Detalhes da ação

Encontro de fazeres: promoção da participação por meio de atividades manuais e corporais

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001622

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

13/03/2026

Data Fim

31/07/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

thais peixoto gaiad

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências da Saúde

Área Temática Principal

Saúde

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Pessoas com deficiências, incapacidades ou necessidades especiais

Abrangência

Regional

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro do campus

Período das Atividades

Tarde

Atividades nos Fins de Semana

Não


Redes Sociais

@encontrodefazeres
Outras Redes Sociais

não há

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 100 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 150 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 60 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 60 h
Resumo

O projeto de extensão ‘Encontro de fazeres’ visa promover o reconhecimento de novas capacidades e novas formas de se mover de pessoas com e sem deficiência da cidade de Diamantina e região a partir do encontro com discentes de diferentes cursos e períodos da UFVJM pela participação em um grupo de atividades manuais e corporais.


Palavras-chave

deficiência motora, atividades manuais, cinestesia, propriocepção, percepção, grupo de atividades, participação


Introdução

O projeto de extensão ‘Encontro de Fazeres’ pretende que adultos com e sem deficiência da cidade de Diamantina e região reconheçam suas capacidades e potencialidades na sua atual condição de saúde. O projeto está em execução desde outubro de 2018 e devido à procura da comunidade externa e acadêmica, está sendo cadastrado no edital 03/2022 de fluxo contínuo (SIEXC 202203001622) para execução no primeiro semestre do ano letivo de 2026. O projeto Encontro de Fazeres acontece uma vez por semana com duração de duas horas, na Clínica Escola do prédio da Fisioterapia da UFVJM, na sala de atividades em grupo, podendo ser explorado os espaços ao ar livre, como a área de convivência do prédio. O Encontro de Fazeres é realizado alternando entre semana de Atividade Manual seguida de semana de Atividade Corporal. As atividades manuais são uma a uma ensinadas/aprendidas, experimentadas e praticadas em grupo com um dos integrantes sendo o guia e a equipe, a condutora das atividades. Podem ser realizadas atividades manuais de conhecimento dos integrantes como pintura, tricô, crochê, dobraduras, culinária, horta, jardinagem, argila, entre outras de interesse do grupo que se formar. Ao longo dos primeiros encontros serão levantadas as habilidades manuais/artesanais de interesse dos integrantes para ser trabalhada ao longo de um a dois meses, ou até que a atividade seja concluída. As práticas corporais são realizadas a partir de abordagens somáticas, principalmente a partir dos princípios da técnica de Klauss Vianna (TKV). Sua prática tem como essência estimular o despertar da escuta corporal, o reconhecimento do corpo-mente e ambiente como uma unidade viva que se retroalimentam dando novos sentidos ao próprio corpo e disponibilizando-o para adaptações cotidianas, transformações e autonomia. As vivências através da TKV se dão pelo estímulo à exploração e auto investigação de tópicos fundamentais que favorecem a consciência corporal, a percepção mais apurada das tensões e limites do corpo e o menor esforço para se mover. Alguns dos tópicos presentes na TKV que serão trabalhados nos encontros práticos são: articulações, peso, apoios, resistência, oposições, eixo global e direcionamento dos ossos (metatarsos, calcâneos, púbis, sacro, escápulas, cotovelos, metacarpos e cervical). A proposta é que no Grupo de Atividades os integrantes reconheçam suas capacidades neste momento de sua vida (corpo atual) e explorem este potencial a partir do ensinar e aprender habilidades manuais com outras pessoas, percebendo e movendo seu corpo de novas formas e percebendo-se parte de um grupo, fortalecendo as redes de socialização. A fim de acompanhar a efetividade do projeto, a frequência e adesão da comunidade à proposta será um importante parâmetro. Apesar de a equipe do projeto já contar com diferentes profissionais da área da saúde (fisioterapeutas, farmacêutica e bióloga), de acordo com os temas de interesse que surgirem nas dinâmicas outros profissionais poderão ser convidados a participar dos encontros para explorar temas como alimentação (médico da família, nutricionista), prática de atividades (educador físico), psicólogos, para ir de encontro com a demanda do grupo. Mensalmente a equipe do projeto se reunirá para avaliar o trabalho realizado e traçar o planejamento do mês seguinte para o grupo. O registro do projeto será feito pelo arquivo das avaliações individuais para posterior comparação do indivíduo consigo mesmo ao final dos encontros, por fotos caso haja consentimento de todos os integrantes e registro das falas em forma de relatórios de cada encontro exclusivo do grupo para futuros relatos, autoavaliações da equipe e apresentações para a comunidade acadêmica.


Justificativa

Pessoas com deficiência (PcD) são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas (BRASIL, 2013). A deficiência é definida como desvantagem ou restrição de atividades provocada pela organização social contemporânea, que pouco ou nada considera as pessoas que possuem lesões e as exclui das principais atividade da vida social (Diniz, 2023). As pessoas com deficiência experimentam uma importante mudança na sua rotina diária que resulta na limitação da realização de atividades, restrição na sua participação social (vida em família e comunidade) e ocupacional em graus variados. É direito dessas pessoas o tratamento de saúde desde a fase aguda (relacionado com alta complexidade e sobrevivência à lesão), passando pela fase ambulatorial (média complexidade) até chegar à fase comunitária (baixa complexidade), momento este em que a pessoa está apta a voltar a desempenhar seus papéis familiares, sociais e ocupacionais com as devidas adaptações particulares em cada caso (Rimmer e Henley, 2013). A fisioterapia é uma das áreas da saúde responsável pela reabilitação das PcD após lesão adquirida e atua em todos os níveis de complexidade buscando o mais alto grau de independência funcional possível. Na prática do processo de reabilitação as lesões das estruturas e funções corporais bem como as limitações para a realização das atividades são parcial ou completamente restauradas, porém a participação da PcD é dificilmente superada ficando esta restrita ao seu ambiente doméstico, usufruindo o direito de aposentadoria por invalidez e saindo de casa apenas para frequentar os atendimentos de saúde, entre eles a fisioterapia (Martins, 2017). De acordo com Rimmer e Henley (2013), apesar da pessoa estar apta ao seu retorno à participação social ela enfrenta dificuldades, pois esta última etapa da reabilitação neurológica enfrenta barreiras pessoais, atitudinais e ambientais. Dentre as barreiras de ordem pessoal, chama atenção a dificuldade no desligamento da pessoa com o ambiente de reabilitação. Esse trabalho de se reconhecer em um novo momento da vida, com novas características, com desafios superados por conta da lesão e uma nova rotina de vida e hábitos diários faz parte do processo de reabilitação. Contudo, é comum que a alta fisioterapêutica seja dada por motivo da estabilidade do quadro clínico do paciente, no caso de pacientes com sequelas crônicas, com pouca ênfase no enfrentamento dessa nova realidade com seus desafios. Para que esta etapa de retorno à comunidade aconteça adequadamente é necessário que ela seja trabalhada por parte dos profissionais da reabilitação, a educação em saúde de maneira ampla, sendo considerado na assistência à saúde os determinantes sociais, ambientais e aqueles relacionados às subjetividades, não valorizando apenas as dimensões biológicas (Malta e Merhy, 2010), respeitando as crenças e as expectativas da pessoa que passa por este processo (OMS, 2014). Silveira e Ribeiro (2005) discutem que esta falha na assistência à saúde está enraizada na forma de se pensar o conceito de saúde vinda de um modelo biologista de fragmentação das partes para se entender o todo. Os autores apontam a necessidade de uma mudança na forma de olhar o cuidado com o ser humano e que esta mudança deve ter início na formação dos profissionais de saúde, criando-se um novo cenário de integração do cuidado e da aprendizagem. Como proposta, os autores relatam a estratégia de grupo como um importante espaço de ensino-aprendizagem para pacientes e profissionais da saúde na medida em que ocorre uma interação de diferentes pessoas, conceitos, valores e culturas no qual cada participante se diferencia e se reconhece no outro em dinâmicas que possibilitam falar, escutar, sentir, indagar, refletir e aprender a pensar. O grupo de atividades é uma ferramenta terapêutica muito utilizada para promoção de saúde e autonomia e têm como benefício a socialização (Kim, 2018), o desenvolvimento de capacidades individuais coletivas, a troca de informações e de saberes vindo da própria experiência da convivência (Silveira e Ribeiro, 2005; Antônio e Toldrá, 2015). Mais do que tratar várias pessoas ao mesmo tempo ou favorecer o acompanhamento de um maior número de pessoas, quando se estabelece um grupo, ele é uma “unidade dinâmica (...) que além de compartilhar uma proposta que só pode ser atingida através da interação e trabalho conjunto, têm idéias e comportamentos em comum, apresentando certo grau de afeto e confiança em si.” (Mosey 1974 apud Maximino, 2001). As atividades manuais são definidas como aquelas que exigem um conhecimento específico que é intuitivo e expresso através do fazer (Pollanen, 2009). De acordo com Horghagen et al. (2007) o uso de atividades manuais/artesanato por um grupo de terapeutas ocupacionais estudado foi escolhido por poder ser empregado como uma forma de renda pelos pacientes uma vez que eles poderiam dar continuidade às atividades no domicílio. As atividades manuais podem ser úteis para adquirir mudanças na fisiologia (frequência cardíaca e respiratória), dor, desenvolvimento sensório-motor, funções visuais, táteis e cinestésicas, coordenação motora fina, cognição, comportamento, desenvolvimento de habilidades técnicas, emocionais e de comunicação (Pollanen, 2009). A educação somática tem sido relatada como uma abordagem capaz de modificar a sensação de dor, melhorar a mobilidade e a qualidade de vida em pessoas adultas com deficiências (Berland et al., 2022) e promover o relaxamento muscular (Brummer et al., 2018). Utilizando a abordagem de Consciência do Movimento do método Feldenkrais, o terapeuta conduz verbalmente um grupo de pessoas a se moverem e experimentarem posturas enquanto percebem as sensações corporais. No trabalho com a técnica Klauss Vianna (TKV), a percepção, prontidão e atenção do corpo, do movimento e do espaço são entendidas como condições fundamentais para a expressão e transformação. Segundo Klauss Vianna “a inconsciência é que gera a mediocridade (...), tenho que estar com os sentidos alertas, senão minha dança se torna pura ginástica”. O trabalho exploratório da percepção corporal na TKV se distancia dos excessos, da repetição insensível ou da execução desatenta do movimento. A TKV foi desenvolvida a partir de instruções que viabilizassem o desbloqueio de tensões musculares, das mobilidades articulares e que permitisse o alcance do corpo-mente em um estado de maior disponibilidade para uso dos recursos de cada indivíduo. A técnica não está a serviço de uma determinada estética, mas em função da percepção e expressão corporal. As instruções utilizadas nas práticas da TKV foram baseadas nas seguintes premissas: a) autoconhecimento e autodomínio são necessários para atenção, percepção e expressão corporais b) é preciso buscar estímulos que gerem conflitos e novas musculaturas para acessar o novo c) das oposições nasce o movimento d) a repetição deve ser consciente e sensível e) o que importa não é decorar passos ou formas, mas aprender caminhos para a criação de movimentos. Dessa forma, para o desenvolvimento deste projeto foi escolhida como estratégia, o Grupo de Atividades manuais e corporais. Acredita-se que a estratégia escolhida vai de encontro ao modelo biopsicossocial de saúde que respeita o contexto, as expectativas do indivíduo, a autonomia e independência na vida, apesar das deficiências, voltando a atenção para as suas capacidades. Espera-se que haja uma ressignificação da pessoa com seu corpo no momento em que ela é ensinada a ser a condutora do seu processo de re-conhecimento, aceitação e aprendizado consigo mesma sendo capaz de olhar para novas potencialidades nesta atual condição de saúde a partir de novas experiências do fazer e do sentir. Este projeto se insere na área temática da Saúde, mais especificamente, na Atenção integral à saúde de adultos e na linha ‘Pessoas com deficiências, incapacidades e necessidades especiais’ (Regulamento das ações de extensão universitária – Resol. nº. 24/2008 – Consepe) uma vez que busca desenvolver projeto voltado para a implementação da atenção à saúde visando a inclusão de pessoas com incapacidades físicas/sensoriais advindas de doenças neurológicas crônicas com metodologias de intervenção coletiva, tendo como objeto da ação essas pessoas e suas famílias; bem como a formação, capacitação e qualificação da equipe (fisioterapeutas, terapeuta ocupacional, enfermeiros, farmacêuticos, discentes dos cursos de graduação da UFVJM) que atuam com esse segmento. Ainda, este projeto atende às diretrizes pactuadas pelo Forproex. Este projeto foi apresentado inicialmente em 2018 e foi cadastrado na PROEXC sob numero 051.2.190_2018 e esteve em funcionamento no prédio do Departamento de Fisioterapia campus JK até março de 2020 com registro no SiGProj 340335.1908.322052.01102019 (sem bolsista). O mesmo foi aprovado no Edital PIBEX 20221012022187369, recomendado como fluxo contínuo sob registro nº 202203000595 e, por último, aprovado em novo edital PIBEX 20251012025307369. Durante seu funcionamento neste último período, o projeto contou com a participação de 13 pessoas com deficiência da comunidade de Diamantina e região (Carbonita e Couto de Magalhães), 2 pessoas sem deficiência e discentes de diferentes períodos do curso de Fisioterapia (desde o primeiro até o último período). Como resultados da ação extensionista, a análise de conteúdo dos relatórios dos encontros revelou sentimentos de pertencimento ao grupo; cuidado, incentivo e resolução de problemas durante a realização das atividades corporais e manuais propostas; e satisfação em ensinar atividades aprendidas ao longo da vida, resgatando memórias afetivas. Em relação aos discentes participantes, a ação extensionista proporcionou uma compreensão de que nem sempre há a recuperação total dos pacientes, mas que ainda assim é possível haver qualidade de vida mesmo que com limitações, que é importante saber acolher a dificuldade de cada um sem trata-lo como incapaz, permitindo e incentivando que os pacientes realizem as ações mesmo com suas limitações e sem que haja um olhar de preconceito ou de capacitismo. Na formação pessoal elas relatam ter aprendido a compreender a importância da socialização tanto pra os estudantes, quanto pras pessoas que já haviam recebido alta da fisioterapia, mas que de certa forma se sentiam à margem devido às suas deficiências e ao preconceito das pessoas. Foi relatado também o aprendizado quanto a escuta e que muitas vezes nós como alunos e profissionais é que aprendemos sobre a vida com os pacientes e com a história deles. Para os estudantes dos últimos períodos, o projeto de extensão Encontro de Fazeres teve uma contribuição significativa tanto na formação acadêmica quanto pessoal. No aspecto acadêmico, ele proporcionou a oportunidade de aplicar na prática os conhecimentos adquiridos no curso de Fisioterapia, especialmente no trabalho com grupos diversos, incluindo PcD. Essa experiência ampliou a compreensão sobre a funcionalidade e incapacidade no contexto da fisioterapia, além de aprimorar habilidades de comunicação, empatia e adaptação às diferentes necessidades e desafios dos participantes. No âmbito pessoal foi relatado que o projeto permitiu uma troca rica de experiências e saberes, o que contribuiu para um maior senso de inclusão e conexão com a comunidade local. O contato com as práticas manuais, como o bordado, e corporais, mesmo não tendo muito conhecimento prévio, foi extremamente enriquecedor. Um dos discentes que já havia participado em um ano anterior comenta que: "A oportunidade de interagir com um grupo tão acolhedor e de coração tão grande foi transformadora, fomentando um espaço de convivência e acolhimento. Essas vivências fortaleceram meu senso de responsabilidade social e contribuíram significativamente para o meu crescimento pessoal, tornando-me um indivíduo mais atento à diversidade e à inclusão social".


Objetivos

Geral Promover o encontro de Pessoas com Deficiência (PcD) e sem deficiência com discentes para vivenciar antigas e novas habilidades a partir de grupo de atividades manuais e corporais. Específicos - Dialogar sobre temas relacionados com a deficiência a partir das experiências individuais trazidas para a discussão em grupo; - Promover momentos de troca de experiências e socialização para os integrantes visando à saúde integral; - Re-conhecer as habilidades individuais por meio do ensino-aprendizagem de atividades manuais e corporais com os integrantes do grupo; - Incentivar a troca de habilidades manuais aprendidas ao longo da vida; - Fortalecer as capacidades individuais por meio da observação, escuta, ensino e fazer com o outro; - Promover nos participantes um novo olhar para sua condição de saúde atual a partir da relação com os integrantes do grupo durante a execução das atividades; - Re significar o corpo e sua percepção corporal com as dinâmicas de sensibilização, movimento e descoberta de capacidades; - Entender quais são as dificuldades na rotina diária de cada integrante e encontrar soluções em grupo para resolução de problemas; - Despertar o olhar individual para suas potencialidades atuais. Objetivos relacionados ao estudante de graduação: - Refletir sobre como cada participante vivencia sua condição de saúde atual; - Desenvolver a habilidade de comunicação do estudante de graduação pela convivência com as PcD; - Aprender por meio da ação a condução de um grupo de atividades como ferramenta para a promoção de saúde; - Favorecer a prática de ensino-aprendizagem entre PcD, profissionais de saúde e discentes; - Desenvolver habilidade de solucionar problemas reais exercitando o pensar, refletir a partir da prática.


Metas

Impacto direto: - Promover a socialização da PcD; - Modificar a imagem corporal diante da nova condição de saúde; - Reconhecer suas habilidades prévias e atuais relacionadas às atividades manuais; - Praticar atividades manuais e corporais em grupo; - Estimular a educação em saúde por meio do auto-cuidado; - Oferecer ao estudante da graduação o oportunidade de conviver com PcD fora do ambiente de reabilitação; - Promover o trabalho em equipe: profissionais, TAs, docente, discentes e as PcD. Impacto Indireto: - Aumentar a interação das PcD com pessoas fora do seu nucleo familiar; - Promover a participação das PcD em um ambiente acolhedor que estimule a convivência; - Valorizar os conhecimentos prévios da PcD; - Possibilitar uma maneira de encerrar o processo de reabilitação da PcD; O acompanhamento da ação extensionista e análise das metas atingidas será realizado através de avaliações e escalas numéricas durante a duração do projeto de extensão. O Projeto 'Encontro de Fazeres' espera alcançar as metas de impacto direto em pelo menos 75% dos participantes.


Metodologia

O projeto será desenvolvido na sala de atividades de grupo no prédio da Fisioterapia da UFVJM, campus II. Equipe e participantes: A equipe será formada por dois professores do curso de fisioterapia da área neurofuncional, uma docente do Departamento de Ciências Básicas, uma TA Bióloga do departamento de fisioterapia e 5 discentes voluntários dos cursos de fisioterapia e demais cursos da UFVJM que se interessarem pelo projeto. Os participantes serão indivíduos adultos de Diamantina e região, com ou sem deficiência, sem déficit cognitivo. Inicialmente, pacientes que receberam ou estão para receber alta da Clínica Escola de Fisioterapia, área neurofuncional, serão convidados a participar. Cartazes de divulgação do projeto serão afixados nas Unidades Básicas de Saúde de Diamantina e região e no Centro de Especialidades em Reabilitação – CER IV de Diamantina. Haverá divulgação nas redes sociais do projeto @encontrodefazeres principalmente para divulgação entre o corpo discente da UFVJM e comunidade interna. Período de realização: A duração do projeto será de 6 meses, do mês de 03/2026 ao mês de -7/2026, podendo haver continuidade caso a avaliação seja positiva e haja acadêmicos interessados. Neste caso haverá o cadastramento desta solicitação de continuidade junto ao SIEXC. Desenvolvimento do projeto: Serão realizadas duas reuniões prévias com a equipe com o objetivo de esclarecer os objetivos do projeto à equipe envolvida, planejar as ações iniciais e do período, e definir/treinar os instrumentos de avaliação que serão empregados para acompanhamento da ação extensionista. Serão também construídas em equipe as dinâmicas dos encontros estabelecendo a principal atividade manual que será trabalhada no período e mensalmente a equipe se reunirá para avaliar as ações do mês anterior e traçar as dinâmicas para os encontros do próximo mês. Antes do início das atividades da ação extensionista haverá um momento de encontro individual para coleta dos dados pessoais, assinatura do termo de imagem, preferências sobre trabalhos manuais, experiência prévia e também avaliação de cada participante com escalas funcionais para entender sobre sua Funcionalidade e Percepção Corporal. Atividade Extensionista: Os encontros ocorrerão uma vez por semana, no período da tarde, por 2h. As atividades manuais e corporais serão alternadas a cada semana, ficando cada tarde reservada para atividade manual ou atividade corporal. Os encontros terão as seguintes etapas respeitadas: 1. Acolhimento: recepção da comunidade na sala de grupo com chá preparado com plantas da horta coletiva e espaço para conversa informal. Educação em saúde a partir de temas e dúvidas trazidas pela comunidade. Roda para coreografia de uma música específica (música do abraço) onde todos se olham, fazem gestos relacionados com a letra da música e se abraçam no final. 2. Início das atividades: manual ou corporal. 2a. Atividades manuais: essas atividades são simples e devem envolver o fazer com as mãos (costura, pintura, culinária, horta, jardinagem) e serão coordenadas por um dos integrantes (comunidade ou discente) que tenham habilidade com a tarefa. Em todos os encontros as atividades serão organizadas e mediadas pela equipe. 2b. Atividades corporais: momento de atenção voltada para o sentir do corpo, dos pés tocando o chão, do peso do corpo. Para isso são utilizados recursos externos como música ambiente, bolinhas, pedaços de madeira, pedras, tecidos para estimular o alcance, o toque e a percepção de diferentes partes do corpo, seguido de movimentos livres e conduzidos pela profa. Melissa (carta parceria 1), colaboradora e coordenadora do projeto Há braços poéticos. Ao final as pessoas são incentivadas a se mover livremente formando uma dança da maneira que é possível para cada um. As mesmas atividades manuais e corporais poderão, eventualmente, ser realizadas em espaços extramuros do prédio da Fisioterapia (Campus JK) ou mesmo fora do Campus. No semestre 1/2025 houve uma oficina de confecção de utensílios com serragem com apoio do Banco do Nordeste no Museu do Diamante. A ação foi gratuita e oferecida em uma tarde de sexta-feira. A partir de convite feito na sexta anterior, o grupo de encontrou neste novo local para a atividade proposta. A atividade corporal também foi realizada uma vez no Parque Urbano e um outra vez no Parque do Biribiri. Nessas situações é observado um encantamento por lugares que todos ouvem outras pessoas falar mas não conhecem, apesar de ser naturais de Diamantina. Espera-se conseguir realizar ao menos uma tarde de atividade fora do campus por semestre, a depender da oferta de atividades e disponibilidade do grupo. Avaliação da atividade extensionista A ação extensionista será mensalmente avaliada pela equipe a partir das reuniões para o direcionamento das ações do próximo mês. A permanência e aderência dos participantes à proposta, bem como o convite pelos próprios participantes a outras PcD ou sem deficiência será a forma de avaliarmos que a proposta foi bem aceita pelo público alvo. As atividades realizadas em cada encontro semanal serão documentadas por meio de relatórios onde os discentes realizam o registro enquanto as atividades acontecem. Nos relatórios serão registradas as falas dos participantes em relação ao fazer em grupo, às suas descobertas, aos desafios experimentados, lembranças e fotos para posterior divulgação (se houver consentimento do uso da imagem). A ação será avaliada a partir de duas escalas objetivas - WHODAS 2.0 e Multidimensional Assessment of Interoceptive Awareness (MAIA). A escala WHODAS 2.0 é um instrumento para avaliar a funcionalidade de seis domínios de vida, sendo eles: Cognição, mobilidade, autocuidado, relações interpessoais, atividades de vida diária e participação (CASTRO, LEITE, 2015). É um instrumento traduzido e validado para a população brasileira, sendo que este projeto utilizará a versão de 12 itens administrada por um entrevistador, que faz um resumo das perguntas mais importantes sobre cada domínio. A escala MAIA é um instrumento capaz de medir várias dimensões da consciência interoceptiva e sua relação com a saúde mental, que podem ser aumentadas pela prática do treino de mindfulness ou de outras práticas baseadas na atenção às sensações interoceptivas e que refletem aspectos da consciência interoceptiva (Salvador et al., 2019). Esta escala avalia 4 aspectos diferentes: 1) a capacidade de perceber onde no corpo se originam sensações de desconforto ou prazer que influenciam o humor, e assim poder atuar sobre as primeiras de forma a melhorar o último; 2) a capacidade de não ficar transtornado com sensações corporais dolorosas ou desconfortáveis e assim poder geri-las; 3) a capacidade de manter a atenção focada nas sensações interoceptivas no meio de grande estimulação externa ou perturbação emocional, 4) a capacidade de tomar consciência de alterações corporais subjacentes a alterações emocionais e desta forma estar mais atento às emoções e melhor poder regulá-las. Ao final do período da ação extensionista, haverá um último encontro para encerramento e retomada das questões iniciais levantadas pelos participantes nos primeiros encontros e para uma conversa sobre os indicadores de funcionalidade e percepção corporal individualmente, será dialogado sobre a visão dos participantes em relação ao projeto, críticas e sugestões. Em seguida haverá uma reunião somente da equipe do projeto para reavaliar as ações colocadas em prática, discutir pontos positivos, negativos e a melhorar para o planejamento de uma próxima ação. Será realizado um registro sistemático de todos os dados individuais e do grupo que será arquivado com o coordenador. Considerações Éticas Todos os participantes serão esclarecidos sobre como será a extensão, quais os objetivos, importância e benefícios. Serão informados que as informações geradas serão de responsabilidade da equipe envolvida que se compromete a guardar sigilo da identidade de todos os participantes, e que os resultados da extensão podem ser expostos em encontros e publicações acadêmicas. Os indivíduos serão alertados sobre todos os possíveis riscos e as maneiras de minimizá-los. Poderá existir constrangimento para responder às perguntas das avaliações/escalas. Será minimizado pelos seguintes procedimentos: esclarecimento em relação ao sigilo das informações coletadas na avaliação e profissionalismo por parte dos pesquisadores no momento da coleta das informações. Ainda, a aplicação das escalas e das avaliações ocorrerá em uma sala reservada e na presença apenas dos pesquisadores envolvidos com o projeto. Os participantes serão comunicados que a qualquer momento poderão desistir da atividade de extensão sem que isso cause prejuízos na sua relação com a UFVJM e principalmente com a sua unidade de atendimento de saúde.


Referências Bibliográficas

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Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

Nesta proposta a comunidade acadêmica será capaz de vivenciar a interação com a comunidade com objetivo de ensino-aprendizagem de novas habilidades e foco nos trabalhos manuais e percepção corporal realizados em grupo. Como já foi visto em versões anteriores deste mesmo projeto, na prática a interação dialógica acontece no desenvolvimento de habilidades como a comunicação, reconhecimento de capacidades de uma pessoa com deficiência, troca de experiências, superação de desafios, criação de vínculos de amizade e trocas, práticas corporais inclusivas em grupo e educação em saúde. Ainda, nas versões anteriores deste mesmo projeto, o público foi convidado a participar de oficinas de temas afins, como oficinas de artesanato realizadas na cidade como no museu de diamante e realização das práticas corporais em interação com ambientes públicos da cidade, como o parque urbano e o parque do biribiri. Apesar das pessoas frequentadoras do projeto serem, em sua maioria, naturais de Diamantina, elas não conhecem lugares públicos da sua própria cidade.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A interdisciplinaridade é exercitada constantemente durante este projeto de extensão uma vez que ele vem sendo composto por estudantes de diversos cursos de graduação que contribuem com seus saberes para o objetivo principal de explorar novas habilidades e capacidades na nova condição de saúde dos participantes. Além disso, o projeto possibilita o contato do estudante de graduação com outros profissionais e estudantes da área da saúde, por meio das parcerias (Há braços poéticos), membros do projeto, seja com profissionais convidados para a roda de conversa, como psicólogas, terapeuta ocupacional, enfermeiras, entre outros.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

Há indissociabilidade do ensino extensão e pesquisa uma vez que os alunos estão envolvidos com o aprendizado já costumeiro, mas estão construindo um aprendizado mais sólido através da prática vivida, da troca de saberes que a extensão proporciona. Além disso, há preocupação de verificar o quão benéfica foi a extensão para a sociedade, a partir de indicadores numéricos das escalas que fazem parte deste projeto. Este projeto ajuda na compreensão ampliada da saúde, definida não apenas como a ausência da doença, mas como um conjunto de aspectos psíquicos, sociais, culturais e ambientais que precisam ser levados em conta. Amplia o olhar dos futuros profissionais para estas questões e faz com que os participantes percebam a sua saúde de uma forma mais integral.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A contribuição na formação do estudante será através da experiência prática de estar envolvido em uma realidade que encontrará em algum momento do seu curso ou na sua vida profissional. A oportunidade de vivenciar um trabalho multidisciplinar com a comunidade. Oferecerá, além do contato com PcD, o contato com outros profissionais da saúde (professores e profissionais liberais) e com técnicos administrativos da saúde, acostumados com as dificuldades enfrentadas por estes pacientes aqui de Diamantina e região. Ajudará a desenvolver a comunicação oral e abordagem interpessoal; no desenvolvimento de habilidades, como a escuta atenta, a comunicação e interlocução próprias para condução de uma roda de conversa e oficinas; no conhecimento teórico e burocrático necessário para condução de qualquer atividade acadêmica; na vivência da relação fisioterapeuta-paciente, capacitando-o para avaliações e intervenções, para elaboração de raciocínio clínico; para crescimento profissional e pessoal.


Impacto e Transformação Social

O presente Projeto envolve indivíduos de Diamantina e região (Vale do Jequitinhonha/MG), que possui baixo Índice de Desenvolvimento Humano nacional e é uma das regiões do estado com maior vulnerabilidade (SIMÕES; ANTIGO, 2022). A cidade de Diamantina oferece poucos centros de atendimento gratuito, e como é um centro de referência em saúde do Vale do Jequitinhonha há muita demanda e o tempo de espera, para iniciar ou retornar para estes centros é longo. Programas de reabilitação que possuem o olhar para saúde integral dos pacientes são escassos. Este projeto oferecerá este espaço para educação em saúde, sendo um dos objetivos ações transformadoras em todos os envolvidos. Além disso, o encontro com pessoas da cidade e região ativa memórias a partir do encontro de histórias afins, histórias de infância comum ou com características muito próximas. Os encontros realizados extra muros para realização de atividades manuais ou corporais (organizando a ida de todos a lugares públicos) favorece o pertencimento e incentiva-os a cuidar do patrimônio cultural e histórico local. Por fim, destaca-se que os dados obtidos serão divulgados, contribuindo para uma iniciação científica dos alunos envolvidos e com conhecimento para sociedade.


Divulgação

A divulgação tem sido realizada principalmente na rede social instagram e entre os acadêmicos dos cursos da UFVJM por email. Serao afixados cartazes nas UBS de Diamantina e divulgação nos serviços de atenção primária a partir dos estagiários do curso de fisioterapia que realizam seu estágio curricular nas unidades de Diamantina e região. Os participantes também serão incentivados a convidar pessoas amigas que tenham interesse pela temática.


Público-alvo

Descrição

Adultos da comunidade de Diamantina e região que possuem ou não deficiência adquirida ou não, sem déficit cognitivo e que tenham interesse em realizar práticas manuais e corporais em grupo. A partir da formação de um grupo inicial de PcD que recebeu alta da reabilitação da clinica escola da UFVJM, novas pessoas estão sendo convidadas independente de ter alguma deficiência a fim de promover a interação e o foco do grupo ser as atividades manuais e a interação entre pessoas com e sem deficiência: comunidade, discentes e profissionais.

Municípios Atendidos

Município

Carbonita - MG

Município

Diamantina - MG

Município

Datas - MG

Município

Couto de Magalhães de Minas - MG

Município

Gouveia - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

O projeto HÁ BRAÇOS POÉTICOS irá realizar junto ao projeto ENCONTRO DE FAZERES oficinas voltadas para o despertar e a auto-exploração do corpo e do movimento a partir do estímulo e refinamento da percepção sensório-motora do público-alvo. Essas oficinas de percepção corporal serão ministradas pela profa. Melissa Guimarães, coordenadora do projeto Há braços poéticos, a cada 15 dias, intercalando esta prática corporal com a prática manual realizada pela equipe do Encontro de Fazeres.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 70 h

Carga Horária 2 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Manhã;
Descrição da Atividade

Divulgação do projeto nas redes sociais e via email institucional convidando discentes da UFVJM para se inscreverem. A seleção será realizada via preenchimento de um google form com perguntas sobre interesse e contribuição, experiencia previa e interesse em experimentar atividades manuais e corporais. Serão selecionados 5 discentes voluntários.

Carga Horária 4 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Após a seleção dos discentes será realizada um reunião com toda a equipe para esclarecer sobre os objetivos do projeto, fundamentação e proposta prática. Nesta reunião será definido o cronograma de atividades, as atividades propostas para cada data, definição da atividade manual do período e direcionamento das práticas corporais. Nesta reunião já ficam definidas as funções de cada discente por encontro: participante, responsável por relatórios, registro das imagens ou condutor da prática.

Carga Horária 30 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Atividades manuais: essas atividades são simples e devem envolver o fazer com as mãos (costura, pintura, culinária, horta, jardinagem) e serão coordenadas por um dos integrantes (comunidade ou discente) que tenham habilidade com a tarefa. Em todos os encontros as atividades serão organizadas e mediadas pela equipe. As práticas manuais acontecerão a cada 15 dias, intercalando com a prática corporal. Nesses encontros todos sentam ao redor de uma mesa grande de madeira que faz parte da sala de atividade de grupo do prédio da fisioterapia e ali são tecidos os bordados ou costuras com linhas que ficam ao centro, ao mesmo tempo que ocorre um troca informal de memórias sobre aprendizado, lembranças de familiares, da infância, sensações da prática corporal e reflexões que são registradas nos relatórios.

Carga Horária 30 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Atividades corporais: momento de atenção voltada para o sentir do corpo, dos pés tocando o chão, do peso do corpo. Para isso são utilizados recursos externos como música ambiente, bolinhas, pedaços de madeira, pedras, tecidos para estimular o alcance, o toque e a percepção de diferentes partes do corpo, seguido de movimentos livres e conduzidos pela profa. Melissa, colaboradora e coordenadora do projeto Hábraços poéticos. Ao final as pessoas são incentivadas a se mover livremente formando uma dança da maneira que é possível para cada um. Essas atividades são realizadas a cada 15 dias intercalando com as práticas manuais.

Carga Horária 4 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

No primeiro encontro anual são realizadas reuniões individuais com cada participantes para registro de dados pessoais e avaliação da funcionalidade e percepção corporal. Esta avaliação é repetida ao final do período. Neste momento também é apresentado o termo de uso de imagem para que a pessoa participe dos registros realizados ao longo das práticas.