Detalhes da ação

Momentos de Integração em Humanidades

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001602

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

09/03/2026

Data Fim

15/07/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

teresa cristina de souza cardoso vale

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Humanas

Área Temática Principal

Educação

Área Temática Secundária

Direitos Humanos e Justiça

Linha de Extensão

Desenvolvimento regional

Abrangência

Municipal

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Sim

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Noite

Atividades nos Fins de Semana

Sim


Redes Sociais

Mais Humanas
Mais Humanas

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 60 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 40 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 40 h
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Carga Horária 40 h
Resumo

A proposta do projeto "Momentos de Integração da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades" foi elaborada com o objetivo de fortalecer a integração acadêmica e promover o diálogo interdisciplinar entre os diferentes cursos que compõem a FIH ao longo do primeiro semestre de 2026. Espaço permanente de convergência acadêmica, onde a rotatividade na gestão fortalece o sentimento de pertencimento institucional e estimula a colaboração horizontal entre os diferentes campos do conhecimento da FIH.


Palavras-chave

Integração; Interdisciplinaridade; Dialógo


Introdução

A proposta do projeto "Momentos de Integração da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades" foi elaborada pelos professores Teresa Vale e Marcelino Morais, com o objetivo de fortalecer a integração acadêmica e promover o diálogo interdisciplinar entre os diferentes cursos que compõem a unidade. O projeto funcionará com periodicidade anual e estabelece um sistema rotativo de gestão compartilhada entre os seis cursos da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades. A cada edição, três cursos assumirão conjuntamente a responsabilidade pela organização, planejamento e execução das atividades propostas, garantindo assim uma alternância sistemática que permitirá que todos os cursos participem ativamente da coordenação do projeto ao longo de um ciclo bienal. Este modelo de gestão colaborativa e rotativa visa não apenas distribuir equitativamente as responsabilidades organizacionais, mas também proporcionar que cada curso contribua com suas perspectivas específicas e expertises disciplinares, enriquecendo progressivamente o projeto. A alternância anual entre grupos de três cursos assegura continuidade às ações, ao mesmo tempo em que renova as abordagens e metodologias empregadas, refletindo a diversidade epistemológica e pedagógica característica de uma faculdade verdadeiramente interdisciplinar. Dessa forma, os Momentos de Integração se configuram como um espaço permanente de convergência acadêmica, onde a rotatividade na gestão fortalece o sentimento de pertencimento institucional e estimula a colaboração horizontal entre os diferentes campos do conhecimento representados na Faculdade.


Justificativa

O Momento de Integração da FIH foi estruturado com a perspectiva de acolher os novos estudantes e introduzi-los, de forma gradual e significativa, à vida universitária, ao papel social da instituição e às realidades socioculturais do território do Alto Jequitinhonha. Esta proposta reconhece que o ingresso na universidade representa não apenas uma transição acadêmica, mas também um processo de transformação pessoal e social que demanda acompanhamento cuidadoso e intencional. As atividades programadas para as três primeiras semanas letivas constituem um percurso formativo progressivo, que se estende através dos campos de estudo distribuídos ao longo do semestre e culmina em rodas de conversa reflexivas. Este desenho metodológico favorece uma formação inicial que transcende os limites disciplinares, articulando saberes acadêmicos com experiências territoriais concretas, promovendo assim uma educação verdadeiramente humanizada e interdisciplinar. A abordagem pedagógica adotada privilegia a construção de narrativas sensíveis e propositivas, que apresentam as potencialidades e riquezas do território sem negligenciar suas complexidades. Por meio de vivências diretas e diálogos horizontais, os estudantes são convidados a desenvolver autonomamente sua consciência crítica, percebendo-se como agentes de transformação social. Esta estratégia formativa estimula a reflexão orgânica sobre os desafios regionais, permitindo que os próprios estudantes identifiquem a necessidade de contribuir para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa. Assim, o conjunto das atividades propostas configura-se como um dispositivo pedagógico que simultaneamente acolhe, forma e mobiliza, construindo as bases para uma comunidade acadêmica forte, sensível às questões territoriais e comprometida com o desenvolvimento regional sustentável e inclusivo.


Objetivos

Promover a integração acadêmica, cultural e territorial entre os diferentes segmentos da comunidade universitária da FIH – calouros, veteranos, docentes e gestão –, criando espaços de diálogo e experiências formativas que fortaleçam simultaneamente três dimensões fundamentais: I. O vínculo dos estudantes com a universidade e seus respectivos cursos, facilitando a inserção acadêmica e o desenvolvimento de uma identidade institucional compartilhada; II. A aproximação com as comunidades tradicionais e o território do Alto Jequitinhonha, reconhecendo e valorizando os saberes locais e o entendimento da paisagem como elementos constitutivos do processo formativo; III. A construção de uma compreensão crítica e contextualizada sobre a realidade regional, estimulando o desenvolvimento de uma consciência acadêmica socialmente comprometida com as especificidades e potencialidades do território em que a instituição está inserida. Por meio desta tríplice articulação, o projeto busca consolidar o sentimento de pertencimento à comunidade universitária e ao território, transformando a experiência formativa em um processo de mão dupla, onde universidade e região se enriquecem mutuamente através do diálogo de saberes e da construção coletiva do conhecimento.


Metas

Dimensão I Fortalecer o vínculo dos estudantes com a universidade e seus cursos Meta 1.1 – Implantar programa estruturado de acolhimento e integração Realizar, no início do semestre, ao menos 1 semana integrada de acolhimento, envolvendo calouros, veteranos, docentes e gestão. Garantir a participação de mínimo 80% dos ingressantes nas atividades. Aplicar avaliação diagnóstica de adaptação acadêmica ao final do primeiro semestre. Meta 1.2 – Criar espaços permanentes de diálogo intersegmentar Instituir rodas de conversa trimestrais entre estudantes, docentes e gestão. Implementar um fórum anual de integração acadêmica para avaliação e planejamento coletivo. Meta 1.3 – Desenvolver ações de identidade institucional Produzir e divulgar material institucional colaborativo (guia do estudante, carta de princípios ou manifesto institucional). Estimular a participação de estudantes em ao menos 2 atividades extracurriculares no semestre. Meta 1.4 – Implantar sistema de tutoria/mentoria Vincular cada turma ingressante a estudantes veteranos e docentes tutores. Acompanhar indicadores de permanência e evasão ao longo do primeiro semestre. Dimensão II Aproximação com as comunidades tradicionais e o território do Alto Jequitinhonha Meta 2.1 – Realizar vivências territoriais formativas Promover ao menos 2 atividades de campo no semestre em comunidades do Alto Jequitinhonha. Integrar as vivências ao planejamento pedagógico das disciplinas. Meta 2.2 – Estabelecer parcerias comunitárias Firmar cooperação com pelo menos 2 comunidades ou organizações locais no semestre. Desenvolver projetos de extensão articulados às demandas locais. Meta 2.3 – Valorizar saberes tradicionais no currículo Incluir, no semestre, ao menos 1 atividade com participação de lideranças comunitárias, mestres de saberes ou representantes locais. Criar um ciclo de debates sobre cultura, território e memória regional no início e outro no final do semestre. Meta 2.4 – Produzir registro e socialização das experiências Organizar mostra de experiências territoriais (roda de conversa, exposição...). Sistematizar relatos e produzir relatório de impacto comunitário. Dimensão III Construção de compreensão crítica e contextualizada da realidade regional Meta 3.1 – Integrar a realidade regional ao currículo Mapear componentes curriculares que dialoguem com temas regionais. Incentivar trabalhos acadêmicos voltados às especificidades do Alto Jequitinhonha. Meta 3.2 – Estimular pesquisa aplicada ao território Criar edital interno anual para projetos de pesquisa e extensão com foco regional. Apoiar a produção de artigos, relatórios técnicos ou materiais educativos relacionados ao território. Meta 3.3 – Promover formação crítica continuada Realizar 1 seminário temático sobre questões socioeconômicas, culturais e ambientais da região. Incentivar a participação de estudantes em eventos científicos regionais (Sintegra, por exemplo). Meta Transversal Consolidar, em médio prazo, uma política institucional permanente de integração acadêmica e territorial, com: Regulamentação interna do programa; Previsão orçamentária anual; Comissão permanente de acompanhamento; Relatório público anual de resultados.


Metodologia

A metodologia da ação fundamenta-se em uma perspectiva participativa, dialógica, territorializada e interdisciplinar, compreendendo a extensão universitária como prática formativa indissociável do ensino e da pesquisa. Parte-se do entendimento de que a produção de conhecimento ocorre no encontro entre universidade e território, por meio do diálogo entre saberes acadêmicos e saberes locais, reconhecendo as comunidades do Alto Jequitinhonha como sujeitos ativos na construção coletiva do conhecimento. O desenvolvimento das ações inicia-se com um processo de mobilização e diagnóstico participativo, envolvendo calouros, veteranos, docentes, gestão e representantes das comunidades locais. Nessa etapa, são realizadas duas idas a campo para explorar e conhecer as riquezas locais, bem como as mazelas. A execução das ações ocorre por meio de vivências territoriais, diálogos e grupos interdisciplinares de estudo. As atividades priorizam metodologias ativas, como a aprendizagem baseada em problemas, a pesquisa-ação e o estudo de casos vinculados à realidade regional. As experiências no território são compreendidas como momentos formativos centrais, nos quais os estudantes têm a oportunidade de confrontar teorias com práticas sociais concretas, ampliando sua compreensão crítica sobre a realidade do Alto Jequitinhonha e fortalecendo o vínculo com a universidade e com o território. Paralelamente à execução das ações, desenvolve-se um processo sistemático de reflexão e registro das experiências. São incentivados diários de campo, relatórios reflexivos, produções acadêmicas e momentos de socialização interna, possibilitando a transformação das vivências em conhecimento sistematizado. A culminância desse processo ocorre em seminários ou mostras anuais, nos quais estudantes, docentes e parceiros comunitários compartilham resultados, aprendizados e perspectivas futuras. A metodologia prevê ainda um processo permanente de avaliação e retroalimentação, realizado de forma participativa. São utilizados instrumentos qualitativos e quantitativos para analisar o impacto das ações na formação estudantil, no fortalecimento do pertencimento institucional e na aproximação com as comunidades locais. Os resultados dessa avaliação orientam o replanejamento das atividades, garantindo aprimoramento contínuo e sustentabilidade do projeto. Dessa forma, a ação extensionista configura-se como um ciclo formativo contínuo — escuta, planejamento, vivência, reflexão e avaliação — que promove a integração acadêmica, cultural e territorial. Ao articular universidade e região em uma dinâmica de mão dupla, a metodologia contribui para consolidar uma formação crítica, socialmente comprometida e enraizada nas especificidades e potencialidades do Alto Jequitinhonha.


Referências Bibliográficas

TUBALDINI, Maria Aparecida dos Santos & GIANASI, Lussandra Martins (orgs.) Agricultura familiar, cultura camponesa e novas territorialidades no Vale do Jequitinhonha: gênero, biodiversidade, patrimônio rural, artesanato e agroecologia. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012. CAMARGO, Daniel Renaud; PEREIRA, Celso Sánchez. Ciência popular do sertão mineiro e educação ambiental de base comunitária: saberes locais como pontos de partida para a contextualização de propostas educativas no Vale do Jequitinhonha. Ambiente & Educação, 2021. BERTHOLI, Anderson & BERTHOLI, Cibele. Estratégias de desenvolvimento local no Alto Vale do Jequitinhonha – artesanato e turismo de experiência. Ambivalências, v.7, n.14, 2018. LIBERATO, Rita Simone Barbosa & ROCHA, Cecília. Mangutando culturas: indígenas construindo segurança alimentar e nutricional no Vale do Jequitinhonha. Ateliê Geográfico, 2012. DURÃES, N A & RAMOS, J S. Saberes em narrativas de uma comunidade tradicional: oralidade e decolonialidade. Educação, Escola & Sociedade, Montes Claros, v. 14, n. 16, p. 1–17, 2021.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade constitui o eixo estruturante do objetivo proposto, na medida em que compreende a extensão universitária como um processo de construção coletiva do conhecimento, baseado na escuta, na reciprocidade e na valorização dos diferentes sujeitos envolvidos. Não se trata de uma relação unilateral de transferência de saberes da universidade para a comunidade, mas de uma dinâmica horizontal em que universidade e território aprendem, produzem e transformam conjuntamente. No contexto do Alto Jequitinhonha, essa interação dialógica implica reconhecer as comunidades tradicionais, os agricultores familiares, os mestres de ofício, as lideranças locais e demais sujeitos sociais como portadores de saberes historicamente constituídos, vinculados à experiência com a terra, à memória cultural, às práticas produtivas e às formas próprias de organização social. Esses saberes não são entendidos como complementares ou subordinados ao conhecimento acadêmico, mas como conhecimentos legítimos que tensionam, ampliam e enriquecem o processo formativo. Para a comunidade acadêmica — calouros, veteranos, docentes e gestão —, o diálogo com a sociedade se materializa por meio de rodas de conversa, vivências territoriais, projetos de extensão, oficinas colaborativas e espaços públicos de debate. Nessas experiências, os estudantes exercitam a escuta sensível, confrontam teorias com realidades concretas e desenvolvem uma compreensão crítica e contextualizada da região em que a instituição está inserida. Ao mesmo tempo, a sociedade participa ativamente da definição de demandas, da construção de soluções e da avaliação das ações desenvolvidas. Essa interação também contribui para fortalecer o sentimento de pertencimento institucional e territorial. Ao reconhecer-se como parte de uma rede social mais ampla, a universidade deixa de ocupar uma posição isolada e passa a atuar como agente comprometido com o desenvolvimento local, respeitando as especificidades culturais, sociais e ambientais do território. O conhecimento produzido nesse intercâmbio torna-se, assim, situado, contextualizado e socialmente relevante. A interação dialógica com a sociedade consolida a extensão como um processo formativo de mão dupla: enquanto a universidade amplia sua compreensão sobre o território e reformula suas práticas pedagógicas, a comunidade acessa novos instrumentos de análise, reflexão e intervenção sobre sua própria realidade. Essa reciprocidade fortalece a consciência acadêmica socialmente comprometida e reafirma a função pública da instituição como espaço de diálogo, mediação e construção coletiva do conhecimento.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A interdisciplinaridade e a interprofissionalidade constituem dimensões fundamentais para a concretização do objetivo proposto, pois possibilitam que a integração acadêmica e territorial se realize de maneira ampla, articulando diferentes campos do conhecimento e práticas profissionais em torno das demandas concretas do Alto Jequitinhonha. A interdisciplinaridade refere-se à articulação entre distintas áreas do saber na análise e na intervenção sobre a realidade. Parte do reconhecimento de que os fenômenos sociais, culturais, ambientais e econômicos que caracterizam o território não podem ser compreendidos de forma fragmentada. Questões como permanência estudantil, desenvolvimento regional, valorização de saberes tradicionais ou sustentabilidade ambiental envolvem múltiplas dimensões e exigem o diálogo entre diferentes referenciais teóricos e metodológicos. Assim, a construção de projetos integrados entre cursos, a realização de seminários temáticos compartilhados e o desenvolvimento de ações extensionistas conjuntas favorecem uma leitura mais complexa e contextualizada da realidade regional. Já a interprofissionalidade amplia essa perspectiva ao promover a atuação colaborativa entre diferentes profissões e campos de prática. Mais do que somar competências técnicas, trata-se de construir intervenções coletivas, baseadas na cooperação, no reconhecimento das especificidades de cada área e na corresponsabilidade pelas ações desenvolvidas. No âmbito da extensão, isso se expressa na formação de equipes compostas por estudantes e docentes de diferentes cursos, que planejam e executam atividades em conjunto com as comunidades, compartilhando saberes e responsabilidades. No contexto do projeto, a interdisciplinaridade e a interprofissionalidade fortalecem três aspectos centrais. Primeiro, ampliam a qualidade da formação acadêmica, ao permitir que os estudantes compreendam a complexidade do território e desenvolvam competências colaborativas. Segundo, qualificam a interação com a sociedade, oferecendo respostas mais integradas e sensíveis às demandas locais. Terceiro, contribuem para consolidar uma cultura institucional baseada no trabalho coletivo, na superação de fragmentações curriculares e na construção de soluções compartilhadas. Ao integrar diferentes áreas do conhecimento e práticas profissionais em torno das especificidades do Alto Jequitinhonha, o projeto promove uma formação crítica, contextualizada e socialmente comprometida, reafirmando a universidade como espaço de convergência de saberes e de atuação coletiva voltada ao bem comum.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão constitui um dos princípios estruturantes da universidade pública e orienta de maneira central o objetivo proposto. Trata-se de compreender que a formação acadêmica não se realiza de forma fragmentada, mas por meio da articulação permanente entre a produção de conhecimento, sua sistematização científica e sua aplicação socialmente comprometida. No âmbito do projeto, o ensino deixa de se limitar à transmissão de conteúdos em sala de aula e passa a dialogar diretamente com as experiências vivenciadas no território do Alto Jequitinhonha. As atividades extensionistas alimentam o processo formativo ao inserir os estudantes em contextos reais, permitindo que os conteúdos curriculares sejam problematizados à luz das demandas sociais, culturais e ambientais da região. Dessa forma, o território torna-se espaço pedagógico, e a aprendizagem assume caráter contextualizado e crítico. A pesquisa, por sua vez, emerge das inquietações suscitadas pela interação com as comunidades e pela observação das dinâmicas regionais. As questões identificadas nas vivências extensionistas transformam-se em objetos de investigação, fomentando estudos aplicados, iniciações científicas, trabalhos de conclusão de curso e projetos interdisciplinares. A produção científica, nesse sentido, não é dissociada da realidade social, mas orientada pelas especificidades, potencialidades e desafios do território. A extensão atua como elo integrador, promovendo o diálogo entre universidade e sociedade e assegurando que o conhecimento produzido tenha relevância social. Ela possibilita que o saber acadêmico seja confrontado com saberes tradicionais e experiências comunitárias, ampliando perspectivas e fortalecendo a dimensão ética da formação. Ao mesmo tempo, oferece à comunidade acesso a reflexões, tecnologias sociais e processos formativos construídos de maneira colaborativa. Essa articulação dinâmica cria um ciclo virtuoso: a extensão provoca questionamentos que alimentam a pesquisa; a pesquisa qualifica o ensino; o ensino fundamenta as ações extensionistas; e todas essas dimensões retornam à sociedade em forma de conhecimento contextualizado e compromisso social. Assim, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão não é apenas um princípio normativo, mas uma prática concreta que sustenta a integração acadêmica, cultural e territorial proposta pelo projeto, fortalecendo o pertencimento institucional e a função pública da universidade.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

O impacto na formação do estudante constitui um dos eixos centrais da ação proposta, pois compreende a extensão como espaço privilegiado de aprendizagem significativa, desenvolvimento de competências e construção de identidade acadêmica e profissional. A participação dos graduandos não se configura como atividade complementar periférica, mas como experiência formativa estruturante, integrada ao percurso curricular e articulada às dimensões de ensino e pesquisa. A inserção dos estudantes ocorre de maneira ativa e progressiva. Desde o ingresso na universidade, os graduandos participam de atividades de acolhimento, diagnóstico territorial, vivências comunitárias, oficinas, projetos interdisciplinares e momentos de sistematização reflexiva. Essa participação é orientada por metodologias ativas, como pesquisa-ação, aprendizagem baseada em problemas e estudos de caso vinculados à realidade do Alto Jequitinhonha. Assim, o estudante deixa de ocupar posição passiva e assume papel protagonista na construção do conhecimento. Do ponto de vista acadêmico, a ação contribui para o desenvolvimento de competências analíticas, investigativas e críticas, ao promover a articulação entre teoria e prática. A vivência no território permite que os conteúdos curriculares sejam problematizados à luz de situações concretas, ampliando a capacidade de interpretação da realidade regional. Ao mesmo tempo, a produção de relatórios, artigos, apresentações e sistematizações fortalece habilidades de escrita acadêmica, argumentação e comunicação científica. No plano profissional, a experiência extensionista favorece o desenvolvimento de competências colaborativas, como trabalho em equipe, escuta qualificada, mediação de conflitos e atuação interdisciplinar e interprofissional. A interação com comunidades tradicionais e com diferentes atores sociais estimula sensibilidade ética, responsabilidade social e compreensão da complexidade das demandas territoriais, qualificando a futura atuação profissional. Há também impacto na dimensão subjetiva e identitária. A participação contínua nas ações fortalece o sentimento de pertencimento à universidade e ao território, contribuindo para a construção de uma identidade acadêmica comprometida com a transformação social. O estudante passa a compreender seu curso e sua formação não apenas como trajetória individual, mas como parte de um projeto coletivo de desenvolvimento regional e valorização dos saberes locais. A ação extensionista contribui para a permanência e o engajamento estudantil, ao tornar o processo formativo mais significativo e conectado à realidade vivida. Ao integrar ensino, pesquisa e extensão em experiências concretas e territorializadas, o projeto promove uma formação integral — técnica, científica, ética e cidadã — alinhada às especificidades e potencialidades do Alto Jequitinhonha e à função social da universidade.


Impacto e Transformação Social

O impacto e a transformação social constituem dimensões estruturantes da proposta, na medida em que a ação extensionista é concebida como prática comprometida com a realidade do Alto Jequitinhonha e com o fortalecimento das comunidades que o constituem. A transformação social, nesse contexto, não se reduz à implementação pontual de atividades, mas refere-se à construção de processos contínuos de diálogo, reflexão crítica e atuação coletiva capazes de produzir mudanças qualitativas nas relações entre universidade e território. O impacto social manifesta-se, inicialmente, no fortalecimento dos vínculos entre a instituição e as comunidades tradicionais, organizações locais, lideranças sociais e demais atores do território. Ao estabelecer relações baseadas na escuta e na reciprocidade, a universidade contribui para a valorização dos saberes locais, para o reconhecimento das identidades culturais e para a ampliação da visibilidade das demandas regionais. Esse movimento reforça o protagonismo comunitário e favorece a construção de soluções compartilhadas. No âmbito socioeducativo, a ação promove a circulação de conhecimentos, metodologias e tecnologias sociais que podem contribuir para o enfrentamento de desafios locais, respeitando as especificidades culturais, ambientais e econômicas da região. Ao mesmo tempo, o diálogo com as comunidades possibilita à universidade revisar suas práticas, currículos e prioridades de pesquisa, tornando-os mais sensíveis às realidades territoriais. Assim, a transformação ocorre em dupla via: a sociedade se beneficia da presença ativa da universidade, e a universidade se transforma a partir do contato com o território. Há também impacto na consolidação de uma cultura institucional comprometida com o desenvolvimento regional. A integração entre ensino, pesquisa e extensão fortalece a função pública da instituição, reafirmando seu papel como agente de mediação, produção de conhecimento socialmente referenciado e promoção de cidadania. Ao articular formação acadêmica e realidade local, o projeto contribui para formar profissionais conscientes das desigualdades, potencialidades e desafios do Alto Jequitinhonha, aptos a atuar de maneira ética e socialmente responsável. A transformação social, portanto, não é entendida como resultado imediato ou isolado, mas como processo contínuo de construção coletiva. Por meio da interação dialógica, da valorização dos saberes tradicionais, da interdisciplinaridade e do protagonismo estudantil, a ação extensionista contribui para fortalecer redes de cooperação, ampliar a consciência crítica e promover o desenvolvimento territorial sustentável. Nesse sentido, universidade e sociedade se reconhecem como corresponsáveis pela produção de conhecimento e pela construção de um futuro mais justo e contextualizado às especificidades da região.


Divulgação

Pelas redes sociais e comunicações internas da unidade - FIH.


Público-alvo

Descrição

A proposta de extensão universitária estabelece uma relação dialógica entre a universidade e comunidades tradicionais externas, como quilombolas, por meio de escuta ativa e construção conjunta de ações. As atividades são planejadas a partir das demandas apresentadas pelas próprias comunidades, promovendo troca de saberes entre conhecimento acadêmico e saberes tradicionais. Como resultado, as comunidades se beneficiam com fortalecimento da autonomia, acesso a informações e valorização cultural, enquanto a universidade amplia sua compromisso social.

Descrição

A proposta de extensão universitária estabelece uma relação dialógica entre a universidade e comunidades tradicionais externas, como quilombolas, por meio de escuta ativa e construção conjunta de ações. As atividades são planejadas a partir das demandas apresentadas pelas próprias comunidades, promovendo troca de saberes entre conhecimento acadêmico e saberes tradicionais. Como resultado, os alunos aprendem, respeitam e replicam, enquanto a universidade amplia sua compromisso social.

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Nenhuma parceria inserida.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 24 h

Carga Horária 4 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

A programação da 2ª semana letiva contempla a mesa-redonda “Comunidades Tradicionais, Paisagens e Saberes”, que promove o diálogo direto entre os estudantes e pesquisadoras cujo trabalho se articula profundamente com o território, seus modos de vida e suas expressões culturais. A atividade estimula a reflexão crítica sobre diversidade cultural, conhecimentos tradicionais, dinâmicas socioambientais e relações entre sociedade e natureza. Além de ampliar o repertório intelectual dos ingressantes, a mesa-redonda introduz temas fundamentais para a formação humanística proposta pela FIH, contribuindo para uma compreensão mais sensível, contextualizada e plural do território.

Carga Horária 8 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Público alvo: Calouros Veteranos como monitores Justificativa: A 3ª semana letiva inaugura as experiências de campo com uma saída a Gouveia, envolvendo calouros como público principal e veteranos como monitores. A aproximação concreta com a região onde a universidade se insere favorece a construção de vínculos com o território, possibilita observar fenômenos sociais, ambientais e culturais in loco e incentiva o protagonismo dos estudantes mais experientes.

Carga Horária 8 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

um dia inteiro de visita conhecendo e reconhecendo a região Público alvo: Calouros Veteranos como monitores Justificativa: No meio do semestre, o segundo campo, realizado na comunidade quilombola do Covão, aprofunda o contato com comunidades tradicionais, permitindo aos calouros compreender, por meio da vivência, a importância da preservação dos modos de vida, da memória coletiva e da resistência histórica dessas populações. A presença de veteranos como monitores reforça o caráter colaborativo e formativo entre pares.

Carga Horária 4 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Calouros irão relatar sobre a experiência dos momentos de integração para os veteranos. escolher 1 aluno de cada curso para compor a mesa Justificativa: A roda de conversa no final do semestre, com participação de calouros, veteranos e representantes de cada curso, oferece um momento de síntese, avaliação e troca de experiências. Esse encontro permite que os novos estudantes reflitam sobre suas vivências ao longo do semestre, consolidem aprendizados e expressem percepções que contribuirão para o aprimoramento contínuo das ações de integração.