Detalhes da ação

Ciclo de formação para agentes culturais de base comunitária do Pontão de Cultura Confluências: Formação e Educação Cultural nas Minas e Gerais da Organização Social Vokuim

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001627

Tipo da Ação

Curso/Oficina

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

02/03/2026

Data Fim

30/08/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

daniela luciana braga santiago teixeira

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Outros

Área Temática Principal

Cultura

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais e populares

Abrangência

Estadual

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Não


Redes Sociais

https://www.instagram.com/vokuim/

Membros

Tipo de Membro Externo
Carga Horária 18 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 18 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 18 h
Resumo

Articular organizações sociais comunitárias das regiões de Almenara, Teófilo Otoni e Pedra Azul, nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, por meio de formações em três eixos: Diversidade Cultural e ODSs; Cultura e Educação Popular; Cidadania e Política de Cultura Viva. Realizar levantamento e registro de práticas culturais, ampliando o número de coletivos no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura e fortalecendo o acesso às políticas culturais.


Palavras-chave

Cultura Viva, Educação Popular, Cidadania, Direitos Culturais, Territórios Vivos


Introdução

O projeto “Ciclo de Formação para Agentes Culturais de Base Comunitária do Pontão de Cultura Confluências: Formação e Educação Cultural nas Minas e Gerais”, realizado pela Organização Social Vokuim em parceria com a UFVJM, nasce da necessidade de fortalecer a atuação cultural nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, territórios historicamente marcados por desigualdades socioeconômicas, mas profundamente ricos em diversidade cultural, saberes tradicionais e práticas comunitárias.Embora a região concentre expressivas manifestações culturais populares e tradicionais, observa-se baixo acesso aos recursos públicos destinados às políticas culturais, especialmente no âmbito da Política Nacional de Cultura Viva, da PNAB e de outros mecanismos estaduais e federais. Tal cenário evidencia a necessidade de articulação, mobilização e formação continuada dos agentes culturais, de modo a ampliar sua capacidade de organização, incidência política e acesso a direitos culturais.Nesse contexto, o Ciclo de Formação propõe um percurso estruturado em três eixos integrados — Cultura como Direito e Políticas Culturais; Diversidade, Sustentabilidade e Gestão Cultural; e Artes e Pedagogias do Nosso Chão — articulando oficinas, rodas de conversa e momentos formativos híbridos. A proposta alia fundamentação teórica, baseada na educação popular e nas epistemologias do território, com estratégias práticas de mobilização e fortalecimento institucional dos coletivos.A parceria com a UFVJM assegura a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, promovendo interação dialógica entre universidade e sociedade, valorizando saberes comunitários e contribuindo para a formação crítica de estudantes e agentes culturais. O projeto pretende fortalecer a Rede de Pontos de Cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, ampliar o número de organizações inscritas no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura e fomentar o reconhecimento e a salvaguarda dos patrimônios culturais locais.Assim, a Formação UFVJM configura-se como uma ação estratégica de base territorial, comprometida com os direitos culturais, a cidadania ativa e a construção de territórios vivos, onde cultura, educação e mobilização popular se entrelaçam como caminhos de transformação social.


Justificativa

Os Vales do Jequitinhonha e Mucuri foram reconhecidos ao longo de muitos anos pelos poderes públicos como uma área de baixa renda e situação de extrema pobreza, o que impôs à região a alcunha de “vale da fome”.Nos últimos anos, com a proposta de criação de um “vale do lítio”, houve um esforço do poder público para alterar essa visão, com investimentos em propaganda voltada ao convencimento das comunidades tradicionais sobre os benefícios da implantação de um distrito industrial baseado na mineração de lítio.A convivência entre a imensa reserva e extração de lítio e outros metais e os desafios de superação da pobreza é permeada por debates sobre a preservação dos modos tradicionais de plantar e colher, a proteção dos patrimônios ambientais e a valorização da cultura local, guiada por mestres e mestras de saberes ancestrais.Em reunião de escuta realizada em 10 de janeiro de 2025 (disponível em: https://www.youtube.com/live/4cfCjZd9_vk?si=HjM7omYBzQZxIWtL), em preparação para a PNAB 2025, a SECULT apresentou mapas referentes ao acesso aos recursos das políticas culturais nos últimos anos.Referência ao Quadro 1 – Acesso aos recursos da Lei Aldir Blanc (LAB 1), 2020–2021:Os dados indicam concentração de recursos nas regiões central e metropolitana do estado, com baixo alcance nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.Referência ao Mapa – Acesso aos recursos da Lei Paulo Gustavo (LPG), 2023–2024:Observa-se redução ainda maior no acesso aos recursos por parte dos municípios dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.Referência ao Mapa – Acesso aos recursos do Fundo Estadual de Cultura, 2024:Mantém-se a mesma lógica de concentração regional dos investimentos, com baixa incidência de recursos destinados aos Vales.Esses dados evidenciam diferentes demandas regionais para os agentes culturais, que podem ser sistematizadas da seguinte forma:baixo acesso a recursos públicos para cultura > alta diversidade cultural na região > pouca articulação e mobilização entre agentes culturais > necessidade de formação específica.Para responder a essas demandas, este Pontão busca dar visibilidade aos grupos culturais, promover articulação e mobilização regional e contribuir para a formação dos agentes culturais, fortalecendo sua capacidade de acesso às políticas públicas.Quanto ao paradoxo entre o baixo acesso a recursos e a expressiva diversidade cultural existente na região, destacam-se diversas obras bibliográficas que evidenciam essa riqueza cultural:SABINO, Fernando. Vale do Jequitinhonha. São Paulo: AC&M, 1984.VAN DER POEL, Francisco. Os homens da dança: religiosidade popular e catequese. São Paulo: Paulinas, 1986.VAN DER POEL, Francisco. Bibliografia do Jequitinhonha e outras coisas de lá. Belo Horizonte: Imprensa Oficial de Minas Gerais, 1986.MARQUES, Maria Lira; VALE. Vozes e visões: a arte universal do Jequitinhonha. Belo Horizonte: Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, 2006.NOGUEIRA, Maria das Dores Pimentel (org.). Vale do Jequitinhonha: cultura e desenvolvimento. Belo Horizonte: UFMG/PROEX, 2012.VAN DER POEL, Francisco. Dicionário da Religiosidade Popular. Curitiba: Nossa Cultura, 2013.ANTUNES, Carolina. Dicionário do Dialeto Rural no Vale do Jequitinhonha – Minas Gerais. Belo Horizonte: UFMG, 2013.SCHMIDT, Paulo (org.). Arte no Vale do Jequitinhonha. Belo Horizonte: EdUEMG, 2016.FOGAÇA, Sérgio; SYDOW, Evanize. Quilombos do Vale do Jequitinhonha: música e memória. São Paulo: Nota Musical Comunicação, 2017.RUAS, Aline Gomes; FIGUEIRÓ, Lori. Benzedeiras do Jequitinhonha. Agreste Editorial, 2024.Essas obras evidenciam a imensa diversidade cultural presente nessa região de Minas Gerais. Pensar a mineiridade como elemento de identidade é reconhecer a pluralidade preservada em seus vales, rios e montanhas. Este projeto busca fortalecer essa diversidade, articulando uma rede de agentes culturais que enfrentam desafios semelhantes e que desejam construir soluções por meio da cultura e da mobilização popular.


Objetivos

Geral Articular organizações sociais de base comunitária situadas nas regiões imediatas de Almenara, Teófilo Otoni e Pedra Azul, nos vales do Jequitinhonha e Mucuri; por meio de levantamento de informações, registro de práticas e ações de mobilização e formação. Específicos 1. Levantar e registrar informações sobre coletivos e organizações sociais que tenham afinidade com a Política Nacional de Cultura Viva nas regiões imediatas de Almenara, Teófilo Otoni e Pedra Azul. Este objetivo específico atende ao objetivo “a) promover a articulação entre os pontos de cultura” e ao objetivo “f) realizar, de forma participativa, levantamento de informações sobre equipamentos, produtos e serviços culturais locais, para dinamizar atuação integrada com os circuitos culturais que os pontos de cultura mobilizam” do Pontão de Cultura, conforme Art. 6º, inciso II da Lei 13.018/2014); 2. Mobilizar e fortalecer a diversidade cultural brasileira por meio da inscrição no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura por instituições presentes em pelo menos 60% dos municípios presentes na abrangência geográfica do projeto (30 dos 48 municípios indicados). Este objetivo específico atende ao objetivo “e) atuar em regiões com pouca densidade de pontos de cultura para reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos grupos e instituições locais” do Pontão de Cultura, conforme Art. 6º, inciso II da Lei 13.018/2014. 3. Formar agentes culturais residentes no território de abrangência do projeto sobre direitos e políticas culturais; gestão de projetos culturais e acesso a recursos para ações culturais. Este objetivo específico atende ao objetivo b) formar redes de capacitação e de mobilização” do Pontão de Cultura, conforme Art. 6º, inciso II da Lei 13.018/2014; 4. Ampliar o número de agentes culturais representantes de pontos de cultura na Rede de Pontos de Cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Este objetivo específico a atende ao objetivo b) formar redes de capacitação e de mobilização” e ao objeto “a) promover a articulação entre os pontos de cultura; do Pontão de Cultura, conforme Art. 6º, inciso II da Lei 13.018/2014; 5. Realizar encontro de articulação com organizações envolvidas na tecelagem tradicional no Vale do Jequitinhonha que desejem pleitear o registro e a salvaguarda dos saberes e modos de fazer desse ofício como patrimônio imaterial estadual com o apoio da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. 6. Ampliar o acesso aos recursos da PNAB e outras políticas culturais na região. Este objetivo específico atende ao objetivo d) desenvolver, acompanhar e articular atividades culturais em parceria com as redes temáticas de cidadania e de diversidade cultural e/ou com os pontos de cultura do Pontão de Cultura, conforme Art. 6º, inciso II da Lei 13.018/2014. 7. Contribuir para a formação dos agentes culturais do Estado de Minas Gerais: 8. Promover e fomentar o acesso aos meios de produção, formação, fruição e difusão cultural e o reconhecimento da diversidade cultural brasileira e para o fortalecimento da gestão da Política Nacional de Cultura Viva; 9. Promover ações que estimulam a convivência e o diálogo plural, a prática da interculturalidade, o respeito aos direitos individuais e coletivos, a proteção e o reconhecimento da diversidade étnica, de raça e gênero;


Metas

META 1 - FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO CULTURAL - Formação para integrantes de Pontos de Cultura e grupos culturais de base comunitária não certificados como Pontos de Cultura por meio de módulos de formação em formato híbrido (presenciais e à distância), articulando oficinas online; lives informativas; rodas de conversa e cursos de formação. META 2 - ARTICULAÇÃO E MOBILIZAÇÃO DE REDES Estratégias e ações que desenvolvam, acompanhem e articulem atividades culturais, em parceria com as redes regionais, identitárias e temáticas de pontos de cultura e outras redes temáticas, que se destinam à mobilização, à troca de experiências, ao desenvolvimento de ações conjuntas com governos locais e à articulação entre os diferentes Pontos de Cultura, que poderão se agrupar em nível estadual e/ou regional ou por áreas temáticas de interesse comum. META 3 - REGISTRO E DIVULGAÇÃO - Desenvolvimento de estratégias de divulgação para ampliar o alcance das ações culturais, utilizando, por exemplo, materiais impressos, cartazes, faixas, redes sociais, sites, mídia local, entre outros meios de comunicação, além do estabelecimento de parcerias com veículos de comunicação, órgãos públicos, instituições culturais e outros atores locais para potencializar a divulgação das atividades culturais realizadas. Criação de mecanismos para o registro e documentação das atividades realizadas, como produção de relatórios, fotos, vídeos, áudios, entre outros.


Metodologia

O Ciclo de formação será desenvolvido em módulos com oficinas, aulas e rodas de conversa, com possibilidades de atendimento de até 20 pessoas por atividade.


Referências Bibliográficas

Livro: A terra dá, a terra quer de Antônio Bispo Livro: Comunicação e Cultura de Paulo Freire Livro: Pedagogia do Oprimido de Paulo Freire Livro: Pedagogia da Autonomia de Paulo Freire Livro: Ensinamento e Pensamento Crítico de Bell Hooks Antônio Bispo: entrevista Revista Entrerios Cadernos selvagens: https://selvagemciclo.com.br/cadernos/ Livro: A Dimensão Pedagógica e Cultural de Agostinho da Silva de Amélia Claudina dos Santos Livro: o estatuto contracolonial da humanidade de Luiz Eustaqueo Soares Livro: Pequeno manual antirracista de Djamila Ribeiro Livro: A vida não é útil de Ailton Krenak Livro: Se quiser mudar o mundo de Sabrina Fernandes Livro: Colonização, Quilombos – Modos e Significados de Antônio Bispo Livros: Abordagem Triangular nas Artes e nas Culturas Visuais Livro: Ação cultural para a liberdade e outros escritos Livro: Por um feminismo afro-latino-americano Livro: Ideias para adiar o fim do mundo Livro: CH’IXINAKAX UTXIWA: Uma reflexão sobre práticas e discursos Mapeamento e diagnóstico da Rede Mineira de Pontos de Cultura; Livro Visões e Vivências Latino-americanas do Cultura Viva; Livro Cultura Viva Comunitária em Pontos; Ponto de Cultura - o Brasil de Baixo para Cima; Banco de dissertações e tese sobre Pontos de Cultura disponível no site da Rede Mineira de Pontos de Cultura; Publicações sobre o Cultura Viva do MinC disponíveis no site da Fundação Casa de Rui Barbosa. Sala de reuniões online com recursos para registro de presença, interação por chat e organização de discussões; Livro Visões e Vivências Latino-americanas do Cultura Viva; Livro Cultura Viva Comunitária em Pontos; Ponto de Cultura - o Brasil de Baixo para Cima; Banco de dissertações e tese sobre Pontos de Cultura disponível no site da Rede Mineira de Pontos de Cultura; Publicações sobre o Cultura Viva do MinC disponíveis no site da Fundação Casa de Rui Barbosa. Federalismo e políticas culturais no Brasil. Alexandre Barbalho, José Márcio Barros & Lia Calabre (orgs.). 2013. EDUFBA.; Pensar e Agir com a Cultural: desafios da gestão cultural. José Márcio Barros e José Oliveira Jr (Org.). 2011. Editora: Observatório da Diversidade Cultural; Dimensões e Desafios para a Diversidade Cultural. Paulo Miguez, José Márcio Barros, Giuliana Kauark (Orgs). 2014. EDUFBA; Gestão Cultural e Diversidade [recurso eletrônico] : do Pensar ao Agir – José Márcio Barros, Jocastra Holanda Bezerra (organizadores). Belo Horizonte : EdUEMG, 2018; Diversidade cultural e desenvolvimento sustentável [livro eletrônico] / organização José Márcio Barros. — 1. ed. — Belo Horizonte, MG : Observatório da Diversidade Cultural, 2020.; Diversidade, sustentabilidade e políticas [livro eletrônico] / organização Gisele Dupin; José Márcio Barros. — 1. ed. – Belo Horizonte, MG: Observatório da Diversidade Cultural, 2021.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A proposta da Vokuim dialoga com a UFVJM que demonstra um forte compromisso com a interação dialógica em seus projetos de extensão superando a visão de que o conhecimento flui apenas da academia para a sociedade. Em ações, como as de educação em saúde, a UFVJM visa uma "interação dialógica aprazível e equânime", estabelecendo uma aliança com atores não universitários, reconhecendo e valorizando o saber popular e comunitário.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A Formação proposta incorpora esses conceitos em suas atividades. Os Pontos de Cultura atuam de forma interdisciplinar e interprofissional com foco na diversidade, promovendo uma visão ampliada dos problemas sociais. Esse projeto de formação cultural valoriza a articulação de diferentes saberes, o que é essencial ao lidar com a diversidade da cultura e dos grupos culturais de base comunitária.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

Esta formação está em consonância com a indissociabilidade entre ensino – pesquisa e extensão já que o projeto faz uma busca ativa de público, oferece a formação e o conhecimento gerado na pesquisa é aplicado na extensão (interagindo com a comunidade) e, simultaneamente, serve de base para o aprendizado dos alunos no ensino. A parceria com a UFVJM garante que a formação oferecida aos agentes culturais não seja apenas prática, mas também fundamentada em pesquisa sobre a realidade local.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A participação dos estudantes nessa formação permite melhor compreensão da Política de Cultura Viva e da realidade sociocultural dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri promovendo um ensino amplo, um forte compromisso ético com o território e o desenvolvimento de uma cidadania ativa. Para os estudantes que participarem da sua ação formativa, essa vivência com a cultura de base comunitária do Vale do Jequitinhonha e Mucuri será um diferencial significativo em sua formação acadêmica e profissional.


Impacto e Transformação Social

Fortalecimento da Rede de Pontos de Cultura dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri – a Rede Mineira de Pontos de Cultura está organizada em 13 regiões, entre elas a Rede dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Atualmente há 25 pontos de cultura no Grupo de Articulação da região. Ao final do projeto esperamos que em pelo menos 60% (30 municípios em média) dos municípios atendidos haja um ponto de cultura inscrito no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura. Isso representará um acréscimo de mais de 200% no número de Pontos de Cultura inscritos nesta região. Conforme o levantamento no quadro acima, atualmente só há 13 pontos certificados na região de abrangência desse projeto.Ampliação do acesso a recursos públicos para as políticas culturais na região, por meio da formação de agentes culturais e fortalecimento de instituições de base comunitária.Articulação de grupos ligados à tecelagem tradicional no Vale do Jequitinhonha com o objetivo de requerer o registro e a salvaguarda dos saberes e modos de fazer desse ofício como patrimônio imaterial de Minas Gerais.


Divulgação

Site da UFVJM e da OSC Vokuim, Instagram e Facebook da Vokuim, grupos de Whats do projeto


Informações Complementares

A Vokuim é uma entidade civil, sem fins lucrativos, que atua há 20 anos no desenvolvimento do Baixo Jequitinhonha, em especial no Município de Rubim onde está sediada, por meio de ações culturais contínuas e comprometidas com a educação para a cidadania e a transformação social. Ao longo de seus vinte anos, a Vokuim colaborou para a formação cultural de mais de 15.000 pessoas, em suas oficinas de musicalização. Ao mesmo tempo, a organização expandiu sua atuação para além do município de Rubim/MG para fortalecer iniciativas cidadãs como a Rede Mineira de Pontos de Cultura e a Rede Mineira de Artesanato. Essas ações objetivam o desenvolvimento de redes de apoio à superação da fome e da violência. Para realizar sua missão e promover o desenvolvimento humano, garantindo ao público mais vulnerável o acesso à educação popular, à produção e à fruição cultural, para fortalecer a preservação da memória, do patrimônio cultural e do meio ambiente no território do Vale do Jequitinhonha; a instituição sempre se pautou pelo trabalho de base territorial. Assim, uniu-se a redes de organizações e grupos populares, participando ativamente do debate sobre políticas públicas em âmbito municipal, estadual e federal. Por exemplo, em 2009 a Vokuim foi reconhecida como Ponto de Cultura. Suas ações priorizam a memória a cultura local, a preservação e valorização de práticas culturais comunitárias como a Folia de Reis. Em 2014 a Vokuim produziu o documentário "Os meninos e o boi" que apresenta a Folia de Reis, os personagens e a brincadeira do Boi de Janeiro da cidade de Rubim/MG, por meio de imagens e depoimentos de membros das duas folias da cidade, com 30’ de duração. O lançamento teve a participação de cerca de 1000 pessoas e, após o lançamento, em praça pública tivemos o Show de Rubinho do Vale. O documentário foi exibido na TV Cultura e BBC e pode ser visto no canal do YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=C8pyY8dE6Kg) o documentário alcançou 5.775 visualizações desde 2 de jun. de 2014. À época foi produzido um encarte caixa box com o DVD que foi distribuído gratuitamente. Em 2015 a Vokuim publicou o livro Folias da cultura: memória de percurso, um relato sobre as atividades desenvolvidas no Ponto de Cultura, sobre a criação da entidade e narrativas da comunidade sobre a história da formação da cidade. Ao participar da Rede Mineira de Pontos de Cultura, a Vokuim também participou de encontros como a Teia Estadual, em 2011 e outras, como aquelas sediadas em Belo Horizonte (2013), Paracatu (2015) e Itabirito (2019), além da Teia Nacional em Fortaleza/CE (2010) e em Natal/RN (2014). As atividades da Rede Mineira de Pontos de Cultura permitiram à Vokuim criar relações com diversos grupos de cultura popular e tradicional, desenvolvendo seu trabalho em rede, com trocas estéticas e políticas. A Vokuim também é membro da Comissão Mineira de Folclore, uma organização que pesquisa e acompanha o desenvolvimento de atividades de cultura popular em todo o Estado de Minas Gerais. Inspirada no trabalho realizado no Ponto de Cultura, a coordenadora da Vokuim escreveu a dissertação: O boi de janeiro na folia de reis dos coquis: relações (im)possíveis com as práticas escolares. A dissertação está disponível no banco de dissertações da UESB/BA. A Vokuim integra coletivos e comissões que desenvolvem ações e articulações em favor da cultura popular no Brasil, como a Comissão Mineira de Pontos de Cultura, a Comissão Nacional de Pontos de Cultura e o Comitê Mineiro da Lei Paulo Gustavo. A Vokuim já colaborou na realização de eventos de caráter estadual como os Fóruns de Pontos de Cultura de Minas Gerais, o Fórum Mineiro de Reinados e Congados (2022) e o Fórum da Mulher no Jequitinhonha (realizado a cada dois anos). É Membro da Rede do Fórum de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres e integrou a Rede de Patrimônio Criativo e Colaborativo criada pela AIC (Agência de Iniciativas Cidadãs) que formou, em 2023, 30 jovens e adolescentes em duas frentes: a de Educação Patrimonial e Educomunicação. Em 2023, foi certificada como Ponto de Memória. Também em 2023, a Vokuim passou a integrar a Rede de Núcleos Museu da Pessoa. Em 2024 a Vokuim realizou o evento “Cortejo da Cultura: reconstrução pela base”, um projeto de emenda parlamentar com recursos da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura. O evento foi realizado em Itaúna, entre os dias 08 e 11 de agosto, com a participação de mestres de cultura popular e agentes de cultura das 13 regiões intermediárias de Minas Gerais. O evento contou com a presença de representantes do Ministério da Cultura, da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo e permitiu a realização do IX Fórum da Rede Mineira de Pontos de Cultura. Em 2023 foi selecionada pelo Edital MINC Nº 5, de 8 de agosto de 2023 Programa Olhos D’Água Escolas Livres de Formação em Arte e Cultura que apoia a manutenção das aulas de musicalização (canto coral, flauta doce e banda) além de aulas de artes visuais, livro e leitura, iniciação à dança, capoeira, para crianças e adolescentes e cultura digital para mulheres e jovens na sede da organização. A Vokuim foi selecionada pelo Edital de seleção pública MINC 8, de 31 de agosto de 2023 – Edital de premiação cultura viva – Sérgio Mamberti - A política de base comunitária reconstruindo o Brasil pela relevante contribuição à diversidade cultural do país. De tal modo, a Vokuim tem uma prática histórica de mobilização em favor do protagonismo da sociedade civil organizada em rede e em diálogo com diferentes instâncias governamentais. Durante os anos de 2020 a 2023, representantes da Vokuim atuaram diretamente para a efetivação das Leis Aldir Blanc e Paulo Gustavo, realizando rodas de conversa, participando de audiências e encontros virtuais em vista da aprovação, regulamentação e aplicação dessas leis. Os dados sobre a contribuição do setor de economia criativa não deixam dúvida de como as áreas da cultura podem colaborar para desenvolvimento do país, no entanto, a contribuição para o bem-viver efetivado pelos grupos e organizações de cultura popular ainda carece de debate e de mensuração. A experiência de base comunitária da Vokuim permitiu o desenvolvimento e o fortalecimento de grupos e agentes culturais na base. Pelos relevantes serviços prestados à comunidade ao longo de sua história, a Vokuim foi reconhecida como Organização de Utilidade Pública Estadual pela Lei n° 16.196 de 23 de junho de 2006, e de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº 928/2003. Entre as atividades realizadas ao longo de nossa história, destacamos:A Vokuim criou uma Escola Livre de Música e Cultura que musicaliza crianças a partir de 7 anos. Em 2016 criou a Banda Jovem Idelbrando Santana, que atualmente conta com 35 alunas/alunos membros que recebem formação continuada duas vezes por semana e um sábado de prática coletiva por mês. A Banda se apresenta em praças, escolas, clubes, festivais e feiras no município de Rubim, distrito de Itapiru e no município de Almenara, ao longo de seus 7 anos a Banda já se apresentou mais 25 vezes, incluindo o evento Festa de Agosto do SESC e Festival de Arte e Cultura do MST. No Saguão da Cemig em Belo Horizonte em novembro de 2023. Participou de um intercâmbio musical em Belo Horizonte, assistiram à apresentação da Big Band da UEMG no Parque Escola Cariúnas,Novas Esquinas da Cefart no Palácio das Artes e ao Concerto Harmonias Negras com a Banda Carlos Gomes no CENARAB. A Banda é formada por crianças, adolescentes e jovens, que fazem iniciação musical na oficina de flauta doce.Por ocasião da pandemia, a Organização foi selecionada por um edital do Programa Itaú Social, sendo a única entidade selecionada da região Sudeste, e desenvolveu um Plano de Intervenção que incluiu as diversidades das crianças e adolescentes do território, especialmente, as PCDs, nas atividades regulares da entidade. O desenvolvimento deste Plano criou uma relação mais próxima com a comunidade e fortaleceu as ações em rede para atender às múltiplas diversidades: meninas, meninos, pessoas com deficiência - PCDs, física e/ou intelectual, negros, LGBTQIA+. Propôs debates, discussões e oficinas com o tema diversidade e deficiências envolvendo as escolas e outras instituições que atuam com crianças e adolescentes. Garantiu a continuidade das atividades já existentes e realizadas pela instituição. Incluiu, prioritariamente, meninas que sofreram violência sexual. Desenvolveu um trabalho preventivo e orientador para as situações de preconceito, exclusão, trabalho e abuso infantil que foram des-silenciadas e divulgadas no território. Em razão da demanda, o Plano de Intervenção foi estendido aos alunos e alunas do Assentamento Jerusalém, que fica a 15 km da cidade, no município de Rubim, , atendendo 25 crianças e adolescentes do Assentamento e colaborando para o acesso ao livro e à leitura, no período em que as aulas escolares estavam suspensas. Produziu a Série Raízes: realizada em 2021 com recursos da Lei Aldir Blanc, a websérie documental contou a história de mestres do ofício da região do Jequitinhonha.Premiou 21 artistas por meio de edital com o objetivo de registrar seus ofícios e saberes relacionados ao artesanato com ferro, cipó, madeira, além de músicos, artesãos e poetas. Os mestres tiveram sua história registrada e receberam premiação em dinheiro para ajudá-los no período de emergência social. A série está disponível em: https://www.vokuim.org.br/raizes. Criação e manutenção do projeto Bibliofolias: uma biblioteca que promove a leitura entre os participantes das oficinas realizadas na Vokuim e na comunidade. Este projeto promoveu manteve por 2 anos 10 pontos de leitura na comunidade, uma iniciativa para aproximar o livro da população. A cada 2 meses em cada ponto de leitura, se promovia uma roda de contação de histórias com cantoria e um lanche comunitário para engajar o empréstimo de livro. Em 2021, a Vokuim lançou edital de concessão de bolsa de pesquisa de criação artística a agentes e coletivos culturais, com recursos da Lei Aldir Blanc. A bolsa foi concedida a projeto de pesquisa sobre a formação da Rede Mineira de Pontos de Cultura. O texto está disponível em: https://www.vokuim.org.br/c%C3%B3pia-editais .Com a proposta de um Pontão Temático em que essas perspetivas possam ser discutidas, ampliadas e fortalecidas a Vokuim pretende colaborar com o alcance das metas do Plano Nacional de Cultura e a implementação do Sistema Nacional e Cultura por meio do fortalecimento do grupo temático de Formação e Educação Cultural, no qual as ações da entidade se circunscrevem.


Caracterização do Curso ou Oficina

Tipo de Curso/Oficina

Treinamento e qualificação profissional

Carga Horária Total

18

Conteúdo Programático

O curso aborda a Política Nacional de Cultura Viva, Pontos e Pontões de Cultura, Cadastro Nacional e Sistema Nacional de Cultura, compreendendo a cultura como direito constitucional; trata de identidade e diversidade cultural, Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), patrimônio imaterial e registro de bens culturais; desenvolve conteúdos sobre gestão de coletivos, sustentabilidade institucional, editais e elaboração de projetos; e articula cultura e educação popular, identidades territoriais, perspectivas decoloniais e estratégias de mobilização em rede.

Atividades Específicas

Realização de oficinas online síncronas (2h) com atividades complementares assíncronas (1h);Realização de rodas de conversa online (3h) para debate e troca de experiências;Aula expositiva-dialogada sobre Sistema Nacional de Cultura e municipalização;Oficina sobre Cultura como Direito e Políticas Culturais;Oficina sobre Identidades, Diversidade Cultural e ODS;Oficina presencial sobre patrimônio imaterial e registro de bens culturais;Oficina sobre gestão sustentável de coletivos e organizações culturais;Oficina sobre editais e mecanismos de incentivo cultural;Oficina prática de elaboração de projetos culturais;Orientação para inscrição no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura;Articulação com a Rede Mineira de Pontos de Cultura;Registro das atividades (listas de presença, relatórios, registros audiovisuais);Produção de materiais de apoio e conteúdos formativos.

Estratégias de avaliação da aprendizagem dos cursistas

A avaliação será de caráter processual, formativo e participativo, considerando o envolvimento contínuo dos cursistas ao longo do ciclo de formação. Serão adotados os seguintes critérios e instrumentos:Frequência mínima nas atividades síncronas;Participação qualitativa nas aulas, oficinas e rodas de conversa;Realização das atividades propostas (escritas, reflexivas e/ou artísticas); Elaboração de esboço ou proposta de projeto cultural;Aplicação prática dos conteúdos na organização e mobilização territorial, especialmente no processo de inscrição no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura. A avaliação priorizará a capacidade de compreensão crítica dos conteúdos, a articulação entre teoria e prática e o fortalecimento da atuação cultural no território.

Estratégias para avaliação da realização do curso

Participação nas aulas online Elaboração de atividades escritas e artísticas sobre o conteúdo trabalhado

Público-alvo

Descrição

Organizações sociais e coletivos de base comunitária que sejam pontos de cultura ou tenham as características de pontos de cultura e estejam situados nos 48 municípios das regiões imediatas de Almenara, Teófilo Otoni e Pedra Azul. Entre essas organizações contam-se agentes culturais relacionados ao artesanato, à cultura popular e tradicional que desenvolvem atividades de criação, circulação e intercâmbio cultural no estado e no país. O Pontão irá atender principalmente as organizações com ações focadas em cultura, compreendida de forma ampla, pois há casos em que grupos voltados para a assistência social ou educação, por exemplo, exercem um importante papel como indutores de políticas públicas de cultura.

Municípios Atendidos

Município

Águas Vermelhas - MG

Município

Almenara - MG

Município

Ataléia - MG

Município

Bandeira - MG

Município

Cachoeira de Pajeú - MG

Município

Campanário - MG

Município

Caraí - MG

Município

Carlos Chagas - MG

Município

Catuji - MG

Município

Comercinho - MG

Município

Divisa Alegre - MG

Município

Divisópolis - MG

Município

Felisburgo - MG

Município

Franciscópolis - MG

Município

Frei Gaspar - MG

Município

Itaipé - MG

Município

Itambacuri - MG

Município

Itaobim - MG

Município

Jacinto - MG

Município

Jequitinhonha - MG

Município

Joaíma - MG

Município

Ladainha - MG

Município

Malacacheta - MG

Município

Mata Verde - MG

Município

Medina - MG

Município

Monte Formoso - MG

Município

Nanuque - MG

Município

Jordânia - MG

Município

Nova Módica - MG

Município

Novo Cruzeiro - MG

Município

Novo Oriente de Minas - MG

Município

Ouro Verde de Minas - MG

Município

Padre Paraíso - MG

Município

Palmópolis - MG

Município

Pavão - MG

Município

Pedra Azul - MG

Município

Pescador - MG

Município

Ponto dos Volantes - MG

Município

Poté - MG

Município

Rio do Prado - MG

Município

Rubim - MG

Município

Salto da Divisa - MG

Município

Santo Antônio do Jacinto - MG

Município

São José do Divino - MG

Município

Serra dos Aimorés - MG

Município

Setubinha - MG

Município

Teófilo Otoni - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

Mucury Cultural - Teófilo Otoni Instituto Bateia - Diamantina Tecelagem Roça Grande - Berilo Trupe de Truões - Uberlândia Tambores do Mucuri – Teófilo Otoni Tingui – Francisco Badaró Observatório da Diversidade Cultural – Belo Horizonte IFNMG - Almenara

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 18 h

Carga Horária 18 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Temas das ações de formação/capacitação Tema1: Política Nacional de Cultura Viva Ementa: Apresentar a Política Nacional de Cultura Viva e como ela pode incluir e ser uma plataforma de articulação e visibilidade para grupos e agentes de base comunitária. Ao final do ciclo de formação os grupos serão encaminhados para a inscrição no Cadastro Nacional de Pontos e Pontões de Cultura incluem a articulação com a Rede Mineira de Pontos de Cultura. Tema 2: Formação sobre direitos e políticas culturais, diversidade, sustentabilidade e gestão de organizações sociais e coletivos culturais Ementa: Apresentar conceitos relacionados aos direitos culturais no Brasil e seu histórico articulado com o desenvolvimento da Política Nacional de Cultura Viva. Esse panorama histórico e contextual facilitará a compreensão da cultura como dado antropológico e como um direito assegurado na Constituição Federal. Com essa base conceitual será possível tratar sobre as relações entre identidades e diversidade cultural e sua importância assegurada por diversas leis. Com a consciência da valorização de suas identidades culturais os agentes serão motivados a conhecer estratégias de sustentabilidade de suas ações e de promoção do patrimônio cultural ao qual estão associados. Ao final do ciclo de formação serão apresentadas estratégias para acesso a recursos públicos e perspectivas de organização social que incluem a articulação com a Rede Mineira de Pontos de Cultura. Modulo 1: Cultura como direito e as Políticas Culturais Oficina: Oficina online de formação cultural como direito 3h Aula: Aula online sobre o Sistema Nacional de Cultura e sua municipalização 3h Módulo 2: Identidades, diversidade cultural e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável Oficina 1: Oficina online de formação identidades, diversidade cultural e os ODS 3h Oficina 2: Oficina presencial sobre o patrimônio imaterial e registro de bens culturais em nível estadual 3h Módulo 3: Gestão cultural sustentável Oficina 1: Oficina online sobre gestão sustentável de coletivos e organizações culturais 6h Oficina 2: Oficina online sobre editais e mecanismos de incentivo cultural 4h Oficina 3: Oficina online de elaboração de projetos culturais 4h Tema 3: Artes e Pedagogias do nosso chão Ementa: Um pensamento hegemônico oriundo do norte global tem definido estéticas e também pedagogias canônicas, supostamente reprodutíveis em qualquer solo. No entanto, a imposição desses fazeres artísticos e processos educativos não conectados com os chãos de onde viemos evidenciam a contradição que vulnerabiliza maiorias e privilegia minorias. Fazer frente a essa desconexão, contradição ou desenraizamentos passa, necessariamente, por revisitarmos as artes e pedagogias ancestralmente construídas desde a relação com a terra, com a natureza. Interessa a esse curso percorrer os caminhos das pedagogias e artes que emergem dos territórios, dos povos dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, do semiárido. O que eles têm a compartilhar para um outro mundo possível. Para tanto serão tratados os temas da Mineiridade, Diversidade e Cultura, Identidade Cultural, Contra colonialismo e decolonialismo e estratégias para mudanças. Módulo 1: Confluências: Conexão entre Cultura e Educação Oficina: Oficina online de formação confluências: conexão entre cultura e educação - 3h Roda de conversa: Roda de conversa online sobre cultura e educação - 3h Módulo 2: De Ponta Cabeça - descolonizando a arte, a cultura e a educação - 3 h Oficina: Oficina online de formação De Ponta Cabeça - descolonizando a arte, a cultura e a educação.3h Roda de conversa: Roda de conversa online sobre De Ponta Cabeça - descolonizando a arte, a cultura e a educação - 3h