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FISIOTERAPIA AQUÁTICA NO ALÍVIO DA DOR: INTERVENÇÃO PARA MULHERES COM FIBROMILGIA
Sobre a Ação
202203001682
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
13/04/2026
30/11/2026
Dados do Coordenador
sueli ferreira da fonseca
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Saúde
Educação
Saúde Humana
Municipal
Não
Não
Sim
Dentro do campus
Tarde
Não
Redes Sociais
Membros
A Fibromialgia (FM) é uma condição crônica caracterizada por dor generalizada acompanhada por sintomas adicionais, que acomete principalmente a população feminina (estima-se que 80% a 90% das pessoas com FM sejam mulheres). A FM pode ter impacto negativo nos aspectos psicológicos, físico-funcionais e sociais das mulheres afetadas, com impacto na qualidade de vida. Evidências apontam que o exercício realizado em água aquecida promove melhora da função física, redução da dor, da depressão, da fadi
FIBROMIALGIA, FISIOTERAPIA AQUÁTICA, DOR, MULHERES, PROEXT-PG.
A Fibromialgia (FM) é uma condição reumática, caracterizada por dor crônica generalizada (Wolfe et al., 2016). Além disso, a FM pode estar associada a diversos sintomas como fadiga, ansiedade, depressão, sono não reparador, rigidez muscular e síndrome do intestino irritável, gerando grande impacto em aspectos funcionais, emocionais e sociais na vida dos indivíduos (Wolfe et al., 2016). Visto que o quadro clínico da fibromialgia está associado a uma variedade de sintomas e pode estar relacionado com outras doenças, não deve ser caracterizada como uma doença unicausal, mas como uma síndrome (Müller et al., 2007). Esta FM está associada a prejuízos na qualidade de vida, especialmente com relação à saúde física e mental (Hoffman & Dukes, 2008), sendo comuns as queixas de dificuldades para atividades de vida diária, de trabalho e relações interpessoais. Acomete principalmente a população feminina. Estima-se que 80% a 90% das pessoas com FM sejam mulheres (Wolfe et al., 2018). A FM acarreta altos custos econômicos anuais, que incluem consultas médicas, perda de produtividade, hospitalizações e uso de várias classes medicamentosas (Sun et al., 2014). Diante da complexidade clínica da FM, várias intervenções foram descritas. O tratamento farmacológico com múltiplas prescrições, caracterizando polifarmácia, pode levar a potenciais efeitos secundários e eventos medicamentosos adversos (Menzies et al., 2017). Como alternativa, o tratamento não farmacológico é comumente recomendado (Sousa et al., 2023). Neste contexto, o uso do treinamento aquático é amplamente documentado por melhorar a função física, reduzir a dor, a depressão, a fadiga e melhorar a saúde mental em pessoas com FM (Correyero-León et al., 2023).
A fisioterapia aquática é definida como o uso externo da água com propósitos terapêuticos. É uma modalidade de terapia muito utilizada no processo de reabilitação, especialmente em pacientes reumáticos, por possuir algumas vantagens devido às propriedades físicas e efeitos fisiológicos propiciados pelo meio aquático. A fisioterapia aquática promove melhora da circulação periférica, beneficiando o retorno venoso, além de proporcionar relaxamento muscular, diminuição dos espasmos musculares e redução da sensibilidade à dor, propiciando também um aumento da tolerância ao exercício e do nível de resistência física, ocorrendo à melhora do condicionamento geral (Ferreira et al., 2008). Durante a imersão em água aquecida, os estímulos sensoriais competem com os estímulos dolorosos, cessando ou minimizando o ciclo de dor-espasmo-dor. Além do alívio da dor e diminuição do espasmo muscular, a literatura evidencia outros efeitos benéficos deste recurso terapêutico, a saber: relaxamento muscular, aumento da amplitude de movimento, aumento da circulação sanguínea, fortalecimento muscular, aumento da resistência muscular e melhora na autoestima (Silva et al, 2012). Tomas-Carus et al (2007) conduziram um estudo com mulheres diagnosticadas com FM, divididas em grupo controle e grupo que realizou o protocolo de exercícios em água aquecida, durante 12 semanas, e demonstraram melhora significativa na função física, dor, percepção geral de saúde, vitalidade, função social, problemas emocionais, saúde mental e equilíbrio. Além disso, a prática de exercícios em água aquecida pode ser especialmente benéfica para mulheres com FM, uma vez que a imersão na água reduz as forças gravitacionais e a resposta neuromuscular, como destacado por Zamunér e cols (2019). A melhoria da dor pode ser atribuída, em parte, ao calor da água, que proporciona alívio imediato para dores musculares ou rigidez, frequentemente limitando a capacidade de realizar exercícios em solo (Bender, 2005). Mulheres com FM podem apresentar composição corporal desfavorável, associada a pior apresentação clínica e inatividade física (Segura-Jimenez et al., 2015). Dessa forma, o exercício realizado na água aquecida emerge como uma opção atraente para iniciar a pratica de atividade física, sem exacerbar a dor para esses indivíduos. Ademais, a sensação de bem-estar relacionada a água aquecida pode ajudar na adesão ao tratamento (Bidonde et al., 2014). Nesse contexto, a Clínica Escola de Fisioterapia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri possui um espaço para ofertar atendimentos de fisioterapia aquática, os quais são realizados desde 2006. A estrutura do espaço de atendimento de fisioterapia aquática é bastante completa e conta com uma variedade significativa de equipamentos a serem usados na fisioterapia aquática. Considerando a disponibilidade deste espaço para o desenvolvimento de ações de extensão à comunidade, e a literatura vigente bem documentada da fisioterapia aquática na redução do impacto da FM, as mulheres do município de Diamantina e região diagnosticadas com essa condição, poderão se beneficiar com essa modalidade de tratamento.
Geral - Proporcionar às mulheres com FM do município de Diamantina e região, a oportunidade de participar de um programa de fisioterapia aquática, minimizando o impacto na qualidade de vida das participantes. Específicos - Minimizar os impactos nos aspectos físico-funcionais, emocionais e sociais de mulheres com FM; - Possibilitar aos discentes da graduação a oportunidade de obter vivência profissional através do contato com mulheres com FM e da responsabilidade de construir, organizar e desenvolver um plano terapêutico voltado para essas mulheres; - Promover a integração entre alunos e docentes de diferentes cursos da área da saúde da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri - UFVJM.
- Reduzir significativamente os sintomas causados pela FM. Espera-se atingir a diferença clínica minimamente importante (MCID – minimum clinically important difference) (Copay et al., 2007) nas pontuações de questionários de dor tipicamente utilizados para avaliação de resultados do tratamento fisioterápico; - Promover a colaboração interdisciplinar e interprofissional na UFVJM; - Oferecer aos discentes experiências práticas e possibilitar o aprimoramento das habilidades, competências e atitudes; - Capacitar os discentes para planejar, implementar e monitorar ações de saúde de forma eficaz; Metas Impacto indireto - Reduzir o número de afastamentos do trabalho por incapacidade gerada pela FM; - Reduzir o número de consultas médicas ou hospitalizações relacionadas à FM; - Reduzir a dosagem e o número de medicações; - Melhorar o convívio familiar e social.
O projeto será desenvolvido na área da piscina da Clínica Escola de Fisioterapia da UFVJM (Campus JK) que oferece infraestrutura adequada, em relação à privacidade, comodidade e equipamentos adequados para o desenvolvimento das atividades. A área da piscina conta com espaço de duas arquibancadas, vestiários, cadeiras, e uma piscina raia profunda com 10 metros de comprimento, 2 metros de largura e 2,5 metros de profundidade, com água em temperatura de 28ºC, e uma piscina terapêutica com 10 metros de comprimento, 6 metros de largura e 1,3 metros de profundidade, com água aquecida à 34ºC, onde serão realizadas as sessões de fisioterapia aquática. Existe uma variedade de equipamentos a serem usados na fisioterapia aquática, como, halteres, caneleiras, espaguetes, pranchas, hidromassagem, entre outros. A equipe do projeto será composta por estudantes dos cursos de Fisioterapia e Medicina e professores colaboradores do Departamento de Fisioterapia e Medicina. Inicialmente serão realizadas reuniões com a equipe para aprimorar o embasamento teórico sobre a FM e a terapia proposta, a fisioterapia aquática. Nessa fase ocorrerá também a preparação dos alunos que irão atuar no projeto com o treinamento das avaliações, do programa de fisioterapia aquática e das ações de educação em saúde. As sessões de fisioterapia aquática serão realizadas uma vez por semana, com duração de 90 minutos na piscina da Clínica Escola de Fisioterapia da UFVJM. As sessões terão duração total de 90 minutos e serão norteadas por protocolo baseado na literatura: Tempo Atividade 15 minutos Aquecimento: caminhada lenta e alongamento global 15 minutos Exercício aeróbio 30 minutos Exercícios de força para membros inferiores usando a água e macarrão de piscina como resistência (3 séries de 12 repetições). Exercícios de força para membros superiores usando a água e halteres de piscina como resistência 15 minutos Exercício aeróbio 15 minutos Desaquecimento (relaxamento) Para monitorar a intensidade do exercício, serão usados a escala de Borg modificada (Borg, 1982) e o teste de fala, com o objetivo de aumentar a efetividade do programa de fisioterapia aquática, bem como aumentar a segurança das participantes durante a prática do exercício aquático. Com relação à escala de Borg modificada, uma intensidade moderada a intensa de exercício corresponde a uma percepção subjetiva do esforço de 3 a 6. Com relação ao teste de fala, as atividades de intensidade moderada são definidas como “atividades que exigem esforço físico, fazendo a respiração ficar mais rápida que o normal e aumentando moderadamente os batimentos do coração. O participante consegue completar uma frase sem pausas enquanto se movimenta, mas não consegue cantar" (Brasil, 2021). A intensidade dos exercícios deverá ser realizada em concordância com o uso da escala de percepção subjetiva do esforço (Borg) e teste de fala. Além das atividades na piscina, o projeto abordará a implementação de estratégias complementares voltadas ao enfrentamento e manejo da dor em mulheres com fibromialgia, por meio de abordagens educativas e integrativas. Serão realizadas rodas de conversa e outras ações de cuidado que promovam a troca de experiências, o acolhimento e a construção de conhecimentos sobre a condição, incluindo temas como educação em dor, estratégias de autocuidado, saúde mental e qualidade de vida. Essas atividades serão conduzidas por discentes do curso de Medicina da UFVJM, sob supervisão do docente, fortalecendo a integração ensino-serviço-comunidade. A previsão é de realização de 2 a 4 encontros ao longo da execução semestral do projeto, de forma articulada às sessões de fisioterapia aquática já desenvolvidas, potencializando os efeitos terapêuticos e o empoderamento das participantes no cuidado com sua saúde. Para verificar os benefícios do programa de fisioterapia aquática e das sessões educacionais, serão utilizados questionários amplamente reconhecidos para identificar o impacto do tratamento fisioterapêutico. Essa avaliação é essencial para identificar áreas de melhoria na proposta do projeto. Esses questionários são: Questionário de impacto da FM (QIF): abrange questões relacionadas à capacidade funcional, situação profissional, distúrbios psicológicos e sintomas físicos. Quanto maior o escore, maior é o impacto da FM na qualidade de vida (Marques et al., 2006). Escala visual analógica para a dor (EVA): a escala avalia a intensidade da dor. Consiste em uma linha reta de 10 centímetros, sem números exibidos, com as palavras "sem dor" na extremidade esquerda e "dor insuportável" na extremidade direita. A participante será instruída a marcar um ponto em uma linha que indica a intensidade da dor que ela está sentindo no momento. Escores mais altos indicam maior intensidade da dor (Jensen et al., 1999). A satisfação das participantes será avaliada por meio da disponibilização de um formulário anônimo com perguntas sobre a satisfação em relação as atividades do projeto e sugestões de melhoria. Essa avaliação será essencial para identificar possibilidade de melhorias.
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O projeto proposto vincula intimamente professores e acadêmicos do curso de Fisioterapia da UFVJM com as mulheres do município de Diamantina e região afetadas pela FM. Esta ação representa o elo entre o conhecimento adquirido nas salas de aula e os reais desafios enfrentados pelas mulheres que vivem com FM. Essa troca de conhecimento e experiência enriquece o ambiente de aprendizado e fortalece os laços com a comunidade.
A interação entre os alunos e professores do curso de Fisioterapia acontecerá no amplo conceito da interdisciplinaridade ao integrar diversas áreas de conhecimentos para proporcionar uma abordagem holística e suporte integral e multifacetado para atender às necessidades das mulheres com FM.
A ação proposta contribuirá para a formação dos acadêmicos por meio da aproximação e estreitamento dos laços com a comunidade, além da experiência de lidar com mulheres diagnosticadas com a FM, e desse modo contribuir para a vivência da relação profissional-paciente. Além disso, os acadêmicos e professores envolvidos terão a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos sobre os temas abordados. A ação de extensão proposta também permitirá conhecer a realidade dessas mulheres, o que contribuirá para o planejamento de ações futuras de pesquisa, ensino e extensão.
Os acadêmicos de fisioterapia terão a oportunidade de aplicar os conhecimentos teóricos adquiridos na sala de aula. Ao ter contato direto com as pacientes diagnosticadas com FM, os acadêmicos desenvolvem habilidades clínicas essenciais para sua formação, e compreensão aprofundada da complexidade dessa condição de saúde, o que abrange um conceito mais amplo de cuidado, focado também no bem-estar geral e qualidade de vida. Além disso, a atuação do acadêmico no projeto fortalece sua confiança nas habilidades profissionais e os prepara para os cenários com os quais atuarão durante os estágios e após a conclusão da graduação.
Trata-se de uma proposta que, ao integrar a universidade e a comunidade potencializa as ações de cuidado para mulheres diagnosticadas com fibromialgia. Sabe-se que esta é uma condição de saúde complexa, associada a prejuízos nas dimensões intelectual, física, emocional, cognitiva, afetiva e social, o que resulta em afastamentos do trabalho por incapacidade gerada pela fibromialgia, bem como impacto no convívio familiar e social. Além disso, a dificuldade de diagnóstico limita o acesso a tratamento prolongados e profissionais especializados, especialmente em indivíduos com dificuldades econômicas e sociais. Desta forma, o projeto proposto visa oferecer às mulheres com FM do município de Diamantina e região, a oportunidade de participar de um programa de fisioterapia aquática amplamente documentado por melhorar a função física-funcional, reduzir a dor, a depressão, a fadiga e melhorar a saúde mental nesta população. Além disso, a sociedade em geral será beneficiada, uma vez que essas mulheres terão um convívio social mais agradável. Há ainda a possibilidade de se obter redução dos gastos públicos com a redução do uso de medicamentos e afastamentos do trabalho.
Mulheres com FM serão convidadas a participar do projeto a partir da lista de espera da clínica escola de fisioterapia da UFVJM, além de cartazes afixados na instituição. Mulheres que já haviam participado de um projeto anterior desenvolvido pela equipe serão novamente convidadas a participar deste novo projeto. Por fim, pretendemos utilizar estratégias de saúde digital como o uso de redes sociais para divulgação do projeto, compartilhamento e disseminação de informações.
Público-alvo
Mulheres diagnosticadas com diagnóstico confirmado de fibromialgia.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Gouveia - MG
Couto de Magalhães de Minas - MG
Sopa - MG
Guinda - MG
Parcerias
Estudantes da Famed, orientados pela profa. Jousielle, abordarão junto as participantes estratégias complementares voltadas ao enfrentamento e manejo da dor em mulheres com fibromialgia, por meio de abordagens educativas e integrativas. Serão realizadas rodas de conversa e outras ações de cuidado que promovam a troca de experiências, o acolhimento e a construção de conhecimentos sobre a condição, incluindo temas como educação em dor, estratégias de autocuidado, saúde mental e qualidade de vida. A previsão é de realização de 2 a 4 encontros ao longo da execução semestral do projeto, de forma articulada às sessões de fisioterapia aquática já desenvolvidas, potencializando os efeitos terapêuticos e o empoderamento das participantes no cuidado com sua saúde.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 12 h
- Tarde;
Para verificar os benefícios do programa de fisioterapia aquática e das sessões educacionais, serão utilizados questionários amplamente reconhecidos para identificar o impacto do tratamento fisioterapêutico. Essa avaliação é essencial para identificar áreas de melhoria na proposta do projeto. Esses questionários são: Questionário de impacto da FM (QIF): abrange questões relacionadas à capacidade funcional, situação profissional, distúrbios psicológicos e sintomas físicos. Quanto maior o escore, maior é o impacto da FM na qualidade de vida. Escala visual analógica para a dor (EVA): a escala avalia a intensidade da dor. Consiste em uma linha reta de 10 centímetros, sem números exibidos, com as palavras "sem dor" na extremidade esquerda e "dor insuportável" na extremidade direita. A participante será instruída a marcar um ponto em uma linha que indica a intensidade da dor que ela está sentindo no momento. Escores mais altos indicam maior intensidade da dor. A satisfação das participantes será avaliada por meio da disponibilização de um formulário anônimo com perguntas sobre a satisfação em relação às atividades do projeto e sugestões de melhoria. Essa avaliação será essencial para identificar a possibilidade de melhorias.
- Tarde;
Para verificar os benefícios do programa de fisioterapia aquática e das sessões educacionais, serão utilizados questionários amplamente reconhecidos para identificar o impacto do tratamento fisioterapêutico. Essa avaliação é essencial para identificar áreas de melhoria na proposta do projeto. Esses questionários são: Questionário de impacto da FM (QIF): abrange questões relacionadas à capacidade funcional, situação profissional, distúrbios psicológicos e sintomas físicos. Quanto maior o escore, maior é o impacto da FM na qualidade de vida. Escala visual analógica para a dor (EVA): a escala avalia a intensidade da dor. Consiste em uma linha reta de 10 centímetros, sem números exibidos, com as palavras "sem dor" na extremidade esquerda e "dor insuportável" na extremidade direita. A participante será instruída a marcar um ponto em uma linha que indica a intensidade da dor que ela está sentindo no momento. Escores mais altos indicam maior intensidade da dor. A satisfação das participantes será avaliada por meio da disponibilização de um formulário anônimo com perguntas sobre a satisfação em relação às atividades do projeto e sugestões de melhoria. Essa avaliação será essencial para identificar a possibilidade de melhorias.
- Tarde;
Sessões de fisioterapia aquática compostas por: Aquecimento: caminhada lenta e alongamento global; Exercício aeróbio; Exercícios de força para membros inferiores usando a água e macarrão de piscina como resistência; Exercícios de força para membros superiores usando a água e halteres de piscina como resistência; Exercício aeróbio e Desaquecimento (relaxamento).
- Tarde;
Sessões de fisioterapia aquática compostas por: Aquecimento: caminhada lenta e alongamento global; Exercício aeróbio; Exercícios de força para membros inferiores usando a água e macarrão de piscina como resistência; Exercícios de força para membros superiores usando a água e halteres de piscina como resistência; Exercício aeróbio e Desaquecimento (relaxamento).