Visitante
BioCER Conecta: Popularizando a Ciência nos Vales
Sobre a Ação
202203001731
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
01/06/2026
01/06/2028
202104000206 - Um Novo Cais
Dados do Coordenador
kinulpe honorato sampaio
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Comunicação
Educação
Mídias
Municipal
Não
Sim
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Não
Membros
O BioCER Conecta propõe usar o Instagram para democratizar o acesso ao conhecimento científico em biologia celular, endocrinologia e reprodução nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. A iniciativa traduz conteúdos acadêmicos em linguagem acessível, promove educação em saúde, combate desinformação e fortalece a interação entre universidade e comunidade, formando estudantes e ampliando o impacto social da UFVJM.
Divulgação científica; Redes sociais digitais; Educação em saúde; Instagram; Popularização da ciência.
A relação entre a universidade e a sociedade encontra na extensão um de seus pilares mais dinâmicos, funcionando como um canal vital para que o conhecimento produzido nas bancadas dos laboratórios ultrapasse os muros acadêmicos. Nesse cenário, a divulgação científica se consolida como uma ação extensionista essencial, pois não apenas comunica descobertas, mas traduz linguagens técnicas para que o cidadão comum possa compreender a lógica da ciência e sua aplicação no cotidiano. Essa prática promove uma interação dialógica onde o saber acadêmico e o saber popular se encontram, permitindo que a ciência seja vista como uma construção humana em constante evolução e acessível a todos, independentemente de sua formação ou classe social. Alinhado a esse compromisso social, o Grupo BioCER – Grupo de estudo em "Biologia Celular, Endocrinologia e Reprodução" da UFVJM – atua desde 2017 como um elo estratégico entre a pesquisa e a comunidade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Registrado no CNPq, o grupo integra a expertise de docentes e discentes da Faculdade de Medicina (FAMED), da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde (FCBS) e do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, consolidando um ambiente interdisciplinar que une a formação acadêmica à transformação da realidade local. O grupo BioCER está presente em iniciativas de impacto social através de projetos de diferentes projetos de extensão, como : "Sopa de Conhecimento", o "Mundo Invisível", “TransForma Saúde”, "Boletim Informativo da FAMED" e “FAMED portas abertas”. Com o avanço das tecnologias digitais, as redes sociais, especialmente o Instagram, transformaram-se em territórios privilegiados para democratização de temas científicos e relacionados à saúde, oferecendo um alcance de público sem precedentes e permitindo interações diretas e dinâmicas entre pesquisadores e a sociedade. O uso dessas plataformas permite que a divulgação científica deixe de ser um processo meramente transmissivo para se tornar uma arena de participação ativa, capaz de despertar a curiosidade científica e combater a desinformação por meio de conteúdos acessíveis e interativos. Diante dessa nova realidade, este projeto propõe institucionalizar a presença do BioCER no Instagram, transformando o perfil do grupo em uma ferramenta estratégica para levar o conhecimento sobre biologia celular, endocrinologia e reprodução ao dia a dia da população, reafirmando o papel da UFVJM como agente promotor de cidadania e desenvolvimento regional.
A justificativa para a institucionalização de um projeto de divulgação científica no Instagram pelo Grupo BioCER fundamenta-se na necessidade de romper o isolamento acadêmico e enfrentar os desafios da "Sociedade em Rede". Esta iniciativa não é apenas uma escolha de conveniência tecnológica, mas uma resposta a demandas sociais profundas e um exercício rigoroso dos pilares da extensão universitária: a interação dialógica, a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, e o impacto social. A ORIGEM DA DEMANDA: O ABISMO ENTRE CIÊNCIA E SOCIEDADE A demanda por este projeto surge de um cenário paradoxal no Brasil. Enquanto a maioria da população (73%) acredita que a ciência traz benefícios, 90% dos brasileiros não conseguem citar o nome de um único cientista e 88% não sabem indicar uma instituição de pesquisa no país. Esse desconhecimento torna a sociedade vulnerável a ondas de desinformação e negacionismo (como os movimentos antivacina e notícias falsas), o que ficou evidenciado durante a pandemia de COVID-19. Além disso, a demanda é territorial e institucional: o BioCER, inserido na UFVJM, atua em uma região marcada por vulnerabilidades socioeconômicas, onde a universidade precisa reafirmar seu compromisso com o desenvolvimento regional. O uso do Instagram, que conta com 122 milhões de usuários no Brasil, permite que a ciência "vá onde o povo está", democratizando o saber para além dos laboratórios. A INTERAÇÃO DIALÓGICA COMO MOTOR DA TRANSFORMAÇÃO O diferencial deste projeto é a superação do "modelo de déficit", em que o conhecimento é apenas transmitido de forma unilateral do especialista para o leigo. A justificativa central reside na Interação Dialógica. No Instagram, o perfil do BioCER não deve ser apenas um mural de postagens, mas uma arena de troca onde o saber popular e o acadêmico se encontram. Nesta "via de mão dupla", a comunidade interage através de comentários, dúvidas e enquetes, influenciando as pautas do grupo e permitindo que os pesquisadores aprendam com a realidade local. Essa troca de saberes humaniza a figura do cientista e permite que a população se reconheça como sujeita do conhecimento científico, e não apenas sua consumidora passiva. O ALINHAMENTO COM OS PILARES DA EXTENSÃO A proposta materializa a indissociabilidade ao unir os três eixos da vida acadêmica: 1. Pesquisa: O Instagram servirá para traduzir as descobertas sobre biologia celular, endocrinologia e reprodução em uma linguagem acessível (tradução do técnico para o leigo). 2. Ensino: O projeto qualifica a formação dos discentes de Medicina e Ciências da Saúde da UFVJM. Ao produzirem conteúdo, os alunos desenvolvem habilidades críticas, comunicativas e éticas, essenciais para sua futura atuação profissional. 3. Extensão: A ação promove o Impacto e Transformação Social, despertando vocações científicas em jovens da região e munindo a população de informações que auxiliam na prevenção de doenças e promoção da saúde. Dessa forma, o projeto se justifica como uma ferramenta estratégica para consolidar a UFVJM como uma Universidade Cidadã, utilizando a conectividade digital para fortalecer a democracia, combater a desinformação e promover a inclusão social através do conhecimento.
OBJETIVO GERAL: Democratizar o acesso ao conhecimento produzido pelo Grupo BioCER e por outros cientistas nas áreas de biologia celular, endocrinologia e reprodução, utilizando o Instagram como ferramenta estratégica para promover a interação dialógica entre a UFVJM e a comunidade, fortalecendo a cidadania científica e o desenvolvimento regional. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1. Traduzir a linguagem técnica e especializada das pesquisas científicas em conteúdos acessíveis, lúdicos e interativos, permitindo que o público leigo compreenda a lógica da ciência e sua aplicação prática no cotidiano. 2. Promover a alfabetização científica e a educação em saúde, combatendo a desinformação e as fake news por meio de informações baseadas em evidências sobre temas de impacto social. 3. Facilitar o acesso da população aos serviços e descobertas da UFVJM, aproximando a produção acadêmica das necessidades reais da comunidade dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. 4. Humanizar a figura do cientista e desmistificar a imagem estereotipada do pesquisador "isolado em laboratório", mostrando que a ciência é uma construção humana realizada por pessoas comuns. 5. Quebrar tabus e preconceitos relacionados às áreas de atuação do grupo (Biologia Celular, Endocrinologia e Reprodução), incentivando o interesse de jovens da região pela carreira científica. 6. Estabelecer uma "via de mão dupla" de comunicação, utilizando recursos como comentários, enquetes e directs para ouvir as demandas da sociedade e permitir que o saber popular influencie as pautas de pesquisa do grupo. 7. Fomentar a participação social e o pensamento crítico, transformando o seguidor de um "consumidor passivo" em um sujeito ativo na construção do conhecimento científico. 8. Desenvolver as competências comunicativas e didáticas dos discentes de graduação e pós-graduação da FAMED e FCBS, capacitando-os para a produção de conteúdo digital ético e de alta qualidade. 9. Estimular a criatividade e a proatividade dos estudantes na transposição didática, preparando futuros profissionais de saúde capazes de dialogar de forma clara e empática com a sociedade. 10. Divulgar as ações de ensino, pesquisa e extensão do BioCER, dando transparência ao uso dos recursos públicos e reafirmando o compromisso social da universidade. 11. Materializar a indissociabilidade, garantindo que as pesquisas do grupo alimentem o conteúdo do Instagram (Extensão) e que o feedback da rede social gere novos aprendizados e reflexões acadêmicas (Ensino).
1. METAS DE PRODUÇÃO E CONSISTÊNCIA (CONTEÚDO DIGITAL): O objetivo aqui é manter a presença constante para fidelizar o público e garantir a disseminação do conhecimento. • Meta 1.1: Publicar, no mínimo, 104 postagens no feed (média de uma por semana) ao longo de 24 meses de projeto. • Meta 1.2: Produzir e publicar ao menos 1 Story interativo por semana (enquetes, caixas de perguntas ou bastidores de laboratório) para estimular a interação dialógica. • Meta 1.3: Criar 4 séries temáticas fixas (ex: "BioCER Explica", "Bastidores da Pesquisa", "Mito ou Verdade", "Cientista da Semana") até o final do primeiro semestre de 2026. 2. METAS DE ALCANCE E IMPACTO SOCIAL: Essas metas visam mensurar o quanto a ciência do BioCER está de fato chegando à comunidade externa, especialmente nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. • Meta 2.1: Alcançar a marca de 500 seguidores reais (focando em estudantes e comunidade regional) até o final do primeiro ano e 1.000 seguidores ao final do segundo ano. • Meta 2.2: Estabelecer parcerias digitais com ao menos 3 perfis de escolas públicas da região para compartilhamento de conteúdos educativos até o final de 2026. 3. METAS DE FORMAÇÃO ACADÊMICA (ENSINO E INSERÇÃO DISCENTE): Focada nos 5 estudantes (graduação e pós-graduação) que atuarão como protagonistas na transposição da linguagem técnica para a leiga. • Meta 3.1: Realizar 2 treinamentos específicos no primeiro trimestre do projeto (um sobre design gráfico/Uso de inteligência artificial em design gráfico, e outro sobre redação para divulgação científica) para todos os discentes envolvidos. • Meta 3.2: Realizar reuniões bimestrais de monitoramento da equipe para avaliar o engajamento das postagens e ajustar o planejamento pedagógico do perfil. • Meta 3.3: Garantir que 100% dos discentes envolvidos desenvolvam a habilidade de transposição didática, comprovada pela autoria de pelo menos 10 posts cada ao longo do biênio. 4. METAS DE INTERAÇÃO DIALÓGICA E ESCUTA ATIVA Mede o sucesso da "via de mão dupla" entre a universidade e a sociedade. • Meta 4.1: Responder a 100% das dúvidas enviadas por Direct ou comentários em um prazo máximo de 48 horas úteis. • Meta 4.2: Realizar no mínino 2 "Lives" (transmissões ao vivo) com pesquisadores (uma por ano) para diálogo direto e em tempo real com os seguidores sobre temas de saúde e reprodução. 5. METAS DE PRODUÇÃO ACADÊMICA E SUSTENTABILIDADE (INDISSOCIABILIDADE): Garante que a extensão alimente a pesquisa e o ensino, gerando registros institucionais. • Meta 5.1: Submeter e apresentar 2 resumo em eventos de extensão ou pesquisa (ex: SINTEGRA da UFVJM ou congressos de divulgação científica) por ano, relatando os resultados do projeto. Resumo da métrica principal: O sucesso será avaliado pela capacidade de manter a periodicidade semanal (frequência) aliada à qualidade dialógica (respostas ao público), consolidando o Instagram do BioCER como uma referência regional em saúde e biologia celular.
1. CONSTITUIÇÃO E ORGANIZAÇÃO DA EQUIPE: O projeto será conduzido por uma equipe interdisciplinar composta cinco estudantes de graduação e pós-graduação da FAMED, FCBS e PPGCS. A gestão das atividades será organizada por meio de aplicativos de mensagem para coordenação rápida e reuniões bimestrais presenciais ou virtuais para planejamento pedagógico e avaliação de resultados. 2. CAPACITAÇÃO TÉCNICA E TEÓRICA DOS DISCENTES: Antes do início das publicações, os estudantes passarão por um ciclo de treinamentos focados em: • Transposição Didática: Técnicas para "traduzir" a linguagem acadêmica/técnica em conteúdos acessíveis ao público leigo, sem perda do rigor científico. • Design Digital: Capacitação no uso de ferramentas como Canva, Corel Draw ou Photoshop para a criação de identidade visual e materiais atrativos (cards, infográficos e vídeos). • Ética na Comunicação: Orientações sobre o uso de imagens de terceiros e a fundamentação ética das informações de saúde. 3. CURADORIA E PRODUÇÃO DE CONTEÚDO (FLUXO DE TRABALHO) O processo de criação seguirá um fluxo sistemático para garantir a qualidade: 1. Seleção de Temas: Levantamento de pesquisas produzidas pelo BioCER ou temas de saúde em Biologia Celular, Endocrinologia e Reprodução. 2. Roteirização: Elaboração de textos curtos e dinâmicos para legendas e roteiros para vídeos (Reels) e Stories interativos. 3. Revisão Científica: Todo material será obrigatoriamente revisado pelo coordenador docente antes da publicação, assegurando a veracidade científica. 4. ESTRATÉGIA DE VEICULAÇÃO NO INSTAGRAM A disseminação de informações utilizará os diversos recursos da plataforma para maximizar o alcance: • Feed: Publicação semanal de cards informativos e vídeos curtos (3 a 5 minutos) focados em séries temáticas (ex: "BioCER Explica"). • Stories: Uso diário para bastidores das pesquisas do BioCER, "caixas de perguntas" para sanar dúvidas da comunidade e enquetes para diagnóstico de interesses. • Hashtags e Geolocalização: Utilização estratégica para atingir especificamente a população dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. 5. INTERAÇÃO DIALÓGICA E GESTÃO DA COMUNIDADE Diferente de um modelo de comunicação unilateral, o projeto priorizará a escuta ativa. Isso será feito através da resposta sistemática a todos os comentários e mensagens diretas (Directs), transformando as dúvidas dos seguidores em pautas para novas postagens. O Instagram funcionará como um território de troca onde o saber popular poderá influenciar a produção acadêmica do grupo. 6. MONITORAMENTO E AVALIAÇÃO (MÉTRICAS DE IMPACTO) O impacto social será monitorado bimestralmente através dos dados gerados pelo Instagram Insights, focando em: • Alcance e Impressões: Para medir a visibilidade regional e nacional. • Engajamento: Soma de curtidas, comentários, salvamentos e compartilhamentos para avaliar a relevância do conteúdo. • Perfil do Público: Análise demográfica para verificar se o projeto está atingindo o público-alvo pretendido (estudantes e comunidade local). • Produção Acadêmica: Registro dos resumos e relatos de experiência gerados a partir do projeto para apresentação em eventos como o SINTEGRA.
ALMEIDA, João Vitor Venceslau de; MORENO-RODRÍGUEZ, Andrei Steveen. Divulgação científica nas redes sociais digitais: experiências e implicações para a formação de licenciandos em biologia. Investigações em Ensino de Ciências, v. 29, n. 2, p. 460-478, 2024. COSTA, Inara Regina Batista da; BARBOSA, Cristiane de Lima. A divulgação científica como atividade de extensão universitária: um aporte das relações públicas. Interfaces - Revista de Extensão da UFMG, Belo Horizonte, v. 27, n. 1, 2023. FORPROEX. Política Nacional de Extensão Universitária. Manaus: Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras, 2012. MARQUES, Letícia Aparecida et al. Extensão, pesquisa e divulgação científica: do laboratório para a sociedade. Revista Ciência em Extensão, v. 18, n. 1, p. 241-252, 2022. MAXIMIANO JUNIOR, Manoel (org.). Indicadores brasileiros de extensão universitária (IBEU). Campina Grande: EDUFCG, 2017. RODRIGUES, Adriana Alves; SOUZA, Cidoval Morais de. O uso das plataformas digitais na Divulgação Científica e Comunicação Pública da Ciência em ações extensionistas. Revista Brasileira de Estudos CTS, v. 1, n. 2, p. 73-95, 2026. RODRIGUES, Paulla Vieira; AMORIM NETO, Dionisio Pedro. Divulgação científica por meio do Instagram: uma ação extensionista desenvolvida no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia. Em Extensão, Uberlândia, v. 21, n. 2, p. 151-162, 2022. SAMPAIO, Kinulpe Honorato. Boletim informativo da FAMED. Diamantina: UFVJM, 2022. (Projeto de Extensão nº 20221012022285389, registrado no SIEXC/PROEXC). SAMPAIO, Kinulpe Honorato. MUNDO INVISÍVEL: EDUCAÇÃO E SAÚDE SOB AS LENTES DO MICROSCÓPIO. Diamantina: UFVJM, 2023. (Projeto de Extensão nº 2023101202314389, registrado no SIEXC/PROEXC). SAMPAIO, Kinulpe Honorato. Sopa de Conhecimento: estudo como alimento para um futuro melhor. Diamantina: UFVJM, 2026. (Projeto de Extensão nº 202606000015, registrado no SIEXC/PROEXC). SANTARELLI, Iohana S. et al. Cientifi-CIDADE: popularizando a ciência e a universidade. Química Nova na Escola, v. 42, n. 3, p. 244-253, 2020. WILSON, Laura; LOBLEY, Jennifer; KRANICH, Gregory. Follow a Researcher: Using Innovative Technology to Connect Youths and Scientists. Journal of Extension, v. 56, n. 5, 2018.
A interação dialógica é o cerne deste projeto, superando o antigo modelo de "estender" o conhecimento para "produzir" saber novo em conjunto com a sociedade. No Instagram, essa diretriz se materializa ao transformar o perfil do BioCER em uma arena interativa. • Via de mão dupla: O conhecimento acadêmico sobre biologia celular e endocrinologia será transposto para uma linguagem leiga, enquanto o saber popular e as dúvidas da comunidade retroalimentarão o grupo, gerando novas pautas de pesquisa e postagens. • Ferramentas de Escuta: O uso sistemático de Stories (caixas de perguntas e enquetes) e a gestão ativa dos comentários permitirão que o público deixe de ser um mero consumidor passivo para se tornar sujeito ativo na construção da comunicação científica. • Democratização: A interação busca romper a hegemonia acadêmica, valorizando a contribuição de atores não universitários e respondendo a demandas reais da população dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
A complexidade dos temas biológicos e sociais exige que o projeto combine diferentes especializações para não ser estéril. • Equipe Multidisciplinar: O projeto integra discentes e docentes da Faculdade de Medicina (FAMED) e da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde (FCBS), permitindo que um mesmo tema (ex: reprodução humana) seja abordado sob múltiplos olhares técnicos [Informação do Usuário, 286]. • Integração de Saberes: A interprofissionalidade ocorrerá na fusão de competências da saúde com as áreas de Artes, Design e Comunicação. Para criar um card eficaz, o estudante de medicina e de Pós-Graduação em Ciências da Saúde precisará dialogar com técnicas de transposição didática e ferramentas digitais como o Canva e Photoshop, integrando o rigor científico à estética comunicacional.
Esta diretriz reafirma que a ação extensionista é um processo acadêmico completo, ganhando força ao estar vinculada à formação de pessoas e à geração de conhecimento. • Ensino: O projeto funciona como uma "sala de aula aberta", onde o estudante aprende a ensinar de forma prática, desenvolvendo habilidades didáticas ao transpor conteúdos curriculares para o público externo. • Pesquisa: Os temas divulgados partirão das pesquisas reais realizadas pelo BioCER e por outros pesquisadores que trabalham com a temática do grupo, traduzindo descobertas laboratoriais em informações de utilidade pública. Além disso, o próprio desempenho do projeto (métricas de engajamento) servirá como objeto de análise científica para futuros resumos e artigos. • Extensão: É a devolutiva social imediata, garantindo que o investimento público na universidade retorne à sociedade sob a forma de educação em saúde e popularização da ciência.
A participação dos graduandos e pós-graduandos não será apenas técnica, mas voltada para uma formação cidadã e ética. • Protagonismo Discente: Os estudantes serão os principais agentes no planejamento e execução das postagens, deixando de ser receptores de conteúdo para se tornarem mediadores do conhecimento. • Desenvolvimento de Competências: A ação desenvolverá competências socioemocionais como empatia, liderança e comunicação, além de competências técnicas em escrita científica e tecnologias digitais. • Consciência Social: Ao interagir com as dúvidas e necessidades da população regional, o graduando ou pós-graduando torna-se um profissional mais sensível à realidade local, compreendendo seu papel como agente de transformação social.
O projeto visa produzir mudanças reais tanto na comunidade externa quanto na própria universidade. • Saúde e Cidadania: A democratização da ciência sobre biologia celular e endocrinologia mune a população de informações baseadas em evidências, auxiliando na prevenção de doenças e no combate às Fake News e ao negacionismo científico. • Inclusão Regional: Ao atuar especificamente nos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o projeto contribui para reduzir desigualdades regionais, oferecendo acesso gratuito a conteúdos de alta qualidade para comunidades que enfrentam barreiras geográficas e socioeconômicas. • Despertar de Vocações: A humanização da figura do cientista no Instagram pode despertar o interesse de jovens da região pela carreira acadêmica, incentivando-os a ingressar no ensino superior e transformando suas trajetórias de vida.
As atividades serão divulgadas diretamente no perfil do grupo no Instagram. As atividades também poderão ser divulgadas através do perfil ou página da FAMED ou do PPGCS.
Público-alvo
Usuários do Instagram interessados em temas relacionados à Biologia Celular, Endocrinologia e Reprodução.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 380 h
- Manhã;
- Tarde;
Antes do início das publicações, os estudantes passarão por um ciclo de treinamentos focados em: • Transposição Didática: Técnicas para "traduzir" a linguagem acadêmica/técnica em conteúdos acessíveis ao público leigo, sem perda do rigor científico. • Design Digital: Capacitação no uso de ferramentas como Canva, Corel Draw ou Photoshop para a criação de identidade visual e materiais atrativos (cards, infográficos e vídeos). • Ética na Comunicação: Orientações sobre o uso de imagens de terceiros e a fundamentação ética das informações de saúde.
- Manhã;
- Tarde;
O processo de criação seguirá um fluxo sistemático para garantir a qualidade: 1. Seleção de Temas: Levantamento de pesquisas produzidas pelo BioCER ou temas de saúde em Biologia Celular, Endocrinologia e Reprodução. 2. Roteirização: Elaboração de textos curtos e dinâmicos para legendas e roteiros para vídeos (Reels) e Stories interativos. 3. Revisão Científica: Todo material será obrigatoriamente revisado pelo coordenador docente antes da publicação, assegurando a veracidade científica.
- Manhã;
- Tarde;
A disseminação de informações utilizará os diversos recursos da plataforma para maximizar o alcance: • Feed: Publicação semanal de cards informativos e vídeos curtos (3 a 5 minutos) focados em séries temáticas (ex: "BioCER Explica"). • Stories: Uso diário para bastidores das pesquisas do BioCER, "caixas de perguntas" para sanar dúvidas da comunidade e enquetes para diagnóstico de interesses. • Hashtags e Geolocalização: Utilização estratégica para atingir especificamente a população dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri.
- Manhã;
- Tarde;
- Noite;
Diferente de um modelo de comunicação unilateral, o projeto priorizará a escuta ativa. Isso será feito através da resposta sistemática a todos os comentários e mensagens diretas (Directs), transformando as dúvidas dos seguidores em pautas para novas postagens. O Instagram funcionará como um território de troca onde o saber popular poderá influenciar a produção acadêmica do grupo.
- Manhã;
- Tarde;
O impacto social será monitorado bimestralmente através dos dados gerados pelo Instagram Insights, focando em: • Alcance e Impressões: Para medir a visibilidade regional e nacional. • Engajamento: Soma de curtidas, comentários, salvamentos e compartilhamentos para avaliar a relevância do conteúdo. • Perfil do Público: Análise demográfica para verificar se o projeto está atingindo o público-alvo pretendido (estudantes e comunidade local). • Produção Acadêmica: Registro dos resumos e relatos de experiência gerados a partir do projeto para apresentação em eventos como o SINTEGRA.
- Manhã;
- Tarde;
Avaliação das atividades e redação do relatório final.