Visitante
Comitê Vida no Vale: Construção Coletiva para Redução da Mortalidade Materna
Sobre a Ação
202203001541
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
01/01/2026
31/12/2026
202104000141 - Diamantes do Vale: saúde para as mulheres do Jequitinhonha
Dados do Coordenador
juliana augusta dias
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Saúde
Educação
Saúde Humana
Regional
Sim
Sim
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Não
Redes Sociais
Membros
A presente proposta tem como objetivo a criação de um Comitê Interinstitucional para o Combate à Mortalidade Materna no Vale do Jequitinhonha. O comitê será composto por representantes de diversos níveis da rede de atenção à saúde da mulher, incluindo profissionais da atenção primária, secundária e terciária, bem como membros dos Centros Estaduais de Atenção Especializada (CEAEs) e da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O projeto visa promover a articulação interins
mortalidade materna, Vale do Jequitinhonha, comitê interinstitucional, saúde da mulher, rede de atenção à saúde
A morte materna é definida como a morte de mulheres durante o período gestacional, parto e puerpério, ou até 42 dias após o desfecho da gravidez, independentemente da duração ou do local da gestação. (Cambou et al., 2024) A mortalidade materna é reconhecida mundialmente como um dos principais indicadores da qualidade da assistência à saúde da mulher, refletindo não apenas as condições de acesso aos serviços de saúde, mas também a equidade social, a qualidade do cuidado prestado e a efetividade das políticas públicas voltadas à saúde reprodutiva. (Souza et al., 2024) O elevado número de mortes maternas em algumas regiões do mundo reflete desigualdades no acesso a serviços de saúde de qualidade e destaca a disparidade entre ricos e pobres. Mulheres em países de baixa renda apresentam maior risco de morte materna ao longo da vida. WHO, 2025 Apesar dos avanços obtidos nas últimas décadas, a mortalidade materna ainda representa um grande desafio no Brasil, sobretudo em regiões historicamente marcadas por desigualdades sociais e econômicas, como é o caso do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. (Dias; Cury; Pereira Júnior, 2016) O Vale do Jequitinhonha apresenta, de forma persistente, uma das mais elevadas razões de mortalidade materna do estado. Esse dado alarmante revela a existência de múltiplas fragilidades na organização e articulação da rede de atenção à saúde da mulher, especialmente no que diz respeito à integração entre os diferentes níveis de cuidado, à qualificação dos serviços de pré-natal e à assistência ao parto e puerpério. Soma-se a isso a dificuldade de acesso geográfico a serviços especializados, a escassez de recursos humanos e estruturais e a ausência de uma coordenação regional efetiva capaz de monitorar, avaliar e propor intervenções estratégicas. (Pacagnella et al., 2018) Diante desse cenário, torna-se imperativo o desenvolvimento de iniciativas que promovam a articulação interinstitucional e interprofissional, envolvendo atores-chave de diferentes esferas da saúde pública, da gestão e da academia. A criação de um Comitê Interinstitucional para o Combate à Mortalidade Materna no Vale do Jequitinhonha surge como uma resposta concreta a essa necessidade, com o objetivo de reunir representantes da atenção primária, secundária e terciária, profissionais dos Centros Estaduais de Atenção Especializada (CEAEs), gestores da Regional de Saúde, docentes e discentes da UFVJM, além de membros da sociedade civil comprometidos com a causa. Este comitê visa promover um espaço permanente de diálogo, planejamento e construção coletiva de estratégias voltadas à redução da mortalidade materna, tendo como base a realidade local e as especificidades da região. A proposta contempla reuniões mensais durante seis meses, nas quais serão discutidos casos, analisados dados epidemiológicos, identificadas lacunas assistenciais e elaboradas propostas de intervenção a serem implementadas nos diferentes serviços de saúde do território. Espera-se, com isso, fortalecer a rede de atenção à saúde da mulher, garantir maior equidade no cuidado, e contribuir efetivamente para a redução das mortes evitáveis de gestantes e puérperas no Vale do Jequitinhonha
A persistente e elevada razão de mortalidade materna no Vale do Jequitinhonha configura um grave problema de saúde pública, com implicações éticas, sociais e políticas. Esta situação evidencia uma profunda desigualdade regional no acesso e na qualidade da atenção à saúde da mulher, especialmente nas fases mais críticas do ciclo gravídico-puerperal. Muitas dessas mortes são evitáveis, estando associadas a fatores como ausência ou inadequação do pré-natal, falhas na identificação de riscos, retardo na tomada de decisões clínicas, dificuldades logísticas para transferências entre níveis de atenção e insuficiência de protocolos padronizados e capacitações periódicas para os profissionais de saúde.(Beigi et al., 2015) A redução da mortalidade materna exige a abordagem de diversos fatores além dos determinantes individuais, incluindo vontade política, realocação de recursos nacionais (especialmente recursos de saúde) no setor governamental, educação, atenção à expansão do comércio no setor privado e aprimoramento dos espectros de governança. Em outras palavras, a redução sustentável da mortalidade materna (como indicador de desenvolvimento) dependerá de um planejamento de longo prazo para um desenvolvimento multifacetado. (Sajedinejad et al., 2015) O comitê proposto busca, portanto, atuar como um espaço de governança compartilhada, reunindo saberes técnicos, científicos e vivenciais de diferentes segmentos que compõem a rede de cuidado à gestante e puérpera. A articulação entre atenção primária, secundária e terciária, somada à contribuição de instituições de ensino superior e da gestão estadual, permitirá a construção de uma agenda colaborativa, com foco na resolutividade e na efetividade das ações. A presença da UFVJM como parceiro institucional reforça o compromisso com a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ao mesmo tempo em que proporciona a formação de profissionais mais sensíveis às realidades do território. Além disso, o envolvimento de estudantes da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia proporciona um canal de escuta qualificado e formativo, permitindo que os futuros profissionais compreendam a complexidade da assistência materna na região e se engajem na promoção de práticas baseadas em evidências e centradas na mulher. A construção coletiva de estratégias permitirá, ainda, que cada instituição representada leve propostas viáveis para aplicação em seu contexto específico, respeitando as particularidades locais, mas sempre com o olhar ampliado da integralidade do cuidado. Portanto, a criação deste Comitê Interinstitucional justifica-se não apenas pela necessidade urgente de resposta à alta mortalidade materna na região, mas também como instrumento estruturante e permanente de planejamento, monitoramento e qualificação da assistência, visando assegurar o direito de cada mulher a uma gravidez segura e ao parto digno e respeitoso.
Fortalecer a governança regional, promovendo diálogo contínuo entre APS, hospitais, CEAEs, Regional de Saúde e UFVJM. Analisar dados epidemiológicos para identificar causas e padrões de mortalidade e morbidade materna. Mapear fragilidades da rede, especialmente no pré-natal, parto, puerpério e fluxos de referência. Elaborar estratégias de intervenção, com ações educativas, assistenciais e de gestão. Promover educação permanente, qualificando profissionais para identificação e manejo adequado dos riscos obstétricos. Estimular participação acadêmica, aproximando ensino, pesquisa e extensão das necessidades reais da região. Acompanhar e avaliar a implementação das ações propostas. Produzir um relatório final com recomendações práticas para melhorar o cuidado materno na região.
1. Instituir o Comitê Interinstitucional para Combate à Mortalidade Materna. 2. Realizar oito reuniões mensais com representantes de toda a rede. 3. Levantar e analisar dados regionais sobre mortalidade materna. 4. Propor ações educativas, clínicas e de gestão para reduzir a mortalidade materna. 5. Divulgar relatório final com recomendações práticas para os serviços de saúde
A metodologia adotada para a execução deste projeto fundamenta-se em práticas colaborativas, participativas e baseadas em evidências. O comitê se reunirá mensalmente durante um período inicial de seis meses, com encontros presenciais ou virtuais organizados de forma a garantir a ampla participação de seus membros. Cada reunião terá pauta previamente definida e será conduzida com base na discussão de casos emblemáticos de mortalidade materna na região, análise de dados epidemiológicos atualizados, e identificação de fragilidades assistenciais na rede. As reuniões contarão com a presença de representantes das instituições envolvidas, que terão papel ativo na formulação de diagnósticos situacionais e na proposição de ações estratégicas. Para fomentar o engajamento e o desenvolvimento coletivo, serão realizadas rodas de conversa temáticas e oficinas facilitadas por docentes e profissionais com expertise nas áreas abordadas, criando espaços de troca de experiências, construção de soluções e qualificação das práticas. Além disso, os estudantes vinculados ao projeto, especialmente os da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia da UFVJM, participarão da sistematização dos conteúdos discutidos, da elaboração de relatórios técnicos, do levantamento de dados qualitativos e quantitativos e do apoio logístico e acadêmico às reuniões. Ao final de cada encontro, serão definidos encaminhamentos concretos, cujas implementações e desdobramentos serão acompanhados e avaliados nas reuniões subsequentes. As ações e propostas elaboradas pelo comitê serão levadas aos respectivos serviços de saúde por seus representantes, promovendo a circulação horizontal do conhecimento e garantindo a aplicabilidade das intervenções. Ao final do ciclo de seis meses, será produzido um relatório final consolidando os aprendizados, desafios e propostas que poderão subsidiar futuras ações de políticas públicas na região.
BEIGI, Marjan et al. Investigation of the causes of maternal mortality using root cause analysis in Isfahan, Iran in 2013-2014. Iranian Journal of Nursing and Midwifery Research, v. 20, n. 3, p. 315, 2015. CAMBOU, Mary Catherine et al. Time series analysis of comprehensive maternal deaths in Brazil during the COVID-19 pandemic. Scientific Reports, v. 14, n. 1, p. 23960, 14 out. 2024. DIAS, Juliana Augusta; CURY, Geraldo Cunha; PEREIRA JÚNIOR, Assis Do Carmo. Mortality Study of Mother in High Region Jequitinhonha, Minas Gerais. Revista Médica de Minas Gerais, v. 26, n. 1, 2016. PACAGNELLA, Rodolfo Carvalho et al. Maternal Mortality in Brazil: Proposals and Strategies for its Reduction. Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia / RBGO Gynecology and Obstetrics, v. 40, n. 09, p. 501–506, set. 2018. SAJEDINEJAD, Sima et al. Maternal mortality: a cross-sectional study in global health. Globalization and Health, v. 11, n. 1, p. 4, dez. 2015. SOUZA, João Paulo et al. A global analysis of the determinants of maternal health and transitions in maternal mortality. The Lancet Global Health, v. 12, n. 2, p. e306–e316, fev. 2024.
A participação da UFVJM, por meio de seus docentes e discentes, constitui um dos pilares centrais deste projeto de extensão, garantindo que a universidade não apenas produza conhecimento, mas o coloque a serviço das necessidades sociais concretas. A interação dialógica será promovida por meio da escuta ativa das equipes de saúde locais, da realização de oficinas colaborativas, rodas de conversa interativas e da vivência prática nos diferentes níveis da rede de atenção à saúde da mulher. Essa construção conjunta possibilita que o saber científico e técnico dialogue com os saberes populares e com as experiências vivenciadas pelas comunidades e pelos profissionais de saúde do território. A atuação dos estudantes da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia será especialmente estratégica, não apenas como participantes, mas como agentes facilitadores de processos formativos, promovendo mediação entre universidade e sociedade. A vivência extensionista em um território de vulnerabilidade social possibilita aos graduandos compreenderem os determinantes sociais da saúde e desenvolverem uma postura crítica, ética e sensível às desigualdades. Ao mesmo tempo, os serviços de saúde beneficiam-se da atualização técnica, da troca de experiências e da criação de estratégias conjuntas para qualificar o cuidado. Essa interação não será pontual, mas contínua e horizontal, reforçando o papel da universidade como instituição pública comprometida com a transformação da realidade social e com a promoção da equidade em saúde, especialmente em contextos historicamente negligenciados como o Vale do Jequitinhonha.
A estrutura do comitê proposto reflete o compromisso com uma abordagem integral da saúde da mulher, promovendo a integração efetiva entre diferentes áreas do conhecimento e campos de atuação profissional. O comitê será composto por profissionais da medicina, enfermagem, gestão em saúde, além de gestores públicos, representantes da Secretaria Estadual de Saúde, membros da universidade e profissionais atuantes em todos os níveis da rede de atenção. Essa diversidade de saberes e experiências é fundamental para o enfrentamento de um problema complexo como a mortalidade materna, que envolve determinantes clínicos, sociais, estruturais e culturais. A atuação interdisciplinar será concretizada a partir da construção coletiva de análises e propostas, valorizando o olhar de cada área como parte essencial da compreensão da realidade local. Já a prática interprofissional se expressará na cooperação entre os diferentes profissionais no planejamento e na execução das ações, superando visões fragmentadas e promovendo um cuidado mais articulado e centrado nas necessidades das mulheres e suas famílias. Essa configuração estimula o reconhecimento e a valorização dos diferentes papéis no cuidado, fortalece o trabalho em equipe e contribui para a formação de redes colaborativas de apoio e referência. Ao mesmo tempo, a convivência entre profissionais com diferentes formações e inserções institucionais potencializa a inovação, o compartilhamento de boas práticas e a superação de barreiras históricas entre os níveis de atenção. Assim, o comitê funcionará como um verdadeiro espaço de aprendizagem mútua, de qualificação das práticas e de fortalecimento da rede de atenção à saúde no Vale do Jequitinhonha
Este projeto se fundamenta no princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, integrando essas dimensões de forma orgânica e intencional. No eixo do ensino, destaca-se a participação ativa de discentes da graduação, em especial da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia da UFVJM, que estarão diretamente envolvidos em todas as etapas do comitê, desde a organização das reuniões até a construção de propostas de intervenção. Essa vivência prática permitirá que os estudantes apliquem conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula em situações reais e complexas, fortalecendo competências clínicas, éticas e sociais. No campo da pesquisa, o projeto prevê o levantamento e a análise crítica de dados regionais relacionados à mortalidade materna, com a finalidade de subsidiar a formulação de ações mais contextualizadas e eficazes. Essa investigação envolverá tanto dados quantitativos (como indicadores de saúde, causas de morte, fluxo assistencial) quanto qualitativos (percepções dos profissionais e usuários), promovendo a produção de conhecimento científico com relevância social. Espera-se, ainda, que os resultados possam alimentar futuras publicações, trabalhos acadêmicos e novas linhas de pesquisa. Por fim, a extensão se concretiza na intervenção direta na comunidade regional, por meio da atuação conjunta com os serviços de saúde e da implementação das estratégias definidas pelo comitê. Essa dimensão fortalece o compromisso social da universidade, promovendo a troca de saberes entre a academia e os territórios e contribuindo para a transformação da realidade local. Assim, o projeto opera como um verdadeiro elo entre a formação acadêmica, a produção de conhecimento e a responsabilidade social, reafirmando a universidade como agente ativo na construção de uma sociedade mais justa e equitativa.
A participação ativa dos graduandos da UFVJM, especialmente daqueles vinculados à Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia, representa uma oportunidade formativa singular, que ultrapassa os limites do aprendizado teórico e proporciona uma imersão prática em contextos complexos e socialmente desafiadores. Inseridos diretamente nas discussões e atividades do comitê, os estudantes atuarão como sujeitos ativos do processo extensionista, contribuindo com ideias, sistematizações, análises e propostas de ação. Esse envolvimento favorece o desenvolvimento de uma formação crítica e reflexiva, baseada na compreensão das dinâmicas do sistema de saúde, das desigualdades regionais e dos determinantes sociais que influenciam os desfechos maternos. A convivência com profissionais de diferentes formações e instituições também proporciona uma rica vivência interprofissional, fortalecendo competências como escuta qualificada, empatia, diálogo, trabalho em equipe e articulação com a comunidade. Além disso, ao lidar com dados reais, indicadores de saúde e a construção de intervenções concretas, os estudantes desenvolvem a capacidade de tomada de decisão baseada em evidências e de proposição de soluções inovadoras, éticas e comprometidas com o bem comum. A experiência extensionista também contribui para a formação cidadã, ao estimular o compromisso social e a responsabilidade com a defesa do direito à saúde, especialmente em territórios historicamente vulnerabilizados como o Vale do Jequitinhonha. Portanto, o projeto não apenas amplia a bagagem acadêmica dos graduandos, mas os prepara para uma atuação profissional mais sensível, crítica e resolutiva, conectada com as necessidades reais da população e com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
O projeto propõe-se a promover transformações significativas na saúde materna do Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais vulneráveis de Minas Gerais. A expectativa é de que a constituição do Comitê Interinstitucional e a articulação entre os diversos níveis da rede de atenção resultem em mudanças concretas e duradouras na forma como os serviços de saúde lidam com a atenção à gestante e à puérpera. Ao integrar representantes da atenção primária, secundária e terciária, profissionais da assistência e da gestão, membros da universidade e da sociedade civil, o projeto cria um espaço de articulação e corresponsabilidade, capaz de diagnosticar fragilidades, propor soluções viáveis e fomentar o engajamento coletivo em torno da redução da mortalidade materna. Essa articulação fortalece o trabalho em rede, promovendo ações mais coordenadas, resolutivas e alinhadas às necessidades reais da população. A qualificação dos processos de cuidado — seja por meio da discussão de casos críticos, da construção de protocolos, do compartilhamento de boas práticas ou da elaboração de estratégias específicas para os diferentes territórios — tende a produzir impactos positivos não apenas nos indicadores de mortalidade, mas também na confiança da população nos serviços de saúde, na valorização dos profissionais locais e na disseminação de uma cultura de acolhimento e respeito aos direitos das mulheres. Adicionalmente, a presença da universidade nesse processo amplia o alcance das ações e garante a sustentação técnico-científica das intervenções, reforçando a função social da instituição e seu compromisso com o desenvolvimento regional. Ao contribuir para a redução de mortes evitáveis, o projeto promove justiça social, equidade em saúde e efetivação de direitos, reafirmando o princípio de que nenhuma mulher deve morrer por causas evitáveis relacionadas à gestação e ao parto.
A divulgação do projeto será realizada por meio de postagens no Instagram do Vida no Vale, utilizando uma linguagem acessível, visualmente atraente e alinhada à identidade visual do programa. O conteúdo incluirá: Cards informativos apresentando o objetivo do comitê e a importância da redução da mortalidade materna na região. Vídeos curtos (reels) explicando o funcionamento do comitê, destacando ações, reuniões e resultados parciais. Depoimentos de profissionais, docentes e estudantes envolvidos, mostrando o impacto da iniciativa. Cobertura das reuniões, com fotos autorizadas e resumos das discussões e deliberações. Atualizações dos indicadores regionais, reforçando o compromisso com a transparência e com a melhoria da assistência. Chamadas para participação da comunidade e dos profissionais, incentivando o engajamento da rede. A divulgação será contínua, com foco em aproximação da comunidade, valorização da rede de cuidado e fortalecimento da identidade regional em torno da segurança materna.
O Sistema Integrado de Notificação e Análise de Intercorrências Maternas (SINAMAT-Vale) constitui um produto intelectual inovador voltado ao fortalecimento da governança regional em saúde materna no Vale do Jequitinhonha. Ele propõe um fluxo estruturado, padronizado e interinstitucional para a comunicação rápida e segura de intercorrências obstétricas entre os municípios da região e a Regional de Saúde, permitindo a análise técnica sistemática dos eventos e subsidiando a construção de projetos de melhoria contínua. O SINAMAT-Vale organiza a resposta assistencial em etapas bem definidas, desde a detecção da intercorrência no ponto de cuidado (UBS, maternidade, hospital, SAMU), passando pela notificação municipal, análise preliminar, envio à Regional, avaliação multiprofissional, discussão qualificada em Comitê Interinstitucional e devolutiva estruturada aos municípios. O sistema inclui ainda um mecanismo permanente de monitoramento, com banco de dados regional, indicadores, relatórios periódicos e retroalimentação para toda a rede de atenção. Como produto intelectual, o SINAMAT-Vale se destaca por: Padronizar a comunicação e reduzir falhas de fluxo entre APS, serviços hospitalares e Regional; Organizar a análise de causa raiz de intercorrências, apoiando a tomada de decisão em saúde pública; Subsidiar projetos regionais de capacitação, protocolos e melhorias estruturais; Promover governança colaborativa, envolvendo gestão, serviços de saúde, ensino superior e sociedade civil; Constituir uma metodologia replicável, aplicável a outras regiões vulneráveis do Brasil. Trata-se, portanto, de um produto intelectual estratégico e original, capaz de fortalecer a rede materna, aprimorar a qualidade da atenção e contribuir de forma sustentável para a redução de eventos graves e mortes evitáveis de gestantes e puérperas.
Público-alvo
1. Profissionais de Saúde Médicos(as) da Atenção Primária, maternidades e hospitais regionais Enfermeiros(as) e obstetras Técnicos(as) de enfermagem Profissionais do SAMU e transporte sanitário Equipes de regulação e vigilância em saúde 2. Gestores e Coordenadores Gestores municipais de saúde Coordenadores da Atenção Primária Coordenadores de saúde da mulher Gestores das maternidades e hospitais Representantes da Regional de Saúde 3. Instituições de Ensino Docentes e pesquisadores da UFVJM Discentes da graduação e pós-graduação Membros da Liga Acadêmica de Ginecologia e Obstetrícia 4. Comitês e Grupos Estratégicos Comitês municipais e regionais de mortalidade materna Grupos intersetoriais vinculados à saúde da mulher 5. Sociedade Civil Organizada Representantes comunitários Organizações sociais que atuam no território Lideranças locais envolvidas com direitos reprodutivos e equidade em saúde
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Capelinha - MG
Araçuaí - MG
Itamarandiba - MG
Parcerias
O CISAJE atuará como parceiro estratégico do projeto, facilitando a articulação entre os municípios, apoiando a organização dos fluxos regionais, o transporte sanitário e a regulação. Participará das reuniões do comitê, contribuindo na análise das intercorrências e na implantação de ações de melhoria na rede materna do Alto Jequitinhonha.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 280 h
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Definição da estrutura do comitê Elaboração do regimento inicial Identificação das instituições participantes: Atenção Primária, maternidades, CEAEs, UFVJM, Gestão municipal e regional Contato inicial com possíveis membros Produto esperado: Lista de instituições e representantes convidados Minuta do regimento do comitê
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Envio de ofícios-convite Definição da coordenação e secretaria do comitê Planejamento da primeira reunião oficial Definição da periodicidade dos encontros
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Realização da primeira reunião oficial Apresentação dos objetivos e funcionamento Levantamento inicial dos principais problemas da rede Lista de prioridades iniciais
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Levantamento de dados regionais: Mortalidade materna, Near miss Principais causas Identificação de pontos críticos da rede Definição de ações a serem desenvolvidas pelos setores
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Discussão dos dados coletados Discussão de casos reais (formato educativo) Monitoramento da rede Avaliação das dificuldades relatadas pelas equipes Identificação de gargalos assistenciais Relatório de monitoramento Relatório da atividade educativa realizada Revisão das ações realizadas Ajuste do plano de ação Relatório parcial do projeto Definição de 3 a 5 prioridades regionais Plano de ação inicial do comitê
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Inclusão de novos serviços ou municípios Discussão de casos complexos Novos fluxos definidos Avaliação da participação das instituições Definição de melhorias para o ano seguinte
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Reunião de encerramento Apresentação dos resultados Planejamento para 2027 Relatório final anual Proposta de continuidade