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BioAção: Educação em Saúde, Meio Ambiente e Experimentação no Ensino de Ciências
Sobre a Ação
202203001693
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
19/05/2026
20/12/2028
Dados do Coordenador
rinaldo duarte
Caracterização da Ação
Ciências Biológicas
Educação
Educação
Formação Docente
Municipal
Não
Não
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Não
Membros
Este projeto visa à curricularização da extensão universitária no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, articulando saúde, meio ambiente e experimentação no ensino de ciências, nas escolas públicas da educação básica de Diamantina e região. O objetivo é incentivar literacia científica, práticas sustentáveis e experimentação, por meio de atividades interativas e diálogo entre universidade e sociedade, promovendo transformação social e acadêmica.
Curricularização da extensão; Educação básica; Saúde; Meio ambiente; Experimentação; UFVJM; Literacia científica; Interdisciplinaridade; Formação docente; Transformação social.
A curricularização da extensão universitária, conforme orientações do Plano Nacional de Educação (PNE) e da Resolução nº 2 - CONSEPE/UFVJM, representa um avanço paradigmático na formação de professores, promovendo a articulação entre teoria e prática, universidade e sociedade. Esse processo tem impacto direto na qualificação dos futuros docentes e no ensino nas escolas públicas, ao proporcionar vivências concretas e contextualizadas. No contexto do Alto Jequitinhonha, a integração entre ensino superior e escolas públicas é fundamental para qualificar o ensino de ciências e responder às demandas socioambientais e de saúde locais.
A proposta está fundamentada na Resolução CNE/CES nº 7/2018, que determina a obrigatoriedade de 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades de extensão. No contexto de Diamantina, evidenciam-se demandas expressivas nas áreas de educação em saúde, questões ambientais e ensino experimental de Ciências. Com isso, o projeto visa integrar teoria e prática, utilizando conhecimentos de Biologia para ações educativas nas escolas públicas de Diamantina e entorno. Busca formar profissionais comprometidos com a realidade local, promovendo entre estudantes atitudes críticas, éticas e preventivas relacionadas à saúde e à sustentabilidade. Além disso, para superar a falta de laboratórios sofisticados, os licenciandos serão capacitados a desenvolver experimentos com materiais acessíveis e de baixo custo, ampliando o alcance das atividades práticas nas escolas. O projeto justifica-se, portanto, pela relevância social e pela contribuição para a formação docente, ao estimular a construção de soluções contextualizadas e fortalecer o diálogo entre saberes acadêmicos e populares. A proposta atende às necessidades identificadas, potencializando a atuação dos futuros professores e promovendo impacto positivo na qualidade da educação básica regional.
Objetivo Geral: Promover a curricularização da extensão no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFVJM, por meio do desenvolvimento de ações educativas em escolas da educação básica, integrando teoria e prática na formação docente. Objetivos específicos: • Capacitar os licenciandos para o planejamento de atividades pedagógicas formais e não formais; • Integrar saberes científicos e tradicionais em práticas pedagógicas; • Capacitar licenciandos para atuação como agentes de transformação social; • Fortalecer a formação pedagógica dos licenciandos por meio da atuação em contextos reais; • Desenvolver ações de educação em saúde voltadas à promoção da qualidade de vida; • Fomentar a consciência ambiental e práticas sustentáveis, incluindo debates sobre desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e energia renovável; • Desenvolver atividades de experimentação científica acessíveis e contextualizadas; • Estimular o pensamento crítico e científico dos estudantes da educação básica.
• Atender, no mínimo, 2 escolas da educação básica por semestre; • Envolver pelo menos 45 estudantes de graduação por ciclo semestral; • Alcançar a participação de 100 alunos por semestre em atividades extensionistas; • Promover melhoria significativa nas habilidades pedagógicas e comunicativas dos licenciandos; • Realizar 9 oficinas temáticas por ano; • Produzir materiais didáticos (cartilhas, experimentos de baixo custo, vídeos educativos); • Avaliar o impacto das ações por meio de instrumentos qualitativos e quantitativos; • Gerar relatórios anuais de impacto social e acadêmico, com divulgação para a comunidade.
O projeto abrangerá três eixos principais de ação: Educação para a Saúde, Meio Ambiente e Experimentação no Ensino de Ciências e será desenvolvido por meio de ações extensionistas planejadas e executadas por estudantes, sob orientação docente, em parceria com escolas públicas da região. O projeto será executado em quatro etapas: 1. Planejamento Acadêmico: Construção coletiva das ações com base nas demandas identificadas. O planejamento acadêmico priorizará modalidades interativas, envolventes e práticas. 2. Treinamento teórico-metodológico dos extensionistas: A Formação do extensionista será estruturada de forma a prepará-los para os desafios e as particularidades da extensão universitária: formação pedagógica, de conteúdo e de comunicação. 3. Intervenções nas Escolas: As modalidades das ações serão bastante diversificada podendo abranger: oficinas, sessões interativas, palestras, rodas de conversas, jogos educacionais, performances teatrais, maquetes/modelos, integração de mídias digitais, atividades experimentais. 4. Avaliação: Aplicação de indicadores de impacto (questionários qualitativos com os alunos da escola) e seminário de autoavaliação com os graduandos da UFVJM. A abordagem metodológica será participativa e problematizadora, valorizando os conhecimentos prévios dos estudantes e promovendo aprendizagem significativa. As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).
ANDRADE, M. L. F.; MASSABNI, V. G. O desenvolvimento de atividades práticas na escola: um desafio para os professores de ciências. Ciência & Educação, v. 17, n. 4, p. 835-854, 2011. BARZANO, M. A. L. Educação não formal: apontamentos ao ensino de Biologia. Ciência em Tela, v. 1, n. 1, 2008. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. GODOY, J. B. A função social da universidade em Paulo Freire. In: EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI - ENSINO SUPERIOR. Belo Horizonte: Editora Poisson, 2019. v. 17, p. 23-28. JACOBUCCI, D. F. C. Contribuições dos espaços não formais de educação para a formação da cultura científica. Em Extensão, v. 7, 2008. KRASILCHIK, Myriam. Prática de ensino de biologia. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2005. MONTEIRO, E.; SACRAMENTO, L. Para repensar a extensão universitária: contribuição do diálogo entre Paulo Freire e Boaventura de Souza Santos. In: [NOME DO EVENTO], 2010. Anais [...]. Santa Fe: Universidad Nacional del Litoral, 2010. Disponível em: https://www.unl.edu.ar/iberoextension/dvd/archivos/ponencias/mesa2/para-repensar-a-extensao-uni.pdf. Acesso em: 31/03/2026. OLIVEIRA, R. I. R.; GASTRAL, M. L. A. Educação formal fora da sala de aula: olhares sobre ensino de ciências utilizando espaços não formais. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS (ENPEC), 7., 2009, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: [s.n.], 2009. OLIVEIRA, J. R. S. Contribuições e abordagens das atividades experimentais no ensino de ciências: reunindo elementos para a prática docente. Acta Scientiae, v. 12, n. 1, p. 139-153, 2010. POSSOBOM, C. C. F.; OKADA, F. K.; DINIZ, R. E. S. Atividades práticas de laboratório no ensino de biologia e de ciências: relato de uma experiência. In: NÚCLEOS DE ENSINO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” (UNESP). [Título da publicação]. v. 1. [S.l.]: [s.n.], 2003. p. 113-123. SANTOS, Boaventura de Sousa. A universidade no século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da universidade. 7. ed. Coimbra: Almedina, 2008. TAHA, M. S.; LOPES, C. S. C.; SOARES, E. L.; FOLMER, V. Experimentação como ferramenta pedagógica para o ensino de ciências. Experiências em Ensino de Ciências, v. 11, n. 1, p. 138-154, 2016. UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI (UFVJM). Resolução n. 2, de 18 de janeiro de 2021. Regulamenta a curricularização das atividades de extensão. Diamantina: UFVJM, 2021.
O projeto promove a interação contínua entre universidade e comunidade por meio de práticas dialógicas, nas quais o conhecimento é construído de forma compartilhada. As ações são planejadas com a participação ativa dos sujeitos envolvidos, respeitando saberes locais e promovendo trocas significativas. Essa interação fortalece o vínculo institucional e contribui para a democratização do conhecimento. Essa dinâmica envolve uma construção coletiva do conhecimento, onde os estudantes universitários aprendem a adaptar sua compreensão científica a diversos contextos socioculturais. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da empatia, sensibilidade cultural e um forte senso de responsabilidade social em futuros educadores, qualidades particularmente vitais para um ensino eficaz em regiões como Diamantina, que enfrentam desafios educacionais específicos, como limitações de infraestrutura e escassez de materiais.
Embora o projeto seja voltado para os estudantes do curso de licenciatura em Ciências Biológicas, a amplitude dos temas (saúde, meio ambiente, questões sociais) exige inerentemente uma compreensão interdisciplinar. O componente de formação pode envolver o corpo docente de outros departamentos para fornecer uma preparação abrangente aos estudantes. Essa colaboração interna na universidade fortalece o programa e enriquece a experiência de aprendizagem dos alunos, refletindo a natureza complexa e interconectada dos problemas abordados. Além disso, a ampliação para estudantes de áreas correlatas poderá ser considerada para incentivar a colaboração interdisciplinar e enriquecer as perspectivas do projeto.
As experiências obtidas pelos estudantes no campo, por meio de suas interações com os alunos da educação básica e as comunidades escolares, gerarão percepções valiosas, observações e, potencialmente, dados. Essa observação direta e vivência cotidiana podem, por sua vez, informar e enriquecer projetos de pesquisa do corpo docente, contribuindo para uma compreensão mais profunda e contextualmente relevante das práticas pedagógicas eficazes, dos desafios de saúde pública prevalentes, da eficácia das iniciativas de educação ambiental e da experimentação no ensino de ciências na educação básica.
A participação ativa dos graduandos em todas as etapas do projeto é central para sua formação acadêmica. Por exemplo, ao planejar e conduzir oficinas interativas em escolas locais, os graduandos aprimoram suas habilidades de comunicação científica, adaptação didática e planejamento pedagógico, enfrentando situações reais que exigem flexibilidade e criatividade. A realização de rodas de conversa e a mediação de debates abertos permitem o desenvolvimento de competências em liderança e gestão de grupos, enquanto o trabalho conjunto com a comunidade amplia a empatia, responsabilidade social e sensibilidade cultural, fundamentais para futuros educadores. Essas vivências não apenas enriquecem a formação acadêmica, mas também preparam os graduandos para enfrentar desafios futuros em suas carreiras docentes, fortalecendo sua trajetória profissional e contribuindo para a construção de uma prática pedagógica mais reflexiva e transformadora.
O projeto visa transformar práticas e atitudes na comunidade escolar, promovendo saúde, sustentabilidade e literacia científica por meio de ações concretas, que buscarão sensibilizar e engajar todos os envolvidos em mudanças efetivas do cotidiano. Com isso, contribuir para a formação social ao promover mudanças de comportamento e conscientização nas comunidades atendidas. As ações educativas favorecem a adoção de práticas sustentáveis, melhoria da saúde e fortalecimento da cidadania. Além disso, estimula o protagonismo comunitário na busca por soluções locais, gerando impactos duradouros; o fortalecimento da identidade regional e da valorização dos saberes locais.
NÃO SE APLICA
Público-alvo
Alunos da educação básica da rede pública de ensino de Diamantina/MG
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 240 h
- Noite;
Formação pedagógica, formação de conteúdo e formação de comunicação. As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).
- Noite;
Construção coletiva das ações selecionadas dentro dos três eixos principais de ação: Educação para a Saúde, Meio Ambiente e Experimentação no Ensino de Ciências As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).
- Manhã;
As atividades serão bastante diversificadas abrangendo: oficinas, sessões interativas, palestras, rodas de conversas, jogos educacionais, performances teatrais, maquetes/modelos, integração de mídias digitais, atividades experimentais. As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).
- Noite;
Aplicação de indicadores de impacto (questionários qualitativos com os alunos da escola) e seminário de autoavaliação com os licenciandos da UFVJM.