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Sabedoria sempre viva: programa de doação voluntária de corpos para o ensino na UFVJM (Ação Contínua)
Sobre a Ação
202104000308
042021 - Programa
Programa
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
10/06/2026
10/07/2027
Dados do Coordenador
jousielle márcia dos santos
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Educação
Saúde
Saúde Humana
Regional
Não
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Sim
Membros
O Programa Sabedoria Sempre Viva é uma ação contínua de extensão que promove a conscientização sobre a doação voluntária de corpos para ensino e pesquisa. Orienta a comunidade, desmistifica o tema e fortalece a formação de estudantes da saúde. Além de oferecer uma alternativa gratuita destino tradicional do corpo, fortalece atividades de ensino, pesquisa e extensão em Anatomia na UFVJM, contribuindo para a qualificação profissional e melhoria da assistência em saúde.
Anatomia; Corpo humano; Obtenção de Tecidos e Órgãos; Doação de corpos; Educação em saúde; Conscientização social
A doação de corpos é um ato voluntário e altruísta pelo qual uma pessoa destina seu corpo, ainda em vida, para fins científicos e educacionais após a morte, conforme previsto no artigo 14 da Lei nº 10.406 (BRASIL, 2002). Apesar dessa possibilidade legal, o desconhecimento da população, aliado a questões éticas, culturais e religiosas, ainda limita a destinação de corpos para estudo, dificultando o ensino prático da Anatomia e a formação qualificada de profissionais da saúde (VOLANEK; RISSI, 2019). O conhecimento anatômico é essencial para a prática em saúde, sendo comprometido pela escassez de corpos, pela substituição por métodos sintéticos e pela redução de experiências práticas, como a dissecação (CALANZANS, 2013; VOLZ et al., 2022; FORNAZIERO et al., 2010). Nesse contexto, o programa “Sabedoria Sempre Viva” surge como uma estratégia para conscientizar a população e incentivar a doação voluntária, oferecendo um destino altruísta ao corpo após a morte, sem custos, e contribuindo para a melhoria dos serviços de saúde por meio da formação mais qualificada de profissionais. A prática com peças cadavéricas favorece a integração entre teoria e prática, além de estimular valores éticos e o respeito ao corpo humano (NOBESCHI et al., 2018). O nome do programa faz referência às plantas “Sempre-vivas”, típicas da região de Diamantina, simbolizando a permanência do conhecimento adquirido a partir dos corpos doados, que se perpetua na formação dos futuros profissionais da saúde.
Um programa de doação de corpos oferece à população a oportunidade de atribuir um propósito nobre ao próprio corpo após a morte, configurando-se como uma ação altruísta que pode ser revertida, a longo prazo, em melhorias nos serviços de saúde, ao contribuir para a formação de profissionais mais qualificados. A utilização de cadáveres no ensino favorece, ainda, a formação bioética dos acadêmicos, ao promover o contato com a vulnerabilidade humana e a reflexão sobre a morte, estimulando a humanização dos futuros profissionais (COSTA, 2012; QUEIROZ, 2005). A Anatomia Humana constitui base fundamental para a compreensão da morfologia e das relações espaciais do corpo, sendo componente essencial na formação dos estudantes da área da saúde. Nesse contexto, o uso de cadáveres e peças anatômicas preservadas garante maior fidedignidade na representação das estruturas in vivo, além de possibilitar o desenvolvimento de habilidades práticas indispensáveis à atuação profissional (OLIVEIRA, 2013; CORDEIRO, 2019). Contudo, a limitação no acesso a essas estruturas pode restringir as experiências dos discentes, comprometendo o potencial de enriquecimento da formação acadêmica. Na UFVJM – Campus JK, observa-se elevada demanda pelos laboratórios de Anatomia Humana, utilizados semanalmente por cursos da Faculdade de Medicina (FAMED) e da Faculdade de Ciências Biológicas e da Saúde (FCBS), incluindo Enfermagem, Odontologia, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Ciências Biológicas e Educação Física. Soma-se a isso a participação em projetos de extensão, como “Anatomia do dia a dia”, “Conhecer para Pertencer”, “Anatomia Ativa” e “Dissecarte”, que ampliam o acesso da comunidade acadêmica e externa ao conhecimento anatômico. Entretanto, o acervo de cadáveres é reduzido e, em grande parte, proveniente de doações antigas de outras instituições, apresentando elevado desgaste devido ao uso contínuo. Mesmo com doações mais recentes, como as oriundas da UFMG, e a limitada disponibilidade no campus de Teófilo Otoni, a quantidade de corpos ainda é insuficiente para atender à demanda institucional. Diante desse cenário, a regularização e continuidade de um programa de doação de corpos na UFVJM torna-se essencial. Diversas universidades federais já desenvolvem iniciativas semelhantes, como “Vida após a vida” (UFMG), “Eternos pela vida” (UFTM), “Sempre vivo” (UFJF), “Transcendência” (UFJF – Governador Valadares), “Além da vida” (UFU) e “Ensinando além da Vida” (UNIFAL), demonstrando a relevância e viabilidade desse tipo de ação. Assim, a implementação de um programa institucional permitirá à UFVJM fortalecer o ensino de Anatomia Humana, contribuindo diretamente para a formação de profissionais mais preparados e, consequentemente, para a melhoria da qualidade da assistência em saúde.
Objetivo Geral: Oferecer à população local a possibilidade de destinar o próprio corpo, de forma voluntária e altruísta, para fins de ensino e pesquisa após a morte, como alternativa aos destinos tradicionais. Objetivos Específicos: Implantar e regularizar o programa de doação de corpos para estudo na UFVJM; Sensibilizar e conscientizar a população sobre a importância da doação de corpos para a formação de profissionais da saúde; Orientar a comunidade quanto aos aspectos legais, éticos e procedimentos necessários para a doação, incluindo os trâmites burocráticos; Instituir e manter um banco de dados de doadores cadastrados; Recrutar e capacitar discentes para atuarem em ações educativas junto à comunidade interna e externa; Receber, preparar e destinar os corpos doados aos laboratórios de Anatomia Humana da UFVJM; Contribuir para a formação ético-humanista dos discentes envolvidos; Ampliar e qualificar o acervo de peças anatômicas para o ensino de Anatomia Humana; Apoiar a continuidade das atividades de ensino, pesquisa e extensão que utilizam material anatômico; Expandir as possibilidades de desenvolvimento de projetos científicos e extensionistas relacionados ao estudo do corpo humano.
Oferecer à população uma alternativa gratuita de destinação do corpo após a morte, além dos métodos tradicionais; Estruturar e manter um banco de dados com registros de intenção de doação de corpos para estudo na UFVJM, abrangendo Diamantina e região; Ampliar o acervo de peças anatômicas, fortalecendo projetos de extensão voltados à visitação de estudantes da educação básica; Aprimorar a formação em Anatomia Humana de estudantes da área da saúde por meio de atividades práticas com cadáveres;
1ª Etapa – Regulamentação institucional O programa está amparado pela Resolução nº 25/2024 – CONSU, de 30 de outubro de 2024, que autoriza o recebimento de doações de corpos para fins de ensino, pesquisa e extensão na UFVJM, garantindo respaldo legal e normativo para sua implementação e funcionamento. A resolução foi construída em conjunto com as unidades acadêmicas envolvidas (FAMED, FAMUC e FCBS), consolidando institucionalmente o programa de doação voluntária de corpos . 2ª Etapa – Divulgação Será realizada ampla divulgação do programa por meio de mídias digitais (Instagram, site institucional), rádio, além da produção de materiais educativos como banners, cartilhas e panfletos. Discentes participantes desenvolverão ações extensionistas, como visitas a unidades de saúde, clínicas, hospitais e espaços comunitários, com o objetivo de sensibilizar e orientar a população sobre a doação. 3ª Etapa – Entrevista e registro de doadores A manifestação de interesse pela doação será realizada presencialmente junto à equipe técnica e/ou docente da Faculdade de Medicina da UFVJM. Poderão se cadastrar indivíduos maiores de 18 anos, mediante agendamento por telefone ou e-mail institucional. O registro será formalizado por meio do “Termo Pessoal de Doação Voluntária de Corpo para Ensino, Pesquisa e Extensão”, assinado pelo doador e por familiares/testemunhas. Será emitida uma carteirinha de identificação do doador. A doação é voluntária, gratuita e poderá ser revogada a qualquer momento. Os dados serão mantidos sob sigilo em banco de dados específico. Serão observadas restrições legais e sanitárias quanto ao recebimento dos corpos. 4ª Etapa – Coleta do corpo post mortem A coleta será realizada por serviço funerário, mediante apresentação da documentação exigida (declaração e certidão de óbito, além de termo assinado pelo familiar ou representante legal). Na certidão deverá constar a destinação do corpo à UFVJM para fins científicos. Após a entrega, o corpo ficará sob responsabilidade da instituição, sem acesso posterior pelos familiares. 5ª Etapa – Preparação (embalsamamento) Os corpos recebidos serão preparados por técnicos especializados dos laboratórios de Anatomia e Necropsia da UFVJM, previamente capacitados. 6ª Etapa – Vínculo com a pesquisa Será desenvolvido estudo qualitativo para avaliar o impacto das ações de divulgação e o perfil dos doadores, mediante instrumentos como questionários e grupos focais, submetidos ao Comitê de Ética em Pesquisa. Os resultados poderão ser divulgados em eventos e publicações científicas. 7ª Etapa – Integração com o ensino Os corpos doados serão destinados a projetos de ensino que utilizam a dissecação anatômica, como “Anatomia Ativa” e “Dissecarte”, beneficiando estudantes da FAMED e da FCBS. 8ª Etapa – Integração com a extensão As peças anatômicas também subsidiarão projetos de extensão, como “FAMED de Portas Abertas”, “Conhecer para Pertencer” e “Anatomia do dia a dia”, ampliando o acesso da comunidade ao conhecimento científico e promovendo educação em saúde.
BRASIL. Lei 10.406, de 10 de janeiro de 2002. Institui o Código Civil. Brasília, 10 jan. 2002. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406compilada.htm. Acesso em: 13 ago. 2023. CALAZANS, N. C. O ensino e o aprendizado práticos da anatomia humana: uma revisão de literatura. Universidade Federal da Bahia, Faculdade de Medicina da Bahia Fundada em 18 de fevereiro de 1808. [s.l: s.n.]. Disponível em: <https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/13970/1/Nat%c3%a1lia%20Contreiras%20Calazans.pdf>. Acesso em: 30 jan. 2023. CORDEIRO, R. G.; MENEZES, R. F. Lack of Corpses for Teaching and Research. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 43, n. 1, p. 579–587, 2019. COSTA, G. B. F. DA; COSTA, G. B. F. DA; LINS, C. C. DOS S. A.. O cadáver no ensino da anatomia humana: uma visão metodológica e bioética. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 36, n. 3, p. 369–373, jul. 2012. FORNAZIERO, C. C.; GORDAN, P. A.; CARVALHO, M. A. V. DE; ARAUJO, J. C.; AQUINO, J. C. B. DE. O ensino da anatomia: integração do corpo humano e meio ambiente. Revista Brasileira de Educação Médica, v. 34, p. 290-297, 2010. NOBESCHI, L.; LOMBARDI, L. A.; RAIMUNDO, R. D. Avaliação sistemática da dissecação como método de ensino e aprendizagem em anatomia humana. Revista Eletrônica Pesquiseduca, v. 10, n. 21, p. 420-432, 2018. OLIVEIRA, Í. M. DE; MINDÊLLO, M. M. A.; MARTINS, Y. DE O.; FILHO, A. R. DA S. Análise de peças anatômicas preservadas com resina de poliester para estudo em anatomia humana. Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões, v. 40, n. 1, p. 76–80, jan. 2013. QUEIROZ, C. de A. F. O uso de cadáveres humanos como instrumento na construção de conhecimento a partir de uma visão bioética. 2005. 129 f. Dissertação (Mestrado em Ciências da Saúde) - Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, 2005. VOLANEK, A. F.; RISSI, R. Perspectiva da doação voluntária de corpos para utilização no ensino de anatomia: consciência social, disposição e fatores associados. Revista de Ciências Médicas, v. 28, n. 2, p. 77-84, 2019. VOLZ, L. E.; SILVA, E. M. P.; LIMA, K. R. A. S.; MARTINS, J. G. M. C.; BRITO, L. M. S.; SANTOS, M. V. F. DOS. A base da Medicina: anatomia como parte fundamental para a formação acadêmica e segurança profissional. Research, Society and Development, v. 11, n. 13, e201111335401, 2022.
A interação dialógica será iniciada por meio da ampla divulgação do programa de doação de corpos junto à comunidade. Para isso, os discentes participantes irão planejar e executar ações educativas, como panfletagem e abordagens dialogadas em unidades básicas de saúde, hospitais e clínicas, além da utilização de mídias digitais (como página no Instagram e site institucional) e meios de comunicação, como rádio. Essas estratégias visam sensibilizar a população e convidá-la a conhecer mais detalhadamente o programa no ambiente universitário. Em um segundo momento, serão organizados atendimentos presenciais na universidade, nos quais os potenciais doadores poderão esclarecer dúvidas sobre o processo de doação, compreender seus aspectos legais, éticos e sociais, e, caso desejem, formalizar sua intenção por meio dos trâmites necessários para o cadastro no programa.
Este programa abrange todos os cursos da área da saúde da UFVJM, configurando-se como uma iniciativa de caráter interprofissional, ao promover a integração entre discentes de diferentes áreas na execução das ações extensionistas propostas. Essa interação favorece a construção coletiva do conhecimento e o desenvolvimento de competências colaborativas essenciais à prática em saúde. A partir das possíveis doações, será possível ampliar significativamente o processo de ensino-aprendizagem em Anatomia Humana, disciplina fundamental para a compreensão da morfologia e das relações espaciais entre as estruturas corporais, bem como do funcionamento integrado do organismo. No contexto da formação em saúde, o domínio anatômico é indispensável para a compreensão das patologias, uma vez que sinais e sintomas podem decorrer não apenas de alterações no órgão diretamente afetado, mas também de estruturas adjacentes. Dessa forma, a articulação entre anatomia, funcionalidade e processos patológicos evidencia o caráter interdisciplinar do **programa**, contribuindo para uma formação mais integrada, crítica e qualificada dos futuros profissionais da saúde.
A ampliação da disponibilidade de cadáveres como material de ensino possibilitará a criação de novas iniciativas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Com isso, um número maior de estudantes de graduação poderá vivenciar o aprendizado da Anatomia Humana por meio da dissecação cadavérica, favorecendo a integração entre teoria e prática e aprimorando a formação acadêmica. Além disso, haverá maior potencial para o desenvolvimento de pesquisas envolvendo o corpo humano, incluindo estudos voltados ao aprimoramento de técnicas cirúrgicas mais eficazes e menos invasivas no tratamento de diversas condições de saúde. No âmbito da extensão, o programa permitirá ampliar a participação discente em ações voltadas à comunidade, beneficiando estudantes da educação básica, cursos técnicos da área da saúde e profissionais já inseridos no mercado de trabalho, por meio de atividades de educação continuada que visem à atualização e ao fortalecimento dos conhecimentos em Anatomia Humana.
Os discentes envolvidos no programa desenvolverão ações de extensão voltadas ao contato direto com a população, com o objetivo de divulgar e convidar a comunidade a conhecer o programa. Serão responsáveis pela elaboração de materiais educativos, como banners, panfletos e cartilhas, a serem utilizados em atividades de panfletagem em pontos estratégicos e eventos da cidade. Além disso, atuarão na criação e manutenção de um perfil em redes sociais (Instagram), bem como na produção de conteúdos para divulgação em rádios e no site institucional da universidade. Para o acolhimento de potenciais doadores na UFVJM, os estudantes organizarão apresentações institucionais com o intuito de esclarecer o funcionamento do programa, apresentar seus objetivos e sanar dúvidas, contando com o apoio do corpo técnico e docente. Os dados obtidos subsidiarão análises sobre a efetividade das ações desenvolvidas, orientando ajustes e garantindo a continuidade e o aprimoramento do programa. Os resultados serão apresentados em eventos científicos e submetidos à publicação em periódicos da área. Quando houver a efetivação de doações, os discentes poderão participar, sob supervisão, do processo de preparo dos corpos junto à equipe técnica da universidade. Essa vivência contribuirá para a formação ético-humanística dos estudantes, ao promover o contato com a vulnerabilidade humana e a reflexão sobre a morte, favorecendo a humanização dos futuros profissionais da saúde (COSTA, 2012; QUEIROZ, 2005).
A presente proposta promoverá a aproximação entre a universidade e a comunidade diamantinense, ao proporcionar à população a oportunidade de conhecer a UFVJM, esclarecer dúvidas sobre o programa e formalizar a intenção de doação. As ações extensionistas serão orientadas para facilitar a compreensão acerca da importância da doação de corpos, destacando sua contribuição para a formação qualificada de futuros profissionais da saúde, que poderão aplicar o conhecimento adquirido na melhoria dos serviços assistenciais e no desenvolvimento de procedimentos cada vez mais eficazes e menos invasivos, impactando positivamente a qualidade de vida da população. A ampliação da disponibilidade de cadáveres como material de ensino possibilitará a criação de novas iniciativas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão. Com isso, um maior número de estudantes de graduação terá acesso ao aprendizado da Anatomia Humana por meio da dissecação cadavérica, fortalecendo a integração entre teoria e prática. Ademais, serão ampliadas as possibilidades de desenvolvimento de pesquisas envolvendo o corpo humano, incluindo estudos voltados ao aprimoramento de técnicas diagnósticas e cirúrgicas. No âmbito da extensão, o programa favorecerá a ampliação da participação discente em ações voltadas à comunidade, beneficiando estudantes da educação básica, cursos técnicos da área da saúde e profissionais já inseridos no mercado de trabalho, por meio de atividades de educação continuada que promovam a atualização e o fortalecimento dos conhecimentos em Anatomia Humana.
Para garantir o conhecimento da comunidade acerca do programa, será realizada ampla divulgação por meio de diferentes estratégias de comunicação. Serão utilizadas mídias digitais, como Instagram e o site institucional da universidade, além de veículos tradicionais, como rádio. Também serão elaborados e distribuídos materiais educativos, incluindo banners, cartilhas e panfletos. Os discentes participantes desenvolverão ações extensionistas em campo, como panfletagem e visitas a unidades básicas de saúde, clínicas, hospitais e demais serviços de saúde, com o objetivo de sensibilizar e convidar a população a conhecer o programa diretamente na universidade, onde poderão obter informações detalhadas e esclarecer dúvidas.
O desenvolvimento e a manutenção do site e do perfil em Instagram constituem ações estratégicas a serem executadas pelos discentes que ainda serão selecionados para integrar o projeto. Inicialmente, a página de divulgação será vinculada ao site institucional da Faculdade de Medicina (FAMED), garantindo maior visibilidade, credibilidade e integração com os canais oficiais da UFVJM. Essas plataformas serão utilizadas para disseminação de informações, orientações à comunidade e divulgação das atividades do programa.
Público-alvo
Diretamente: Toda a população de Diamantina e região poderá registrar a intenção de doação, tendo a oportunidade de escolher um destino alternativo e altruísta para o próprio corpo após a morte. Ressalta-se que, uma vez efetivada a doação pela família, o processo será isento de custos relacionados ao funeral; Estudantes da educação básica participantes de projetos de extensão com visitação à universidade, cujo quantitativo varia conforme o número de escolas e turmas atendidas, poderão se beneficiar do uso de peças cadavéricas em atividades educativas, favorecendo o interesse pelo ensino superior; Estudantes dos cursos da área da saúde da UFVJM, com ingresso médio de aproximadamente 30 alunos por turma/semestre, terão acesso a peças anatômicas de melhor qualidade, contribuindo diretamente para o aprendizado em Anatomia Humana. Indiretamente: A sociedade em geral será beneficiada, uma vez que a iniciativa, de caráter altruístico, contribui para a formação de profissionais da saúde mais qualificados, refletindo na melhoria dos serviços de saúde prestados à população. O número estimado de beneficiários diretos corresponde à população de Diamantina, cerca de 49.493 habitantes (IBGE, Censo 2025), considerando que, inicialmente, as ações de divulgação serão concentradas no município. Contudo, as estratégias de comunicação, especialmente por meio de mídias digitais, poderão alcançar também cidades da região. Além disso, Diamantina configura-se como polo regional de saúde, recebendo diariamente indivíduos de municípios vizinhos em busca de atendimento, os quais poderão ter acesso às informações do projeto por meio das ações de divulgação realizadas em unidades de saúde.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 43 h
Entrevista e Registro de Doadores
10/07/2026
10/07/2027
- Manhã;
- Tarde;
A entrevista será um momento destinado a receber a população na universidade, para conhecer o projeto e possivelmente realizar o registro por meio do “TERMO PESSOAL DE DOAÇÃO VOLUNTÁRIA DE CORPO PARA ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO”. Na oportunidade será disponibilizada a carteirinha do doador, contendo as informações pessoais e o contato que poderá ser utilizado pelo familiar para efetivar a doação após a morte.
- Manhã;
- Tarde;
Criação e manutenção de uma conta no Instagram; Criação e veiculação de propaganda em rádio; Criação e manutenção de página em site da universidade; Criação de material impresso: impressão de banners, cartilhas e/ou panfletos; Ações de divulgação: panfletagem, visitas a postos de saúde, clínicas, hospitais e casas de saúde, no sentido de convidar a população a ir até a universidade para conhecer sobre o projeto.
- Manhã;
- Tarde;
- Noite;
A coleta do corpo do doador, após o falecimento, estará condicionada à confirmação do óbito e à efetivação da doação pelos familiares. Trata-se de uma atividade eventual, realizada por meio de serviço funerário, mediante apresentação de cópia da declaração de óbito devidamente assinada por médico, da certidão de óbito emitida em cartório e do “Termo de Doação Voluntária de Corpo para Ensino, Pesquisa e Extensão – Representante Legal/Familiar”. O recebimento e o preparo adequado do corpo para fins de ensino e pesquisa serão realizados por técnicos dos laboratórios de Anatomia e Necropsia da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), previamente capacitados para esse procedimento. Ressalta-se que o preparo do corpo pode demandar, em média, de 4 a 5 horas, a depender da técnica empregada.
- Manhã;
- Tarde;
Os discentes realizarão revisões contínuas de artigos científicos relacionados à doação voluntária de corpos, ensino da Anatomia Humana, bioética e percepção da população acerca da temática, visando ampliar o conhecimento teórico sobre o assunto.
- Manhã;
- Tarde;
Os discentes terão a oportunidade de apresentar seminários sobre temas relacionados à Anatomia Humana, bioética, ensino anatômico e doação voluntária de corpos, desenvolvendo habilidades de comunicação científica e aprofundamento teórico.
- Manhã;
- Tarde;
Os discentes receberão instrução teórica e prática acerca dos aspectos éticos, legais e científicos da doação voluntária de corpos, bem como sobre as metodologias de abordagem e sensibilização da população utilizadas no projeto.
- Manhã;
- Tarde;
Elaboração de pôsteres, apresentações e materiais científicos para participação em congressos, simpósios e eventos acadêmicos relacionados à área da saúde e educação.
- Manhã;
- Tarde;
Os discentes terão a oportunidade de apresentar os resultados do projeto em eventos científicos, desenvolvendo competências em comunicação e divulgação científica.
- Manhã;
- Tarde;
Elaboração de materiais educativos, cartilhas informativas, relatórios parciais e relatório final do projeto, além da sistematização dos resultados obtidos durante a pesquisa.