Detalhes da ação

Observatório dos Direitos das Mulheres dos Vales Jequitinhonha e Mucuri- ODMulheresVales

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202104000285

Tipo da Ação

Programa

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

27/02/2026

Data Fim

31/12/2031


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

claudilene da costa ramalho

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Sociais Aplicadas

Área Temática Principal

Direitos Humanos e Justiça

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Direitos individuais e coletivos

Abrangência

Regional

Gera Propriedade Intelectual

Sim

Envolve Recursos Financeiros

Sim

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Sim


Redes Sociais

@odmulheresvales
Outras Redes Sociais

@nosufvjm, @dad_ufvjm, @vagaosustentavel

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 240 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 120 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 220 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 220 h
Resumo

Este Programa nasce do amadurecimento de um projeto de extensão iniciado em 2016. Desde 2023, orienta-se pelo enfrentamento ao racismo e ao sexismo, afirmando a valorização dos saberes populares. Em 2026, consolida sua atuação com projetos voltados à diversidade, à promoção da saúde mental e à sustentabilidade socioambiental, passando a integrar a Rede Nacional de Observatórios das Mulheres e fortalecendo a formação crítica, a produção de conhecimento e as redes de proteção às mulheres.


Palavras-chave

Direitos das mulheres; Igualdade racial e de gênero; Extensão universitária; Justiça social; Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.


Introdução

O presente Programa de Extensão ancora-se em um acúmulo histórico, político e acadêmico construído ao longo de dez anos de atuação do Observatório dos Direitos das Mulheres, criado em 2016 a partir da articulação entre ensino, pesquisa e extensão na UFVJM. Ao longo dessa trajetória, o Observatório consolidou-se como espaço estratégico de produção de conhecimento, formação crítica e intervenção social, voltado ao enfrentamento das desigualdades de gênero, raça e classe no interior da universidade e nos territórios dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Em 2023, a partir dos acúmulos teóricos e práticos construídos, consolidou-se a proposta de transformação do Observatório em Programa de Extensão, ampliando sua capacidade de articulação institucional e territorial. Esse novo formato fortalece a atuação da UFVJM no enfrentamento ao racismo e ao sexismo, reconhecendo que, embora o Programa se volte às mulheres de forma ampla, as condições de vida, os índices de violência, o feminicídio, a precarização do trabalho, a sub-representação política e a pobreza incidem de maneira desproporcional sobre as mulheres negras, especialmente quilombolas e indígenas. Por essa razão, o Programa assume explicitamente a centralidade do combate ao racismo articulado ao enfrentamento do sexismo como eixo estruturante de suas ações. Atualmente, o Programa organiza-se a partir de projetos e ações articulados em diferentes eixos formativos, culturais, políticos, socioambientais, de comunicação popular, promoção da saúde mental e fortalecimento das redes de proteção às mulheres. Essa atuação integrada reafirma o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, promovendo a sistematização da realidade social, a produção de conhecimento socialmente referenciado e a intervenção territorial em diálogo com movimentos sociais, comunidades negras, quilombolas e indígenas, redes de cuidado e instituições públicas. Em 2025, ao integrar a Rede Nacional de Observatórios das Mulheres, o Programa amplia sua articulação acadêmica e política em âmbito nacional, fortalecendo sua incidência na formulação de estratégias coletivas de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça. Em 2026, ao celebrar uma década de existência, o Observatório dos Direitos das Mulheres, agora consolidado como Programa de Extensão, reafirma seu compromisso com uma universidade socialmente referenciada, comprometida com a justiça social, o bem viver, a saúde mental e a transformação das realidades nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. O Programa é constituído por diferentes eixos e projetos articulados: Projetos Vinculados ao Observatório dos Direitos das Mulheres (Não Vigentes) Curso de Extensão “Aquilombar nos Vales: diálogos com Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento” Atividade formativa de curta duração que teve como objetivo contribuir para o debate sobre racismo e sexismo, promovendo a visibilidade e a difusão do pensamento de Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento, intelectuais negras fundamentais para a consolidação do Dia da Consciência Negra no Brasil. O curso constituiu um espaço estratégico de formação crítica e serviu de base para a proposição do Grupo de Estudos Aquilombar nos Vales, posteriormente incorporado ao projeto Aquilombar nos Vales: Mulheres Negras Tecelãs da Resistência. Projeto “Existir e Resistir: Consciência Negra em Movimento” Projeto voltado à realização de uma agenda de eventos durante o mês da Consciência Negra em Teófilo Otoni e região, à produção de artigos científicos e à integração entre ensino, pesquisa e extensão, especialmente em cursos como Medicina e Serviço Social. Teve como eixo central o fortalecimento da atuação conjunta do NEABI e do Observatório dos Direitos das Mulheres junto à sociedade local. Projeto “Aquilombar nos Vales: Mulheres Negras Tecelãs da Resistência” Projeto que teve como objetivo contribuir para o enfrentamento ao racismo e ao sexismo, fortalecendo a auto-organização das mulheres negras nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri e reafirmando o papel da UFVJM – Campus Mucuri no combate às desigualdades por meio da extensão universitária. Projetos Vigentes Vinculados ao Observatório dos Direitos das Mulheres Enegrecendo e Aldeando a Política nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri Projeto voltado ao acompanhamento, execução e avaliação de ações formativas sobre participação social e política, direcionadas às mulheres negras, quilombolas e indígenas. Tem como foco o fortalecimento da liderança comunitária e política dessas mulheres nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, em Minas Gerais, contribuindo para sua inserção qualificada nos espaços de decisão e controle social. Projeto PROCARTE “Mulheres Negras dos Vales e sua arte de tecer resistências” Tem como objetivo fortalecer, valorizar e dar visibilidade às mulheres negras e quilombolas dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, por meio de práticas formativas, artísticas, culturais, de mobilização social e de comunicação popular. O projeto promove a criação de espaços de encontro, diálogo e produção coletiva, reconhecendo memória, corpo, identidade e ancestralidade como dimensões centrais da resistência e do protagonismo dessas mulheres. Entre suas ações, destaca-se a implantação e utilização de uma sala de podcast, voltada à produção e difusão de conteúdos audiovisuais que fortaleçam narrativas feministas negras, a defesa dos direitos das mulheres e a valorização das experiências e memórias das mulheres dos territórios, ampliando o alcance social e comunicacional das ações extensionistas. Grupo de Estudos Sankofa: Mulheres Negras e suas Escritas Insurgentes O Grupo de Estudos Sankofa: Mulheres Negras e suas Escritas Insurgentes foi criado em 21 de março de 2024, data simbólica marcada pelo Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, constituindo-se como um espaço de formação crítica, troca de saberes e valorização das produções teóricas, literárias e das trajetórias de mulheres negras. O grupo também abarca estudos, pesquisas e obras produzidas por mulheres indígenas e quilombolas, ampliando o diálogo intercultural e decolonial no âmbito do Observatório dos Direitos das Mulheres. Desde sua criação, o Sankofa tem se consolidado como um espaço permanente de reflexão e produção de conhecimento comprometido com o enfrentamento ao racismo e ao sexismo, articulando ensino, pesquisa e extensão. Ao longo de seu primeiro período de funcionamento, o grupo realizou sete encontros formativos, nos quais foram estudadas autoras negras fundamentais, como Lélia Gonzalez, Conceição Evaristo e Carolina Maria de Jesus, além de promover a escuta e a visibilidade de pesquisadoras negras e indígenas dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, que apresentaram e debateram suas pesquisas. O Grupo de Estudos Sankofa reafirma o compromisso do Observatório com a valorização das epistemologias negras, indígenas e quilombolas, com a construção de narrativas insurgentes e com o fortalecimento do protagonismo intelectual das mulheres desses territórios, contribuindo para a democratização do conhecimento e para a consolidação de uma agenda antirracista e antimachista na universidade e na sociedade. Projeto “Diálogos Ampliados com a Diversidade: acesso, permanência e emancipação” Busca desenvolver ações que promovam uma cultura dialógica e inclusiva, pautada na valorização da diversidade étnico-racial, de gênero, sexual e das pessoas com deficiência, contribuindo para a democratização dos ambientes de ensino e aprendizagem e para o fortalecimento das políticas de acesso e permanência na universidade. Vagão Sustentável: Educação Ambiental e Sustentabilidade Territorial em Atendimento aos ODS Iniciativa de educação ambiental criada em Teófilo Otoni–MG, voltada à conscientização pública sobre os desafios socioambientais do Vale do Mucuri. Há mais de dez anos, desenvolve ações formais e informais em parceria com instituições públicas e privadas, mobilizando a comunidade acadêmica e a sociedade civil. Suas atividades incluem campanhas digitais, eventos e práticas educativas, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com ênfase na sustentabilidade territorial, economia circular e protagonismo feminino. Projeto Viver: Promoção da Saúde Mental e Prevenção ao Suicídio em Teófilo Otoni e Região Projeto de extensão registrado sob o protocolo nº 202606000042, no edital PROEXC/PIBEX 01/2026 da UFVJM, que tem como objetivo promover ações educativas e de cuidado em saúde mental, integrando ensino, extensão e responsabilidade social. Em atuação desde 2019, desenvolve ações interdisciplinares voltadas à valorização da vida e ao fortalecimento da rede regional de cuidado. Para o ciclo de 2026, implementa uma nova frente de atuação focada em Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP) e na promoção ampliada da saúde mental. Rede de Proteção a Mulher: Rompendo com a Violência, o Silêncio e a Invisibilidade: Iniciativa voltada ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero, por meio da articulação entre universidade, serviços públicos, movimentos sociais e sociedade civil. A Rede atua no enfrentamento à violência, na ampliação do acesso à informação, no fortalecimento das redes de cuidado e na visibilização das violações de direitos, contribuindo para a promoção da autonomia, da proteção e da dignidade das mulheres. Nesse sentido, o Observatório visa fortalecer os fóruns de enfrentamento a violência contra a mulher. Em 2026, o Programa segue ampliando suas ações e parcerias, com foco na expansão de oportunidades e na promoção de benefícios concretos para as mulheres dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, reafirmando seu compromisso com uma universidade socialmente referenciada e comprometida com a justiça social, o bem viver e a saúde mental.


Justificativa

Este Programa de Extensão fundamenta-se na compreensão de que as bases ideológicas, políticas, sociais, econômicas e culturais que sustentam a dominação racista, patriarcal e capitalista se reproduzem por meio da naturalização de narrativas históricas construídas a partir dos valores dos grupos dominantes. Como aponta Gonzalez (2019), a desqualificação histórica da África e dos povos negros cumpre a função de legitimar a exploração colonial e a subalternização racial, tornando “natural” a violência estrutural que atravessa as sociedades latino-americanas. Essa articulação entre racismo, sexismo e desigualdade econômica incide de forma direta sobre a vida das mulheres negras, impactando seus corpos, trajetórias educacionais, inserção no mundo do trabalho, participação política e condições de existência. No contexto brasileiro, tais desigualdades apresentam caráter estrutural e persistente. Conforme destaca Gonzalez (2020), enquanto educação e renda mantêm uma relação linear para a população branca, entre a população negra o aumento da escolaridade não se converte proporcionalmente em melhoria das condições de vida, evidenciando desigualdades racializadas e sexualizadas. Nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, esse cenário se expressa de forma ainda mais aguda. Apesar de concentrarem o maior número de comunidades quilombolas certificadas de Minas Gerais, esses territórios permanecem marcados por pobreza, violência, baixos salários, precarização do trabalho e acesso limitado a políticas públicas, afetando de maneira particular as mulheres negras e quilombolas, que enfrentam altos índices de violência, feminicídio e invisibilidade política e social (Ramalho, 2023). Ainda assim, como ressalta Soares (2021), essas mulheres historicamente se constituem como tecelãs da resistência, preservando, reinventando e transmitindo valores culturais, sociais, educacionais e políticos em seus territórios, mesmo diante de múltiplas opressões. Reconhecer esse protagonismo implica deslocar o olhar da universidade para além da lógica assistencialista, afirmando a centralidade dos saberes populares, comunitários e ancestrais na produção do conhecimento. É nesse cenário que se insere o papel da universidade pública, que deve assumir uma atuação ativa, crítica e territorialmente comprometida. Alinhado aos princípios da Política de Extensão da UFVJM — especialmente à indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e à atuação socialmente referenciada — o Programa de Extensão, consolidado a partir da trajetória do Observatório dos Direitos das Mulheres, materializa esse compromisso institucional. Ao completar dez anos de existência em 2026, o Observatório apresenta um acúmulo teórico-prático que fundamenta a organização do Programa em linhas de atuação integradas, orientadas pela promoção da justiça social, da equidade racial e de gênero, do bem viver, da sustentabilidade e do cuidado integral. A atual estrutura do Programa expressa esse amadurecimento por meio de projetos vigentes complementares e articulados, que ampliam sua incidência territorial e temática. O projeto Enegrecendo e Aldeando a Política nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri fortalece a participação social e política de mulheres negras, quilombolas e indígenas, contribuindo para sua inserção qualificada nos espaços de decisão e controle social. O PROCARTE Mulheres Negras dos Vales e sua arte de tecer resistências valoriza práticas artísticas, culturais e de comunicação popular como dimensões centrais da resistência, incorporando a sala de podcast do Observatório como espaço permanente de formação, produção audiovisual e difusão de narrativas feministas negras. O Grupo de Estudos Sankofa: Mulheres Negras e suas Escritas Insurgentes consolida-se como eixo estratégico de formação crítica e produção de conhecimento, valorizando epistemologias negras, indígenas e quilombolas e articulando ensino, pesquisa e extensão. Somam-se a essas iniciativas o projeto Diálogos Ampliados com a Diversidade: acesso, permanência e emancipação, que contribui para a democratização dos espaços educacionais; o Vagão Sustentável, que integra educação ambiental, sustentabilidade territorial e economia circular, com protagonismo feminino; o Projeto Viver, que incorpora a promoção da saúde mental, a prevenção ao suicídio e o fortalecimento das redes de cuidado; e a Rede de Proteção à Mulher, voltada ao enfrentamento às violências de gênero e ao fortalecimento dos fluxos intersetoriais de proteção e garantia de direitos. Desde 2025, ao integrar a Rede Nacional de Observatórios das Mulheres, o Programa amplia sua articulação acadêmica e política em âmbito nacional, fortalecendo sua capacidade de incidência na formulação de estratégias de enfrentamento às desigualdades de gênero e raça. Dessa forma, o Observatório dos Direitos das Mulheres, agora consolidado como Programa de Extensão, reafirma-se como espaço estratégico de articulação entre universidade e sociedade, comprometido com a transformação social, a valorização das resistências das mulheres e a construção de respostas coletivas, sustentáveis e territorializadas no enfrentamento às desigualdades estruturais nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.


Objetivos

Objetivo Geral Integrar ensino, pesquisa e extensão, promovendo a produção, a sistematização, a comunicação popular e a socialização de conhecimentos críticos sobre gênero, raça/etnia, diversidade e direitos humanos; o fortalecimento das políticas públicas, das redes de cuidado, da participação social e do enfrentamento às violações de direitos das mulheres; e a formação acadêmica, política e cidadã de estudantes e comunidades, por meio de ações educativas, artísticas, culturais, de comunicação popular, socioambientais e de promoção da saúde mental, com ênfase no protagonismo das mulheres negras, indígenas, quilombolas e periféricas, contribuindo para a transformação social dos territórios e para a consolidação de uma universidade socialmente referenciada e comprometida com a igualdade racial e de gênero, a justiça social e o bem viver. Objetivos Específicos Fortalecer a atuação dos movimentos populares, coletivos e redes sociais que defendem os direitos das mulheres, com ênfase nas mulheres negras, periféricas, indígenas e quilombolas, nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, contribuindo para o enfrentamento às múltiplas formas de violação de direitos. Promover processos formativos, educativos e político-pedagógicos voltados ao enfrentamento do racismo, do sexismo e de outras formas de opressão, por meio de cursos, grupos de estudos e ações extensionistas, dando centralidade às epistemologias negras, indígenas e quilombolas e às produções teóricas, literárias, científicas, artísticas e culturais de mulheres desses territórios. Estimular a participação social e política das mulheres, contribuindo para o fortalecimento de lideranças comunitárias e políticas e para a ampliação de sua incidência nos espaços de decisão, controle social e formulação de políticas públicas. Contribuir para a ampliação da representatividade e do protagonismo das mulheres nos espaços institucionais, acadêmicos e territoriais, fortalecendo práticas de organização coletiva e de incidência política. Desenvolver, sistematizar e divulgar estudos, pesquisas e produções extensionistas sobre racismo, sexismo, desigualdades e direitos das mulheres, fortalecendo a articulação entre ensino, pesquisa e extensão e ampliando a circulação social do conhecimento produzido. Promover a divulgação, o acesso e o fortalecimento das políticas afirmativas e das políticas públicas voltadas às mulheres, sua efetividade, monitoramento e incidência nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, como também, contribuindo para o fortalecimento dos Fóruns de enfrentamento à violência. Realizar ações que fortaleçam a construção de uma cultura dialógica, democrática e inclusiva, pautada na valorização da diversidade étnico-racial, de gênero, sexual e das pessoas com deficiência, contribuindo para a democratização dos processos de ensino, aprendizagem e produção do conhecimento na universidade. Integrar ações de educação ambiental, sustentabilidade territorial e justiça socioambiental às atividades do Programa, por meio de práticas de economia circular, conscientização ambiental e mobilização comunitária, valorizando o protagonismo das mulheres na construção de alternativas sustentáveis. Incorporar a promoção da saúde mental, do cuidado e da valorização da vida como dimensões estruturantes do Programa, fortalecendo redes de cuidado, ações educativas e estratégias de prevenção às violências e ao sofrimento psíquico nos territórios de atuação. Implantar e consolidar uma sala de podcast como espaço formativo, comunicacional e extensionista, voltada à produção, registro e difusão de conteúdos audiovisuais que promovam a igualdade de gênero e raça, a defesa dos direitos das mulheres e o fortalecimento de narrativas feministas negras, quilombolas e indígenas, ampliando a visibilidade das experiências, memórias e lutas das mulheres dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. .


Metas

Impacto Direto Atingir 3.000 pessoas Produção de, no mínimo, 5 (cinco) artigos científicos, resumo expandido, resultantes das ações do Programa. Realização de, no mínimo, 6 (seis) eventos extensionistas, entre seminários, palestras, rodas de conversa, exposições e feiras de troca, voltados ao enfrentamento do racismo, do sexismo e das violações de direitos das mulheres, à promoção dos direitos das mulheres, ao fortalecimento das políticas públicas com recorte étnico-racial e de gênero, à valorização do protagonismo das mulheres negras, periféricas, indígenas e quilombolas, à promoção da diversidade, da sustentabilidade socioambiental, da justiça social e do cuidado integral. Oferta de, no mínimo, 2 (dois) cursos de extensão, voltados às temáticas centrais do Programa, com ênfase na defesa e promoção dos direitos das mulheres, no enfrentamento ao racismo e ao sexismo, na valorização das epistemologias e produções de mulheres negras, periféricas, indígenas e quilombolas, na participação social e política, na diversidade, na sustentabilidade socioambiental e no cuidado integral. Produção de, no mínimo, 6 (seis) conteúdos audiovisuais (podcasts e/ou vídeos curtos) para a promoção da igualdade de gênero e raça e defesa dos direitos das mulheres. Produção de, no mínimo, 2 (dois) materiais audiovisuais de memória, voltados ao registro das trajetórias e experiências das mulheres dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Impacto Indireto Aumento em 10% das ações da UFVJM no enfrentamento das desigualdades étnico-raciais e de gênero.


Metodologia

A metodologia do Observatório dos Direitos das Mulheres fundamenta-se nos princípios da extensão universitária crítica, participativa e territorializada, orientada pela indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e pelo compromisso ético-político com a transformação social. As ações são desenvolvidas a partir de uma perspectiva interseccional, antirracista, antimachista e decolonial, reconhecendo os saberes produzidos pelas mulheres negras, indígenas, quilombolas e pelos movimentos populares como centrais na construção do conhecimento. A atuação metodológica organiza-se de forma integrada e transversal, articulando os diferentes projetos vinculados ao Observatório em eixos complementares, descritos a seguir: 1. Metodologias Participativas e Dialógicas As ações do Observatório são estruturadas a partir de metodologias participativas, que compreendem a educação, a cultura e o cuidado como processos de troca, escuta e construção coletiva. São utilizadas estratégias como rodas de conversa, círculos de diálogo, oficinas formativas, encontros comunitários, vivências artísticas, grupos de estudo e práticas educativas territoriais. Essa abordagem está presente em projetos como Enegrecendo e Aldeando a Política nos Vales, Diálogos Ampliados com a Diversidade e Projeto Viver, garantindo o protagonismo das participantes na definição de temas, demandas e estratégias de intervenção. 2. Formação Crítica e Produção de Conhecimento A formação política, intelectual e crítica constitui eixo central da metodologia, materializando-se em ações como o Grupo de Estudos Sankofa, encontros formativos, seminários, oficinas temáticas e processos de educação permanente. As atividades articulam produções teóricas, literárias, artísticas e experiências territoriais, valorizando epistemologias negras, indígenas e quilombolas. A metodologia combina leitura orientada, debate coletivo, escuta de pesquisadoras e lideranças locais, além da produção de registros acadêmicos e extensionistas, fortalecendo a democratização do conhecimento e a circulação de narrativas insurgentes na universidade. 3. Ações Culturais, Artísticas e de Comunicação Popular O Observatório adota a arte, a cultura e a comunicação popular como ferramentas metodológicas de mobilização social, formação política e valorização da memória. Projetos como o PROCARTE Mulheres Negras dos Vales desenvolvem oficinas de corpo, identidade e ancestralidade, mostras culturais, cinema negro, exposições itinerantes e produções audiovisuais. A implantação e uso de espaços de comunicação, como a sala de podcast, ampliam o alcance das ações, fortalecendo narrativas feministas negras, a defesa dos direitos das mulheres e a visibilização das experiências dos territórios. 4. Intervenção Territorial e Sustentabilidade Socioambiental A metodologia do Observatório valoriza a atuação direta nos territórios dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, articulando saberes acadêmicos e populares. Iniciativas como o Vagão Sustentável desenvolvem oficinas de educação ambiental, práticas de sustentabilidade territorial e tecnologias sociais de baixo custo, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). As ações são precedidas por diagnósticos participativos, planejamento coletivo e acompanhamento contínuo, garantindo adequação às realidades locais e fortalecimento da autonomia comunitária. 5. Promoção da Saúde Mental e Redes de Cuidado No campo da saúde mental, o Projeto Viver adota metodologias sensíveis e cuidadosas, fundamentadas em rodas de conversa, oficinas, formação de multiplicadores e capacitação de profissionais, com uso de estratégias participativas e dialógicas. A abordagem prioriza a valorização da vida, a prevenção ao suicídio, os Primeiros Cuidados Psicológicos (PCP) e o fortalecimento das redes locais de cuidado, considerando os impactos do racismo, do sexismo e das violências estruturais sobre a saúde mental das mulheres. 6. Articulação Intersetorial e Fortalecimento das Redes de Proteção A metodologia prevê a articulação permanente com movimentos populares, coletivos de mulheres, comunidades tradicionais, instituições públicas e redes de atendimento, especialmente por meio da Rede de Proteção à Mulher. As ações envolvem formação, sensibilização, construção de fluxos intersetoriais, acompanhamento de políticas públicas e fortalecimento dos mecanismos de garantia de direitos, rompendo com a lógica da fragmentação institucional. 7. Monitoramento, Avaliação e Sistematização O acompanhamento metodológico é contínuo e participativo, utilizando registros qualitativos, relatórios, formulários avaliativos, rodas de avaliação e sistematização das experiências. A avaliação considera critérios como participação, engajamento, fortalecimento de redes, produção de conhecimento, impacto territorial e transformação social. Os resultados são socializados por meio de relatórios, produções acadêmicas, materiais educativos e comunicação popular, subsidiando políticas públicas e o aprimoramento das ações do Observatório.


Referências Bibliográficas

GONÇALVES, Renata. Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento: contribuições para o combate à tríade capitalismo-patriarcado-racismo. In: Marxismo e questão étnico-racial: desafios contemporâneos. Maria Beatriz Costa Abramides (org.). São Paulo: EDUC, 2021. GONZALEZ, Lélia. Por um feminismo afro-latinoçamericano: ensaio, intervenções e diálogos. FLÁVIA RIOS, Márcia Lima (org.). 1ª ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2020 . NASCIMENTO, Beatriz. Textos e narração de Ôrí. Ôrí. Direção de Raquel Gerber. Brasil: Estelar Produções Cinematográficas e Culturais, 1989, 131min. NASCIMENTO, Beatriz. Uma história feita por mãos negra: relações raciais, quilombos e movimentos. Alex Ratts (org.). 1 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2021. NASCIMENTO, Beatriz. Todas (as) distâncias: poemas, aforismos e ensaios de Beatriz Nascimento. Alex Ratts e Bethania Gomes (org.). Ogums Toque Negro Editora. Rio de Janeiro, 2015


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A interação dialógica entre a comunidade acadêmica e a sociedade constitui eixo estruturante do Programa e se concretiza por meio da articulação permanente com os territórios, movimentos populares, coletivos de mulheres, comunidades negras, indígenas e quilombolas, redes de proteção e instituições públicas. Essa interação orienta as ações desenvolvidas nos projetos vinculados ao Programa, integrando ensino, pesquisa e extensão a partir da escuta, do diálogo e da construção coletiva de saberes e práticas. Por meio de ações formativas, culturais, políticas, socioambientais, de comunicação popular e de promoção da saúde mental, como as desenvolvidas no Enegrecendo e Aldeando a Política, no PROCARTE Mulheres Negras dos Vales, no Grupo de Estudos Sankofa, no Diálogos Ampliados com a Diversidade, no Vagão Sustentável e no Projeto Viver, o Programa fortalece a defesa e a promoção dos direitos das mulheres, a participação social e política, a incidência nas políticas públicas e o enfrentamento ao racismo e ao sexismo. Ao valorizar os saberes acadêmicos e populares e o protagonismo das mulheres negras, indígenas, quilombolas e periféricas, o Programa reafirma a universidade como espaço democrático, territorializado e comprometido com a transformação social.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A proposta do Programa fundamenta-se na interdisciplinaridade e na interprofissionalidade, reconhecendo que o racismo, o sexismo e as violações de direitos das mulheres atravessam múltiplas dimensões da vida social e demandam abordagens integradas entre diferentes áreas do conhecimento. Nesse sentido, o Programa articula saberes e práticas de cursos de graduação, como Serviço Social, Medicina, graduação EAD em Administração Pública, Ciência e Tecnologia e Engenharia de Produção em Teófilo Otoni e Bacharelado Interdisciplinar em Humanidades/FIH de Diamantina, bem como de programas de pós-graduação, com destaque para o MINTER em Política Social, desenvolvido em parceria entre a UFVJM e a UFF, para o Mestrado em Política Social e Desenvolvimento Territorial e para o Mestrado em Estudos Rurais. Essa articulação envolve docentes, discentes e técnicos administrativos de diversas unidades da UFVJM — incluindo FACSAE, ICET, FAMMUC, FIH e DEAD — além da participação de movimentos sociais e organizações da sociedade civil, fortalecendo a integração entre ensino, pesquisa e extensão. A diversidade de áreas e formações amplia a capacidade do Programa de identificar demandas sociais complexas, formular respostas coletivas e construir alternativas para os desafios enfrentados nos territórios dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. Ao promover o diálogo entre graduação e pós-graduação, teoria e prática, universidade e sociedade, o Programa contribui para a formação acadêmica, política e cidadã de profissionais críticos, preparados para atuar de forma ética, interdisciplinar e comprometida com a transformação social, em consonância com os princípios da Política Nacional de Extensão Universitária e com os objetivos de promoção da igualdade racial e de gênero, da justiça social e do bem viver


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

O Programa fundamenta-se no princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, ao promover a aproximação efetiva da universidade com a realidade concreta dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, especialmente no enfrentamento ao racismo, ao sexismo e às violações de direitos das mulheres. Ao articular ações extensionistas com processos formativos e investigativos, o Programa fortalece a inserção social da UFVJM na construção de respostas coletivas, territoriais e populares para os desafios enfrentados pelas comunidades. As atividades previstas, como cursos de extensão, grupos de estudos, eventos, ações culturais, comunicação popular, produção audiovisual e projetos temáticos, possibilitam a sistematização de dados e experiências oriundas da realidade social, que subsidiam pesquisas acadêmicas, produção de artigos científicos, relatos de experiência e trabalhos de conclusão de curso, além de fomentar investigações na graduação e na pós-graduação. Nesse sentido, o Programa cria espaços permanentes de debate, formação e produção coletiva, nos quais estudantes, docentes, técnicos, movimentos sociais e comunidades constroem conhecimentos de forma compartilhada. A participação ativa dos estudantes nas ações extensionistas permite a vivência de uma formação teórico-prática, comprometida com a transformação da realidade social, fortalecendo uma atuação profissional crítica, ética e socialmente referenciada. Assim, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão não se apresenta apenas como princípio formal, mas como prática concreta, orientada pela interação com grupos culturais, movimentos sociais populares e territórios historicamente marcados por desigualdades de gênero, raça e classe.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

O Programa promove impacto significativo na formação acadêmica, política e cidadã dos estudantes, ao integrá-los de forma ativa e contínua às ações desenvolvidas nos diferentes projetos que o compõem, fortalecendo a articulação entre os campi da UFVJM – Mucuri e Diamantina. Participam do Programa discentes dos cursos de Serviço Social, Medicina, Ciências Econômicas, Administração Pública, Ciência e Tecnologia, Engenharia de Produção ( Teófilo Otoni) e do Bacharelado em Humanidades (Diamantina), além de estudantes da pós-graduação, especialmente vinculados ao Mestrado em Política Social e Desenvolvimento Territorial e ao MINTER em Política Social, ampliando o diálogo interdisciplinar e intercampi. Os estudantes participam de reuniões semanais no âmbito dos projetos de extensão aos quais estão vinculados, com foco no planejamento, monitoramento e avaliação das ações, bem como de encontros mensais dos grupos de estudos e pesquisas do Programa, que reúnem discentes de diferentes campi em processos formativos conjuntos, favorecendo a troca de experiências, saberes e perspectivas territoriais distintas. Ao longo da execução do Programa, os estudantes desenvolvem atividades que articulam ensino, pesquisa e extensão, incluindo a participação em cursos, grupos de estudos, oficinas formativas, ações culturais, produção de conteúdos de comunicação popular, eventos acadêmicos e atividades de mobilização social, muitas delas realizadas de forma integrada entre Mucuri e Diamantina. Destaca-se ainda o envolvimento dos discentes na produção de artigos científicos, relatos de experiência e trabalhos acadêmicos, fortalecendo a circulação do conhecimento produzido de maneira colaborativa entre os campi. Os estudantes atuam em todas as etapas das ações extensionistas, desde a mobilização das comunidades e o contato com instituições e movimentos sociais nos territórios de atuação do Programa, até a organização de eventos, oficinas, grupos de estudos, ações formativas e produção de materiais educativos e audiovisuais. As metodologias participativas e as ferramentas de diálogo com a comunidade são construídas e aplicadas coletivamente por equipes intercampi, promovendo o aprendizado a partir da prática social e da interação com realidades diversas. A avaliação da participação discente ocorre de forma processual e contínua, considerando o envolvimento nas atividades, o cumprimento das responsabilidades assumidas, a capacidade de trabalho em equipe e a contribuição para o planejamento, execução e avaliação das ações do Programa. Dessa forma, o Programa fortalece uma formação universitária integrada, interdisciplinar e intercampi, preparando profissionais críticos, éticos e socialmente comprometidos com a transformação da realidade social, em consonância com os princípios da Política Nacional de Extensão Universitária.


Impacto e Transformação Social

O Observatório dos Direitos das Mulheres orienta sua atuação não apenas para a análise crítica das desigualdades sociais, mas, sobretudo, para a intervenção qualificada e comprometida com a transformação social, em consonância com os princípios da Política de Extensão da UFVJM. Seus projetos incidem diretamente sobre o enfrentamento ao racismo, ao sexismo e às múltiplas formas de violação de direitos das mulheres, reconhecendo que essas opressões se manifestam de maneira estrutural e interseccional nos territórios dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri. A partir da articulação entre ações formativas, culturais, políticas, socioambientais, de comunicação popular e de promoção da saúde mental, o Observatório constrói respostas coletivas, territorializadas e socialmente referenciadas. Projetos como Enegrecendo e Aldeando a Política nos Vales e o PROCARTE Mulheres Negras dos Vales fortalecem o protagonismo social e político de mulheres negras, quilombolas e indígenas, ampliando sua inserção qualificada nos espaços de decisão, controle social e formulação de políticas públicas. O Grupo de Estudos Sankofa contribui para a democratização do conhecimento ao valorizar epistemologias negras, indígenas e quilombolas, fortalecendo a produção intelectual e a circulação de narrativas insurgentes no ambiente universitário. Já iniciativas como Diálogos Ampliados com a Diversidade incidem sobre as políticas institucionais de acesso, permanência e emancipação, promovendo uma cultura universitária inclusiva, antirracista e antidiscriminatória. No campo socioambiental e do bem viver, o Vagão Sustentável e o Projeto Viver produzem impactos concretos ao articular educação ambiental, sustentabilidade territorial, promoção da saúde mental e fortalecimento das redes locais de cuidado. Essas ações ampliam a compreensão ampliada de direitos, conectando justiça social, justiça ambiental e saúde coletiva, com atenção especial ao protagonismo feminino nos territórios. A Rede de Proteção à Mulher consolida a incidência do Observatório no enfrentamento à violência doméstica e às violências de gênero, fortalecendo fluxos intersetoriais de proteção, cuidado e garantia de direitos, além de romper com o silêncio e a invisibilidade que historicamente marcam essas violências. Dessa forma, o Observatório dos Direitos das Mulheres contribui para o empoderamento coletivo, para o reconhecimento das mulheres como sujeitas políticas e produtoras de conhecimento, e para o fortalecimento da UFVJM como uma universidade socialmente referenciada, comprometida com a igualdade racial e de gênero, a justiça social e a promoção do bem viver nos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri.


Divulgação

A divulgação e registro das ações do projeto serão elementos estratégicos da metodologia, assegurando que os impactos ultrapassem o espaço físico das atividades. Para isso, todo o material produzido, incluindo fotos, vídeos, depoimentos, registros de oficinas, rodas de conversa, vivências e exposições, será sistematicamente documentado e compartilhado.


Informações Complementares

Os conteúdos seguirão o padrão de marcação e hashtags exigidos pelo edital (#Proexc, #UFVJM), garantindo visibilidade e registro das ações. A divulgação será pelas redes sociais facebook, instagram, podcast e pelo WhatsApp. Essa divulgação para além de divulgar as ações a serem desenvolvidas, terão por objetivo educativo a ser produzido e divulgado conteúdos no enfrentamento ao racismo e sexismo


Propriedade(s) Intelectual

Produção de podcast, vídeos, Artigos e produtos relacionados as temáticas trabalhada.

Público-alvo

Descrição

O Programa tem como público prioritário mulheres dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri, especialmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade social e de direitos, com destaque para: Mulheres negras, quilombolas e indígenas Mulheres em situação de violência doméstica e de gênero Mulheres periféricas e de baixa renda Jovens e estudantes mulheres das redes públicas de ensino Lideranças comunitárias e integrantes de movimentos sociais de mulheres Mulheres atendidas por serviços das políticas públicas (saúde, assistência social, educação e direitos humanos) Como público direto vinculado à formação acadêmica e institucional, também participam: Estudantes de graduação e pós-graduação da UFVJM Docentes e técnicos administrativos, terceirizados da universidade Profissionais das redes públicas (educação, saúde, assistência social, sistema de garantia de direitos) Como público indireto, alcançado por ações culturais, educativas e de comunicação: Comunidades urbanas, rurais e tradicionais dos territórios Famílias das participantes Sociedade civil dos Vales do Jequitinhonha e do Mucuri Usuários das redes sociais, mídias comunitárias e conteúdos audiovisuais produzidos pelo Programa

Municípios Atendidos

Município

Teófilo Otoni - MG

Município

Araçuaí - MG

Município

Berilo - MG

Município

Diamantina - MG

Município

Ouro Verde de Minas - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

Contribuição no planejamento, organização e execução das ações.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 3072 h

Carga Horária 512 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Formações, rodas de conversa e encontros sobre participação social, políticas públicas e direitos das mulheres. Acompanhamento e avaliação de processos formativos voltados a mulheres negras, quilombolas e indígenas. Articulação com conselhos, movimentos sociais e redes de proteção. Estímulo à inserção das mulheres em espaços de decisão e controle social

Carga Horária 512 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Oficinas e vivências sobre corpo, identidade, ancestralidade e direitos. Ações culturais (exposições, apresentações, cinema negro, rodas de conversa e mostras). Produção e itinerância de exposições e registros culturais. Produção de conteúdos audiovisuais e uso da sala de podcast como espaço formativo e de comunicação popular. Valorização da memória e das trajetórias de resistência das mulheres dos territórios.

Carga Horária 512 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Encontros periódicos de leitura orientada e debate coletivo. Socialização de produções teóricas e literárias de mulheres negras, indígenas e quilombolas. Participação de pesquisadoras e lideranças comunitárias nos encontros. Produção e sistematização de conhecimentos acadêmicos e extensionistas.

Carga Horária 512 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Atividades formativas sobre diversidade étnico-racial, gênero, sexualidade e inclusão. Rodas de diálogo com estudantes e comunidade acadêmica. Apoio às políticas de acesso, permanência e convivência universitária.

Carga Horária 512 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Articulação intersetorial com serviços públicos e movimentos sociais. Formações e campanhas de enfrentamento às violências de gênero. Fortalecimento dos fluxos de atendimento e acesso à informação. Orientação e encaminhamento para redes de cuidado e proteção.

Carga Horária 512 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Feiras de troca, brechós ecológicos e ações de economia circular. Oficinas de educação ambiental e tecnologias sociais. Mobilização comunitária e articulação com escolas e instituições. Diagnósticos participativos sobre sustentabilidade territorial.