Visitante
Pati Palma Cientista
Sobre a Ação
202203001601
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
09/04/2026
31/12/2026
202104000128 - Centro de Extensão Tecnológica da Engenharia de Alimentos (CET/EAL)
Dados do Coordenador
tatiana nunes amaral
Caracterização da Ação
Ciências Agrárias
Educação
Tecnologia e Produção
Desenvolvimento regional
Regional
Não
Sim
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Sim
Membros
O projeto visa promover a popularização da ciência por meio da temática da palma forrageira, integrando universidade, escolas e comunidade rural. A partir de mini feiras de ciências em escolas de Couto Magalhães de Minas e visitas à fazenda experimental da UFVJM, serão abordados aspectos históricos, produtivos e tecnológicos da palma, incluindo uso animal, alimentação humana, cochonilha e embalagens sustentáveis, com linguagem lúdica e interdisciplinar.
Extensão universitária; Educação científica; Palma forrageira; Interdisciplinaridade; Sustentabilidade.
A palma forrageira, representada principalmente por espécies dos gêneros Opuntia e Nopalea, constitui uma das culturas mais estratégicas para regiões com restrição hídrica, devido à sua elevada eficiência no uso da água, alta produtividade de biomassa e capacidade de adaptação a condições edafoclimáticas adversas. No Brasil, o cultivo da palma está fortemente concentrado no Semiárido, abrangendo extensas áreas do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, onde assume papel central na segurança alimentar dos rebanhos e na sustentabilidade dos sistemas produtivos (BRASIL, 2021; SILVA; COSTA; FERREIRA, 2022). No Semiárido mineiro, a palma forrageira tem sido incorporada como alternativa tecnológica relevante, com resultados expressivos em produtividade e resiliência frente às mudanças climáticas. Tradicionalmente reconhecida por sua importância na alimentação animal, a palma forrageira vem sendo amplamente estudada quanto à sua inclusão em dietas de ruminantes, demonstrando efeitos positivos no desempenho animal, na ingestão de água metabólica e na redução da dependência de volumosos convencionais em períodos de seca (LIMA et al., 2021). Paralelamente, pesquisas recentes têm ampliado o escopo de uso da palma, explorando seu potencial na alimentação humana, especialmente na forma de farinhas e ingredientes funcionais aplicados em produtos panificados e outros alimentos, com destaque para o aumento do teor de fibras, minerais e compostos bioativos, além de boa aceitabilidade sensorial (MARTINS et al., 2021; SILVA et al., 2023). Além do setor alimentício, a palma forrageira tem despertado crescente interesse na área de materiais sustentáveis, especialmente no aproveitamento de sua mucilagem e de resíduos agroindustriais para o desenvolvimento de filmes e embalagens biodegradáveis. Estudos recentes demonstram que materiais à base de Opuntia ficus-indica apresentam propriedades funcionais e mecânicas promissoras, alinhadas às demandas por soluções ambientalmente responsáveis e à economia circular (SANTOS et al., 2023; SOUZA et al., 2024). Esses avanços reforçam o caráter multifuncional da palma e sua relevância para a inovação tecnológica no contexto agroindustrial. Nesse cenário, a popularização da ciência assume papel fundamental para aproximar o conhecimento científico da sociedade, especialmente de crianças e jovens da educação básica. A abordagem de temas científicos vinculados ao território e ao cotidiano favorece o letramento científico, estimula a curiosidade e contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes (FREIRE, 2020; BENETTI; SOUZA; GONÇALVES, 2022). Assim, ao integrar universidade, escolas e comunidade por meio de ações extensionistas lúdicas e interativas, o projeto propõe transformar a palma forrageira em eixo pedagógico para o diálogo entre ciência, território e educação, fortalecendo o papel social da universidade pública.
A aproximação entre universidade, escola básica e comunidade rural é essencial para a democratização do conhecimento científico. A região de Diamantina e Couto Magalhães de Minas apresenta forte vínculo com atividades agropecuárias, tornando a palma forrageira um tema estratégico para ações educativas. O uso de metodologias lúdicas, como feiras de ciências e personagens educativos, favorece o interesse, a compreensão e o protagonismo dos participantes, além de fortalecer a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
Promover a educação científica e a valorização do território por meio de ações extensionistas sobre a palma forrageira, integrando universidade, escolas e comunidade.
Meta 1: Realizar 2 mini feiras de ciências em escolas de Couto Magalhães de Minas; Meta 2: Realizar 1 visita técnica à fazenda experimental da UFVJM; Meta 3: Envolver mínimo de 40 alunos da educação básica; Meta 4: Envolver 2 estudantes de graduação e 2 de pós-graduação; Meta 5: Produzir material educativo ilustrado (cartilha/HQ).
Meta 1 – Mini feiras de ciências - Planejamento e execução de feiras com estações temáticas (história da palma, alimentação animal, cochonilha, uso humano e embalagens), utilizando linguagem acessível e materiais demonstrativos. Meta 2 – Visita à fazenda experimental Visita guiada com demonstração das diferentes variedades de palmas forrageiras cultivadas, promovendo interação direta entre estudantes, docentes e a comunidade. Meta 3 – Envolvimento de alunos da educação básica - Atividades participativas, rodas de conversa e experimentos demonstrativos adaptados à faixa etária. Meta 4 – Formação de graduandos e mestrandos - Participação dos estudantes no planejamento, execução, mediação das atividades e avaliação da ação extensionista. Meta 5 – Material educativo - Desenvolvimento de material didático ilustrado com a personagem Pati Palma Cientista, reforçando os conteúdos trabalhados nas ações.
BENETTI, P.; SOUZA, A. I.; GONÇALVES, R. S. Extensão universitária e formação acadêmica: impactos e desafios. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 13, n. 2, p. 123–134, 2022. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Palma forrageira: alternativa estratégica para o semiárido brasileiro. Brasília, 2021. FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 18. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2020. LIMA, L. R. et al. Uso da palma forrageira (Opuntia ficus-indica) na alimentação de ruminantes no semiárido brasileiro. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 50, e20200123, 2021. MARTINS, M. L. et al. Farinha de palma forrageira (Opuntia ficus-indica) aplicada em produtos panificados: características tecnológicas e aceitação sensorial. Research, Society and Development, v. 10, n. 13, e194101319433, 2021. SANTOS, J. S. et al. Filmes biodegradáveis à base de mucilagem de Opuntia ficus-indica: propriedades funcionais e potencial para embalagens. Food Packaging and Shelf Life, v. 38, 101085, 2023. SILVA, A. P. et al. Potencial da palma forrageira para alimentação humana: propriedades nutricionais e aplicações tecnológicas. Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial, v. 17, n. 2, p. 89–102, 2023. SILVA, J. A.; COSTA, M. R.; FERREIRA, E. P. Palma forrageira no Semiárido mineiro: produção, adaptação e perspectivas. Cadernos de Ciência & Tecnologia, v. 39, n. 3, p. 1–15, 2022. SOUZA, R. A. et al. Resíduos agroindustriais como fonte para materiais biodegradáveis: avanços recentes e aplicações em embalagens. Polímeros: Ciência e Tecnologia, v. 34, n. 1, e2024008, 2024.
O projeto promove a interação dialógica entre a comunidade acadêmica da UFVJM e a sociedade, especialmente escolas e comunidade rural de Couto Magalhães de Minas, por meio de atividades participativas e contextualizadas. As ações são estruturadas de forma horizontal, valorizando o diálogo, a escuta ativa e a troca de saberes entre docentes, discentes, estudantes da educação básica e membros da comunidade. Ao abordar a palma forrageira como elemento comum ao território, o projeto integra conhecimentos científicos e saberes populares, fortalecendo a construção coletiva do conhecimento. Essa interação contribui para aproximar a universidade das demandas sociais locais, reafirmando seu papel público e social.
A proposta fundamenta-se na interdisciplinaridade ao integrar conhecimentos das áreas de Engenharia de Alimentos e Zootecnia, promovendo uma abordagem ampliada sobre a palma forrageira. Aspectos relacionados à produção animal, alimentação humana, sustentabilidade, resíduos agroindustriais e materiais para embalagens são tratados de forma articulada, permitindo uma compreensão sistêmica do tema. A atuação conjunta de docentes e estudantes de diferentes áreas favorece a interprofissionalidade, estimulando o diálogo entre campos do conhecimento e a construção de soluções integradas. Essa abordagem amplia a formação acadêmica e qualifica as ações extensionistas desenvolvidas.
O projeto concretiza o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao articular conteúdos acadêmicos, resultados de pesquisas científicas e ações extensionistas voltadas à comunidade. Conhecimentos produzidos em pesquisas sobre palma forrageira são traduzidos em linguagem acessível e aplicados em atividades educativas nas escolas e na fazenda experimental. Os estudantes envolvidos têm a oportunidade de relacionar teoria e prática, consolidando aprendizagens adquiridas em sala de aula. Dessa forma, a extensão atua como espaço de aplicação do conhecimento científico e de retroalimentação das atividades de ensino e pesquisa.
Os estudantes de graduação participarão ativamente de todas as etapas do projeto, incluindo planejamento, elaboração de materiais educativos, mediação das atividades e avaliação das ações extensionistas. Essa participação favorece o desenvolvimento de competências como comunicação científica, trabalho em equipe, responsabilidade social e atuação interdisciplinar. A vivência extensionista contribui para a formação cidadã e profissional dos graduandos, ao aproximá-los de realidades sociais diversas e estimular o compromisso com o desenvolvimento regional. Além disso, a experiência fortalece a compreensão do papel social da universidade pública.
O projeto tem potencial para gerar impacto social ao ampliar o acesso ao conhecimento científico e valorizar a palma forrageira como recurso estratégico para o território. Ao estimular o interesse de crianças e jovens pela ciência, a ação contribui para o letramento científico e para a formação de uma cultura de valorização do conhecimento. A aproximação entre universidade, escola e comunidade fortalece vínculos institucionais e sociais, promovendo inclusão e participação. Espera-se, assim, contribuir para a transformação social por meio da educação, da valorização do território e do fortalecimento da cidadania.
Instagrans institucionais.
Público-alvo
Estudantes do ensino básico de Couto Magalhães de Minas
Municípios Atendidos
Couto de Magalhães de Minas - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 150 h
- Tarde;
Planejamento, reuniões da equipe e elaboração de materiais
- Tarde;
Produção do material educativo e organização das ações
- Tarde;
Articulação com escolas e comunidade
- Manhã;
- Tarde;
Realização das mini feiras de ciências
- Manhã;
Visita à fazenda experimental
- Tarde;
Avaliação das ações e sistematização
- Tarde;
Relatório final e divulgação dos resultados