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ANÁLISE DOS PARÂMETROS DE BALNEABILIDADE DAS ÁGUAS PARA RECREAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL DO BIRIBIRI E DA CACHOEIRA DA TOCA EM DIAMANTINA/MG
Sobre a Ação
202203001625
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
27/03/2026
27/03/2030
Dados do Coordenador
débora vilela franco
Caracterização da Ação
Engenharias
Meio Ambiente
Saúde
Recursos hídricos
Local
Não
Não
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Não
Membros
Este projeto de extensão visa monitorar continuamente a qualidade da água e balneabilidade em pontos de recreação de Diamantina/MG: Parque Estadual do Biribiri e Cachoeira da Toca. Serão avaliados parâmetros físico-químicos e microbiológicos, comparando-os com normativas CONAMA/COPAM. O objetivo é garantir saúde e segurança dos usuários, além de promover conscientização ambiental. Com duração de 4 anos, a iniciativa envolverá estudantes em todas as etapas, da coleta à disseminação de resultados.
Análise microbiológica, Banho, Parque Estadual de Biribiri, Qualidade da água, Saúde Pública, Monitoramento Ambiental.
Diamantina, cidade histórica e Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, é um polo de atração turística e acadêmica, conhecida não apenas por sua rica história e arquitetura colonial, mas também por suas deslumbrantes paisagens naturais e unidades de conservação. Entre essas, o Parque Estadual do Biribiri (PEB) destaca-se como um dos destinos mais procurados por moradores, estudantes e turistas que buscam contato com a natureza, a prática de esportes de aventura e o banho em suas águas. A popularidade dessas áreas de recreação aquática, como o Poço da Água Limpa, Cachoeira Sentinela, Cachoeira dos Cristais e o Córrego Ribeirão das Pedras, ressalta a necessidade imperativa de assegurar a qualidade sanitária de suas águas. Um estudo anterior realizado por Silva et al. (2021) na região do PEB já demonstrou que, durante o período analisado, a balneabilidade dos pontos estudados era considerada "própria - excelente" para contato primário. No entanto, o próprio estudo enfatiza a importância do monitoramento contínuo, dada a variabilidade das condições ambientais e a possibilidade de interferências antropogênicas. Além dos pontos já abordados no PEB, a Cachoeira da Toca é outro ponto turístico de grande afluxo de visitantes para atividades de recreação em Diamantina, cuja qualidade da água também é de interesse fundamental para a saúde pública e a sustentabilidade ambiental. Diante desse cenário, este projeto de extensão visa ampliar e consolidar o monitoramento da qualidade e balneabilidade das águas nessas importantes áreas de lazer. Por meio de uma abordagem multidisciplinar e da ativa participação estudantil, busca-se não apenas fornecer dados atualizados e confiáveis sobre as condições desses corpos hídricos, mas também educar a comunidade sobre a importância da preservação ambiental e da saúde. A iniciativa propõe um plano de trabalho robusto para um período de quatro anos, garantindo a continuidade das análises e a construção de um banco de dados consistente para futuras intervenções e políticas públicas.
A qualidade da água em locais de recreação de contato primário, como rios e cachoeiras, é um fator crítico para a saúde pública. A exposição a águas contaminadas por microrganismos patogênicos, metais pesados ou outros poluentes pode levar a uma série de doenças de veiculação hídrica, afetando principalmente grupos mais vulneráveis como crianças, idosos e pessoas com baixa imunidade. De acordo com xxx reitera que a recreação em ambientes com organismos patogênicos e outros contaminantes expõe os banhistas a sérios riscos à saúde. O Parque Estadual do Biribiri (PEB) e a Cachoeira da Toca são locais de grande apelo turístico e recreativo em Diamantina, atraindo um elevado número de visitantes ao longo do ano. O estudo de Silva et al. (2021) já demonstrou a relevância desses balneários para a população local, especialmente para moradores e estudantes. A ausência de um monitoramento sistemático e contínuo da qualidade da água nesses pontos pode mascarar alterações sazonais ou decorrentes de atividades humanas, colocando em risco a saúde dos usuários. O mesmo estudo, embora tenha concluído pela excelente balneabilidade em seu período de análise, destaca a necessidade de "estudos recorrentes sobre as condições dos corpos hídricos, haja vista as possibilidades de alteração das características do local e do entorno por ações antrópicas e até mesmo naturais". Adicionalmente, a localização do PEB, à jusante de parte da área urbana de Diamantina, e a constatação de que cursos d'água que perpassam a sede da cidade podem desaguar no Parque sem tratamento prévio, indicam uma vulnerabilidade potencial à poluição. Embora o processo de autodepuração seja um fator mitigador, conforme Lage (2013) e Silva e Chagas (2019), a variabilidade da carga poluente e das condições ambientais exige vigilância constante. A inclusão da Cachoeira da Toca, como outro ponto de grande afluxo, estende essa preocupação e a necessidade de análise para garantir a proteção de um espectro maior da população. A legislação ambiental brasileira (CONAMA 274/00 e 357/05) e estadual (DN COPAM/CERH-MG 01/08) estabelece rigorosos critérios para a classificação da qualidade da água para recreação e outros usos. A avaliação dos parâmetros propostos neste projeto permitirá verificar a conformidade com essas normas, identificando precocemente potenciais problemas e subsidiando ações corretivas por parte das autoridades competentes. Finalmente, a inserção de estudantes de diversas áreas do conhecimento proporciona uma experiência prática inestimável, contribuindo para sua formação profissional e cidadã. O projeto promove o engajamento universitário com a comunidade, difundindo conhecimento científico e fomentando a conscientização ambiental sobre a importância da preservação dos recursos hídricos. Dessa forma, o projeto se justifica pela promoção da saúde pública, pela conservação ambiental, pela conformidade legal e pela formação acadêmica e social.
Objetivo principal Monitorar e avaliar, de forma contínua e sistemática, os parâmetros de qualidade e balneabilidade das águas dos principais pontos de recreação do Parque Estadual do Biribiri (Poço da Água Limpa, Cachoeira Sentinela, Cachoeira dos Cristais) e da Cachoeira da Toca, em Diamantina/MG, visando à proteção da saúde dos usuários e à promoção da conscientização ambiental. Objetivos Específicos - Realizar coletas periódicas de amostras de água nos pontos selecionados, cobrindo diferentes estações hidrológicas ao longo dos quatro anos do projeto. - Analisar os parâmetros físico-químicos (temperatura, sólidos totais dissolvidos, cor, turbidez, pH, oxigênio dissolvido) e de quantificação de ânions (cloreto, fluoreto, nitrato e sulfato) das amostras de água. - Quantificar os coliformes termotolerantes como principal indicador microbiológico de contaminação fecal nas águas analisadas. - Comparar os resultados obtidos com os limites estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 274/00 (balneabilidade) e pela Resolução CONAMA nº 357/05 e Deliberação Normativa Conjunta COPAM/CERH-MG nº 01/08 (classificação de corpos hídricos para Classe 1). -Disseminar os resultados e as informações sobre a qualidade da água e a importância da sua conservação para a comunidade local, visitantes e órgãos gestores, por meio de relatórios, palestras e materiais educativos. - Capacitar e integrar estudantes de graduação nas atividades de campo, laboratório e extensão, promovendo o desenvolvimento de habilidades técnicas, científicas e de comunicação. Identificar possíveis fontes de contaminação e propor, em conjunto com as autoridades e a comunidade, ações preventivas e mitigadoras para a manutenção da qualidade da água.
Para o período de quatro anos de duração do projeto, as seguintes metas serão estabelecidas: - Coletas e Análises: Realizar no mínimo 4 campanhas de coleta e análise por ano, totalizando 16 campanhas de monitoramento ao longo dos 4 anos do projeto. - Pontos Monitorados: Analisar um mínimo de 4 pontos de amostragem por campanha (Poço da Água Limpa, Cachoeira Sentinela, Cachoeira dos Cristais e Cachoeira da Toca). - Relatórios Técnicos: Elaborar e publicar 2 relatórios anuais de balneabilidade, detalhando os resultados, comparações com a legislação e recomendações, acessíveis ao público e aos órgãos competentes. - Eventos de Conscientização: Promover pelo menos 1 evento de educação ambiental por ano (e.g., palestras, workshops, dias de campo) voltado para a comunidade e visitantes, abordando a importância da qualidade da água e a preservação dos recursos hídricos. - Capacitação de Estudantes: Capacitar um mínimo de 10 estudantes por ano, totalizando 40 estudantes ao longo dos quatro anos do projeto, em técnicas de coleta, análise laboratorial, processamento de dados e comunicação científica. - Conformidade: Manter os pontos de recreação monitorados em conformidade com a legislação de balneabilidade em pelo menos 80% das análises realizadas. - Publicações Científicas: Submeter pelo menos 1 artigos científicos para publicação em periódicos revisados por pares, e apresentar trabalhos em congressos na área, resultantes dos dados e análises do projeto.
O projeto seguirá uma abordagem sistemática e interdisciplinar, com atividades de campo e laboratório, bem como de extensão e educação ambiental, ao longo de quatro anos. 5.1. Locais de Estudo e Pontos de Amostragem Serão monitorados os quatro pontos de recreação já estudados no Parque Estadual do Biribiri: Poço da Água Limpa Cachoeira Sentinela Cachoeira dos Cristais Cachoeira da Toca, As coordenadas geográficas de cada ponto serão registradas utilizando GPS para garantir a reprodutibilidade das coletas. 5.2. Periodicidade e Coleta das Amostras As coletas de água serão realizadas trimestralmente, totalizando quatro campanhas por ano, com o objetivo de capturar a variabilidade da qualidade da água em diferentes estações hidrológicas (período de chuva e seca). As coletas seguirão as recomendações da NBR 9898 (ABNT, 1987), conforme utilizado no estudo de Silva et al. (2021). Frascos: Para análises microbiológicas, serão utilizados frascos de polipropileno (PP) de 250 mL previamente esterilizados. Para análises físico-químicas e de ânions, garrafas PET de 1,5 L, devidamente higienizadas, serão empregadas. Transporte e Armazenamento: As amostras serão acondicionadas em caixa térmica com gelo imediatamente após a coleta e transportadas para os laboratórios da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). As análises microbiológicas serão iniciadas em até 24 horas após a coleta, e as demais análises dentro dos prazos de estabilidade recomendados para cada parâmetro. 5.3. Parâmetros e Métodos Analíticos Os parâmetros a serem analisados, incluem: Análises Físico-Químicas In Loco: Temperatura (da água e ambiente), Sólidos Totais Dissolvidos (STD), pH e Oxigênio Dissolvido (OD): Medidos diretamente no campo com um medidor multiparâmetros portátil (e.g., HANNA HI9828), seguindo as boas práticas para garantir a calibração e a precisão das leituras. Análises de Cor e Turbidez (Laboratório): Cor: Obtida por fotocolorímetro (e.g., Alfakit NCM/SH 90275020), após filtração da amostra. Turbidez: Medida com turbidímetro portátil (e.g., HANNA HI 93703), conforme procedimento padrão. Quantificação de Ânions (Laboratório): Fluoreto (F⁻), Cloreto (Cl⁻), Nitrato (NO₃⁻) e Sulfato (SO₄²⁻): A quantificação será realizada por cromatografia de íons (e.g., Metrohm 930 Compact IC Flex), seguindo o método da Environmental Protection Agency (EPA) para determinação de íons inorgânicos em água potável. As amostras serão filtradas previamente e analisadas em até 24 horas após a coleta. Análises Microbiológicas (Laboratório): Coliformes Termotolerantes: A quantificação será realizada utilizando o método do Número Mais Provável (NMP), adaptado do Manual Prático de Análise de Água da FUNASA (Brasil, 2013). Isso inclui o teste presuntivo (caldo lactosado, tubos Durhan) e o teste confirmatório (meio EC em banho-maria a 44,5 ± 0,2 °C). Os resultados serão comparados com a Tabela de NMP de coliformes termotolerantes por 100 mL de água. 5.4. Análise e Interpretação de Dados Os dados obtidos serão compilados e analisados estatisticamente para identificar tendências, variações sazonais e espaciais. A interpretação envolverá a comparação rigorosa dos resultados com os limites estabelecidos pelas legislações pertinentes: Resolução CONAMA nº 274/00: Para a classificação da balneabilidade (própria - excelente, muito boa, satisfatória, imprópria), com foco nos coliformes termotolerantes. Resolução CONAMA nº 357/05 e DN COPAM/CERH-MG nº 01/08: Para a classificação dos corpos hídricos em Classes (especial, 1, 2, 3, 4), com foco nos parâmetros físico-químicos e ânions para águas doces de Classe 1 (Tabela 2 do artigo). 5.5. Disseminação dos Resultados e Educação Ambiental Os resultados serão sistematicamente divulgados para o público-alvo, utilizando diferentes canais: Relatórios Técnicos: Elaboração de relatórios semestrais e anuais, disponibilizados online e encaminhados aos órgãos ambientais e de saúde locais. Palestras e Workshops: Organização de eventos abertos à comunidade em escolas, centros comunitários e na própria universidade. Mídias Digitais: Criação de conteúdo informativo para redes sociais e websites, utilizando linguagem acessível. Produção Acadêmica: Incentivo à produção de monografias, dissertações e artigos científicos baseados nos dados do projeto, além da participação em congressos e seminários. Materiais Educativos: Desenvolvimento de folders, cartazes e infográficos sobre a qualidade da água e práticas de conservação.
APHA – American Public Health Association, 2017. Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater. 23. ed. American Public Health Association, American Water Works Association, Water Environment Federation. Washington, DC. 1545 p. ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas, 1987. NBR 9898: Preservação e técnicas de amostragem de efluentes líquidos e corpos receptores. Archela, E.; Carraro, A.; Fernandes, F.; Barros, O.N.F. e Archela, R.S., 2003. Considerações sobrea geração de efluentes líquidos em centros urbanos. Geografia. 12(1), pp.517-525. Brasil, 2001. Resolução Conama nº 274/2000. Diário Oficial da União, Brasília, p. 70-71. Disponível em: <http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cf m?codlegi=272> [Acessado 26 de fevereiro 2026]. Brasil, 2005. Resolução Conama nº 357/2005. Diário Oficial da União, Brasília, n° 053, p. 58-63. 2005. [online] Disponível em:<http://www2.mma.gov.br/port/conama/legiabre.cf m?codlegi=459> [Acessado 26 de fevereiro 2026]. 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O emprego de parâmetros físicos e químicos para a avaliação da qualidade de águas naturais: uma proposta para a educação química e ambiental na perspectiva CTSA. Química Nova na Escola, 31(1), pp.3-8
A interação dialógica é um pilar fundamental deste projeto de extensão, concebido como um processo contínuo de troca e construção conjunta de conhecimento entre a Universidade e os diversos segmentos da sociedade civil e institucional de Diamantina/MG. Não se trata apenas de transmitir informações da academia para a comunidade, mas de estabelecer um fluxo bidirecional onde as necessidades, percepções e saberes locais são ativamente ouvidos, valorizados e incorporados às ações do projeto. Para fomentar essa interação, serão implementadas diversas estratégias: Criação de Canais de Comunicação Abertos: Serão estabelecidos pontos de contato diretos com a comunidade local, como caixas de sugestões em locais estratégicos próximos aos balneários, e-mails e números de telefone dedicados, para que moradores e visitantes possam expressar suas preocupações, observações ou dúvidas sobre a qualidade da água e o uso dos balneários. Realização de Encontros Comunitários Periódicos: A equipe do projeto organizará reuniões e fóruns abertos à comunidade em diversos bairros de Diamantina e na Vila do Biribiri. Nesses encontros, serão apresentados os resultados das análises de balneabilidade de forma acessível e transparente. Mais importante, esses espaços servirão para ouvir o feedback da população, compreender suas expectativas, e colher informações sobre possíveis fontes de contaminação ou mudanças no padrão de uso dos balneários, enriquecendo a perspectiva da pesquisa e da extensão. Desenvolvimento de Materiais Educativos Colaborativos: Além da produção de relatórios técnicos, serão criados materiais informativos (folders, cartazes, vídeos curtos) em linguagem clara e objetiva. A elaboração desses materiais envolverá a participação de membros da comunidade em oficinas de cocriação, garantindo que a informação seja relevante, culturalmente apropriada e compreensível para todos. Parceria com Associações Locais e ONGs: O projeto buscará estabelecer parcerias sólidas com associações de moradores, grupos ambientalistas e organizações não-governamentais atuantes na região. Essas parcerias permitirão uma capilaridade maior das ações de conscientização e um engajamento mais profundo com as questões socioambientais locais, integrando o conhecimento científico com a experiência prática e o ativismo comunitário. Apoio à Tomada de Decisão: Os resultados e as análises produzidas pelo projeto serão compartilhados proativamente com as autoridades municipais e estaduais (prefeitura, secretarias de saúde e turismo, órgãos ambientais), não apenas como um relatório, mas como um convite ao diálogo para a formulação e implementação de políticas públicas mais eficazes e adaptadas às realidades locais. A academia se posiciona como um parceiro estratégico, oferecendo dados científicos para embasar decisões que afetam diretamente a qualidade de vida e o bem-estar da população. Uso de Tecnologias Sociais: Avaliar a viabilidade de ferramentas como aplicativos de celular ou plataformas online que permitam à comunidade reportar observações (e.g., descarte irregular de lixo, alterações na coloração da água) e acessar informações atualizadas sobre a balneabilidade dos locais, transformando o cidadão em um agente ativo do monitoramento. Através dessa abordagem dialógica, o projeto visa fortalecer a relação entre a universidade e a sociedade, empoderando a comunidade com conhecimento e ferramentas para a defesa de seu direito a um ambiente saudável e a balneários seguros, ao mesmo tempo em que aprimora a relevância e o impacto das pesquisas acadêmicas.
A complexidade da análise da qualidade da água e balneabilidade exige uma abordagem intrinsecamente interdisciplinar e interprofissional. Este projeto foi concebido para integrar múltiplos olhares e saberes, reconhecendo que a solução para desafios socioambientais não pode ser limitada a uma única área do conhecimento ou esfera profissional. Interdisciplinaridade: O projeto envolverá ativamente membros da comunidade acadêmica de diversas áreas do conhecimento da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), incluindo, mas não se limitando a: Química e Engenharia Química: Essencial para a compreensão dos parâmetros físico-químicos da água (pH, OD, ânions, STD, cor, turbidez) e para o desenvolvimento de métodos analíticos precisos e eficientes. Professores e estudantes dessas áreas contribuirão com a expertise em análises laboratoriais e instrumentais. Ciências Biológicas e Farmácia: Fundamentais para as análises microbiológicas (coliformes termotolerantes) e para a interpretação dos riscos à saúde humana associados à presença de microrganismos patogênicos. A compreensão da ecologia aquática e da toxicologia ambiental também é crucial. Engenharia Ambiental e Engenharia Florestal: Oferecerão a perspectiva sobre os impactos das atividades humanas no entorno dos balneários (desmatamento, assoreamento, escoamento de efluentes), gestão de recursos hídricos, tratamento de efluentes, e proposição de medidas de mitigação e recuperação ambiental. Geografia e Geologia: Contribuirão com a análise da bacia hidrográfica, processos geomorfológicos, dinâmica do solo e transporte de sedimentos, fatores que influenciam diretamente a turbidez e a composição físico-química da água. A espacialização dos dados via geoprocessamento também será uma contribuição importante. Turismo e Ciências Sociais Aplicadas: Essenciais para compreender o perfil dos usuários dos balneários, o fluxo turístico, os impactos socioeconômicos do turismo na região, e para a elaboração de estratégias de educação ambiental e comunicação que sejam eficazes para o público-alvo. Saúde Pública: Fornecerá o arcabouço teórico e prático para a avaliação dos riscos à saúde associados à balneabilidade, a epidemiologia das doenças de veiculação hídrica e a proposição de ações preventivas. Essa diversidade disciplinar permitirá uma análise holística da qualidade da água, considerando não apenas os aspectos técnicos e biológicos, mas também os contextuais, sociais e econômicos. As discussões multidisciplinares enriquecerão a interpretação dos dados e a formulação de recomendações, levando a soluções mais integradas e sustentáveis. Interprofissionalidade: Além da integração de diferentes campos do saber acadêmico, o projeto buscará a colaboração ativa com diversos profissionais e instituições externas à universidade: Profissionais da Saúde: Sanitaristas, epidemiologistas e agentes de saúde pública das Secretarias Municipais de Saúde para a avaliação dos riscos e a comunicação das informações de saúde à população. Gestores Ambientais: Técnicos e analistas de órgãos como o IGAM, COPAM, IEF e Secretarias de Meio Ambiente, para alinhar o projeto às políticas ambientais vigentes, obter licenças, compartilhar dados e propor ações conjuntas de fiscalização e manejo. Profissionais do Turismo: Representantes das Secretarias de Turismo, operadores turísticos e associações de guias para entender as dinâmicas de visitação e desenvolver estratégias de turismo sustentável que integrem a informação sobre balneabilidade. Educação: Professores e pedagogos das redes de ensino fundamental e médio para o desenvolvimento e aplicação de atividades de educação ambiental que sejam adequadas aos diferentes níveis de ensino. Comunidade: Líderes comunitários, associações de moradores e a população em geral, cujos conhecimentos empíricos e observações cotidianas são fontes valiosas de informação e perspectivas, além de serem os principais beneficiários e parceiros na conservação. A colaboração interprofissional garantirá que os resultados do projeto sejam não apenas academicamente rigorosos, mas também socialmente relevantes e aplicáveis, facilitando a transição da pesquisa para a ação e a efetiva transformação social. A troca de experiências e conhecimentos entre profissionais de diferentes esferas enriquecerá o aprendizado de todos os envolvidos, especialmente dos estudantes, que terão a oportunidade de vivenciar a complexidade do mundo real e a importância do trabalho em equipe.
Este projeto de extensão é um exemplo da indissociabilidade entre Ensino, Pesquisa e Extensão, pilares que sustentam a missão da universidade pública. Todas as atividades propostas foram desenhadas para que esses três elementos se entrelacem de forma orgânica e se retroalimentem, potencializando os resultados e o impacto do projeto. Ensino: (i) Aprendizagem Ativa e Experiencial: Os estudantes, da graduação, são protagonistas no projeto. Eles não apenas aprendem sobre a teoria da qualidade da água e balneabilidade em sala de aula, mas aplicam esse conhecimento diretamente no campo e no laboratório. Participarão de todo o ciclo: desde o planejamento das coletas, passando pela execução das análises físico-químicas e microbiológicas, até a interpretação dos resultados e a elaboração de relatórios. (ii) Desenvolvimento de Habilidades Práticas: O projeto oferece um ambiente de aprendizado rico para o desenvolvimento de competências técnicas (manuseio de equipamentos, técnicas laboratoriais, geoprocessamento), metodológicas (planejamento de pesquisa, análise de dados), e transversais (trabalho em equipe, comunicação científica e pública, resolução de problemas reais, ética profissional). (iii) Complemento Curricular: Os dados e as discussões geradas pelo projeto servirão como material didático para disciplinas relacionadas à química ambiental, microbiologia, gestão de recursos hídricos e saúde pública, enriquecendo o currículo dos cursos envolvidos. Além disso, o projeto pode fomentar a elaboração de Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs). (iv) Formação Crítica e Cidadã: A exposição dos estudantes a problemas socioambientais reais e a interação com a comunidade local estimulam o pensamento crítico, a reflexão sobre o papel da ciência na sociedade e o desenvolvimento de um senso de responsabilidade social e ambiental. Pesquisa: (i) Geração de Conhecimento Científico: O monitoramento contínuo e sistemático da qualidade da água e balneabilidade nos balneários e na Cachoeira da Toca gerará um vasto banco de dados primários. Essa base de dados permitirá investigar padrões temporais e espaciais da qualidade da água, identificar potenciais fontes de contaminação e seus impactos, e analisar a eficácia de medidas de manejo. (ii) Base para Novas Indagações: A análise dos resultados pode suscitar novas perguntas de pesquisa, como a identificação de outros parâmetros de interesse, o estudo da biodiversidade aquática, a investigação de contaminantes emergentes ou a avaliação de impactos climáticos. (iii) Publicações e Difusão Acadêmica: Os dados coletados e as análises realizadas darão origem a artigos científicos em periódicos de impacto, apresentações em congressos nacionais e internacionais, e a formação de recursos humanos (iniciação científica, mestrado, doutorado), contribuindo para o avanço do conhecimento na área de saneamento ambiental e saúde pública. (iv) Metodologias Aprimoradas: A execução do projeto permitirá o refinamento de metodologias de coleta, análise e interpretação de dados, contribuindo para a melhoria das práticas de pesquisa e monitoramento ambiental. Extensão: (i) Retorno Social do Conhecimento: Os resultados das análises são traduzidos em informações claras e úteis para a população e os gestores, permitindo que a comunidade tome decisões informadas sobre o uso dos balneários e que os órgãos competentes atuem de forma mais eficaz na proteção ambiental e da saúde pública. (ii) Educação Ambiental e Conscientização: As ações educativas, palestras e materiais informativos buscam sensibilizar a população sobre a importância da preservação dos recursos hídricos, os riscos da contaminação e as práticas de uso sustentável dos balneários. (iii) Engajamento Comunitário: O projeto busca ativamente a participação da comunidade no processo, desde a identificação de problemas até a proposição de soluções, transformando-a em parceira e agente de mudança. (iv) Subsídio a Políticas Públicas: Os relatórios e recomendações científicas fornecidas pelo projeto permitirá que as prefeituras, órgãos ambientais e de turismo com informações cruciais para o planejamento e a implementação de políticas públicas que visem à proteção ambiental, ao saneamento e ao desenvolvimento turístico sustentável da região. Essa indissociabilidade garante que o projeto não seja apenas um exercício acadêmico, mas uma iniciativa com impacto real e transformador na sociedade, ao mesmo tempo em que enriquece a formação dos estudantes e avança o conhecimento científico.
A participação dos estudantes de graduação neste projeto de extensão é um dos seus pilares mais estratégicos, projetada para ir muito além do cumprimento de créditos, visando uma formação acadêmica robusta, ética e socialmente engajada, com um impacto significativo tanto no desenvolvimento individual dos graduandos quanto na transformação social da comunidade atendida. Este projeto tem como foco principal os alunos da disciplina Tratamento de Água e Efluentes do curso de Engenharia Química. Este projeto irá permitir que o aluno tenha uma vivencia fora da universidade, conhecendo os problemas da população local e contribuindo para a saúde e segurança hidrica da cidade. Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica: (i) Desenvolvimento de Competências Técnicas e Metodológicas: Os graduandos terão a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos adquiridos em sala de aula em um contexto prático. Eles serão treinados e atuarão ativamente na coleta de amostras em campo, na realização de medições in loco (temperatura, pH, OD, STD) e na execução de análises laboratoriais complexas (cor, turbidez, ânions por cromatografia, contagem de coliformes termotolerantes). Isso proporcionará o domínio de técnicas, equipamentos e protocolos, fundamentais para suas futuras carreiras em diversas áreas como engenharia, química, biologia e farmácia. (ii) Habilidades de Pesquisa e Análise Crítica: A participação na análise e interpretação dos dados, incluindo a comparação com a legislação vigente (CONAMA, DN COPAM/CERH-MG), desenvolverá a capacidade dos estudantes de elaborar hipóteses, validar resultados, identificar tendências e problemas, e formular conclusões embasadas cientificamente. Eles serão incentivados a discutir os desafios encontrados, como a variabilidade dos parâmetros ou a identificação de potenciais fontes de contaminação, aprimorando seu senso crítico e sua capacidade de resolução de problemas. (iii) Experiência Interdisciplinar e Interprofissional: Os graduandos trabalharão em equipes multidisciplinares, interagindo com colegas de diferentes cursos e professores de diversas áreas. Além disso, a colaboração com órgãos públicos e a comunidade proporcionará uma vivência interprofissional, ensinando-os a articular o conhecimento científico com as demandas sociais e as limitações práticas, preparando-os para atuar em ambientes complexos do mercado de trabalho. (iv) Habilidades de Comunicação e Divulgação Científica: Os estudantes serão envolvidos na preparação de apresentações, relatórios técnicos e materiais educativos, desenvolvendo suas capacidades de comunicação oral e escrita. A participação em eventos de educação ambiental e em encontros comunitários os capacitará a traduzir a linguagem científica para o público leigo, essencial para a popularização da ciência e para o engajamento social. (v) Formação Ética e Responsabilidade Social: A consciência sobre a importância do monitoramento da qualidade da água para a saúde pública e a sustentabilidade ambiental infundirá nos graduandos um forte senso de responsabilidade ética e social. Eles compreenderão o impacto direto de seu trabalho na vida das pessoas e no meio ambiente, consolidando valores de cidadania e compromisso com o bem-estar coletivo. (vi) Desenvolvimento de Liderança e Trabalho em Equipe: A estrutura do projeto incentivará a autonomia, a iniciativa e a liderança dos estudantes em diferentes tarefas, ao mesmo tempo em que reforçará a importância do trabalho colaborativo para o alcance dos objetivos comuns.
O projeto não apenas forma profissionais mais competentes e engajados, mas também gera um impacto social direto e positivo na comunidade: (i) Saúde Pública e Segurança dos Usuários: O monitoramento contínuo garante que os balneários mais frequentados de Diamantina e região tenham sua qualidade de água avaliada e divulgada, protegendo a saúde de milhares de moradores e turistas. Ao identificar potenciais riscos (como picos de coliformes termotolerantes ou variações anormais de pH), o projeto permite a tomada de ações preventivas ou corretivas imediatas pelas autoridades, prevenindo surtos de doenças de veiculação hídrica, conforme ressaltado pelo estudo de Silva et al. (2021). (ii) Conscientização e Empoderamento da Comunidade: As ações de educação ambiental e a interação dialógica informam e capacitam a população sobre a importância da água de qualidade, os riscos da poluição e as boas práticas de conservação. Isso fomenta uma mudança de comportamento coletivo em relação ao descarte de resíduos e ao uso consciente dos recursos naturais, transformando os cidadãos em fiscais e defensores ambientais. (iii) Subsídio a Políticas Públicas Eficazes: Os dados gerados pelo projeto fornecem evidências científicas robustas para a elaboração e revisão de políticas públicas relacionadas ao saneamento básico, gestão de recursos hídricos, turismo sustentável e saúde ambiental. O conhecimento produzido pela universidade se torna uma ferramenta estratégica para que os gestores tomem decisões mais acertadas e invistam em soluções que atendam às reais necessidades da população e do meio ambiente local. (iv) Desenvolvimento Sustentável e Turismo Responsável: Ao garantir a balneabilidade dos pontos de recreação, o projeto contribui para a sustentabilidade do turismo na região de Diamantina, que é Patrimônio Cultural da Humanidade. Um turismo que se apoia na beleza natural e na segurança dos balneários é mais resiliente e gera benefícios econômicos de longo prazo para a comunidade, sem comprometer os recursos naturais para as futuras gerações. (v) Fortalecimento da Imagem da UFVJM: A atuação da universidade em projetos de extensão com impacto social relevante fortalece sua imagem como instituição comprometida com o desenvolvimento regional, a produção de conhecimento aplicável e a formação de cidadãos conscientes e atuantes. A participação dos graduandos é uma via de mão dupla: os estudantes recebem uma formação acadêmica de excelência, com vivência prática e engajamento social, e, por sua vez, contribuem ativamente para a proteção da saúde pública, a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável da sociedade em que estão inseridos.
A divulgação dos resultados do projeto será realizada de forma abrangente e diversificada, visando atingir todos os públicos-alvo relevantes – da comunidade acadêmica aos moradores locais e órgãos governamentais. A estratégia de comunicação será adaptada para cada tipo de público, garantindo que as informações sejam compreendidas e acessíveis. Relatórios Técnicos e Anuais: Documentos detalhados contendo a metodologia, resultados das análises (físico-químicas, microbiológicas, ânions), comparações com a legislação, interpretação dos dados e recomendações. Público-alvo: Órgãos ambientais (IGAM, COPAM, IEF, Secretarias de Meio Ambiente), Secretarias de Saúde e Turismo, pesquisadores e gestores públicos. Disponibilização: Serão publicados no site da UFVJM, enviados diretamente aos órgãos competentes e disponibilizados em formato digital (PDF) para consulta pública. Publicações Científicas: Artigos em periódicos científicos revisados por pares e resumos/trabalhos completos em anais de congressos, simpósios e seminários nacionais e internacionais. Reuniões e Fóruns Comunitários: Encontros abertos, palestras e rodas de conversa nos municípios atendidos (Diamantina e região, especialmente Vila do Biribiri). Público-alvo: Moradores locais, associações comunitárias, visitantes e turistas. Apresentação dos resultados de balneabilidade de forma didática, com uso de recursos visuais (gráficos, fotos) e linguagem acessível, promovendo o diálogo e a troca de saberes. Periodicidade: Pelo menos um evento de educação ambiental por ano, como previsto nas metas. Mídias Digitais e Online: Website do Projeto/UFVJM: Criação de uma página dedicada ao projeto no site da UFVJM, com informações atualizadas sobre as campanhas de coleta, resultados de balneabilidade (com interface interativa, se possível), relatórios e materiais educativos. Redes Sociais: Publicações regulares em plataformas como Instagram, Facebook e YouTube, utilizando formatos engajadores (infográficos, vídeos curtos, posts com dicas) para atingir um público mais amplo e jovem do curso da engenharia química e ICT. Público-alvo: Público em geral, estudantes, turistas e comunidade local. Materiais Educativos e de Divulgação: Produção de folders, cartazes, panfletos, infográficos, cartilhas e vídeos curtos. Informações essenciais sobre a qualidade da água, a importância da preservação, riscos à saúde, dicas de uso consciente dos balneários e práticas sustentáveis. A distrubuição será feita em pontos estratégicos dos balneários, centros de informação turística, escolas, postos de saúde e eventos comunitários. Plataformas de Visualização de Dados (potencial): Desenvolvimento de um painel de controle (dashboard) online e interativo, que permita aos usuários visualizar os resultados dos parâmetros de balneabilidade ao longo do tempo e por localização. Público-alvo: Gestores, pesquisadores e público interessado em dados mais detalhados. Disponibilização: Link no website do projeto.
Público-alvo
Inclui turistas nacionais e internacionais, moradores de Diamantina e cidades vizinhas, estudantes, famílias e praticantes de ecoturismo e esportes de aventura. São os principais usuários diretos dos corpos hídricos monitorados e, portanto, os mais diretamente beneficiados pelas informações sobre a segurança da água para recreação. A informação transparente sobre a balneabilidade permite que façam escolhas conscientes e protejam sua saúde.
Moradores que utilizam os balneários para lazer ou consumo indireto da água (em atividades domésticas ou agrícolas próximas aos cursos d'água). Este público também é afetado indiretamente pela qualidade da água e pela preservação ambiental. Serão envolvidos em ações de conscientização e poderão colaborar com observações locais.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 720 h
- Tarde;
- Reuniões de planejamento da equipe (professores e bolsistas). - Formalização de parcerias institucionais. - Levantamento bibliográfico aprofundado. - Aquisição, calibração e verificação de materiais e equipamentos. - Recrutamento e seleção de 10 estudantes (graduação). - Treinamento teórico e prático inicial dos estudantes (legislação, protocolos de coleta e análise).
- Tarde;
*1ª Campanha de Coleta e Análise (Estação Seca):** Campo e laboratório - semanas seguidas no mesmo dia e horário Processamento e análise preliminar dos dados da 1ª campanha. Reuniões de acompanhamento da equipe. Início da elaboração do modelo de relatório técnico.
- Manhã;
- Tarde;
**2ª Campanha de Coleta e Análise (Transição/Início Chuva):** Campo e laboratório. Processamento e análise preliminar dos dados da 2ª campanha. Elaboração do Relatório Parcial 1 (consolidando as 2 primeiras campanhas). Início da criação de materiais de educação ambiental.
- Tarde;
Apresentação interna do Relatório Parcial 1 à equipe. Planejamento detalhado das ações de extensão e educação ambiental do Ano 2. Ajustes de metodologia de campo/laboratório com base na experiência inicial.
- Manhã;
- Tarde;
Recrutamento e treinamento de novos 10 estudantes. 3ª Campanha de Coleta e Análise (Estação Chuvosa): Campo e laboratório. Continuação da análise e interpretação dos dados acumulados.
- Manhã;
- Tarde;
4ª Campanha de Coleta e Análise (Estação Seca): Campo e laboratório. Início da elaboração de um plano de comunicação para a comunidade Suporte a estudantes em TCCs ou projetos de pesquisa relacionados.
- Manhã;
- Tarde;
Organização e realização do 1º Evento de Educação Ambiental: (palestra/workshop com a comunidade). 5ª Campanha de Coleta e Análise (Transição/Início Chuva): Campo e laboratório. Elaboração de rascunho do Relatório Parcial 2.
- Manhã;
Finalização e publicação do Relatório Parcial 2 (disponibilização externa). Preparação de resumo para submissão em congresso.
- Manhã;
- Tarde;
Recrutamento e treinamento de novos 10 estudantes. 6ª Campanha de Coleta e Análise (Estação Seca):** Campo e laboratório. Participação em congresso/evento científico (apresentação de resultados preliminares).
- Manhã;
- Tarde;
8ª Campanha de Coleta e Análise (Transição/Início Chuva): Campo e laboratório. Início da redação do 1º artigo científico com base nos dados dos primeiros anos. Criação de novos materiais educativos (ex: infográficos, vídeos curtos).
- Manhã;
- Tarde;
8ª Campanha de Coleta e Análise (Estação Chuvosa): Campo e laboratório. Organização e realização do **2º Evento de Educação Ambiental. Engajamento com mídia local para divulgação dos resultados.
- Tarde;
Finalização e publicação do Relatório Parcial 3. Submissão do 1º artigo científico a periódico revisado por pares.
- Manhã;
- Tarde;
Recrutamento e treinamento de novos 10 estudantes. 9ª Campanha de Coleta e Análise (Periodo transição): Campo e laboratório. Análise consolidada de todos os dados acumulados
- Manhã;
- Tarde;
9ª Campanha de Coleta e Análise:** Campo e laboratório. Início da redação do Relatório Final do Projeto.
- Manhã;
- Tarde;
10ª Campanha de Coleta e Análise (Estação Chuvosa): Campo e laboratório. Organização e realização do 3º Evento de Educação Ambiental Reuniões com órgãos parceiros para apresentação de resultados e discussões futuras.
- Manhã;
- Tarde;
- Finalização e ampla divulgação do Relatório Final do Projeto. - Avaliação de impacto do projeto e planejamento de ações futuras/continuidade. -Cerimônia de encerramento e agradecimento aos envolvidos.