Visitante
Programa de Exercícios Físicos para Pessoas Idosas com Dor Crônica
Sobre a Ação
202203001742
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
05/05/2026
31/12/2026
Dados do Coordenador
alessandra de carvalho bastone
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Saúde
Saúde
Terceira Idade
Municipal
Não
Não
Não
Dentro do campus
Tarde
Não
Membros
A dor crônica é frequente em pessoas idosas e impacta negaivamente a funcionalidade e a qualidade de vida. Este projeto tem como objetivo oferecer um programa de exercícios físicos para pessoas idosas com dor crônica. O programa ocorrerá com uma frequência de duas vezes na semana e duração de 6 meses e serão realizados exercícios de alongamento e fortalecimento muscular, sendo avaliados os imapctos na dor e funcionalidade das participantes.
dor crônica; saúde da pessoa idosa, fisioterapia
O fenômeno do envelhecimento populacional é marcado pela redução das taxas de mortalidade e natalidade e tem apresentado crescimento constante ao longo dos anos, especialmente em países em desenvolvimento (MIRANDA; MENDES; SILVA, 2016). Diante desse cenário, o aumento da proporção de idosos na população está diretamente relacionado à maior ocorrência de condições crônicas e de longa duração, configurando-se como um importante desafio para os sistemas de saúde (NICHOLAS et al., 2019; AGUIAR et al., 2021). Entre essas condições, destaca-se a dor crônica, que acomete uma parcela significativa da população idosa e exerce impacto direto na saúde e nos sistemas de cuidado. (TINNIRELLO et al., 2021; CHEN et al., 2021). Estimativas recentes indicam que muitos idosos convivem com dor persistente, a qual pode comprometer diferentes aspectos da vida diária (NICHOLAS et al., 2019). Além disso, o envelhecimento está associado ao aumento de condições crônicas e degenerativas, as quais favorecem a persistência da dor e contribuem para o declínio funcional (DAGNINO et al., 2022). Como consequência, evidências recentes demonstram que a dor crônica em idosos está relacionada à redução da mobilidade, ao maior risco de incapacidade e ao pior desempenho nas atividades de vida diária (DAGNINO et al., 2022; SINGH et al., 2024). Ademais, para além dos aspectos físicos, a dor crônica também gera repercussões psicossociais relevantes. Nesse sentido, estudos atuais apontam associação entre dor crônica, pior qualidade de vida, presença de sintomas depressivos e maior isolamento social em idosos, reforçando seu caráter multifatorial (MILLS et al., 2019). Intervenções em grupo têm se mostrado estratégias eficazes no manejo da dor crônica. Abordagens multidisciplinares, especialmente aquelas que incluem educação em dor e exercícios, apresentam evidências de melhora na dor, funcionalidade e autocuidado (GENSINI et al., 2021; PANCHAL et al., 2024). Dessa forma, este projeto tem como objetivo ofecerer um programa de exercíciso físicos, incluindo exercícios globais de alongamento e fortalecimento muscular, para pessoas idosas com dor crônica.
Este projeto se justifica pela necessidade de implementar estratégias acessíveis e baseadas em evidências que promovam a redução da dor e a melhora da funcionalidade em pessoas idosas com dor crônica, contribuindo para a manutenção da autonomia e para a melhoria da qualidade de vida dessa população. Além disso, o desenvolvimento deste programa pode auxiliar na redução da sobrecarga dos serviços de saúde, ao estimular práticas preventivas e de reabilitação no contexto comunitário.
Oferecer um programa de exerícios físicos para pessoas idosas com dor crônica e aaliar o impacto do programa na dor e na funcionalidade das participantes.
Reduzir a intensidade da dor das participante do projeto. Melhorar a funcionalidade das participantes do projeto.
Serão incluídas no projeto idosas (≥ 60 anos) com presença de dor crônica (duração ≥ três meses) de intensidade ≥ 3 pontos na Escala Visual Analógica (EVA) e que tenham capacidade de realizar a transferência de sentar e levantar do chão de forma independente ou com auxílio e de compreender e seguir comandos simples. O programa de exercícios físicos será baseado em exercícios globais de alongamento e fortalecimento muscular, com uma frequência de 2 vezes na semana e duração de seis meses. O programa será realizado na clínica escola de fisioterapia pelo período de seis meses. Para avaliação da efetividade do programa serão avaliados a intensidade da dor e o impacto da dor nas atividades de vida diária, no humor e no sono por meio do Inventário de Beck e a performance funcional por meio do Short Physical Performance Battery (SPPB).
AGUIAR, Débora Pinheiro et al. Prevalência de dor crônica no Brasil: revisão sistemática. BrJP (Brazilian Journal of Pain), São Paulo, v. 4, n. 3, p. 257–267, jul./set. 2021. Disponível em: https://www.scielo.br/j/brjp/a/Ycrw5pYxPJnwzmkKyBvjzDC/. Acesso em: 19 mar. 2026. DAGNINO APA, CAMPOS MM. Chronic Pain in the Elderly: Mechanisms and Perspectives. Front Hum Neurosci. 2022 Mar 3;16:736688. doi: 10.3389/fnhum.2022.736688. PMID: 35308613; PMCID: PMC8928105. GENSINI, G. F. et al. Multidisciplinary management of chronic pain: current perspectives. Journal of Clinical Medicine, v. 10, n. 4, p. 1-15, 2021. → Kovačević I, Pavić J, Filipović B, Ozimec Vulinec Š, Ilić B, Petek D. Integrated Approach to Chronic Pain-The Role of Psychosocial Factors and Multidisciplinary Treatment: A Narrative Review. Int J Environ Res Public Health. 2024 Aug 28;21(9):1135. doi: 10.3390/ijerph21091135. PMID: 39338018; PMCID: PMC11431289. Li X, Zhu W, Li J, Huang C, Yang F. Prevalence and characteristics of chronic Pain in the Chinese community-dwelling elderly: a cross-sectional study. BMC Geriatr. 2021 Oct 7;21(1):534. doi: 10.1186/s12877-021-02432-2. PMID: 34620105; PMCID: PMC8499479. Miranda, G. M. D.; Mendes, A. d. C. G.; Silva, A. L. A. d. (2016). O envelhecimento populacional brasileiro: desafios e consequências sociais atuais e futuras. Revista brasileira de geriatria e gerontologia, 19, p. 507-519.https://doi.org/10.1590/1809-98232016019.150140. MILLS SEE, NICOLSON KP, SMITH BH. Chronic pain: a review of its epidemiology and associated factors in population-based studies. Br J Anaesth. 2019 Aug;123(2):e273-e283. doi: 10.1016/j.bja.2019.03.023. Epub 2019 May 10. PMID: 31079836; PMCID: PMC6676152. Nicholas M, Vlaeyen JWS, Rief W, Barke A, Aziz Q, Benoliel R, Cohen M, Evers S, Giamberardino MA, Goebel A, Korwisi B, Perrot S, Svensson P, Wang SJ, Treede RD; IASP Taskforce for the Classification of Chronic Pain. The IASP classification of chronic pain for ICD-11: chronic primary pain. Pain. 2019 Jan;160(1):28-37. doi: 10.1097/j.pain.0000000000001390. PMID: 30586068. Panchal, Yogesh & Pardeshi, Archana & Singhal, Ashish & Soni Assistant Professor, Himanshu & Singh, Gajendra & Gomathy, G & Shhroye, Neha & Thakur, Neha & Thorat, Padmakar. (2024). EFFECTIVE STRATEGIES FOR MANAGING CHRONIC PAIN IN PATIENTS: A REVIEW OF THE CURRENT EVIDENCE. 5. 85-96. Singh A, Akkala S, Nayak M, Kotlo A, Poondla N, Raza S, Stankovich J, Antony B. Impacto da Dor nas Atividades da Vida Diária em Idosos: Uma Análise Transversal do Estudo Longitudinal Coreano do Envelhecimento (KLoSA). Geriatria (Basileia). 20 de maio de 2024; 9(3):65. doi: 10.3390/geriatrics9030065. PMID: 38804322; PMCID: PMC11130898. Ritchie CS, Patel K, Boscardin J, Miaskowski C, Vranceanu AM, Whitlock E, Smith A. Impacto da dor persistente na função, cognição e bem-estar de idosos. J Am Geriatr Soc. 2023 Jan; 71(1):26-35. doi: 10.1111/jgs.18125. Publicado em 2022 em 7 de dez. PMID: 36475388; PMCID: PMC9871006. Tinnirello A, Mazzoleni S, Santi C. Chronic Pain in the Elderly: Mechanisms and Distinctive Features. Biomolecules. 2021 Aug 23;11(8):1256. doi: 10.3390/biom11081256. PMID: 34439922; PMCID: PMC8391112. de Fátima Ribeiro Silva C, Ohara DG, Matos AP, Pinto ACPN, Pegorari MS. Short Physical Performance Battery as a Measure of Physical Performance and Mortality Predictor in Older Adults: A Comprehensive Literature Review. Int J Environ Res Public Health. 2021 Oct 10;18(20):10612. doi: 10.3390/ijerph182010612. PMID: 34682359; PMCID: PMC8535355.
Este projeto propõe uma troca de saberes entre comunidade acadêmica (docentes/discentes da residência multiprofissional do idoso e do curso de Fisioterapia), que irá planejar e executar as atividades relacionadas ao programa de exercícios e participantes (pessoas idosas que irão participar das atividades do projeto). Ao longo do projeto serão agendadas rodas de conhecimento para dialogar sobre demandas trazidas pelas participantes e/ou extensionistas, favorecendo a troca de conhecimentos.
As participantes do projeto com sobrepeso/obesidade serão encaminhadas para avaliação nutricional e aquelas com alguma doença clínica descompensada para avaliação médica. Será mantido contato e discutido os casos com os profissionais responsáveis pelos atendimentos. Os discentes serão os responsáveis por acompanhar as participantes do projeto, identificar problemas clínicos, encaminhar para o médico responsável e nutricionista e dialogar com as participantes e com os profissionais de saúde sobre as formas de resolutividade das questões apresentadas.
As atividades desenvolvidas pelo estudante irão abarcar o tripé ensino-pesquisa-extensão. Os estudantes serão responsáveis pela avaliação, atendimento semanal e reavaliação dos participantes. Os dados das avaliações das participantes do projeto serão compilados e apresentados em eventos de extensão e pesquisa, além de contribuir na elaboração de trabalhos de conclusão de curso. As adequações no projeto serão realizadas mediante busca de evidências na literatura e viabilidade na prática.
As atividades desenvolvidas pelo estudante irão abarcar o tripé ensino-pesquisa-extensão. Os estudantes serão responsáveis pela avaliação, atendimento semanal e reavaliação dos participantes. A participação neste projeto de extensão irá contribuir no aprimoramento do conhecimento e habilidades dos discentes na especialidade Saúde do Idoso, capacitando-os para que possam implementar projetos em outros espaços, especialmente voltados para prevenção de agravos na atenção primária.
Esta proposta proporcionará atendimento fisioterapêutico a muitas pessoas idosas com dor crônica, uma condição muito frequente e extremamente incapacitante. Também, contribuirá na formação do aluno para atender a pessoa idosa, considerando ser esta uma demanda crescente.
O projeto será divulgado em postos de saúde do município de Diamantina e na Clínica Escola de Fisioterapia.
Público-alvo
Serão incluídas no projeto idosas (≥ 60 anos) com presença de dor crônica (duração ≥ três meses) de intensidade ≥ 3 pontos na Escala Visual Analógica (EVA) e que tenham capacidade de realizar a transferência de sentar e levantar do chão de forma independente ou com auxílio e de compreender e seguir comandos simples.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 334 h
- Tarde;
Elaboração e pkanejamento do projeto (escrita da introdução, justificativa e metodologia do projeto) e levantamento de possíveis participantes.
- Manhã;
- Tarde;
As idosas interessads em participar do projeto e que atenderem os critérios de seleção serão avaliadas por meio de um questionário sociodemográfico e de saúde e por meio do inventário de Beck e do Short Performance Physical Battery (SPPB).
- Tarde;
O programa de exercícios será oferecido duas vezes na semana com duração aproximada de 1h15min por dia, por grupo. Serão realizados exercícios globais de alongamento e fortalecimento muscular. Serão realizados dois grupos de participantes para englobar um total de 30 participantes.
- Manhã;
- Tarde;
Todas as participantes serão reavaliadas por meio do inventário de Beck e do Short Performance Physical Battery (SPPB).
- Tarde;
Compilar os dados do projeto, redigir e enviar os relatórios e encerrar o projeto.