Detalhes da ação

Pati Palma Cientista

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001601

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

09/04/2026

Data Fim

31/12/2026


Programa Vínculado

202104000128 - Centro de Extensão Tecnológica da Engenharia de Alimentos (CET/EAL)


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

tatiana nunes amaral

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Agrárias

Área Temática Principal

Educação

Área Temática Secundária

Tecnologia e Produção

Linha de Extensão

Desenvolvimento regional

Abrangência

Regional

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Sim

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Sim

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 100 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 100 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 40 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 40 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 40 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 40 h
Resumo

O projeto visa promover a popularização da ciência por meio da temática da palma forrageira, integrando universidade, escolas e comunidade rural. A partir de mini feiras de ciências em escolas de Couto Magalhães de Minas e visitas à fazenda experimental da UFVJM, serão abordados aspectos históricos, produtivos e tecnológicos da palma, incluindo uso animal, alimentação humana, cochonilha e embalagens sustentáveis, com linguagem lúdica e interdisciplinar.


Palavras-chave

Extensão universitária; Educação científica; Palma forrageira; Interdisciplinaridade; Sustentabilidade.


Introdução

A palma forrageira, representada principalmente por espécies dos gêneros Opuntia e Nopalea, constitui uma das culturas mais estratégicas para regiões com restrição hídrica, devido à sua elevada eficiência no uso da água, alta produtividade de biomassa e capacidade de adaptação a condições edafoclimáticas adversas. No Brasil, o cultivo da palma está fortemente concentrado no Semiárido, abrangendo extensas áreas do Nordeste e do Norte de Minas Gerais, onde assume papel central na segurança alimentar dos rebanhos e na sustentabilidade dos sistemas produtivos (BRASIL, 2021; SILVA; COSTA; FERREIRA, 2022). No Semiárido mineiro, a palma forrageira tem sido incorporada como alternativa tecnológica relevante, com resultados expressivos em produtividade e resiliência frente às mudanças climáticas. Tradicionalmente reconhecida por sua importância na alimentação animal, a palma forrageira vem sendo amplamente estudada quanto à sua inclusão em dietas de ruminantes, demonstrando efeitos positivos no desempenho animal, na ingestão de água metabólica e na redução da dependência de volumosos convencionais em períodos de seca (LIMA et al., 2021). Paralelamente, pesquisas recentes têm ampliado o escopo de uso da palma, explorando seu potencial na alimentação humana, especialmente na forma de farinhas e ingredientes funcionais aplicados em produtos panificados e outros alimentos, com destaque para o aumento do teor de fibras, minerais e compostos bioativos, além de boa aceitabilidade sensorial (MARTINS et al., 2021; SILVA et al., 2023). Além do setor alimentício, a palma forrageira tem despertado crescente interesse na área de materiais sustentáveis, especialmente no aproveitamento de sua mucilagem e de resíduos agroindustriais para o desenvolvimento de filmes e embalagens biodegradáveis. Estudos recentes demonstram que materiais à base de Opuntia ficus-indica apresentam propriedades funcionais e mecânicas promissoras, alinhadas às demandas por soluções ambientalmente responsáveis e à economia circular (SANTOS et al., 2023; SOUZA et al., 2024). Esses avanços reforçam o caráter multifuncional da palma e sua relevância para a inovação tecnológica no contexto agroindustrial. Nesse cenário, a popularização da ciência assume papel fundamental para aproximar o conhecimento científico da sociedade, especialmente de crianças e jovens da educação básica. A abordagem de temas científicos vinculados ao território e ao cotidiano favorece o letramento científico, estimula a curiosidade e contribui para a formação de cidadãos críticos e conscientes (FREIRE, 2020; BENETTI; SOUZA; GONÇALVES, 2022). Assim, ao integrar universidade, escolas e comunidade por meio de ações extensionistas lúdicas e interativas, o projeto propõe transformar a palma forrageira em eixo pedagógico para o diálogo entre ciência, território e educação, fortalecendo o papel social da universidade pública.


Justificativa

A aproximação entre universidade, escola básica e comunidade rural é essencial para a democratização do conhecimento científico. A região de Diamantina e Couto Magalhães de Minas apresenta forte vínculo com atividades agropecuárias, tornando a palma forrageira um tema estratégico para ações educativas. O uso de metodologias lúdicas, como feiras de ciências e personagens educativos, favorece o interesse, a compreensão e o protagonismo dos participantes, além de fortalecer a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.


Objetivos

Promover a educação científica e a valorização do território por meio de ações extensionistas sobre a palma forrageira, integrando universidade, escolas e comunidade.


Metas

Meta 1: Realizar 2 mini feiras de ciências em escolas de Couto Magalhães de Minas; Meta 2: Realizar 1 visita técnica à fazenda experimental da UFVJM; Meta 3: Envolver mínimo de 40 alunos da educação básica; Meta 4: Envolver 2 estudantes de graduação e 2 de pós-graduação; Meta 5: Produzir material educativo ilustrado (cartilha/HQ).


Metodologia

Meta 1 – Mini feiras de ciências - Planejamento e execução de feiras com estações temáticas (história da palma, alimentação animal, cochonilha, uso humano e embalagens), utilizando linguagem acessível e materiais demonstrativos. Meta 2 – Visita à fazenda experimental Visita guiada com demonstração das diferentes variedades de palmas forrageiras cultivadas, promovendo interação direta entre estudantes, docentes e a comunidade. Meta 3 – Envolvimento de alunos da educação básica - Atividades participativas, rodas de conversa e experimentos demonstrativos adaptados à faixa etária. Meta 4 – Formação de graduandos e mestrandos - Participação dos estudantes no planejamento, execução, mediação das atividades e avaliação da ação extensionista. Meta 5 – Material educativo - Desenvolvimento de material didático ilustrado com a personagem Pati Palma Cientista, reforçando os conteúdos trabalhados nas ações.


Referências Bibliográficas

BENETTI, P.; SOUZA, A. I.; GONÇALVES, R. S. Extensão universitária e formação acadêmica: impactos e desafios. Revista Brasileira de Extensão Universitária, v. 13, n. 2, p. 123–134, 2022. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar. Palma forrageira: alternativa estratégica para o semiárido brasileiro. Brasília, 2021. FREIRE, P. Extensão ou comunicação? 18. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2020. LIMA, L. R. et al. Uso da palma forrageira (Opuntia ficus-indica) na alimentação de ruminantes no semiárido brasileiro. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 50, e20200123, 2021. MARTINS, M. L. et al. Farinha de palma forrageira (Opuntia ficus-indica) aplicada em produtos panificados: características tecnológicas e aceitação sensorial. Research, Society and Development, v. 10, n. 13, e194101319433, 2021. SANTOS, J. S. et al. Filmes biodegradáveis à base de mucilagem de Opuntia ficus-indica: propriedades funcionais e potencial para embalagens. Food Packaging and Shelf Life, v. 38, 101085, 2023. SILVA, A. P. et al. Potencial da palma forrageira para alimentação humana: propriedades nutricionais e aplicações tecnológicas. Revista Brasileira de Tecnologia Agroindustrial, v. 17, n. 2, p. 89–102, 2023. SILVA, J. A.; COSTA, M. R.; FERREIRA, E. P. Palma forrageira no Semiárido mineiro: produção, adaptação e perspectivas. Cadernos de Ciência & Tecnologia, v. 39, n. 3, p. 1–15, 2022. SOUZA, R. A. et al. Resíduos agroindustriais como fonte para materiais biodegradáveis: avanços recentes e aplicações em embalagens. Polímeros: Ciência e Tecnologia, v. 34, n. 1, e2024008, 2024.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

O projeto promove a interação dialógica entre a comunidade acadêmica da UFVJM e a sociedade, especialmente escolas e comunidade rural de Couto Magalhães de Minas, por meio de atividades participativas e contextualizadas. As ações são estruturadas de forma horizontal, valorizando o diálogo, a escuta ativa e a troca de saberes entre docentes, discentes, estudantes da educação básica e membros da comunidade. Ao abordar a palma forrageira como elemento comum ao território, o projeto integra conhecimentos científicos e saberes populares, fortalecendo a construção coletiva do conhecimento. Essa interação contribui para aproximar a universidade das demandas sociais locais, reafirmando seu papel público e social.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A proposta fundamenta-se na interdisciplinaridade ao integrar conhecimentos das áreas de Engenharia de Alimentos e Zootecnia, promovendo uma abordagem ampliada sobre a palma forrageira. Aspectos relacionados à produção animal, alimentação humana, sustentabilidade, resíduos agroindustriais e materiais para embalagens são tratados de forma articulada, permitindo uma compreensão sistêmica do tema. A atuação conjunta de docentes e estudantes de diferentes áreas favorece a interprofissionalidade, estimulando o diálogo entre campos do conhecimento e a construção de soluções integradas. Essa abordagem amplia a formação acadêmica e qualifica as ações extensionistas desenvolvidas.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

O projeto concretiza o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao articular conteúdos acadêmicos, resultados de pesquisas científicas e ações extensionistas voltadas à comunidade. Conhecimentos produzidos em pesquisas sobre palma forrageira são traduzidos em linguagem acessível e aplicados em atividades educativas nas escolas e na fazenda experimental. Os estudantes envolvidos têm a oportunidade de relacionar teoria e prática, consolidando aprendizagens adquiridas em sala de aula. Dessa forma, a extensão atua como espaço de aplicação do conhecimento científico e de retroalimentação das atividades de ensino e pesquisa.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

Os estudantes de graduação participarão ativamente de todas as etapas do projeto, incluindo planejamento, elaboração de materiais educativos, mediação das atividades e avaliação das ações extensionistas. Essa participação favorece o desenvolvimento de competências como comunicação científica, trabalho em equipe, responsabilidade social e atuação interdisciplinar. A vivência extensionista contribui para a formação cidadã e profissional dos graduandos, ao aproximá-los de realidades sociais diversas e estimular o compromisso com o desenvolvimento regional. Além disso, a experiência fortalece a compreensão do papel social da universidade pública.


Impacto e Transformação Social

O projeto tem potencial para gerar impacto social ao ampliar o acesso ao conhecimento científico e valorizar a palma forrageira como recurso estratégico para o território. Ao estimular o interesse de crianças e jovens pela ciência, a ação contribui para o letramento científico e para a formação de uma cultura de valorização do conhecimento. A aproximação entre universidade, escola e comunidade fortalece vínculos institucionais e sociais, promovendo inclusão e participação. Espera-se, assim, contribuir para a transformação social por meio da educação, da valorização do território e do fortalecimento da cidadania.


Divulgação

Instagrans institucionais.


Público-alvo

Descrição

Estudantes do ensino básico de Couto Magalhães de Minas

Municípios Atendidos

Município

Couto de Magalhães de Minas - MG

Parcerias

Nenhuma parceria inserida.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 150 h

Carga Horária 16 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Planejamento, reuniões da equipe e elaboração de materiais

Carga Horária 16 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Produção do material educativo e organização das ações

Carga Horária 8 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Articulação com escolas e comunidade

Carga Horária 20 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Realização das mini feiras de ciências

Carga Horária 10 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Manhã;
Descrição da Atividade

Visita à fazenda experimental

Carga Horária 40 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Avaliação das ações e sistematização

Carga Horária 40 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Relatório final e divulgação dos resultados