Detalhes da ação

BioAção: Educação em Saúde, Meio Ambiente e Experimentação no Ensino de Ciências

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001693

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

19/05/2026

Data Fim

20/12/2028


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

rinaldo duarte

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências Biológicas

Área Temática Principal

Educação

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Formação Docente

Abrangência

Municipal

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Não

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 90 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 90 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 90 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 60 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 60 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 45 h
Resumo

Este projeto visa à curricularização da extensão universitária no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, articulando saúde, meio ambiente e experimentação no ensino de ciências, nas escolas públicas da educação básica de Diamantina e região. O objetivo é incentivar literacia científica, práticas sustentáveis e experimentação, por meio de atividades interativas e diálogo entre universidade e sociedade, promovendo transformação social e acadêmica.


Palavras-chave

Curricularização da extensão; Educação básica; Saúde; Meio ambiente; Experimentação; UFVJM; Literacia científica; Interdisciplinaridade; Formação docente; Transformação social.


Introdução

A curricularização da extensão universitária, conforme orientações do Plano Nacional de Educação (PNE) e da Resolução nº 2 - CONSEPE/UFVJM, representa um avanço paradigmático na formação de professores, promovendo a articulação entre teoria e prática, universidade e sociedade. Esse processo tem impacto direto na qualificação dos futuros docentes e no ensino nas escolas públicas, ao proporcionar vivências concretas e contextualizadas. No contexto do Alto Jequitinhonha, a integração entre ensino superior e escolas públicas é fundamental para qualificar o ensino de ciências e responder às demandas socioambientais e de saúde locais.


Justificativa

A proposta está fundamentada na Resolução CNE/CES nº 7/2018, que determina a obrigatoriedade de 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades de extensão. No contexto de Diamantina, evidenciam-se demandas expressivas nas áreas de educação em saúde, questões ambientais e ensino experimental de Ciências. Com isso, o projeto visa integrar teoria e prática, utilizando conhecimentos de Biologia para ações educativas nas escolas públicas de Diamantina e entorno. Busca formar profissionais comprometidos com a realidade local, promovendo entre estudantes atitudes críticas, éticas e preventivas relacionadas à saúde e à sustentabilidade. Além disso, para superar a falta de laboratórios sofisticados, os licenciandos serão capacitados a desenvolver experimentos com materiais acessíveis e de baixo custo, ampliando o alcance das atividades práticas nas escolas. O projeto justifica-se, portanto, pela relevância social e pela contribuição para a formação docente, ao estimular a construção de soluções contextualizadas e fortalecer o diálogo entre saberes acadêmicos e populares. A proposta atende às necessidades identificadas, potencializando a atuação dos futuros professores e promovendo impacto positivo na qualidade da educação básica regional.


Objetivos

Objetivo Geral: Promover a curricularização da extensão no curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da UFVJM, por meio do desenvolvimento de ações educativas em escolas da educação básica, integrando teoria e prática na formação docente. Objetivos específicos: • Capacitar os licenciandos para o planejamento de atividades pedagógicas formais e não formais; • Integrar saberes científicos e tradicionais em práticas pedagógicas; • Capacitar licenciandos para atuação como agentes de transformação social; • Fortalecer a formação pedagógica dos licenciandos por meio da atuação em contextos reais; • Desenvolver ações de educação em saúde voltadas à promoção da qualidade de vida; • Fomentar a consciência ambiental e práticas sustentáveis, incluindo debates sobre desenvolvimento sustentável, mudanças climáticas e energia renovável; • Desenvolver atividades de experimentação científica acessíveis e contextualizadas; • Estimular o pensamento crítico e científico dos estudantes da educação básica.


Metas

• Atender, no mínimo, 2 escolas da educação básica por semestre; • Envolver pelo menos 45 estudantes de graduação por ciclo semestral; • Alcançar a participação de 100 alunos por semestre em atividades extensionistas; • Promover melhoria significativa nas habilidades pedagógicas e comunicativas dos licenciandos; • Realizar 9 oficinas temáticas por ano; • Produzir materiais didáticos (cartilhas, experimentos de baixo custo, vídeos educativos); • Avaliar o impacto das ações por meio de instrumentos qualitativos e quantitativos; • Gerar relatórios anuais de impacto social e acadêmico, com divulgação para a comunidade.


Metodologia

O projeto abrangerá três eixos principais de ação: Educação para a Saúde, Meio Ambiente e Experimentação no Ensino de Ciências e será desenvolvido por meio de ações extensionistas planejadas e executadas por estudantes, sob orientação docente, em parceria com escolas públicas da região. O projeto será executado em quatro etapas: 1. Planejamento Acadêmico: Construção coletiva das ações com base nas demandas identificadas. O planejamento acadêmico priorizará modalidades interativas, envolventes e práticas. 2. Treinamento teórico-metodológico dos extensionistas: A Formação do extensionista será estruturada de forma a prepará-los para os desafios e as particularidades da extensão universitária: formação pedagógica, de conteúdo e de comunicação. 3. Intervenções nas Escolas: As modalidades das ações serão bastante diversificada podendo abranger: oficinas, sessões interativas, palestras, rodas de conversas, jogos educacionais, performances teatrais, maquetes/modelos, integração de mídias digitais, atividades experimentais. 4. Avaliação: Aplicação de indicadores de impacto (questionários qualitativos com os alunos da escola) e seminário de autoavaliação com os graduandos da UFVJM. A abordagem metodológica será participativa e problematizadora, valorizando os conhecimentos prévios dos estudantes e promovendo aprendizagem significativa. As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).


Referências Bibliográficas

ANDRADE, M. L. F.; MASSABNI, V. G. O desenvolvimento de atividades práticas na escola: um desafio para os professores de ciências. Ciência & Educação, v. 17, n. 4, p. 835-854, 2011. BARZANO, M. A. L. Educação não formal: apontamentos ao ensino de Biologia. Ciência em Tela, v. 1, n. 1, 2008. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, DF: MEC, 2018. FREIRE, Paulo. Extensão ou comunicação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983. GODOY, J. B. A função social da universidade em Paulo Freire. In: EDUCAÇÃO NO SÉCULO XXI - ENSINO SUPERIOR. Belo Horizonte: Editora Poisson, 2019. v. 17, p. 23-28. JACOBUCCI, D. F. C. Contribuições dos espaços não formais de educação para a formação da cultura científica. Em Extensão, v. 7, 2008. KRASILCHIK, Myriam. Prática de ensino de biologia. 4. ed. São Paulo: EDUSP, 2005. MONTEIRO, E.; SACRAMENTO, L. Para repensar a extensão universitária: contribuição do diálogo entre Paulo Freire e Boaventura de Souza Santos. In: [NOME DO EVENTO], 2010. Anais [...]. Santa Fe: Universidad Nacional del Litoral, 2010. Disponível em: https://www.unl.edu.ar/iberoextension/dvd/archivos/ponencias/mesa2/para-repensar-a-extensao-uni.pdf. Acesso em: 31/03/2026. OLIVEIRA, R. I. R.; GASTRAL, M. L. A. Educação formal fora da sala de aula: olhares sobre ensino de ciências utilizando espaços não formais. In: ENCONTRO NACIONAL DE PESQUISA EM EDUCAÇÃO EM CIÊNCIAS (ENPEC), 7., 2009, Florianópolis. Anais [...]. Florianópolis: [s.n.], 2009. OLIVEIRA, J. R. S. Contribuições e abordagens das atividades experimentais no ensino de ciências: reunindo elementos para a prática docente. Acta Scientiae, v. 12, n. 1, p. 139-153, 2010. POSSOBOM, C. C. F.; OKADA, F. K.; DINIZ, R. E. S. Atividades práticas de laboratório no ensino de biologia e de ciências: relato de uma experiência. In: NÚCLEOS DE ENSINO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL PAULISTA “JÚLIO DE MESQUITA FILHO” (UNESP). [Título da publicação]. v. 1. [S.l.]: [s.n.], 2003. p. 113-123. SANTOS, Boaventura de Sousa. A universidade no século XXI: para uma reforma democrática e emancipatória da universidade. 7. ed. Coimbra: Almedina, 2008. TAHA, M. S.; LOPES, C. S. C.; SOARES, E. L.; FOLMER, V. Experimentação como ferramenta pedagógica para o ensino de ciências. Experiências em Ensino de Ciências, v. 11, n. 1, p. 138-154, 2016. UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E MUCURI (UFVJM). Resolução n. 2, de 18 de janeiro de 2021. Regulamenta a curricularização das atividades de extensão. Diamantina: UFVJM, 2021.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

O projeto promove a interação contínua entre universidade e comunidade por meio de práticas dialógicas, nas quais o conhecimento é construído de forma compartilhada. As ações são planejadas com a participação ativa dos sujeitos envolvidos, respeitando saberes locais e promovendo trocas significativas. Essa interação fortalece o vínculo institucional e contribui para a democratização do conhecimento. Essa dinâmica envolve uma construção coletiva do conhecimento, onde os estudantes universitários aprendem a adaptar sua compreensão científica a diversos contextos socioculturais. Esse processo é fundamental para o desenvolvimento da empatia, sensibilidade cultural e um forte senso de responsabilidade social em futuros educadores, qualidades particularmente vitais para um ensino eficaz em regiões como Diamantina, que enfrentam desafios educacionais específicos, como limitações de infraestrutura e escassez de materiais.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

Embora o projeto seja voltado para os estudantes do curso de licenciatura em Ciências Biológicas, a amplitude dos temas (saúde, meio ambiente, questões sociais) exige inerentemente uma compreensão interdisciplinar. O componente de formação pode envolver o corpo docente de outros departamentos para fornecer uma preparação abrangente aos estudantes. Essa colaboração interna na universidade fortalece o programa e enriquece a experiência de aprendizagem dos alunos, refletindo a natureza complexa e interconectada dos problemas abordados. Além disso, a ampliação para estudantes de áreas correlatas poderá ser considerada para incentivar a colaboração interdisciplinar e enriquecer as perspectivas do projeto.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

As experiências obtidas pelos estudantes no campo, por meio de suas interações com os alunos da educação básica e as comunidades escolares, gerarão percepções valiosas, observações e, potencialmente, dados. Essa observação direta e vivência cotidiana podem, por sua vez, informar e enriquecer projetos de pesquisa do corpo docente, contribuindo para uma compreensão mais profunda e contextualmente relevante das práticas pedagógicas eficazes, dos desafios de saúde pública prevalentes, da eficácia das iniciativas de educação ambiental e da experimentação no ensino de ciências na educação básica.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A participação ativa dos graduandos em todas as etapas do projeto é central para sua formação acadêmica. Por exemplo, ao planejar e conduzir oficinas interativas em escolas locais, os graduandos aprimoram suas habilidades de comunicação científica, adaptação didática e planejamento pedagógico, enfrentando situações reais que exigem flexibilidade e criatividade. A realização de rodas de conversa e a mediação de debates abertos permitem o desenvolvimento de competências em liderança e gestão de grupos, enquanto o trabalho conjunto com a comunidade amplia a empatia, responsabilidade social e sensibilidade cultural, fundamentais para futuros educadores. Essas vivências não apenas enriquecem a formação acadêmica, mas também preparam os graduandos para enfrentar desafios futuros em suas carreiras docentes, fortalecendo sua trajetória profissional e contribuindo para a construção de uma prática pedagógica mais reflexiva e transformadora.


Impacto e Transformação Social

O projeto visa transformar práticas e atitudes na comunidade escolar, promovendo saúde, sustentabilidade e literacia científica por meio de ações concretas, que buscarão sensibilizar e engajar todos os envolvidos em mudanças efetivas do cotidiano. Com isso, contribuir para a formação social ao promover mudanças de comportamento e conscientização nas comunidades atendidas. As ações educativas favorecem a adoção de práticas sustentáveis, melhoria da saúde e fortalecimento da cidadania. Além disso, estimula o protagonismo comunitário na busca por soluções locais, gerando impactos duradouros; o fortalecimento da identidade regional e da valorização dos saberes locais.


Divulgação

NÃO SE APLICA


Público-alvo

Descrição

Alunos da educação básica da rede pública de ensino de Diamantina/MG

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Nenhuma parceria inserida.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 240 h

Carga Horária 80 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Formação pedagógica, formação de conteúdo e formação de comunicação. As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).

Carga Horária 80 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Construção coletiva das ações selecionadas dentro dos três eixos principais de ação: Educação para a Saúde, Meio Ambiente e Experimentação no Ensino de Ciências As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).

Carga Horária 55 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Manhã;
Descrição da Atividade

As atividades serão bastante diversificadas abrangendo: oficinas, sessões interativas, palestras, rodas de conversas, jogos educacionais, performances teatrais, maquetes/modelos, integração de mídias digitais, atividades experimentais. As ações de extensão serão desenvolvidas, semestralmente, nas seguintes unidades curriculares: Prática de Ensino em Ciências Naturais I (BIO1097), Prática de Ensino em Ciências Naturais II (BIO112) e Prática de Ensino em Ciências da Natureza da Educação do Campo (BIO107).

Carga Horária 25 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Aplicação de indicadores de impacto (questionários qualitativos com os alunos da escola) e seminário de autoavaliação com os licenciandos da UFVJM.