Detalhes da ação

Da Floresta à Economia Sustentável

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001656

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

23/03/2026

Data Fim

31/12/2027


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

sidney araujo cordeiro

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Agrárias

Área Temática Principal

Meio Ambiente

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Questões ambientais

Abrangência

Municipal

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Não

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 200 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 200 h
Resumo

O projeto “Da Floresta à Economia Sustentável” tem como objetivo promover a conscientização de estudantes da educação básica sobre a importância da bioeconomia florestal como alternativa de desenvolvimento sustentável. Partindo da valorização da floresta em pé e de seus recursos madeireiros e não madeireiros, o projeto busca aproximar a universidade das escolas públicas, promovendo oficinas temáticas, atividades práticas e a realização de uma feira escolar da bioeconomia.


Palavras-chave

Bioeconomia florestal, Educação ambiental, Sustentabilidade.


Introdução

A bioeconomia florestal tem se consolidado como um campo estratégico para promover o desenvolvimento sustentável, integrando conservação ambiental, valorização da sociobiodiversidade e geração de renda para comunidades locais. Ao utilizar os recursos florestais de forma sustentável, é possível agregar valor a produtos madeireiros e não madeireiros, como óleos, frutos, resinas e fibras, incentivando cadeias produtivas que conciliam economia e preservação (FAO, 2020). Nas últimas décadas, o debate sobre mudanças climáticas e degradação ambiental reforçou a necessidade de modelos econômicos alternativos que reduzam pressões sobre os ecossistemas. A bioeconomia surge, nesse contexto, como caminho inovador para alinhar crescimento econômico e conservação da biodiversidade, especialmente em países megadiversos como o Brasil (SACHS, 2015; COSTA; NOBRE, 2022). Entretanto, para que tais práticas se consolidem, torna-se essencial investir em educação ambiental crítica e na formação de jovens conscientes sobre o papel da floresta como fonte de recursos sustentáveis. Nesse sentido, o ambiente escolar constitui espaço privilegiado para discutir os potenciais da bioeconomia florestal, conectando ciência, cidadania e sustentabilidade (JACOBI, 2003). Este projeto de extensão universitária, intitulado “Da Floresta à Economia Sustentável”, propõe atividades pedagógicas em escolas públicas, a fim de sensibilizar estudantes para a importância da bioeconomia florestal, demonstrando como os recursos florestais podem ser utilizados de maneira sustentável e contribuindo para a formação de cidadãos engajados na construção de um futuro mais equilibrado.


Justificativa

O Brasil abriga a maior floresta tropical do planeta, com imensa diversidade biológica e cultural. Esse patrimônio natural é fundamental não apenas para o equilíbrio climático global, mas também para a criação de oportunidades econômicas baseadas na sustentabilidade (NOBRE, 2019). Contudo, a exploração predatória e a falta de conhecimento sobre alternativas sustentáveis comprometem o potencial da bioeconomia florestal. A escola é espaço privilegiado para a construção do pensamento crítico, e inserir o tema da bioeconomia florestal nesse ambiente permite sensibilizar jovens sobre o valor econômico e ecológico da floresta em pé. Assim, o projeto busca preencher lacunas de conhecimento, estimular a valorização da biodiversidade e contribuir para a formação de cidadãos conscientes, capazes de atuar como multiplicadores de práticas sustentáveis em suas comunidades.


Objetivos

Promover a conscientização de estudantes da educação básica sobre a bioeconomia florestal, demonstrando a importância do uso sustentável da floresta como alternativa para o desenvolvimento econômico e a mitigação das mudanças climáticas. Especificamente, pretende-se: desenvolver oficinas interativas em escolas sobre produtos florestais e sua relação com a bioeconomia; apresentar exemplos reais de cadeias produtivas sustentáveis baseadas em produtos da floresta; estimular práticas de valorização da biodiversidade local por meio de feiras escolares e atividades culturais; produzir materiais didáticos (cartilhas, vídeos e jogos) para apoiar o ensino da bioeconomia em escolas; e promover o protagonismo juvenil na divulgação de práticas sustentáveis dentro e fora do ambiente escolar.


Metas

- Alcançar diretamente 200 estudantes do ensino fundamental II da Escola Municipal de Sopa, Diamantina-MG, com atividades de educação ambiental. - Realizar no mínimo 8 oficinas interativas sobre bioeconomia florestal e sustentabilidade ao longo do projeto. - Produzir e distribuir 200 exemplares digitais de cartilhas didáticas sobre bioeconomia para uso escolar e comunitário. - Organizar 6 feiras escolares da Bioeconomia, com a participação de estudantes, professores e comunidade. - Elaborar ao menos 5 vídeos educativos curtos, com linguagem acessível, para divulgação nas escolas e redes sociais. - Capacitar 10 estudantes universitários para atuação como multiplicadores em educação ambiental e bioeconomia. - Registrar e avaliar os impactos do projeto por meio de relatórios anuais, incluindo indicadores quantitativos (número de alunos, materiais produzidos) e qualitativos (nível de engajamento e mudança de percepção dos participantes).


Metodologia

O projeto será desenvolvido em parceria com a Escola Municipal de Sopa, localizada no Distrito de Sopa, Diamantina-MG. As principais etapas incluem: - Planejamento inicial: seleção da escola participante, capacitação do bolsista universitário e discentes voluntários e definição do cronograma de atividades. - Oficinas temáticas: aulas interativas sobre bioeconomia florestal, uso sustentável da madeira, produtos não madeireiros (óleos, frutos, resinas, sementes), mudanças climáticas e desenvolvimento sustentável. - Práticas educativas:criação de um mini-mercado sustentável simulado em sala de aula, onde os alunos poderão trabalhar conceitos de economia a partir de produtos florestais fictícios. - Atividades culturais (teatro, música e artes visuais) para expressar a importância da floresta em pé. - Feira escolar da Bioeconomia: exposição dos trabalhos realizados, degustação de produtos da sociobiodiversidade (quando possível) e apresentação de protótipos (sabão natural, corantes vegetais, artesanato). - Produção de materiais didáticos: elaboração de cartilha digital ilustrada e de vídeos curtos, que ficarão disponíveis para uso contínuo das escolas.


Referências Bibliográficas

COSTA, F. A.; NOBRE, C. A. Bioeconomia da floresta em pé: caminhos para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. Revista Estudos Avançados, v. 36, n. 105, p. 5-28, 2022. FAO – Food and Agriculture Organization of the United Nations. The State of the World’s Forests 2020: Forests, biodiversity and people. Rome: FAO, 2020. JACOBI, P. Educação ambiental, cidadania e sustentabilidade. Cadernos de Pesquisa, n. 118, p. 189-205, 2003. SACHS, I. Rumo à ecossocioeconomia: teoria e prática do desenvolvimento. São Paulo: Cortez, 2015.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

O projeto fundamenta-se no princípio da interação dialógica entre universidade e sociedade, buscando superar a lógica unidirecional de transferência de conhecimento. Em vez de atuar como mera difusora de informações, a comunidade acadêmica assume postura de escuta, diálogo e construção conjunta de saberes com professores, estudantes e famílias da rede escolar. Nesse processo, o conhecimento científico produzido na universidade dialoga com os saberes locais e culturais presentes nas comunidades escolares, reconhecendo a importância de práticas tradicionais associadas ao uso da biodiversidade e às experiências cotidianas com a floresta. A interação acontecerá por meio de oficinas participativas, atividades culturais e simulações práticas, que permitem aos alunos refletir criticamente sobre a relação entre economia e meio ambiente, ao mesmo tempo em que compartilham vivências e percepções do território em que estão inseridos. Ao valorizar a participação ativa dos estudantes e educadores, o projeto criará um espaço de troca mútua, no qual a universidade aprende com as comunidades e estas se apropriam de novos instrumentos para compreender a bioeconomia florestal como alternativa de desenvolvimento sustentável. Essa via de mão dupla fortalece a função social da universidade e promove a corresponsabilidade de todos os envolvidos na construção de um futuro mais justo e ambientalmente equilibrado.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

O projeto “Da Floresta à Economia Sustentável” se fundamenta em uma abordagem interdisciplinar e interprofissional, reconhecendo que a bioeconomia florestal é um campo complexo que exige a articulação de diferentes áreas do conhecimento e de práticas profissionais diversas. A interdisciplinaridade se expressa na integração de saberes das ciências ambientais, biológicas, econômicas, sociais e pedagógicas, possibilitando que o tema seja explorado de forma ampla e contextualizada. Essa integração permite que os estudantes das escolas compreendam a bioeconomia não apenas como conceito econômico, mas como fenômeno social, cultural, ambiental e científico. Do ponto de vista interprofissional, o projeto mobiliza diferentes atores: professores da universidade, estudantes de graduação de áreas distintas (ciências ambientais, economia, pedagogia, biologia, ciências agrárias), professores da rede básica, gestores escolares e membros da comunidade local. Essa diversidade de formações e experiências enriquece as ações do projeto, uma vez que cada profissional contribui com perspectivas próprias para a construção de estratégias pedagógicas inovadoras. Assim, a interdisciplinaridade garante a integração teórica e metodológica, enquanto a interprofissionalidade fortalece a cooperação prática entre diferentes campos de atuação. Juntas, essas dimensões conferem ao projeto um caráter formativo ampliado, tanto para a comunidade acadêmica quanto para os estudantes da Escola Municipal de Sopa, promovendo uma educação ambiental crítica, contextualizada e socialmente relevante.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

O projeto materializa o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, constituindo-se como espaço formativo integral. No campo do ensino, possibilita que estudantes universitários ampliem sua formação acadêmica ao vivenciar práticas pedagógicas e educativas em escolas da rede básica, desenvolvendo competências didáticas e sociais que transcendem o aprendizado em sala de aula. No âmbito da pesquisa, o projeto gera dados e reflexões sobre a percepção dos estudantes da educação básica a respeito da bioeconomia florestal, além de produzir subsídios para estudos acadêmicos em áreas como educação ambiental, sustentabilidade e economia da sociobiodiversidade. Esses registros podem originar relatórios, artigos e trabalhos de conclusão, fortalecendo a produção científica da universidade. Já a extensão garante a interação direta e dialógica com a sociedade, aproximando universidade e comunidade escolar em um processo de troca de saberes. A universidade compartilha conhecimentos técnicos e científicos, ao mesmo tempo em que aprende com os contextos locais e os saberes empíricos dos alunos e professores da educação básica. Assim, a indissociabilidade ensino–pesquisa–extensão se efetiva ao integrar teoria e prática, ciência e sociedade, numa perspectiva transformadora, crítica e comprometida com a construção de alternativas sustentáveis de desenvolvimento.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A participação dos estudantes de graduação constitui uma oportunidade ímpar de articulação entre teoria e prática, ampliando sua formação acadêmica e profissional. Ao se envolverem nas atividades extensionistas, os graduandos assumem papéis ativos na elaboração, execução e avaliação das ações, desenvolvendo competências técnicas, pedagógicas, sociais e comunicativas. No campo acadêmico, os universitários aprofundam seus conhecimentos sobre bioeconomia florestal, sustentabilidade e educação ambiental, ao mesmo tempo em que exercitam metodologias participativas de ensino. Essa vivência fortalece a compreensão interdisciplinar, integrando saberes das ciências agrárias, biologia, economia, pedagogia, ciências sociais e ambientais. No aspecto formativo, a experiência proporciona o desenvolvimento de habilidades socioemocionais, como liderança, empatia, cooperação e capacidade de mediação de conflitos, essenciais para a atuação cidadã e profissional em contextos diversos. Além disso, a participação no projeto amplia a inserção dos graduandos em práticas de pesquisa e extensão, possibilitando a coleta de dados, a produção de materiais didáticos, a elaboração de relatórios técnicos e artigos acadêmicos, consolidando a indissociabilidade ensino–pesquisa–extensão. Dessa forma, a ação extensionista não apenas contribui para a formação integral dos estudantes universitários, mas também os prepara para atuar como profissionais críticos, éticos e comprometidos com a transformação social e ambiental.


Impacto e Transformação Social

Este projeto possui grande potencial de impacto social, pois promove a conscientização crítica sobre a importância da bioeconomia florestal como alternativa de desenvolvimento sustentável. Ao atuar em escola da rede básica, o projeto contribui para a formação de jovens mais informados, capazes de compreender as relações entre floresta, economia e sociedade, fortalecendo uma cultura ambiental voltada para a valorização dos recursos naturais. A transformação social se expressa, primeiramente, no empoderamento de estudantes e professores, que passam a reconhecer-se como agentes ativos na construção de soluções locais frente aos desafios climáticos e ambientais. Em segundo lugar, alcança a comunidade ao redor das escolas, por meio da disseminação de práticas sustentáveis e do estímulo ao uso consciente da biodiversidade. Ao valorizar o diálogo entre universidade e sociedade, o projeto rompe barreiras entre o saber científico e o saber popular, fortalecendo a cidadania e a corresponsabilidade socioambiental. Nesse sentido, seu impacto vai além da dimensão educativa: fomenta a criação de redes colaborativas que podem inspirar iniciativas comunitárias, políticas públicas locais e práticas profissionais comprometidas com a sustentabilidade. Assim, o projeto contribui para a formação de uma sociedade mais crítica, participativa e consciente de que a floresta e seus recursos não devem ser vistos apenas como mercadorias, mas como elementos fundamentais para a manutenção da vida e para o futuro coletivo.


Divulgação

A divulgação será realizada de maneira estratégica, visando alcançar tanto a comunidade acadêmica quanto a sociedade em geral. Para isso, serão utilizados diferentes meios e linguagens, adaptados a cada público-alvo. No âmbito acadêmico, o projeto será divulgado por meio de murais e informativos institucionais, sites da universidade, redes sociais oficiais e apresentações em eventos internos, como semanas acadêmicas, seminários e congressos de extensão. Além disso, relatórios e artigos produzidos a partir das experiências poderão ser apresentados em encontros científicos e publicados em periódicos relacionados à temática da sustentabilidade e da educação ambiental. Na esfera escolar e comunitária, a divulgação ocorrerá através de reuniões com gestores e professores das escolas participantes, distribuição de cartilhas educativas digitais e impressas, realização de feiras e mostras escolares de bioeconomia, bem como a utilização de rádios comunitárias e jornais locais como canais de comunicação. Já no meio digital, a equipe do projeto desenvolverá conteúdos específicos para redes sociais (posts, vídeos curtos e infográficos), com linguagem acessível e atrativa para o público jovem, de modo a ampliar o alcance das ações e promover maior engajamento. Essa estratégia de comunicação integrada permitirá dar visibilidade às atividades do projeto, estimular a participação da comunidade, fortalecer a imagem da universidade como agente de transformação social e garantir a multiplicação dos conhecimentos construídos de forma coletiva.


Informações Complementares

A divulgação procurará dar visibilidade às ações do projeto junto à comunidade acadêmica e à sociedade, engajar estudantes, professores e comunidade local nas atividades propostas, ampliar o alcance das práticas de educação ambiental e bioeconomia florestal e fortalecer a imagem da universidade como promotora de transformação social. Tendo como público-alvo: - Internos (acadêmicos): estudantes, professores e técnicos da universidade. - Escolas: gestores, professores e alunos da rede básica. - Comunidade local: famílias, lideranças comunitárias, organizações sociais. - Público em geral: sociedade interessada em temas de sustentabilidade, bioeconomia e meio ambiente. Como indicadores de avaliação da comunicação serão utilizados: número de pessoas alcançadas nas redes sociais (que ainda serão criadas); participação da comunidade nas feiras e oficinas; quantidade de materiais educativos produzidos e distribuídos; engajamento da comunidade acadêmica (número de voluntários e bolsistas); e presença do projeto em veículos de comunicação locais e eventos científicos.


Público-alvo

Descrição

Gestores, professores e alunos da escola.

Descrição

Famílias, lideranças comunitárias, organizações sociais do Distrito do Sopa.

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Nenhuma parceria inserida.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 320 h

Carga Horária 30 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Reuniões com gestor da escola, definição de cronograma, seleção de turmas e discussão sobre as atiidades do projeto, construção.

Carga Horária 20 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Formação em bioeconomia, educação ambiental e metodologias participativas.

Carga Horária 80 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Realização contínua de oficinas temáticas sobre a importância da bioeconomia florestal na escola.

Carga Horária 80 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Dinâmicas práticas com os alunos da escola municipal sobre produção, consumo e sustentabilidade.

Carga Horária 60 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Desenvolvimento e disponibilização de materiais educativos (cartilhas, vídeos e jogos).

Carga Horária 20 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Aplicação de questionários, acompanhamento das atividades e elaboração de relatórios parciais e final.

Carga Horária 30 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Elaboração de relatórios finais, artigos e apresentação dos resultados em eventos acadêmicos.