Visitante
QUIMIKIDS - EDUCAÇÃO LABORATORIAL EM QUÍMICA EXPERIMENTAL COMO ESTRATÉGIA MOTIVACIONAL PARA O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES EM CRIANÇAS
Sobre a Ação
202203001726
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
14/04/2026
27/11/2026
Dados do Coordenador
marcelo moreira britto
Caracterização da Ação
Ciências Exatas e da Terra
Educação
Trabalho
Infância e adolescência
Regional
Não
Não
Sim
Dentro do campus
Integral
Não
Membros
Este projeto visa levar conhecimentos na área de Química, através de diversos experimentos previamente selecionados e avaliados, a grupos de crianças que atendem a critérios específicos estabelecidos neste projeto, preferencialmente matriculados em escolas públicas alocadas no município de Diamantina e região. Com esta proposta, objetiva-se desenvolver nas crianças diversas habilidades como aquisição lúdica de conhecimento associados às atividades.
Química, experimentos, criança
Os fenômenos químicos, físicos ou biológicos, muitas vezes associados a efeitos visuais ou sensoriais, frequentemente provocam fascínio nas pessoas que, não compreendendo os mecanismos teóricos pelos quais tais fenômenos acontecem, costumam associá-los a efeitos de mágica. Fenômenos químicos como mudança de estado físico, coloração, solubilidade, efeitos pirotécnicos ou mesmo explosivos estão diretamente associados à interações ou mesmo variações nas estruturas moleculares como resultado da recombinação entre os átomos que compõem a estrutura de uma determinada molécula envolvida em uma reação química. Para uma grande maioria, a compreensão da teoria que sustenta muitos dos efeitos observados constitui um enorme obstáculo, o que por muitas vezes provoca repulsa em muitos que a associam como algo de extrema complexidade, relegando a química, como ciência, ao campo do incompreensível. Contudo, mesmo com a complexidade que sustenta a base teórica dos fenômenos químicos, os feitos provocados são extremamente interessantes e sempre provocam curiosidade e até mesmo fascínio. Um dos grandes entraves encontrados pelos professores no ensino de química encontra-se na dificuldade em trazer a química para o quotidiano como parte do dia a dia das pessoas que por muitas vezes costumam enxergá-la como algo abstrato. Esta abstração pode ser resultado dos fenômenos químicos estarem associados a estruturas infinitesimalmente pequenas como os átomos e as moléculas, quando visto isoladamente, e não agregados atômicos, moleculares ou iônicos, formando as fases condensadas da matéria. Nos primeiros anos da fase escolar, mais precisamente no ensino fundamental, a criança não tem qualquer contato com a ciência relacionada à química, vindo a tê-lo somente mais tarde no ensino médio, ou quando muito, ao final do ensino fundamental. Desta forma, os primeiros contatos de uma criança com uma ciência totalmente nova e desconhecida precisa ser feito de uma forma muito criteriosa para que o novo conhecimento possa ser transmitido de forma adequada, o que nem sempre acontece. A elaboração de propostas pedagógicas para o trabalho com crianças deve ocorrer em consonância com o contexto histórico em que elas estejam inseridas (OLIVEIRA, 2017). As práticas educativas desenvolvidas na educação infantil e nas primeiras séries do ensino fundamental ainda apresentam incompatibilidades entre as proposições pedagógicas inspiradas no século passado e as tecnologias digitais nas quais as crianças estão imersas (SIBILIA, 2012). Desta forma, o ensino de química para crianças deve ser feito de forma simples, sem excessivo conteúdo, com elevado nível de abstração e utilizando temáticas compatíveis com o grau de desenvolvimento psicológico destas crianças, visando ampliar as formas de construção do conhecimento de ciência na infância. Em muitos casos os primeiros contatos com a química, para algumas pessoas, costuma ser traumático, uma vez que começam a lidar com algo totalmente novo, daí a necessidade de uma introdução criteriosa, com o intuito de promover uma ambientação prévia para que o conhecimento possa ser transmitido e absorvido naturalmente. Podemos estimular nas crianças a curiosidade pelos fenômenos químicos relacionados às ransformações visuais, estimulando-as através de atividades lúdicas a questionarem o mundo à sua volta e as transformações, buscando com isto respostas ao que é observado, utilizando para tal uma linguagem adequada e condizente com a sua idade e com o seu grau de compreensão das coisas. As novas perspectivas curriculares para o Ensino Médio pautadas na experimentação, enfatiza a elaboração de experimentos com metodologias voltadas à adaptação de experimentos clássicos que possam ser trabalhados com as crianças. Muitas vezes, o estudante que opta pelo campo das Ciências Naturais poderá ser prejudicado em sua formação se atividades experimentais de observação e investigação não forem inseridas previamente, provocando uma deficiência no desenvolvimento científico do estudante. As atividades que envolvem manipulações de objetos, medidas, montagens e observações são de relevante importância como estratégia de estímulo à curiosidade e como conseqüência, na absorção de novos conceitos e metodologias de aprendizado. A experimentação propicia às crianças a possibilidade de manipular, observar, questionar, discutir com os demais e formular respostas aos seus questionamentos (FRANCISCO JÚNIOR, 2008). As atividades lúdicas são muito importantes na aprendizagem uma vez que pode incutir nas crianças a noção de aprender por ser divertido, trazendo a elas novos conhecimentos que podem ser assimilados de uma forma natural e prazeirosa. A introdução de determinados conceitos relacionados à química, pode ser apresentada às crianças de uma forma lúdica, estimulando-as a questionarem e procurarem respostas para fenômenos químicos relacionados ao nosso dia a dia. A compreensão de tais conceitos, pode ser de grande importância para elas futuramente, quando as mesmas estiverem lidando diretamente com as disciplinas relacionadas à química, o que poderia tornar mais simples e natural a compreensão e assimilação de conceitos que são hoje um grande entrave ao aprendizado da química enquanto ciência para uma grande parcela de jovens. Estes, ao se defrontar com uma ciência totalmente nova, podem ser capazes de associá-las a muitas ações frequentemente praticadas no dia a dia, abrindo suas mentes para a importância da química na sociedade como base fundamental para enorme quantidade de processos tecnológicos vitais no mundo contemporâneo.
Para muitas pessoas os processos químicos envolvidos nos fenômenos observados no dia a dia, são por muitas vezes de difícil compreensão uma vez que para muitos trata-se de algo complexo e abstrato o que torna a teoria envolvida nestes processos um enorme obstáculo a ser transposto, razão pela qual muitas pessoas não nutrem empatia por esta ciência. Conduto, muitas coisas podem ser feitas no sentido de atenuar esta resistência ao aprendizado de química se partirmos do pressuposto que muitos conceitos de grande importância em química podem ser transmitidos de forma simples à crianças utilizando atividades práticas estimulantes através de uma linguagem acessível de forma a trabalhar conceitos importantes envolvidos nestas atividades práticas viabilizando melhorar a visão futura que estas crianças terão da química como uma área da ciência de extrema importância na nossa sociedade, bem como possibilitar com isto uma transição mais suave e menos traumática na passagem do ensino fundamental ao ensino médio, quando a química enquanto ciência será uma disciplina obrigatória, o que poderia com isto despertar no jovem um melhor aproveitamento e um interesse maior pela área. Desta forma, um projeto voltado ao aprendizado de química através de experimentos cuidadosamente elaborados e repletos de conhecimento, utilizando uma metodologia lúdica, pode ser de grande valia para estimular as crianças a gostar e se estimular por uma grande área da ciência. Muitas escolas alocadas em distritos e zonas rurais no entorno da cidade de Diamantina são muito carentes de recursos tanto físicos (espaço adequado, materiais e equipamentos) e humanos (professores com uma qualificação adequada a determinadas funções). Esta deficiência se faz sentir em muitos alunos que acabam por adquirir uma formação precária, o que por muitas vezes trazem prejuízos ao aluno que deseja prosseguir na busca por mais conhecimentos, ingressando em cursos técnicos ou em cursos de graduação nas mais diversas áreas. Além disto temos também aqueles alunos que não prosseguem em seus estudos após finalizarem o ensino médio ou mesmo o fundamental por razões das mais variadas, como problemas financeiros, de acesso, manutenção, falta de motivação ou até mesmo por ignorância ao desconhecer muitas áreas do mundo que os cerca. Um trabalho voltado à algumas regiões carentes do Vale do Jequitinhonha, que possa levar conhecimento e ao mesmo tempo motivação às crianças destas regiões carentes, seria de grande valia como um estímulo à curiosidade sobre algumas áreas da ciência e as suas transformações possibilitando com isto acender o interesse destas crianças pelos estudo de ciências nas suas diferentes áreas o que poderá contribuir nas escolhas e formação profissional em muitas destas crianças. U projeto desta natureza voltado à escolas presentes em distritos e zonas rurais da cidade de Diamantina se justifica pelo fato de serem regiões carentes onde qualquer trabalho social realizado nestas comunidades poderia ser muito bem recebido e consequentemente trazer bons resultados, expandindo através destas ações o universo de muitas crianças em relação à uma área da ciência totalmente nova para elas.
Estimular a criança a desenvolver a curiosidade e o senso crítico em relação ao mundo relacionado às suas transformações químicas, físicas e biológicas. Desenvolvimento de atividades práticas e lúdicas relacionadas à química, voltadas para crianças no ensino fundamental. Desenvolvimento de metodologias de aprendizado relacionadas a atividades práticas de química voltadas para crianças no ensino fundamental. Tornar a química para crianças mais atrativa e estimulante, mostrando a elas a importância da química na nossa sociedade. Desenvolver nas crianças o desejo e a capacidade de discutir sobre ciência nas diversas áreas do conhecimento. Desenvolver nos alunos de graduação envolvidos no projeto a habilidade de discutir e transmitir o conhecimento aos demais utilizando uma linguagem simples e acessível. Inserir as crianças no ambiente acadêmico através do contato direto com laboratórios e demais dependências da UFVJM.
1-Atrair um número considerável de crianças para participar do projeto. 2-Atrair um número considerável de tutores para participar do projeto. 3-Aquisição de espaços adequados para a reação das atividades do projeto. 4-Atrair uma maior quantidade de alunos interessados pelos cursos envolvendo as disciplinas de Química oferecidos pela UFVJM. 5-Maior divulgação do projeto QUIMIKIDS junto à comunidade dentro e fora da universidade.
1-Pesquisa e seleção contínua de material teórico e prático que possa atender de forma satisfatória os objetivos do projeto. 2-Avaliação do material selecionado quanto à possibilidade de ser transformado em experimentos voltados para o ensino de química para crianças. 3-Elaboração de roteiros para as atividades experimentais. 4-Seleção de vidrarias, reagentes e aparatos para a realização dos experimentos. 5-Execução dos experimentos para ajustes e adaptações. 6-Contato prévio com instituições de ensino fundamental bem como outras pessoas não vinculadas à instituições responsáveis por crianças,para seleção de crianças como integrantes do projeto. 7-Agendamento das atividades práticas com as crianças integrantes do projeto realizado nas dependências da UFVJM em Diamantina. 8-Elaboração de escalas envolvendo os estudantes de graduação da UFVJM atuando como tutores no acompanhamento e orientação dos experimentos realizados pelas crianças. 9-Atribuição de um experimento a cada aluno de graduação para atuar como tutor na orientação do referido experimento realizado pela criança. 10- Agendamento de datas e horários envolvendo o coordenador do projeto e os alunos de graduação atuando como tutores para o treinamento das atividades atribuídas aos mesmos. 11-Organização prévia de todos os experimentos distribuídos de forma adequada nas bancadas do laboratório e também em alguns espaços externos conforme as características de cada experimento. 12-Recebimento das crianças acompanhadas pelos responsáveis, para realização das atividades práticas no laboratório. 13-Análise e avaliação do material produzido pelas crianças. 14-Confecção do relatório final. 15- Sobre a pesquisa e seleção e avaliação do material teórico e prático: Serão feitos pelo professor coordenador e alunos de graduação integrantes do projeto com a orientação do professor coordenador responsável pelo projeto. Os materiais selecionados devem atender aos requisitos necessários para a obtenção dos resultados esperados, como: • Experimentos que apresentem algum resultado com caráter visual ou sensitivo como por exemplo: mudança de estado físico, aroma, coloração, aquecimento, resfriamento, desprendimento de gases, formação de precipitados, etc. • Simplicidade na execução da atividade. • Disponibilidade de vidrarias e reagentes necessários para a atividade. • Segurança, não apresentando perigo na execução da atividade. • Efeitos que possam descrever de forma clara os conceitos e conhecimentos necessários a ser assimilados pelas crianças. • Rapidez na execução da atividade. São alvos de pesquisa para a seleção do material: artigos científicos, sites, livros didáticos, teses e dissertações. Uma vez selecionados os materiais, os integrantes do projeto farão reuniões periódicas para discussão do material selecionado e a forma como o mesmo será trabalhado e disponibilizado para as crianças. 16-Sobre a elaboração dos roteiros para as atividades: O material selecionado após análise e discussão será transformado em roteiros de prática, descritos de forma simples e resumida, em de uma linguagem adequada para as crianças. Os roteiros serão disponibilizados na forma de cartilha, contendo ilustrações e textos com perguntas que possam estimular a capacidade criativa das crianças em suas respostas aos questionamentos. 17-Sobre a seleção de vidrarias, reagentes e aparatos para a realização dos experimentos: As vidrarias selecionadas para os experimento são vidrarias comuns em qualquer laboratório de química, atentando para o fato que devem ser simples, de fácil manipulação e devem ser providas de efeito visual que possa estimular a criança na realização do experimento. Os reagentes selecionados devem ser baratos, disponíveis comercialmente e seguros não oferecendo riscos às crianças. 18- Contato prévio com instituições de ensino fundamental para seleção de crianças como integrantes do projeto: Deverão ser selecionadas preferencialmente algumas instituições públicas de ensino, em diferentes localidades onde deverão ser selecionados pelos próprios responsáveis da instituição, as crianças que possam preencher os requisitos necessários para o bom andamento do projeto, como: boa disciplina, assiduidade e interesse. 19- As crianças selecionadas de cada instituição devem estar inseridas na faixa etária entre 04 e 10 anos. Para cada etapa de experimentos, as crianças serão organizadas de acordo com as idades, quantidades de crianças, quantidade de experimentos disponíveis no momento e quantidade de alunos de graduação atuando como tutores no momento. 20-Sobre o agendamento das atividades práticas com as crianças integrantes do projeto: Mediante a autorização da instituição o agendamento poderá ser feito respeitando a disponibilidade das crianças de forma que não prejudique suas atividades normais dentro da instituição. O agendamento deverá ser feito para que as atividades aconteçam em dias letivos durante o ano, podendo acontecer no período matutino ou vespertino. 21-Sobre a elaboração das escalas para a participação dos alunos de graduação: Uma vez agendada a visita das crianças para a participação no projeto, as datas são divulgadas aos alunos de graduação através dos grupos contidos no whatszapp envolvendo os alunos matriculados nas disciplinas de química ministradas pelo professor coordenador do projeto e também no grupo whatszapp QUIMIKIDS, no qual estão inseridos os alunos que não estão matriculados nas disciplinas ministradas pelo coordenador do projeto, mas desejam participar de forma voluntária na tutoria para a realização dos experimentos com as crianças. Desta forma os alunos se manifestam divulgando nos grupos as datas e horários em que estão disponíveis para participar do projeto de forma a não prejudicar as demais atividades exercidas pelos alunos na universidade. As escalas para a visita de cada turma de crianças são elaboradas de forma a se obter uma quantidade adequada de alunos para que a criança possa realizar individualmente cada experimento sob a orientação do aluno tutor responsável pelo referido experimento. 22-Sobre o treinamento dos alunos tutores: Uma vez atribuído um experimento ao aluno de graduação que vai atuar como tutor no projeto, é agendada uma data e horário para a visita do aluno ao laboratório para a realização da atividade sob a orientação do professor coordenador do projeto que orienta individualmente cada aluno, não apenas na execução adequada do procedimento, mas também no conhecimento dos aspectos teóricos relacionados à cada experimento e também um forma de trabalhar de uma forma lúdica para ser transmitida para a criança, durante a execução do experimento pela criança. 23-Sobre a realização das atividades práticas: As atividades práticas, bem como a discussão dos resultados observados durante os experimentos os experimentos, são realizadas nas dependências da UFVJM conforme o caso. Durante este processo, uma série de experimentos será realizada onde os grupos de alunos de graduação serão induzidos a desenvolver o hábito de leitura e compreensão de roteiros de atividades, reconhecimento e funcionalidade de vidrarias, organização e montagem de experimentos, observação, questionamento e discussão dos fenômenos observados durante os experimentos. 24- Sobre a análise e avaliação do material produzido pelas crianças: Ao final das atividades, teremos disponíveis o material produzido pelos grupos de alunos tutores, que serão produzidos na forma de questionários bem como textos preparados por eles, envolvendo os experimentos abordados durante as atividades. Todo este material será posteriormente avaliado. Este material é produzido conforme a faixa etária das crianças envolvidas no projeto, dando mais destaque às crianças na faixa etária acima de 8 anos que já possuem um melhor conhecimento sobre a leitura dos textos relacionados aos procedimentos de cada experimento. 25- Sobre os tutores: Os tutores são alunos de graduação, que terão a função de orientar os grupos durante os experimentos, bem como estimular as discussões, a curiosidade e organização, prezando e transmitindo às crianças todas as normas de segurança, bem como o procedimento adequado na condução de qualquer experimento. Cabe aos tutores auxiliar o coordenador na seleção de avaliação das atividades, na obtenção e organização dos materiais e reagentes necessários para as atividades e obter o material produzido pelas crianças. 26- Sobre o coordenador do projeto: Cabe ao coordenador do projeto: • Selecionar os tutores, conduzir o processo de seleção e adequação das atividades. • Produzir o material teórico a ser disponibilizado aos grupos • Disponibilizar todo o necessário para viabilizar as atividades como vidrarias, solventes e reagentes. • Promover a seleção das instituições que farão parte do projeto • Promover o agendamento das atividades e o local para a execução das mesmas. • Selecionar alunos de graduação interessados em participar do projeto de forma voluntária. • Treinar e orientar nos aspectos práticos e téoricos cada experimento realizados pelos alunos de graduação atuando como tutores no projeto. • Organizar de forma adequada todos os experimentos. • Prestar assistência e vistoriar a atuação dos tutores durante as atividades realizadas pelas crianças • Conduzir a análise do material produzido, em alguns casos, pelos grupos de alunos tutores.
1- OLIVEIRA, Aldo Sena de; BRONDANI, Patrícia Bulegon; MEIER, Lidiane; . A Química, o imaginário e as crianças; Interespaço: Revista de Geografia e Interdisciplinaridade, Grajaú/MA, n.11, v. 3, p. 57-69, dez. 2017. 2- SIBILIA, Paula. Redes ou Paredes: Escola em tempos de dispersão, Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. 3- FRANCISCO Júnior, WILMO Ernesto, FERREIRA, Luiz Henrique; HARTWING Dácio Rodney. Experimentação Problematizadora: Fundamentos Teóricos e Práticos para a Aplicação em Salas de Aula de Ciências. Química Nova na Escola, n. 30, p. 34-41, 2008.
A interação se fará mediante ao contato direto dos integrantes do projeto constituído pelo professor coordenador e estudantes de graduação da UFVJM com os dirigentes, professores e alunos das instituições de ensino onde as crianças estão matriculadas. Indiretamente haverá também interação dos membros de outros setores da comunidade externa, mais especificamente as pessoas diretamente ligada às crianças, uma vez que inevitavelmente as crianças participantes do projeto poderão levar informações sobre as atividades desenvolvidas, fazendo com que estas pessoas possam interagir indiretamente com o projeto.
A interdisciplinaridade se fará presente em todas as etapas do projeto uma vez que os experimentos em química selecionados serão bastante diversificados, abrangendo não apenas temas do universo da física, da biologia, da matemática e das ciências aplicadas que podem ser trabalhados com as crianças, bem como a leitura e interpretação de textos necessário para a compreensão dos roteiros para a execução dos experimentos. A Inter profissionalidade também se fará presente uma vez que as crianças trabalharão em conjunto, em colaboração mútua, para o alcance de um objetivo comum.
A relação entre o ensino, a pesquisa e a extensão se tornam clara ao passo que as atividades experimentais executadas pelas crianças serão criteriosamente selecionadas mediante a uma pesquisa bibliográfica, bem como uma pesquisa voltada à observação e seleção de fenômenos e atividades do quotidiano que possam se tornar úteis aos objetivos do projeto se adequadamente adaptadas. Tudo isto requer um trabalho de pesquisa visando encontrar e selecionar o melhor material teórico/prático que possa servir aos objetivos do projeto. Uma vez selecionado, este material será estudado e por fim adequado aos objetivos de forma a torná-lo didático o suficiente ao público ao qual o projeto se destina obtendo resultados satisfatórios, o que configura uma ação voltada para o ensino, transformando o material trabalhado em conhecimento acessível ao público ao qual se destina. Por fim, com o material teórico/prático devidamente trabalhado será possível estender o trabalho para além dos limites da universidade de forma a atingir e beneficiar crianças que são o foco do presente projeto em regiões carentes onde este tipo de trabalho motivacional visando aumentar o estímulo e a curiosidade ao estudo da ciência se faz tão necessário.
O contato direto com algumas áreas da ciência através de atividades práticas e interativas envolvendo várias etapas, faz com que as pessoas envolvidas compreendam a importância de todo o processo e que os mesmos precisam ser executados seguindo com todos os critérios necessários para que o objetivo final seja alcançado satisfatoriamente. A compreensão e o envolvimento com todos estes processos podem ter um impacto considerável na formação das crianças que estão sendo apresentadas à um universo diferente possibilitando à estas crianças mais opções de escolha quanto à vida profissional em um futuro próximo. Aos graduandos envolvidos no projeto, o impacto será também bastante positivo uma vez que estará diretamente envolvido em todas as etapas do projeto, o que poderá agregar aos mesmos não apenas conhecimentos relacionados à área, como também habilidade na transmissão destes conhecimentos.
Uma ação que visa estimular a curiosidade pelo mundo da ciência pode transformar vidas.
A divulgação do projeto será feita não apenas pelos pelo coordenador e alunos de graduação integrantes do projeto, mas também pelos professores e funcionários encarregados pela administração das instituições de ensino participantes e também das pessoas responsáveis pelas crianças que de forma independente de instituições de ensino também se envolvem com o projeto. Outro recurso de divulgação do projeto se fará por meio de mídias sociais, mais especificamente pelo Instagram, que já foi criado como o nome de QUIMIKIDS onde serão disponibilizadas várias informações à cerca do andamento das atividades relacionadas ao projeto. O Instagram para a divulgação do projeto já está em funcionamento, onde pode-se contemplar uma variedade de fotos e vídeos relativos a alguns encontros feitos com vários grupos de crianças que vem sendo realizados desde outubro de 2023 quando o primeiro QUIMIKIDS foi realizado nos dias 26 e 27 de outubro de 2023 na Semana Nacional de Ciência e Tecnologia ocorrida nas dependências do campus I.
Público-alvo
Crianças na faixa etária de 04 a 10 anos matriculadas em instituições públicas de ensino fundamental do município de Diamantina dentre outros municípios do Vale do Jequitinhonha. Estudantes de graduação dos cursos lotados no Instituto de Ciência e Tecnologia (BCT e Engenharias). Professores das instituições de ensino envolvidas no projeto que possuem relação direta com as crianças.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 745 h
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Pesquisa de experimentos que obedecem os critérios estabelecidos, para serem incorporados ao projeto, proporcionando uma maior diversidade e maior interesse dos alunos de graduação que participam do projeto.
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Os experimentos selecionados são reproduzidos no laboratório utilizando os reagentes e materiais necessários, para que os mesmos possam ser avaliados e em alguns casos, adaptados quanto aos critérios estabelecidos, para serem incorporados ao projeto.
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Obtenção dos materiais necessários para os experimentos que foram incorporados ao projeto, como solventes, reagentes, vidrarias, equipamentos e demais materiais que são produzidos de acordo com cada experimento. Materiais produzidos manualmente pelo coordenador do projeto.
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Contato com as instituições responsáveis pela vinda das crianças à universidade para participarem do projeto. Instituições que trabalham com crianças de 4 a 10 anos. São recebidas também de forma avulsa, crianças trazidas por um adulto responsável. Estes contatos são realizados através de encontros presenciais com os interessados em datas e horários previamente agendados e também contatos virtuais através de mensagens pelo whatsZap. Através destes encontros são agendadas as datas e horários das visitas.
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Confecção de escalas envolvendo os alunos interessados em participar do projeto, definindo as datas e horários de acordo com a disponibilidade de cada aluno. As escalas estão relacionadas às datas e horários previamente confirmados com as instituições responsáveis pela vinda das crianças à universidade.
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De acordo com o experimento atribuído a cada aluno, o mesmo faz o treinamento através da execução do experimento sendo orientado pelo professor coordenador do projeto, para que o aluno possa desenvolver o experimento com as crianças de forma segura e tranquila.
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De acordo com o agendamento feito com as instituições ou mesmo como pessoas de forma avulsa, as crianças são trazidas para o ICT para participar do projeto, permanecendo no laboratório em média de 3 horas.