Visitante
Candeia pra quê?
Sobre a Ação
202203001697
032022 - Ações
Evento
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
11/04/2026
28/06/2026
Dados do Coordenador
josiane silva costa bruzinga
Caracterização da Ação
Ciências Agrárias
Meio Ambiente
Educação
Desenvolvimento rural e questão agrária
Municipal
Não
Não
Não
Dentro do campus
Manhã
Não
Membros
O projeto “Manejo Sustentável da Candeia” sob minha coordenação e parceria com outros pesquisadores da UFVJM, tem como objetivo promover a conservação e o uso sustentável da espécie Eremanthus sp. (candeia), integrando pesquisa científica, extensão e difusão de conhecimento sobre manejo florestal sustentável da espécie e de seus produtos. No âmbito de suas atividades, será realizado o “Candeia pra quê?”, reunindo pesquisadores, estudantes, profissionais para discussão sobre o tema.
Óleo essencial; desenvolvimento; energia.
A crescente demanda por recursos florestais, aliada à necessidade de conservação da biodiversidade e mitigação das mudanças climáticas, tem impulsionado o desenvolvimento de estratégias de manejo sustentável voltadas às espécies nativas de valor econômico. Nesse contexto, a Candeia (Eremanthus sp.), espécie típica do bioma Cerrado e de formações de transição com a Mata Atlântica (Araujo et al. 2018), destaca-se por sua relevância ecológica e elevado valor comercial, specialmente em função da produção de óleo essencial rico em α-bisabolol (Neves et al., 2020), amplamente utilizado nas indústrias farmacêutica e cosmética e pela durabilidade de sua madeira. A exploração histórica da Candeia, muitas vezes conduzida de forma predatória e sem critérios técnicos adequados, resultou na degradação de populações naturais e na redução de sua capacidade de regeneração (Araujo et al. 2014). Diante desse cenário, torna-se fundamental a implementação de práticas de manejo florestal sustentável que conciliem a exploração econômica com a conservação dos ecossistemas, assegurando a manutenção dos serviços ecossistêmicos e a perpetuidade da espécie. O manejo sustentável da Candeia envolve o planejamento criterioso do inventário florestal, a definição de técnicas adequadas de colheita, o monitoramento da regeneração natural e a adoção de práticas silviculturais que favoreçam a dinâmica populacional da espécie (Pérez et al., 2004). Entende-se ainda que com a falta de uma política florestal com foco bem definido e buscando aproveitar a potencialidade da espécie perde-se a possibilidade de ampliar as inovações tecnológicas e também de gerar renda e emprego (Scolforo et al, 2016). Nesse sentido, o projeto “Manejo Sustentável da Candeia” propõe o desenvolvimento e a aplicação de metodologias integradas para o uso racional dessa espécie, promovendo a conservação dos recursos naturais, a valorização econômica das florestas nativas e o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. A iniciativa busca, portanto, contribuir para o equilíbrio entre produção e conservação, alinhando-se aos princípios do desenvolvimento sustentável e às demandas contemporâneas por soluções ambientalmente responsáveis. Sendo o evento "Candeia pra quê?" o marco de lançamento do projeto.
Atualmente existe uma legislação estadual que regulamenta o manejo da Candeia no estado de Minas Gerais. A Portaria N° 01, de 5 janeiro de 2007 do Instituto Estadual de Florestas de MG (IEF). Essa legislação parte da premissa de que as florestas e demais formas de vegetação existentes no Estado são bens de interesse comum, respeitados o direito de propriedade e a função social das mesmas. Considera ainda que a política florestal do Estado de Minas Gerais tem por objetivo assegurar a proteção e a conservação das formações vegetais nativas e que o poder público deve criar mecanismos de fomento à pesquisa de manejo e uso sustentado dos recursos vegetais. Viabilizando ações de manejo florestal para estimular o aproveitamento sensato, equilibrado e sustentável de uma espécie de alta importância social, econômica e ambiental, reduzindo e eliminando a forma predatória de exploração da mesma. É exposto na própria legislação a inexistência de legislação específica para as espécies que ocorrem em área de transição denominada ecótono, entre mata e campos abertos (campos nativos de altitude, cerrado, campo rupestre, campo sujo). Contudo a legislação foi embasada em um estudo realizado pela Universidade Federal de Lavras – UFLA, em na região Mata Atlântica. Sabendo que existe grande variação entre populações de Candeia (Padua et al., 2016), de acordo com o ecossistema, é fundamental que os estudos que amparem a legislação de uso da espécie contemplem essas variações, uma vez que elas têm efeito direto no crescimento, consequentemente na produtividade e no tempo de regeneração. Uma parte técnica de suma importância para o manejo sustentável é a definição do ciclo de corte. O que só é possível definir com segurança a partir de dados de medição contínua do crescimento das árvores remanescentes e da regeneração, pós intervenção. Essa lacuna na legislação faz com que o órgão aprove planos de manejo com indicação de ciclo de corte empírico, geralmente 12 anos (Pareceres nº 12/IEF/NAR CAXAMBU/2023, IEF/NAR CAXAMBU nº. 1/2024 e 36/IEF/NAR CAXAMBU/2021). Considerando que a espécie tem alta ocorrência natural da Serra do Espinhaço, a importância de se definir ciclos de corte para o manejo da espécie, bem como a valoração económica de seus produtos, esse projeto se justifica ao tentar preencher essas lacunas e propor assim um método de manejo sustentável da espécie para essa região de elevada ocorrência da mesma.
Alertar a comunidade para oa importância da consrevação da espécies e propor um método de manejo sustentável para a Candeia, Eremanthus sp., na região da Serra do Espinhaço.
Difundir conhecimentos técnicos e científicos sobre a candeia; Discutir práticas de manejo sustentável e legislação vigente; Evidenciar o potencial econômico da espécie (óleo essencial e madeira); Sensibilizar a sociedade sobre a conservação e uso responsável dos recursos florestais; Integrar universidade, setor produtivo
REALIZAÇÃO DO EXPERIMENTO E LEVANTAMENTO DE DADOS O estudo será desenvolvido em uma área de 1,668 ha dentro do Campus JK da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) entre as coordenadas 7984700 - 651300 UTM / 7987800 - 651500. A delimitação da área se deu em função dos limites de dominância da Candeia, Eremanthus sp., nesse fragmento de cerrado ruprestre. Trata-de de uma área de dominância de mais 80% da espécie, atendendo portanto aos critérios da Portaria N° 01, de 5 janeiro de 2007 do Instituto Estadual de Florestas de MG (IEF) para o manejo da espécie: Art.1°. A exploração, na forma de manejo florestal, das espécies Eremanthus erythropappus e Eremanthus incanus (Candeia), somente poderá ser autorizada pelo Instituto Estadual de Florestas, com vistas ao uso sustentável,proteção e perpetuação da espécie e em maciços onde haja a predominância da mesma. Parágrafo único. Entende-se como predominância da espécie, fragmentos ou borda de fragmentos, com ocorrência no mínimo de 70% (setenta por cento) dos indivíduos da espécie, Eremanthus erythropappus ou Eremanthus incanus, , ou ainda, encraves, reboleiras ou aglomerados dentro da mata nativa cuja ocorrência média nestes seja igual ou superior a 70%( setenta por cento) dos indivíduos da espécie, Eremanthus erythropappus ou Eremanthus incanus. Para o planejamento da instalação do experimento, a área, agora denominada Unidade de Manejo Florestal (UMF), foi delimitada e realizou-se censo com mapeamento de todos os indivíduos adultos de candeia . Considerou-se indivíduo adulto, todos aqueles em que a circunferência de pelo menos um fuste à altura de 30 cm do solo, fosse ≥ 15,7 cm (5 cm de diâmetro) (Scolforo et al., 2002). Cada indivíduo incluído no mapeamento tiveram todos os fustes medidos e identificados com placa de metal. Além da circunferência mediu-se a altura total com uma vara graduada em metros; a quantidade de galhos em ordem qualitativa (pouco, médio ou muito); a qualidade do fuste e a qualidade da copa em boa, média ou ruim. A UMF será dividida em 16 Unidades de Produção Anual (UPA) (Figura 2) e em cada ano serão colhidas as árvores de Candeia em cada UPA, a começar da UPA 1. A exploração ser dará por meio do Sistema de Porta Sementes com Regeneração Natural de acordo com o Art 3° da Portaria N° 01, de 5 janeiro de 2007 (IEF/MG), onde é autorizada a exploração de, no máximo, 70% (sessenta por cento) do estoque do número de plantas de candeia distribuídos nas diferentes classes diamétricas. A UPA1 possui 44 indivíduos de Candeia. Logo serão exploradas 30 árvores, sendo 15 para o estudo da madeira para mourão (árvores a serem derrubadas) e 15 para estudo dos galhos para lenha (árvores em pé). As árvores deixadas como porta sementes (as 14 que não serão usadas nem para mourão nem para lenha) estarão distanciadas, no máximo, 10 m entre si, apresentando sempre características fenotipicamente superiores e com maior diâmetro de copa possível, conforme é exigido na Portaria. Das árvores colhidas na UPA 1 serão quantificados o volume de madeira para mourão e lenha, a biomassa, carbono, o óleo essencial e o princípio ativo alfa bisabolol. Será feita uma análise econômica desses produtos para a valoração dos candeiais e essa UPA 1 ficará em "descanso" para regeneração por 16 anos. No ano 2 será feita a colheita na UPA 2 e o monitoramento da regeneração na UPA 1, no ano 3 colheita da UPA 3 e monitoramento da regeneração na UPA 2, subsequentemente até a UPA 16, fechando um ciclo de rotação ou ciclo de corte de 16 anos. O tempo de regeneração de 16 anos foi definido após análise de trabalhos que acompanharam o crescimento da espécie. Um estudo próximo à área de estudo detectou um crescimento em diâmetro de aproximadamente 2,00 cm.ano-1 (Santos, 2015). A idade relativa e o tempo de passagem para os indivíduos de E. incanus alcançar a menor classe de diâmetro foi 3 e 1,5 anos, respectivamente. No estudo em questão observou-se que os individuo de candeia presentes na área estudada ao alcançar a idade superior a 10 anos apresentaram um DAS maior que 30 cm. Mais tarde, Santos et al. (2017), detectaram que a idade relativa e o tempo de passagem para os indivíduos de E. incanus alcançarem a menor classe de diâmetro foram de 4 e 2 anos, respectivamente. Segundo Pérez et al. (2004) o elevado número de indivíduos na classe diamétrica de 5 a 10 cm, a quantidade de óleo produzida pelos indivíduos desta classe e o seu crescimento satisfatório em diâmetro, permitiram definir que o diâmetro mínimo de corte para a espécie seja de 5cm quando a madeira for usada para a produção de óleo e de 7cm se ela for utilizada para a produção de moirão para cerca. Segundo os autores, a passagem de árvores da classe diamétrica de 27,5cm para 32,5cm é muito vagarosa, provavelmente já refletindo o estádio de senescência a que esta espécie está sujeita. Assim, não justifica a manutenção de indivíduos de candeia com diâmetro acima de 30cm. Oliveira et al. (2010), avaliaram a viabilidade econômica do manejo de Candeia em ciclos de 15 a 30 anos. Verificaram que o de maior retorno é o ciclo de 15 obteve lucros maiores. Contudo, mesmo em situações em que o ciclo de corte seja relativamente longo (30 anos), a atividade ainda é economicamente viável. Segundo Silva et al. (2014) para os espaçamentos 1,5 x 3,0 m, 1,5 x 2,5 m, 1,5 x 2,0 m e 1,5 x 1,5 m, a idade ótima de corte é de 12, 13, 13, e 15 anos, respectivamente e segundo Araújo et al. (2018), um ciclo de 15 anos é economicamente viável. SENSIBILIZAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO A sensibilização da comunidade usuária da candeia constitui um eixo estratégico fundamental para o sucesso do projeto, uma vez que o manejo sustentável depende diretamente do engajamento, da compreensão e da adesão dos atores locais às práticas propostas. Nesse contexto, a estratégia de sensibilização deve ser pautada na aproximação entre o conhecimento científico e o saber tradicional, promovendo um diálogo participativo com produtores rurais, extrativistas, comerciantes e demais envolvidos na cadeia produtiva da candeia. A linguagem acessível, a valorização das experiências locais e a demonstração prática dos benefícios do manejo sustentável são elementos-chave nesse processo. Uma das principais ações previstas é a realização do evento “Candeia pra quê?”, que atuará como uma plataforma de divulgação, integração e construção coletiva do conhecimento. O evento terá como objetivo apresentar o projeto, seus fundamentos técnicos e seus potenciais impactos, além de discutir os múltiplos usos da candeia — como produção de mourões, lenha, óleo essencial e α-bisabolol — evidenciando a importância do manejo adequado para garantir a continuidade desses recursos ao longo do tempo. Dessa forma, a sensibilização não se configura como uma ação pontual, mas como um processo contínuo de educação, diálogo e construção conjunta, no qual o evento “Candeia pra quê?” representa um marco inicial e estruturante para a difusão do projeto e o fortalecimento de uma cultura de uso sustentável da candeia na região. CAPACITAÇÃO E INTERVENÇÃO Complementarmente, outras ações de sensibilização serão incluídas pos eveto, como dias de campo nas Unidades de Produção Anual (UPAs), distribuição de materiais educativos (cartilhas, folders), capacitações técnicas e parcerias com associações e cooperativas locais. O acompanhamento contínuo da comunidade ao longo do ciclo de manejo também será essencial para consolidar o aprendizado e estimular a adoção das práticas recomendadas. Em relação à intervenção, podemos organizar prática dessas técnicas na Unidade de Manejo Florestal (UMF), especialmente nas Unidades de Produção Anual (UPAs). A colheita controlada, a manutenção de árvores porta-sementes e o monitoramento contínuo da regeneração e do crescimento serão conduzidos de forma demonstrativa, funcionando como áreas-modelo. Essas intervenções permitirão validar, em condições reais, as estratégias propostas pelo projeto, além de servirem como espaços de aprendizagem aplicada para os participantes das capacitações. REGISTROS Os registros do evento e das atividades nas Unidades de Produção Anual (UPAs) são fundamentais para garantir a rastreabilidade das ações, a transparência do projeto e a geração de informações consistentes para avaliação técnica e científica. Esses registros podem ser estruturados de forma integrada, combinando métodos qualitativos e quantitativos. No caso do evento “Candeia pra quê?”, os registros podem incluir: Listas de presença com identificação dos participantes (nome, comunidade, contato), permitindo avaliar o alcance da ação; Registros fotográficos e audiovisuais, documentando palestras, oficinas, rodas de conversa e participação do público; Relatórios descritivos do evento, contendo programação, temas abordados, perfil dos მონაწილantes e principais discussões levantadas; Aplicação de questionários ou formulários (antes e depois do evento), para avaliar o nível de conhecimento, percepção e aprendizado dos participantes; Depoimentos e registros qualitativos, captando a percepção da comunidade sobre o uso da candeia e o manejo sustentável. Já para as atividades realizadas nas UPAs, os registros devem ter um caráter mais técnico e contínuo, incluindo: Fichas de campo padronizadas, contendo informações dendrométricas das árvores (DAP, altura, स्थिति fitossanitária, posição, uso – corte, poda ou porta-semente); Mapeamento georreferenciado das árvores e das intervenções, utilizando GPS ou aplicativos de coleta de dados; Registros fotográficos periódicos, permitindo acompanhar visualmente a regeneração e as mudanças na estrutura do povoamento ao longo do tempo; Planilhas de monitoramento, com dados de regeneração natural (densidade, altura, crescimento), mortalidade e incremento das árvores remanescentes; Relatórios técnicos anuais, descrevendo as atividades realizadas em cada UPA (colheita, monitoramento, intervenções) e seus resultados; Banco de dados digital, centralizando todas as informações coletadas, facilitando análises futuras e subsidiando a definição do ciclo de corte. Além disso, é recomendável integrar esses registros a ferramentas digitais (como planilhas eletrônicas, aplicativos de campo ou softwares de inventário florestal), garantindo maior organização, segurança e facilidade de acesso às informações. Dessa forma, o registro sistemático das ações permite não apenas documentar o projeto, mas também avaliar sua efetividade, ajustar estratégias ao longo do tempo e gerar evidências técnicas para subsidiar políticas públicas e práticas de manejo sustentável da candeia.
ARAÚJO. E. J. G.; NETTO, S. P.; SCOLFORO, J. R.; MACHADO, S. A.; MORAIS, V. A.; DAVID, H. C. Sustainable Management of Eremanthus erythropappus in Minas Gerais, Brazil – A Review. Floresta e Ambiente 2018; 25(3). NEVES, G. N.; VARDANEGA, R.; MARTINEZ, A. .C.; MEIRELES, U. M. A. Supercritical CO² extraction of alfa-bisabolol from different parts ofcandeia wood (Eremanthus erythropappus). J. of Supercritical Fluids, 166 (2020). OLIVEIRA, A. D.; RIBEIRO, I. S. A.; SCOLFORO, J. R. S.; MELLO, J. M.; REZENDE, J. L. P. Ecomomic analysis of sustainable management of Candeia. Cerne, Lavras, v. 16, n. 3, p. 335-345, jul./set. 2010. PADUA, J. A. R.; BRANDÃO, M. M.; CARVALHO, D. Spatial genetic structure in natural populations of the overexploited tree Eremanthus erythropappus (DC.) macleish (Asteraceae). Biochemical Systematics and Ecology, v. 66, 2016. p. 307 - 311. PÉREZ, J. F. M.; SCOLFORO, J. R. S.; OLIVEIRA, A. D.; MELLO, J. M.; BORGES, L. F. R.; CAMOLES, J. B. Sistema de manejo para a candeia - Eremanthus rythropappus (DC.) MacLeish – A opção do sistema de corte seletivo. Cerne, Lavras, v. 10, n. 2, p. 257-273, jul./dez. 2004. SANTOS, L. G.; OLIVEIRA, M. L. R.; NOGUEIRA, G. S.; PEREIRA, I. M.; SILVA, M. Idade Relativa e Tempo de Passagem para Eremanthus incanus (Less.) Less em Uma Área em Recuperação no Município de Diamantina, MG Floresta e ambiente, 2017, v.24. http://dx.doi.org/10.1590/2179-8087.0262 SANTOS, L. G. Dinâmica de Eremanthus incanus (Less.) Less em uma área em recuperação no município de diamantina - MG. Dissertação de mestrado. Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuro, 2015. SCOLFORO, H. F.; MELLO, J. M.; SCOLFORO, J. R. S.; OLIVEIRA, A. D.; FERRAZ FILHO, A. C.; CUNHA, D.; MORAIS, V. A.; ALTOÉ, T. A. ARAÚJO, E. J. G. Manejo do crescimento diamétrico da candeia baseado na árvore individual. UFLA, 2016. SILVA, C. S. J.; OLIVEIRA2, A. D.; JUNIOR, L. M. C.; SCOLFORO, J. R. S.; SOUZA, A. N. Viabilidade econômica e rotação florestal de plantios de candeia (Eremanthus erythropappus), em condições de risco. Cerne, Lavras, v. 20, n. 1, p. 113-122, jan./mar. 2014 SCOLFORO, J. R. S; OLIVEIRA, A. D. de; DAVIDE, A. C.; MELLO, J. M. de; ACERBI JUNIOR, F. W. Manejo sustentável da candeia Eremanthus erythropappus e Eremanthus incanus. Relatório Técnico Científico. Lavras. UFLA-FAEPE. 350p. 2002. SOUZA, H. S.; DRESCHER, R.; VENDRUSCOLO, D. G. S.; MOURA, J. P. V. M.; SIQUEIRA, T. A. S.; MAMORÉ, F. M. D. Comparação de métodos de cubagem para eucalipto. Rev. Bras. Biom., Lavras, v.35, n.1, p.17-26, 2017. ZAPPAROLI, I. D.; CAMARA, M. R. G. Plano de manejo florestal em uma propriedade do Mato Grosso: a teoria na prática. In: XLVI Congresso da Sociedade Brasileira de Economia, Administração e Sociologia Rural (SOBER), 2008.
A interação dialógica pressupõe que a universidade não atue apenas como transferidora de conhecimento, mas sim como participante de uma via de mão dupla, onde o saber acadêmico e o saber popular se encontram, dialogam e constroem soluções conjuntas. Neste projeto sobre o manejo sustentável da Candeia na Serra do Espinhaço, essa interação ocorrerá nos seguintes eixos estratégicos: Integração de Saberes (Tradicional e Científico): As comunidades locais, incluindo pequenos proprietários rurais e extrativistas da Serra do Espinhaço, possuem um profundo conhecimento histórico e empírico sobre a ocorrência, a brotação e o uso tradicional da Candeia. O projeto se propõe a ouvir e incorporar essas vivências na escolha das áreas de estudo e na compreensão do histórico de exploração local. Em contrapartida, a academia oferece a validação e o refinamento dessas práticas por meio de métodos científicos (inventário, modelagem, análise química), transformando o empirismo em um manejo técnico e seguro. Apoio e Construção Conjunta de Políticas Públicas: Como destacado na justificativa, existe uma lacuna técnica na legislação estadual (IEF-MG) no que tange ao manejo em áreas de ecótono e ao ciclo de corte empírico. A interação com a sociedade se dará pela aproximação com os órgãos ambientais reguladores e formuladores de políticas públicas. Os dados gerados pelo projeto serão compartilhados de forma transparente com o IEF, promovendo um diálogo institucional que visa adequar a legislação florestal à realidade ecológica do Espinhaço, tornando-a mais justa para o produtor e mais segura para o meio ambiente. Capacitação, Empoderamento e Geração de Renda: A pesquisa não ficará restrita aos laboratórios. O projeto prevê o contato direto com os produtores rurais para demonstrar, na prática, que a Candeia manejada sustentavelmente possui um valor econômico contínuo e superior à exploração predatória. Serão realizados encontros, oficinas ou "Dias de Campo" onde os pesquisadores e a comunidade discutirão as melhores práticas de corte, conservação do banco de sementes e o uso de tabelas de volume, empoderando o produtor para que ele negocie de forma mais justa os produtos da sua terra (madeira e óleo). Difusão de Tecnologias em Formato Acessível: A linguagem acadêmica, repleta de equações e termos estatísticos, será traduzida para uma linguagem acessível à comunidade. O desenvolvimento de ferramentas práticas, como cartilhas de bolso para identificação do ponto ideal de corte, tabelas simplificadas de estimativa de volume/óleo e manuais de condução da regeneração natural, garantirá que o extrativista e o produtor rural se apropriem da tecnologia gerada pela universidade. Dessa forma, o projeto se consolida não apenas como uma pesquisa isolada, mas como uma ferramenta de transformação social, aliando conservação ambiental, justiça legislativa e desenvolvimento econômico regional sustentável.
Aqui está uma proposta estruturada para a seção de Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade, mantendo o rigor acadêmico e alinhando-se perfeitamente às etapas e objetivos do seu projeto: INTERDISCIPLINARIDADE E INTERPROFISSIONALIDADE O manejo sustentável de uma espécie nativa de alto valor econômico e ecológico, como a Candeia (Eremanthus sp.), é um desafio complexo que não pode ser resolvido pela ótica de uma única área do conhecimento ou por um único grupo de profissionais. Para garantir que o uso do recurso concilie conservação ambiental, viabilidade econômica e adequação legal na Serra do Espinhaço, este projeto se fundamenta em uma forte articulação interdisciplinar e interprofissional. 1. Interdisciplinaridade: A Integração das Ciências A interdisciplinaridade neste projeto ocorre pela fusão de diferentes campos do saber acadêmico para a construção de um método de manejo holístico. As principais áreas integradas são: Engenharia Florestal e Silvicultura: Atuam na base do projeto, coordenando o inventário florestal, a modelagem alométrica (biomassa e volume), a dinâmica de regeneração e a definição estrita do ciclo de corte. Química Orgânica e Farmacognosia: Essenciais para a etapa de valoração do produto não madeireiro. A extração de óleos essenciais e a quantificação do α-bisabolol por Cromatografia Gasosa exigem rigor químico para correlacionar a produção metabólica da planta com seu diâmetro e compartimento. Ciência e Tecnologia da Madeira: Fornece os parâmetros físicos, mecânicos e energéticos (poder calorífico, qualidade do carvão e resistência para mourões), garantindo que os subprodutos da Candeia tenham seu valor de mercado validado cientificamente. Ecologia e Botânica: Fundamentais para compreender as especificidades do ecótono e dos campos rupestres da Serra do Espinhaço, bem como o comportamento de sucessão ecológica da Candeia após a intervenção (abertura de dossel e banco de sementes). Ciências Exatas (Estatística e Matemática): Aplicadas na biometria florestal para o ajuste de modelos de regressão precisos e na análise temporal de crescimento (cruzamento das curvas de Incremento Corrente Anual e Incremento Médio Anual). Direito Ambiental e Políticas Públicas: O embasamento teórico para dialogar e propor alterações nas portarias do IEF-MG (como a Portaria N° 01/2007), exigindo a tradução de dados ecológicos para o formato de normativas estatais. 2. Interprofissionalidade: A Atuação Colaborativa A interprofissionalidade se manifesta na forma como diferentes atores e categorias profissionais colaborarão durante a execução e a aplicação dos resultados do projeto: Equipe de Pesquisa Multidisciplinar: O trabalho em laboratório e em campo exigirá a atuação conjunta de engenheiros florestais, biólogos, químicos e estatísticos, que deverão compartilhar métodos e dados. Por exemplo, o engenheiro florestal fornece as amostras com dados dendrométricos precisos para que o químico possa processá-las, unindo variáveis de campo e laboratório. Agentes de Órgãos Ambientais: Analistas ambientais, fiscais e gestores do Instituto Estadual de Florestas (IEF) atuarão como interlocutores. A troca de saberes com esses profissionais é vital para garantir que o plano de manejo proposto seja viável do ponto de vista da fiscalização e da aprovação de projetos reais. Setor Produtivo (Indústria e Rural): O diálogo com produtores rurais (detentores da área), trabalhadores extrativistas (responsáveis pelo corte e manejo empírico) e representantes das indústrias cosmética/farmacêutica e carvoeira garante que a pesquisa atenda a demandas reais do mercado, respeitando a segurança no trabalho e a viabilidade econômica da cadeia produtiva. Ao unir a interdisciplinaridade (o cruzamento de métodos e teorias científicas) com a interprofissionalidade (o trabalho colaborativo entre academia, Estado, setor produtivo e comunidade), o projeto rompe com a fragmentação do conhecimento. O resultado é a entrega de uma proposta de manejo sustentável robusta, aplicável e socialmente referenciada.
O princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão garante que a produção do conhecimento não ocorra de forma isolada, mas sim retroalimentando a formação acadêmica e gerando impacto real na sociedade. No contexto do projeto "Manejo Sustentável da Candeia (Eremanthus sp.) na Serra do Espinhaço", essa tríade se manifesta de forma cíclica e integrada, estruturando-se da seguinte maneira: Pesquisa (A Geração do Conhecimento Científico): A pesquisa é o motor inicial do projeto, responsável por preencher as lacunas científicas e legislativas atualmente existentes. Ela se concretiza por meio do levantamento de dados em campo no ecótono da Serra do Espinhaço, do ajuste de equações de volume e biomassa, da extração e quantificação do óleo essencial (α-bisabolol), e da análise da dinâmica de crescimento e regeneração da floresta. O resultado desta etapa é a definição empírica e validada de um ciclo de corte sustentável e a geração de novas tecnologias e parâmetros silviculturais específicos para a região. Ensino (A Formação e Qualificação Profissional): Os dados, desafios e metodologias gerados pela pesquisa são imediatamente incorporados ao ambiente de ensino (graduação e pós-graduação). O projeto atua como um laboratório vivo, permitindo que estudantes participem ativamente das etapas de campo e de laboratório. Prática: Os alunos vivenciam na prática disciplinas como Manejo Florestal, Dendrometria, Silvicultura, Ecologia e Química da Madeira. Atualização: Os professores utilizam os dados reais da Serra do Espinhaço para atualizar currículos e estudos de caso em sala de aula, formando profissionais muito mais capacitados para lidar com a conservação e exploração consciente de espécies nativas. Extensão (O Impacto e Diálogo com a Sociedade): A extensão garante que o conhecimento gerado não fique restrito aos muros da universidade. Os resultados da pesquisa se transformam em ações diretas junto à comunidade e ao Estado: Políticas Públicas: O projeto fornece subsídios técnicos robustos ao Instituto Estadual de Florestas (IEF-MG), auxiliando na atualização da Portaria N° 01/2007 para torná-la aplicável à realidade do ecótono. Capacitação Social: Por meio de dias de campo, oficinas e elaboração de cartilhas didáticas, a universidade capacita produtores rurais e extrativistas, traduzindo o ciclo de corte e as equações matemáticas em ferramentas práticas para o uso sustentável e a comercialização justa dos produtos da Candeia. A Síntese da Indissociabilidade no Projeto: O projeto demonstra que esses três pilares são interdependentes: a Pesquisa descobre o tempo exato e a melhor forma de manejar a Candeia; a Extensão leva esse método ao produtor rural e ao órgão ambiental, ao mesmo tempo em que capta as demandas reais e empíricas do campo; e o Ensino utiliza essa vivência extensionista e os dados científicos para formar novos engenheiros e pesquisadores cientes de seu papel social, ambiental e tecnológico. Esse ciclo virtuoso garante o desenvolvimento regional sustentável almejado pelo projeto.
Aqui está uma proposta estruturada para a seção de Impacto na Formação do Estudante, redigida para evidenciar o valor pedagógico e profissional que o projeto oferece aos graduandos envolvidos: IMPACTO NA FORMAÇÃO DO ESTUDANTE: CARACTERIZAÇÃO DA PARTICIPAÇÃO DOS GRADUANDOS A inserção de estudantes de graduação neste projeto atua como um divisor de águas em sua trajetória acadêmica, superando o modelo tradicional de ensino restrito à sala de aula. A participação ativa dos graduandos na execução do plano de "Manejo Sustentável da Candeia na Serra do Espinhaço" impacta sua formação em múltiplas dimensões, caracterizadas a seguir: Vivência Prática e Aplicação Teórica (Saber Fazer): Os alunos atuarão diretamente nas etapas de campo e laboratório. Eles aplicarão os conceitos teóricos de biometria, silvicultura e manejo florestal ao realizar o inventário das parcelas, a cubagem rigorosa das árvores e o monitoramento da regeneração. No laboratório, o manuseio de equipamentos como o aparelho de Clevenger para a extração do óleo essencial proporciona uma vivência técnica indispensável, consolidando o aprendizado por meio da prática intensiva. Desenvolvimento do Pensamento Científico (Iniciação à Pesquisa): Ao participarem da coleta, tabulação e análise estatística dos dados (como o ajuste de equações de volume e biomassa), os estudantes desenvolvem senso crítico e rigor metodológico. Eles são estimulados a questionar os métodos atuais, interpretar os resultados analíticos (como os dados de cromatografia do α-bisabolol) e a redigir relatórios técnicos e artigos científicos, habilidades essenciais para a formação de um pesquisador ou profissional de excelência. Visão Sistêmica e Interdisciplinaridade: O graduando deixará de enxergar a floresta apenas sob a ótica de sua disciplina específica. Ao transitar pelas análises de propriedades tecnológicas da madeira, quantificação química de metabólitos secundários e dinâmica ecológica de ecótonos, o estudante constrói um perfil profissional versátil, capaz de dialogar com químicos, engenheiros, biólogos e legisladores. Formação Cidadã e Consciência Socioambiental: A etapa de extensão do projeto coloca o aluno frente a frente com a realidade social da Serra do Espinhaço. A interação com produtores rurais, extrativistas e fiscais ambientais do IEF-MG desenvolve a empatia e a capacidade de comunicação e escuta ativa. O estudante compreende, na prática, a função social de sua profissão: gerar tecnologia que preserve o meio ambiente e, simultaneamente, promova justiça social e geração de renda local. Preparação para o Mercado de Trabalho e Tomada de Decisão: O projeto simula desafios reais do mercado florestal e ambiental. O graduando participará do processo crítico de definir o ciclo de corte ótimo com base em dados de ICA e IMA, uma competência altamente valorizada por empresas do setor florestal, indústrias cosméticas e farmacêuticas, além de órgãos de fiscalização pública. Essa responsabilidade fomenta a maturidade profissional, a liderança e a autonomia do estudante.
O projeto "Manejo Sustentável da Candeia na Serra do Espinhaço" propõe uma verdadeira mudança de paradigma na relação entre as comunidades locais e os recursos naturais. Historicamente, a exploração da Candeia tem sido marcada por práticas predatórias que geram degradação ambiental e perpetuam a vulnerabilidade socioeconômica dos extrativistas. O impacto e a transformação social deste projeto estruturam-se nos seguintes pilares: Emancipação Econômica e Geração de Renda: A transferência de tecnologia gerada pela universidade — como o uso de tabelas de volume e o conhecimento sobre o ponto ideal de corte para a máxima produção de óleo (α-bisabolol) — empodera o produtor rural. Ele deixa de ser um mero fornecedor de matéria-prima barata e passa a compreender o alto valor agregado do seu recurso. O manejo florestal sustentável transforma a floresta nativa em uma "poupança verde" contínua, garantindo uma fonte de renda estável e perene para as famílias, reduzindo a pobreza no campo. Segurança Jurídica e Cidadania Ambiental: Muitos produtores e extrativistas operam na informalidade ou enfrentam barreiras burocráticas devido a uma legislação (Portaria IEF Nº 01/2007) que não contempla as especificidades dos ecótonos do Espinhaço. Ao fornecer dados científicos para embasar ciclos de corte e planos de manejo adequados à região, o projeto atua diretamente na atualização e flexibilização responsável das políticas públicas. Isso traz os produtores para a legalidade, diminui conflitos com órgãos de fiscalização e promove a cidadania, garantindo que possam trabalhar com segurança e respaldo legal. Conservação Socioambiental e Fixação no Campo: A transformação social também ocorre na forma como a comunidade enxerga a floresta. A árvore em pé, ou manejada sob critérios rigorosos de regeneração, passa a ser vista como um ativo de alto valor, desestimulando o desmatamento para a conversão do solo em pastagens degradadas. Essa valorização do recurso nativo cria novas oportunidades de emprego verde (como coletores de sementes, operadores de manejo e processadores de óleo e madeira), o que ajuda a fixar o trabalhador e o jovem no campo com dignidade, combatendo o êxodo rural. Valorização da Identidade Regional: A Candeia é uma espécie emblemática da Serra do Espinhaço, profundamente enraizada na cultura material da região (como na construção de cercas tradicionais). O projeto valida e moderniza esse uso histórico. A interação dialógica e a capacitação das comunidades tradicionais promovem o resgate e o respeito aos saberes locais, unindo tradição e ciência para construir um modelo de desenvolvimento que respeita a identidade do povo do Espinhaço.
A divulgação será feita pelo site e instagram do evento; instagram do cruso de Engenharia Florestal e do PPGCF-UFVJM; site do Citec. Para o píublico externo, a estratégia priorizou o uso de meios acessíveis, diretos e de ampla circulação local, combinando ferramentas digitais e tradicionais. Nesse sentido, foram utilizados grupos de WhatsApp e redes sociais como principais canais de disseminação rápida das informações, por meio de convites digitais, e vídeos curtos, facilitando o compartilhamento. Paralelamente, buscou-se o apoio de parceiros locais, como Sebrae a a Prefeitura. Outro aspecto importante foi a adoção de uma linguagem clara e acessível, destacando a relevância prática do evento como os usos da candeia, oportunidades econômicas e orientações sobre manejo de modo a despertar o interesse e evidenciar os benefícios diretos para os participantes. Por fim, a divulgação foi estruturada não apenas como um convite, mas como um processo de aproximação, reforçando a ideia de que o evento seria um espaço aberto ao diálogo, à troca de saberes e à construção conjunta de soluções.
Programação do Evento
Auditório do departamento de Engenharia Florestal
28/04/2026
08:00
16:50
Na parteda manhã serão apresentados os trabalhos já desenvolvidos com a Candeia no PPGCF-UFVJM e a apresentação dos produtos da Candeia. E tarde será feito o lançamento do projeto: Manejo sustentável da Candeia, Eremanthus sp., na Serra do Espinhaço.
Auditório do departamento de Engenharia Florestal
28/04/2026
08:00
16:50
Terá um espaço para os participantes externos compartilharem suas vivências com a candeia e relatar dificuldades e levantar. Isso para favorecer a escuta ativa e aproximar o conhecimento científico da realidade local. O evento também terá espaços interativos onde pequenos grupos circulam e interagem diretamente com pesquisadores e estudantes, permitindo uma troca mais próxima e personalizada. Será utilizado linguagem acessível e recursos visuais para facilitar a compreensão e tornar o conteúdo mais atrativo para públicos diversos. A fim de valorizar o conhecimento local, os membros externos serão convidados para falarem sobre suas práticas e experiências
Público-alvo
O público externo ao qual a divulgação do evento “Candeia pra quê?” foi direcionada foi definido de forma ampla e estratégica, contemplando os diferentes atores que, direta ou indiretamente, se relacionam com o uso, manejo e comercialização da candeia na região da Serra do Espinhaço. Em primeiro lugar, destacam-se os produtores rurais e proprietários de áreas com ocorrência de candeia, que são os principais responsáveis pela tomada de decisão sobre o manejo da espécie. Outro grupo relevante é o dos trabalhadores rurais e extrativistas, que atuam diretamente na colheita, beneficiamento e transporte da madeira. Esses atores possuem conhecimento prático importante, mas, muitas vezes, carecem de acesso a informações técnicas atualizadas sobre manejo sustentável e exigências legais. Também foram considerados como público-alvo os comerciantes e integrantes da cadeia produtiva, incluindo compradores de madeira, produtores de óleo essencial e intermediários, que influenciam a dinâmica de mercado e podem contribuir para a valorização de práticas sustentáveis. Além disso, a divulgação buscou alcançar técnicos e profissionais da área ambiental e florestal, como consultores, extensionistas e servidores de órgãos públicos, que atuam no licenciamento, fiscalização e assistência técnica.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 12 h
- Manhã;
- Tarde;
O dia do evento “Candeia pra quê?” foi estruturado para promover integração, aprendizado e troca de experiências entre universidade e comunidade externa, de forma dinâmica e participativa. As atividades terão início com o credenciamento e acolhimento dos participantes, seguido de uma abertura institucional, na qual foi apresentada a proposta do projeto de manejo sustentável da candeia, seus objetivos e sua importância para a região. Na sequência, ocorrerão palestras breves e acessíveis, abordando temas centrais como usos da candeia, legislação vigente, manejo sustentável e potencial econômico da espécie. Essas apresentações serão intercaladas com rodas de conversa, permitindo a participação ativa do público, que pôde compartilhar experiências, dúvidas e percepções. O evento terá ainda com espaços de interação informal, como intervalos para café, favorecendo a construção de vínculos e o diálogo entre participantes, pesquisadores e estudantes. Por fim, será realizado um momento de encerramento e avaliação, com coleta de percepções do público, reforço das principais mensagens e convite para continuidade do envolvimento com o projeto. De forma geral, o evento será concebido como um ambiente participativo e inclusivo, voltado não apenas à divulgação, mas à construção conjunta de conhecimento sobre o uso sustentável da candeia.
- Manhã;
- Tarde;
Planejamento das atividades do Evento Organização das equipes Conversa com os potenciais palestrantes Convite aos palestrantes Busca de apoio para a realiação
- Manhã;
Confecção de relatório para o Citec Confecção de relatóro para o Siex Emissão de certificados