Detalhes da ação

O Ofício de Sineiro em Diamantina

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001569

Tipo da Ação

Curso/Oficina

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

12/09/2026

Data Fim

03/10/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

jose leonardo ferreira

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Linguística, Letras e Artes

Área Temática Principal

Cultura

Área Temática Secundária

Comunicação

Linha de Extensão

Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial

Abrangência

Municipal

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Fora do campus

Período das Atividades

Tarde

Atividades nos Fins de Semana

Sim

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 16 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 16 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 16 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 16 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 8 h
Resumo

A linguagem dos sinos é um patrimônio cultural e religioso de diversas cidades do Brasil e do mundo há séculos. Particularmente, em Minas Gerais, cidades como Diamantina ainda guardam a tradição secular do uso de códigos associado à liguagem dos sinos em celebrações e festividades religiosas, bem como na comunicação de fatos e eventos ocorridos na cidade e sociedade em geral. Nesse contexto, é importante a preservação dessa tradição, através também do ensino da linguagagem sineira.


Palavras-chave

Linguagem dos sinos, tradição sineira de Diamantina, repiques e dobrados de sino


Introdução

A prática sineira como linguagem de comunicação remonta a séculos de história. Em diversas partes do mundo e do Brasil, a comunicação pela linguagem sineira ocorreu e ainda ocorre pelo uso dos sinos para execução de toques específicos em festividades e celebrações, bem como para comunicar à população fatos ocorridos na cidade e na sociedade em geral. Em Minas Gerais, o toque dos sinos é reconhecido como patrimônio imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) desde 2009 (IPHAN, 2016). Esse título engloba tanto o ato de tocar os sinos, quanto a tradição do ofício de sineiro. Particularmente em Diamantina, desde suas origens no século XVIII, essa prática foi utilizada e difundida nas igrejas do antigo Arraial do Tijuco, sendo que alguns dos códigos sineiros utilizados permanecem sendo executados até os dias atuais, especialmente os repiques festivos e os dobrados. A preservação dessa tradição é importante como patrimônio cultural e religioso, e envolve o seu registro por meio de pesquisa e ensino às novas gerações dos diversos códigos sineiros existentes. em Diamantina.


Justificativa

A oficina de sinos é um meio de realizar o estudo e prática de alguns códigos e toques sineiros existentes e utilizados em Diamantina, tais como o repiques festivos e os dobrados. Desse modo, espera-se contribuir para a preservação e perpetuação dessa tradição secular da cidade. Portanto, a oficina é uma iniciativa de salvaguarda do Patrimônio Imaterial que visa a transmissão do saber ancestral dos toques de sinos.


Objetivos

- Formar novos sineiros para ajudar a garantir a continuidade da tradição em Diamantina. - Ensinar aos alunos da oficina diversos toques, como os repiques festivos, toques fúnebres e processionais.


Metas

Ao final da oficina, os alunos deverão ser capazes de: - Identificar os códigos sineiros existentes e utilizados em Diamantina. - Saber reproduzir alguns desses toques de sinos.


Metodologia

Aulas com conteúdo teórico/prático, com carga horária total de 16 horas, divididas em 4 oficinas de 4 horas cada. Nas aulas, serão desenvolvidas as seguintes atividades: 1) Breve introdução explanativa ao estudo do sino como linguagem de comunicação. 2) Contextualização explanativa do uso dos sinos no Brasil e em Diamantina 3) Breve demonstração prática de alguns códigos sineiros utilizados em Diamantina, utilizando um campanário improvisado de enxadas. 4) Utilização do campanário improvisado para prática pelos alunos da execução dos códigos sineiros. 5) Utilização do campanário da Igreja de São Francisco de Assis em Diamantina para práticas de execução dos códigos sineiros.


Referências Bibliográficas

IPHAN. O Toque dos Sinos e o Ofício de Sineiro em Minas Gerais: tendo como referência as cidades de São João del-Rei, Ouro Preto, Mariana, Catas Altas, Congonhas do Campo, Diamantina, Sabará, Serro e Tiradentes / coordenação, Yêda Barbosa. Brasília: iPHAN, 2016. IPHAN. Ofício de Sineiro e Toque dos Sinos em Minas Gerais - vídeo. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=TJmsGUbgVK8>. Acesso em 21 de janeiro de 2026.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

Por meio da oficina de toques de sinos, pretende-se apresentar e discutir com os participantes da oficina a importância da preservação da cultura sineira como patrimônio da cidade de Diamantina. O diálogo com a sociedade será realizado justamente pelo estudo e práticas conjuntas dos toques sineiros existentes na cidade pelos oficineiros e alunos.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A oficina possui caráter multidisciplinar e interprofissional na medida em que a prática sineira consiste de uma coletânea de conhecimentos em áreas de Ciências Humanas, Sociais, Artísticas, Comunicação Social e Linguística. Como oficineiros, deverão estar envolvidos professores e estudantes da UFVJM, além de pessoas da Ordem Terceira de São Francisco e da comunidade diamantinense. Portanto, uma equipe interprofissional.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

Para ministrar a oficina, os oficineiros realizaram uma extensa pesquisa nos toques de sino utilizados em Diamantina. Essa pesquisa, foi realizada utilizando fontes que rementem à tradição cultural do toque sineiro em Minas Gerais e em Diamantina. Para isso, foram utilizadas entrevistas e vivências pessoais do toque de sinos em Diamantina, bem como consultas em fontes bibliográficas e acadêmcas. A partir desse trabalho de pesquisa, então, a oficina possibilitará o ensino dessas práticas aos alunos da oficina e da comunidade diamantinense em geral, que estarão, assim, tendo a oportunidade de conhecer, aprender a executar alguns toques de sino existentes em Diamantina.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

Inicialmente, a oficina tem a finalidade de dialogar com a comunidade sobre a preservação dos toques sineiros por meio do estudo e práticas relacionadas ao toque dos sinos pelos alunos da oficina. Os alunos das oficina deverão ser pessoas da comunidade, tais como coroinhas e demais interessados da comunidade diamantinense e público em geral. Além disso, estudantes de graduação e de mestrado da UFVJM estão participado da ação como membros organizadores ou palestrantes. A participação desses estudantes poderá levar ao seu maior engajamento em estudos e valorização das questões culturais da comunidade diamantinense, o que representará também sua maior conscientização cultural e acadêmica sobre o tema, bem como do papel da universidade em ações de preservação, transmissão e salvaguarda do saber ancestral do toque de sinos e outros saberes.


Impacto e Transformação Social

A participação na oficina, tanto pelos oficineiros como pelos alunos é um meio importante para aprofundamento na tradição secular diamantinense do toque dos sinos. Esse aprofundamento, quer seja pelo estudo, quer seja pelas práticas do toque dos sinos, contribuirá para a preservação e salvaguarda dessa tradição, além da valorização maior dessa prática no cenário cultural, histórico e religioso de Diamantina.


Divulgação

A divulgação será feita por meio das redes sociais (Instagram e Facebook) e cartazes afixados e pontos estratégicos de divulgação (murais na UFVJM, igrejas em Diamantina, etc.).


Caracterização do Curso ou Oficina

Tipo de Curso/Oficina

Iniciação

Carga Horária Total

16

Conteúdo Programático

1 Parte teórica 1.1 Breve histórico sobre o uso dos sinos como meio de comunicação 1.2 Introdução ao uso dos sinos nas igrejas e seu uso como instrumento musical 1.3 Breve histórico sobre o uso dos sinos no Brasil e em Diamantina 1.4 Tresilo: célula ritmica de origem africana, utilizada como base dos repiques se sino no Brasil 1.5 Algumas curiosidades referentes à tradição sineira em Diamantina 2 Parte Prática 2.1 Utilização de um campanário improvisado de enxadas para execução pelos oficineiros de toques como repiques festivos, toques fúnebres e processionais tradicionais de Diamantina 2.2 Execução pelos alunos dos toques utilizando o campanário improvisado 2.3 Execução pelos alunos dos toques utilizando o campanário real de uma igreja de Diamantina

Atividades Específicas

Estratégias de avaliação da aprendizagem dos cursistas

- Os alunos deverão ao final da oficina conhecer alguns toques festivos e fúnebres tradicionais de Diamantina - Utilizando o campanário improvisado, os alunos deverão demonstrar na prática os tipos de toque ensinados na oficina - Após a prática no campanário improvisado, os alunos deverão executar os toques aprendidos também no campanário da Igreja de São Francisco de Assis em Diamantina

Estratégias para avaliação da realização do curso

- Os alunos da oficina deverão fazer uma avaliação da oficina por meio de um questionário avaliativo

Público-alvo

Descrição

Pessoas interessadas em aprender e executar os toques de sino tradicionais de Diamantina.

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 16 h

Carga Horária 16 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Iniciativa de salvaguarda do Patrimônio Imaterial que visa a transmissão do saber ancestral dos toques de sinos. O projeto combina teoria e prática, utilizando uma estrutura didática pedagógica (instrumento de enxadas) para o aprendizado inicial, e prática em sinos reais nas torres da Igreja São Francisco de Assis em Diamantina. Inclui a produção de material audiovisual (reels no Instagram) para difusão cultural.