuta ativa e linguagem acessível à população; Integração entre estudantes de Medicina e docentes da UFVJM, fortalecendo a articulação entre ensino, pesquisa e extensão; Planejamento e execução de ações multidisciplinares, incluindo temas de prevenção, reabilitação e promoção da saúde mental e neurológica; Criação de materiais educativos e interativos (cartazes, jogos, dinâmicas, panfletos informativos) voltados à conscientização sobre doenças neurológicas e cuidados com o sistema nervoso. Previsão de impacto indireto Fortalecer a relação entre universidade e comunidade, aproximando a população diamantinense dos saberes acadêmicos em saúde; Promover a conscientização social acerca da importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças neurológicas; Estimular o interesse da população por temas científicos, favorecendo o desenvolvimento de uma cultura de saúde baseada em informação e cuidado; Ampliar o alcance das ações da UFVJM, refletindo o compromisso da instituição com a promoção da saúde e a melhoria da qualidade de vida da população; Estimular o protagonismo estudantil, possibilitando que os discentes exerçam papéis de agentes multiplicadores do conhecimento e da empatia no contexto da saúde pública. Indicadores Número de feiras realizadas e locais alcançados ao longo do ano; Quantidade de pessoas atendidas e/ou impactadas pelas ações educativas; Participação de discentes e docentes da UFVJM, com registro de suas contribuições; Produção de materiais educativos e registro de sua distribuição; Relatos, registros fotográficos e formulários de avaliação das atividades, medindo o nível de compreensão e satisfação da população; Submissão de trabalhos acadêmicos e relatos de experiência em eventos científicos e de extensão universitária.
A metodologia deste projeto de extensão concerne à promoção de atividades relacionadas ao campo das neurociências por meio de ações comunitárias, estruturadas nas etapas de planejamento, capacitação, implementação, intervenção, avaliação e registro. Os alunos participantes serão ligantes da Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (Neuroliga) e, caso existam vagas remanescentes, discentes da Faculdade de Medicina (FAMED) da UFVJM vinculados ao Grupo de Estudos de Neurologia e Neurocirurgia (GEN), selecionados por assiduidade e processo seletivo. Inicialmente, será realizada capacitação por meio de revisão bibliográfica orientada por docentes, garantindo embasamento teórico, seguida do planejamento das ações e elaboração de materiais educativos acessíveis. Os temas serão definidos com base em sua relevância social e lacunas de conhecimento, podendo ser ajustados a partir de levantamento de demandas da população ao longo das ações, por meio de escuta ativa e aplicação de questionários. Serão realizadas ações de temas pré-definidos pelos discentes e docentes, que levarão em consideração aqueles assuntos que são, notadamente, de grande relevância para a sociedade e de pouco conhecimento; tais temas constam na seção “Cronograma”. Mas, será realizada uma pesquisa na população, ao longo da duração do projeto durante as 5 ações comunitárias, buscando saber quais outros assuntos da neurologia a comunidade demanda saber, visando aprimorar futuramente o projeto. Serão montadas tendas em espaço público de grande circulação durante o final de semana. Nessas tendas, os acadêmicos envolvidos no projeto, acompanhados sempre por um docente colaborador, irão elucidar e informar a todos os participantes sobre prevenção, sinais e sintomas, tratamento, prognóstico e conduta adequada para uma pessoa nesta condição. Para cada tema serão propostas atividades e metodologias a fim de aproximar o público trazendo conhecimentos gerais e mais informação para toda a população. As ações serão implementadas em espaços públicos de grande circulação e em escolas, com montagem de tendas e desenvolvimento de atividades educativas supervisionadas por docentes. Os discentes realizarão intervenções individuais e coletivas, abordando prevenção, sinais, sintomas, tratamento e condutas, utilizando linguagem clara e acessível. A participação do público-alvo ocorrerá de forma ativa e voluntária, por meio do diálogo direto, interação com materiais educativos e contribuição na identificação de demandas temáticas. Como estratégia de sensibilização e avaliação, serão aplicados questionários opcionais antes e após as ações, permitindo mensurar o nível de conhecimento e o impacto das intervenções. As ações serão previamente autorizadas pelos órgãos competentes e contarão com estrutura básica organizada pelos estudantes, além de divulgação por redes sociais. A sistemática de acompanhamento do projeto incluirá reuniões mensais entre discentes e docentes para monitoramento das atividades, avaliação dos resultados e planejamento de melhorias. Como indicadores, serão considerados o número de ações realizadas, quantidade de participantes alcançados, variação do conhecimento aferida pelos questionários, engajamento do público, produção de materiais educativos e registros das atividades, como relatórios e registros fotográficos. Ao final, será realizada avaliação global com base no retorno da comunidade, analisando a relevância e efetividade das ações. Assim, as ações serão divididas em: primeira ação – tema: Epilepsia; segunda ação – tema: Cefaleias; terceira ação – tema: Demências; quarta ação – tema: AVE. Cada tema selecionado contará com metodologia específica de intervenção, abordagem direcionada e linguagem clara para que todos os participantes do projeto apreendam o que está sendo falado. À intervenção, os alunos da Neuroliga irão participar do diálogo educativo abordando um indivíduo por vez, propagando informações simples e de utilidade prática, bem como respondendo aos questionamentos que surgirem. Além disso, como meio de compreender a influência das ações comunitárias no conhecimento da população, serão aplicados questionários opcionais para os participantes da Neuroação. Esses questionários conterão perguntas simples sobre o tema da ação comunitária e serão aplicados antes e depois da ação. Dessa forma, será possível avaliar se o meio de transmissão das informações está sendo efetivo em melhorar o conhecimento da população sobre aquela doença/condição neurológica. Ao final do Neuroação será avaliado o que a população considerou da mesma, buscando saber o quanto e como a ação contribuiu para a aquisição de conhecimento para o participante e a relevância das informações passadas. Além disso, reuniões mensais serão realizadas entre os discentes participantes e o docente colaborador, onde os termos acerca da Neuroação serão acertados e poderá ser discutida como foram as intervenções anteriores e os pontos a melhorar para o aperfeiçoamento das próximas ações de saúde do projeto. As ações nas escolas possuem como público-alvo os docentes, visando orientar sobre os distúrbios neurológicos mais comuns que podem acometer as crianças e adolescentes, falando de suas características, peculiaridades, como lidar e como agir diante de situações de emergência. Antes da realização da ação, será enviado um formulário para que os professores preencham suas principais dúvidas sobre a temática, visando que elas sejam sanadas na reunião os principais temas abordados serão acometimentos neurológicos comuns na infância - TEA, TDAH e epilepsia, porém, será avaliado outras temáticas da Neurologia que os docentes tenham interesse em relação aos seus alunos para adaptar as ações para cada escola. Questões éticas O projeto “NeuroAção: Ampliando os Conhecimentos em Neurociências” será conduzido de acordo com os princípios éticos de respeito, equidade, responsabilidade social e compromisso com a promoção da saúde. Todas as atividades realizadas nas feiras e demais espaços públicos terão caráter informativo e de extensão, voltadas à conscientização da população sobre temas neurológicos e à aproximação entre a universidade e a comunidade. A participação da população nas ações será totalmente voluntária, garantindo o direito de recusa ou desistência a qualquer momento, sem qualquer tipo de constrangimento ou prejuízo. Serão respeitados os direitos individuais dos participantes, e todas as abordagens ocorrerão com linguagem acessível, sensível e acolhedora, valorizando a escuta e o diálogo como instrumentos de educação em saúde. Os registros e relatos de experiência produzidos pelos discentes ao longo do projeto terão finalidade exclusivamente acadêmica e formativa, sendo utilizados para descrever, refletir e aprimorar as práticas extensionistas desenvolvidas. Pelo entendimento dos integrantes e docentes do projeto, tais ações dispensam o Parecer do Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UFVJM, uma vez que se enquadram nas condições previstas pela Resolução nº 510/2016 do Conselho Nacional de Saúde, conforme os artigos I e VII: “Parágrafo único. Não serão registradas nem avaliadas pelo sistema CEP/CONEP: I – pesquisa de opinião pública com participantes não identificados; VII – pesquisa que objetiva o aprofundamento teórico de situações que emergem espontânea e contingencialmente na prática profissional, desde que não revelem dados que possam identificar o sujeito” (BRASIL, 2016). Assim, os registros do NeuroAção baseiam-se em relatos de experiência e opiniões dos próprios estudantes, não havendo coleta, análise ou divulgação de dados pessoais que possam identificar participantes da comunidade. Todos os relatos serão realizados de forma ética e responsável, respeitando o anonimato, a confidencialidade e o princípio da não exposição dos indivíduos. Por fim, todas as pessoas envolvidas no projeto discentes, docentes e membros da comunidade serão tratadas com respeito e igualdade, em um ambiente livre de discriminação. O projeto seguirá integralmente as normas éticas da UFVJM e dos órgãos reguladores de pesquisa e extensão, reafirmando o compromisso institucional com a dignidade humana e a responsabilidade social diante da população de Diamantina. Inserção do Estudante Os estudantes membros do projeto “NeuroAção: Ampliando os Conhecimentos em Neurociências”, vinculados à Liga Acadêmica de Neurologia e Neurocirurgia (Neuroliga) da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), terão participação ativa e contínua em todas as etapas do projeto, envolvendo-se desde o planejamento até a execução das ações de extensão em saúde. Os discentes participarão do projeto em três momentos principais. O primeiro momento consiste no planejamento das ações de saúde, com a realização de pesquisa bibliográfica e revisão de literatura acerca do tema da Neuroação em vigência. Essa etapa visa a aquisição e consolidação de conhecimentos científicos sobre a temática, sendo acompanhada pelo docente colaborador, que contribuirá para o aprimoramento do aprendizado dos estudantes e para a solução de dúvidas conceituais relacionadas ao tema estudado. No segundo momento, os acadêmicos irão elaborar o material educativo que será utilizado nas ações de saúde, como folders, cartazes, apresentações e dinâmicas interativas. Esse processo envolve a tradução do conhecimento científico em linguagem acessível, o que contribui para o desenvolvimento das habilidades de comunicação e de popularização da ciência, elementos fundamentais na formação médica e na prática extensionista. Por fim, o terceiro momento corresponde à Neuroação propriamente dita, quando as informações e conhecimentos adquiridos sobre prevenção, sinais e sintomas, tratamento e prognóstico das doenças neurológicas serão transmitidos pelos estudantes à população durante as intervenções. Nessa fase, o discente se insere de maneira ativa, atuando tanto na busca e sistematização do conhecimento científico quanto na transmissão desse saber à comunidade. Além disso, o contato direto com o público durante as ações permite que os estudantes conheçam de perto as necessidades, percepções e dúvidas da população, possibilitando a formação de um profissional que compreende de maneira biopsicossocial as particularidades da comunidade em que está inserido. O Professor Coordenador, por sua vez, será responsável pela supervisão e orientação pedagógica dos discentes, promovendo reuniões mensais para acompanhamento das atividades, integração interdisciplinar e avaliação dos resultados, de modo a garantir que o projeto mantenha o rigor acadêmico e ético, bem como o alinhamento com os princípios da extensão universitária e da promoção da saúde.
ACADEMIA BRASILEIRA DE NEUROLOGIA. Global Stroke Alliance: União e Força Contra o AVC. 2020. Disponível em: https://www.abneuro.org.br/post/global-stroke-alliance-uni%C3%A3o-e-for%C3%A7a-contra-o-avc. Acesso em: 03 jan. 2022. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-executiva. Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Glossário Temático: Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Brasília, 2012. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/glossario_gestao_trabalho_2ed.pdf. Acesso em: 03 fev. 2022. COSENZA, R ; GUERRA, L. Neurociência e educação: como o cérebro aprende, 1.ed. Porto Alegre: Artmed, 2011. EKUNI, R.; SOUZA, B. M.N.; COSTA, C. L.; OTOMURA, F. H. Projeto de Extensão “Grupo de Estudos em Neurociência”: divulgando neurociência e despertando vocações. Revista Brasileira de Extensão Universitária. V. 5, n. 2, p. 55-59, jul. –dez. 2014. HOWARD-JONES, P. Neuroscience and education: myths and messages. Nature Reviews Neuroscience, v. 15, p. 817-824, 2014. INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Pesquisa Nacional de Saúde: Percepção do Estado de Saúde, Estilos de Vida, Doenças Crônicas e Saúde Bucal. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/livros/liv101764.pdf. Acesso em: 03 fev. 2022. MEIRA, F. et al. Knowledge about Stroke in Belo Horizonte, Brazil: A Community-Based Study Using an Innovative Video Approach. Cerebrovascular Diseases, Sidney, v. 8, n. 2, p. 60-69, 2018. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/29788007/. Acesso em: 03 fev. 2022. VENTURA, D.F. Um Retrato da Área de Neurociência e Comportamento no Brasil. Psicologia: Teoria e Pesquisa. 2010, Vol. 26 n. especial, pp. 123-129.
A diretriz da Interação Dialógica, proposta pela Política Nacional de Extensão Universitária (PNEU), estabelece que a relação entre universidade e sociedade deve ocorrer por meio de um processo de troca de conhecimentos, rompendo com a lógica assistencialista e unilateral de transmissão de saberes. Sob essa perspectiva, o projeto NeuroAção se fundamenta na horizontalidade das relações entre os discentes da UFVJM e a comunidade de Diamantina, promovendo um diálogo efetivo que reconhece as demandas reais da população. Mais do que levar informações científicas sobre condições neurológicas, o projeto busca construir novos entendimentos sobre a saúde, logo as ações em praças públicas e escolas tornam-se, assim, espaços de aprendizado mútuo, onde a comunidade compartilha saberes e vivências que enriquecem a formação dos estudantes e reorientam as práticas educativas da universidade. Desse modo, o NeuroAção reafirma o caráter transformador da extensão, promovendo o diálogo entre o conhecimento científico e o conhecimento cotidiano, contribuindo para a formação cidadã e para o fortalecimento da relação entre universidade e sociedade.
A diretriz da Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade, conforme a PNEU, reconhece que a realidade social e os processos de saúde e doença são complexos, exigindo abordagens que integrem diferentes áreas do conhecimento. O projeto NeuroAção exemplifica essa diretriz ao articular saberes da Neurologia, Neurocirurgia, Psicologia, Educação, Saúde Coletiva e Comunicação, reunindo discentes, docentes e profissionais de múltiplos campos para o desenvolvimento de ações educativas e preventivas. Essa integração permite que o projeto ultrapasse o caráter informativo e se torne um instrumento de promoção da saúde e da cidadania, unindo conhecimentos clínicos, pedagógicos e sociais em uma proposta de educação em saúde acessível e participativa. Ao discutir temas como Acidente Vascular Encefálico (AVE), epilepsia, cefaleias, demências, TEA e TDAH, o projeto contribui para que a população compreenda de forma ampla as causas, sintomas, formas de prevenção e condutas adequadas diante de situações neurológicas. Assim, a interdisciplinaridade no NeuroAção se manifesta tanto na construção dos conteúdos quanto na atuação prática dos estudantes, promovendo uma formação profissional que une ciência, sociedade e saúde pública.
A diretriz da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão garante que o conhecimento produzido na universidade esteja em diálogo constante com a realidade social, fortalecendo a responsabilidade científica e ética da formação acadêmica. Nesse sentido, o NeuroAção consolida o estudo teórico da neurociência com a vivência prática de ações educativas e de promoção à saúde. As etapas do projeto, desde a revisão de literatura e construção dos materiais educativos até a aplicação das ações em campo e a produção de relatos de experiência, fortalecem a articulação entre os três pilares universitários. O aprendizado adquirido nas atividades extensionistas retroalimenta o ensino formal, enquanto as observações em campo geram reflexões que podem originar novas pesquisas sobre o conhecimento popular em neurologia e sobre metodologias de educação em saúde.
De acordo com a PNEU, a extensão universitária deve proporcionar ao discente experiências que ampliem sua formação técnica, humana e ética. O projeto NeuroAção se destaca nesse aspecto ao promover aprendizados teórico-práticos que envolvem desde a pesquisa e elaboração de materiais educativos até a comunicação direta com a população. A atuação nas ações de saúde permite aos estudantes desenvolverem habilidades de educação em saúde, empatia, escuta ativa, oratória, manejo de grupo e trabalho em equipe. Além disso, o contato com diferentes realidades socioculturais possibilita que os discentes compreendam os determinantes sociais do processo saúde-doença, tornando-se profissionais mais sensíveis e preparados para atuar de forma integral e humanizada. Assim, o NeuroAção amplia os conhecimentos em neurociências, e forma cidadãos comprometidos com o cuidado e a transformação social, integrando valores éticos, científicos e comunitários em sua trajetória formativa.
Por fim, a Política Nacional de Extensão Universitária orienta que todo projeto extensionista deve gerar impactos concretos e duradouros na sociedade, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida e o fortalecimento das políticas públicas. O NeuroAção materializa essa diretriz ao levar o conhecimento sobre doenças neurológicas e estratégias de prevenção a espaços públicos e escolares, fortalecendo a educação em saúde no município de Diamantina. O projeto promove a redução do estigma associado às condições neurológicas, o reconhecimento precoce de sintomas e o encorajamento à busca por atendimento médico adequado, favorecendo a promoção da saúde e a prevenção de agravos. Além disso, estimula o diálogo entre a universidade e a população, contribuindo para a construção de uma comunidade mais informada, consciente e solidária. Dessa forma, o impacto social do NeuroAção transcende o espaço acadêmico: ele se traduz em mudança de atitudes, ampliação do acesso à informação e fortalecimento dos laços entre universidade e sociedade, reafirmando o compromisso da UFVJM com a transformação social e o desenvolvimento humano sustentável.
A divulgação será feita no instagram do projeto e diálogo com nas instituições de ensino públicas de Diamantina Instagram: @neuroligadiamantina
Publicação do instagram com registro de uma das ações realizadas. https://www.instagram.com/p/DKhqrX2Ah4y/?img_index=2&igsh=eWRqdjRvc29xMGZ6
Público-alvo
População principalmente da área educacional, como educadores, coordenadores e diretores.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 95 h
- Tarde;
- Noite;
Reunião da equipe; Planejamento da ação comunitária de transtorno do espectro autista (TEA); Elaboração de material para a ação comunitária sobre TEA; Revisão da literatura e capacitação dos alunos.
- Noite;
Execução da primeira ação - Tema: TEA
- Tarde;
- Noite;
Reunião da equipe; Discussão dos pontos fortes e fracos e elaboração de propostas para melhoria da abordagem referente à primeira ação comunitária registrada em ata. Planejamento da ação comunitária sobre cefaleias; Elaboração de material para a ação comunitária sobre cefaleias; Revisão da literatura e capacitação dos alunos.
- Noite;
Execução da segunda ação – Tema: cefaleias.
- Tarde;
- Noite;
Reunião da equipe; Discussão dos pontos fortes e fracos e elaboração de propostas para melhoria da abordagem referente à segunda ação comunitária registrada em ata. Planejamento da ação comunitária de acidente vascular encefálico (AVE); Elaboração de material para ação comunitária sobre AVE; Revisão da literatura e capacitação dos alunos.
- Noite;
Execução da terceira ação - Tema: AVE
- Tarde;
- Noite;
Reunião da equipe; Discussão dos pontos fortes e fracos e elaboração de propostas para melhoria da abordagem referente à terceira ação comunitária registrada em ata. Planejamento da ação comunitária sobre transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH); Elaboração de material para a ação comunitária sobre demências; Revisão da literatura e capacitação dos alunos.
- Noite;
Execução da quarta ação - Tema: TDAH
- Tarde;
- Noite;
Reunião da equipe; Discussão dos pontos fortes e fracos e elaboração de propostas para melhoria da abordagem referente à quarta ação comunitária registrada em ata.
- Tarde;
- Noite;
Reunião da equipe; Planejamento da ação comunitária de epilepsia; Elaboração de material para a ação comunitária sobre epilepsia; Levantamento de patrocínios; Revisão da literatura e capacitação dos alunos.
- Noite;
Execução da quinta ação - Tema: Epilepsia
Reunião de finalização do projeto
01/12/2026
31/12/2026
- Tarde;
- Noite;
Discussão dos pontos fortes e fracos e elaboração de propostas para melhoria da abordagem