Visitante
Na Trilha do Mestrado em Educação: formação para negros e indígenas
Sobre a Ação
202203001749
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
09/05/2026
27/06/2026
Dados do Coordenador
carla da conceição de lima
Caracterização da Ação
Ciências Humanas
Educação
Direitos Humanos e Justiça
Formação Docente
Estadual
Não
Não
Não
Dentro do campus
Manhã
Sim
Redes Sociais
A divulgação inicial das inscrições também foi realizada via UFVJM, a partir do site oficial da instituição.
Membros
O objetivo desta proposta é promover uma ação formativa voltada para a aquisição de conhecimentos essenciais para elaboração do projeto de pesquisa, uma das etapas dos Programas de Pós-graduação Stricto Sensu Mestrado em Educação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Para tal, o público alvo desta proposta são os profissionais da educação que atuam em escolas do Vale do Jequitinhonha e Mucuri e se autodeclaram negros ou indígenas.
Formação Docente; Política de Cotas; Mestrado em Educação da UFVJM
A presente proposta tem como principal objetivo implantar e implementar uma ação formativa para profissionais da educação que se autodeclaram negros e indígenas com vistas a fornecer conhecimentos teóricos e práticos que lhes possibilitem pleitear uma vaga no Programas de Pós-graduação Stricto Sensu Mestrado em Educação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). No âmbito dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o Programas de Pós-graduação Stricto Sensu Mestrado em Educação da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), tem reservado cerca de 20% de suas vagas às pessoas pretas, pardas e aos indígenas, oportunizando a formação continuada para aqueles que atuam ou se interessam por distintas dimensões da educação. Constata-se, no entanto, a partir dos resultados dos últimos anos do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu Mestrado em Educação da UFVJM que há um baixo número de candidatos inscritos para concorrer às vagas destinadas aos que se autodeclaram negros e indígenas que atuam como profissionais da educação. O objetivo desta proposta é promover uma ação formativa que apresente métodos, técnicas, conhecimentos e práticas de pesquisa que instrumentalizem os profissionais da educação autodeclarados negros e indígenas para a elaboração do projeto de pesquisa para o Programa de Mestrado em Educação da UFVJM. Essa proposta se alicerça no acesso e na permanência das populações negras e indígenas nos espaços de distribuição simbólica do conhecimento. Ademais, a proposta também busca contribuir para o avanço no debate relativo à História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais, especificamente nas regiões de abrangência da UFVJM. Essa ação pode acarretar, ainda, a elevação do número de ingressantes negros e indígenas no Mestrado em Educação da UFVJM. Trata-se projeto gestado na configuração da formação inicial e continuada, na indissociabilidade entre teoria e prática, no encontro e na troca polifônica de experiências e saberes entre: (i) docentes e discentes dos cursos de graduação e pós-graduação da UFVJM, em especial, aqueles do Programa de Pós-graduação Stricto Sensu Mestrado em Educação da UFVJM pois tem maior diálogo com o campo da educação. Inaugura-se, assim, um espaço de partilhar territórios transdisciplinares que aprofundam e ampliar os estudos e ações formativas sobre a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais, com vistas a contribuir para a formação dos sujeitos, estreitando os laços com a comunidade externa à Universidade; (ii) e profissionais da educação – Professores, Diretores, Supervisores Escolares, Coordenadores Pedagógicos, Técnicos das Secretarias, entre outros – que atuam nas redes educacionais dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, que por meio da ação formativa poderão ter um espaço de troca de saberes e vivências que os possibilite reconhecer suas identidades e culturas raciais e, ao mesmo tempo, possibilitar uma formação continuada que lhes possibilite trilhar o caminho até o ingresso no Mestrado em Educação.
Ao longo da história do Brasil, é possível perceber que a distribuição do direito à educação não se deu da mesma forma para todos. De acordo com Cury (2002) a conquista desse direito em países colonizados como o Brasil, aconteceu de forma muito lenta e somente a partir de lutas e disputas é que esse direito foi alcançando por grupos sociais antes excluídos. Para o autor, a educação é uma questão de cidadania social e política e essas lutas foram conduzidas por uma concepção democrática de sociedade em que se postula: “ou a igualdade de oportunidades ou mesmo a igualdade de condições sociais” (Cury, 2002, p. 247), através da qual pode-se promover condições mais justas para a socialização das novas gerações (Arruda, 2023). Nesse sentido, as políticas públicas brasileiras de ações afirmativas têm-se caracterizado por adotar uma perspectiva social, com medidas redistributivas ou assistenciais contra a pobreza baseadas em concepções de igualdade (Moehlcke, 2002). Segundo Feres Júnior et al (2018, p.13), ação afirmativa é todo programa, público ou privado, que tem por objetivo: “conferir recursos ou direitos especiais para membros de um grupo social desfavorecido”. Os autores apontam que etnia, raça, classe e gênero podem ser considerados como algumas características dos públicos-alvo mais comuns na formulação de políticas públicas (Feres Júnior et. al. 2018). Nesse sentido, a Lei Federal Nº 12.288, aprovada em 2010, conhecida como Estatuto da Igualdade Racial destina-se a garantir à população negra a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos seus direitos individuais e coletivos e o combate a qualquer tipo de discriminação e demais formas de intolerância étnica (Brasil, 2010). A lei definiu ações afirmativas como programas e medidas adotados para a correção das desigualdades raciais e a promoção da igualdade de oportunidades, colocando como dever do Estado promover essa igualdade, bem como a inclusão das vítimas de desigualdades étnico-racial, a valorização da igualdade étnica e o fortalecimento da identidade nacional brasileira (Brasil, 2010), prevendo ações afirmativas nas áreas da educação, esporte e lazer, cultura, saúde, segurança, trabalho, moradia e justiça. Impulsionada pelas lutas e reinvindicações dos movimentos sociais, a temática da discriminação racial foi ganhando espaço nas agendas das políticas públicas dos governos e cresceu a pressão da opinião pública para que as universidades federais também implementassem políticas de ação afirmativa para o ingresso dos alunos (Feres Júnior et al, 2018). Essa perspectiva se consolidou pouco depois na Lei Federal Nº 12.711/2012 (Lei de Cotas), que trouxe a obrigatoriedade da reserva de vagas para estudantes negros e indígenas e alunos oriundos das escolas públicas e de baixa renda nas instituições federais de ensino. De acordo com Bento 2014, Feres Júnior e Campos (2016) e Arruda (2023), essa política contribui para garantir a inclusão de estudantes negros na educação, à diminuição da diferença de anos de escolarização entre brancos e negros, desconstrução de hierarquias raciais e da branquitude ao fomentar a construção de currículos multiculturais e o combate ao racismo institucional, preconceito e discriminação racial. Buscou, portanto, eliminar desigualdades historicamente acumuladas, garantir a igualdade de oportunidades e reparação de perdas provocadas por diferentes formas de discriminação (BRASIL, 2012). Em virtude disso, há significativo volume e densidade da produção acadêmica sobre cotas no ensino superior. Revisões de literatura disponíveis sistematizam temáticas e tendências (Guarnieri, Melo-Silva, 2017) e revelam a existência de um conjunto significativo de trabalhos que abordam os embates teóricos e legais (Pena, Bortoline, 2004; Durham, 2005); os impactos das cotas universitárias (Vasconcelos, Silva, 2005; Andrade, 2010; Cicalo, 2012; Carvalhae, Feres Júnior, Daflon, 2013; Daflon, Feres Júnior, Moratelli, 2014); os critérios de inclusão (Weller, Silveira, 2008; Schwartzman, 2009; Cicalo, 2013; Feres Júnior, Campos, 2016), além de outros estudos que exploram as perspectivas de médio e longo prazo desses programas de ação afirmativa e dos atores sociais com eles envolvidos (Cardoso, 2008; Mayorga; Souza, 2012). O efeito da política de ação afirmativa na graduação impulsionou o crescimento de ações na pós-graduação (Arruda, 2023). Soma-se a isso a Portaria Normativa do MEC nº 13, de 11 de maio de 2016, que dispõe sobre a indução de ações afirmativas na pós graduação para inclusão de pessoas que se autodeclaram pretas, pardas e indígenas, acelerando a implementação das ações afirmativas na pós-graduação (Feres Júnior et. al, 2018). No entanto, a pós graduação Stricto Sensu ainda apresenta expressiva desigualdade de acesso para as pessoas negras e indígenas devido às múltiplas dificuldades – falta de bolsas, condições de trabalho, território, entre outros -, fazendo com que poucos consigam pleitear e ocupar uma vaga (Arruda, 2023; Jesus, 2018). Ademais, ainda tem a dificuldade de domínio de teorias, metodologias e práticas científicas que possibilitem ter um repertório adequado para escrever um projeto de pesquisa e participar de todas as etapas, ocasionando a eliminação logo nas primeiras etapas do processo seletivo da pós-graduação Stricto Sensu. No âmbito da UFVJM observa-se a partir da análise no site do Mestrado em Educação da UFVJM, com dados do período de 2018 a 2025, especificamente das listagens contendo a homologação dos resultados das inscrições, análises dos projetos e entrevistas que o quantitativo de negros inscritos é pouco expressivo e um número cada vez mais reduzido avançam nas etapas do processo seletivo. Por um lado, por se tratar de um mestrado profissional a formação do candidato pode ser observada a partir das teorizações Deleuzianas, especificamente a “dobra”. Segundo Clareto e Oliveria (2010) a “dobra” “não se cristaliza, mas dobra e desdobra, num movimento, numa processualidade” (Clareto; Oliveira, 2010, p. 73), que auxilia a compreender, pensar, instaurar e ver o mundo a partir de uma identidade e realidade. No entanto, para o ingresso no mestrado é preciso romper com um mundo de formas constituídas de maneira colonial e conduzido por dicotomias, para se encontrar uma nova “dobra” (Clareto; Oliveira, 2010). Essa nova “dobra” permite sair do lugar, de subjetiva e reverbera na modificação do modo de pensar e existir que vai se constituindo modalmente. Por outro lado, este movimento de “dobra” permite o debate e a execução de ações ligadas à reflexão e conhecimento da História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais, contribuindo para uma formação alicerçada na superação das desigualdades raciais e pavimentação para a consolidação dos direitos das populações negras e indígenas (Jesus, 2018). Nesse sentido, o projeto mobiliza saberes para a produção de conhecimento, comportamentos, habilidades e competências necessárias às demandas de combate ao racismo, ao eurocentrismo e ao etnocentrismo (Arruda, 2023). Portanto, em uma região como os Vales do Jequitinhonha e Muruci que apresenta um mosaico racial e cultural significativamente expressivo, a proposta formativa do projeto em tela pode adquirir matizes que visibilizam determinados grupos étnicos – negros e indígenas, bem como suas culturas e as diferentes identidades. Ademais, o projeto pode dirimir diferenças substanciais estabelecidas na formação inicial que de forma contundente podem ocasionar dificuldades e fracassos no ingresso no Mestrado em Educação da UFVJM. Por fim, no que diz respeito às Áreas Temáticas e as Linhas de Extensão descrita no Regulamento de Ações de Extensão da UFVJM, pode-se considerar que o projeto em tela se enquadra da seguinte forma: a) áreas temáticas Educação e Direitos Humanos e Justiça; b) linhas de extensão Formação Docente e Direitos Individuais e Coletivos. Essa diversidade está imbricada em uma postura transdisciplinar. Entende-se que a transdisciplinaridade possibilita a religação dos saberes compartimentalizados, ao estimular um modo de pensar marcado pela articulação e que oferece uma perspectiva de superação do processo de atomização. Tal processo reverbera em uma disjunção e conjunção das teorias já conhecidas pelos profissionais da educação em articulação com os saberes História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais (Santos, 2008) e os conhecimentos essenciais para a produção do projeto de pesquisa. Portanto, a justificativa para a proposição deste projeto se baseia na transdisciplinaridade para esclarecer, sistematizar e elucidar historicamente a colonialidade do poder, do ser e do saber a partir de uma ação formativa composta por reflexões, colaborações e partilhas dos docentes e discentes da UFVJM. Junto com os profissionais da educação espera-se (co)criar, pensar e materializar projetos de pesquisa que reflitam sobre a colonialidade, bem como o despertem novas formas de observar a realidade e compreender a sobre História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais.
Promover uma ação formativa que apresente métodos, técnicas, conhecimentos e práticas de pesquisa que instrumentalizem os profissionais da educação autodeclarados negros e indígenas para a elaboração de projetos para o Programa de Mestrado em Educação, atendando também as distintas demandas raciais presentes no contexto escolar e educacional. Os objetivos específicos são: Construir um espaço de formação sobre História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais, entrecruzando as linhas comuns que atravessam as identidades docentes e discentes e que definirão as frentes de atuação em cada encontro da ação formativa; Atender às demandas das práticas curriculares e dos TCC´s fomentando experiências que contribuam para formação e atuação profissional dos discentes da graduação, sem perder de vista a articulação transdisciplinar entre atividades de ensino, pesquisa e extensão; Promover uma ação formativa na modalidade a distância para os profissionais da educação que permitam aquisição de conhecimentos sobre projetos de pesquisa- tema, problema, título, resumo, palavras-chave, introdução, fundamentação teórica, metodologia, cronograma, resumo e referências -, em prol da elaboração de um projeto de pesquisa e em relação às especificidades da pesquisa acadêmica; Concatenar diferentes demandas e reivindicações que irão emergir durante a ação formativa (re)orientando a aproximação entre a comunidade, a UFVJM e a escola, a partir da interface da formação docente.
Realizar no primeiro semestre de 2026 a ação formativa composta por oito encontros na modalidade a distância com periodicidade semanal. O intuito é promover um espaço de formação inicial e continuada com conteúdos relacionados ao processo seletivo do mestrado em Educação da UFVJM. Cerca de 150 profissionais da educação serão diretamente beneficiados pelo projeto. Inserir os estudantes do Trabalho de Conclusão de Curso e associar as práticas curriculares aos espaços escolares a partir interação, diálogo e reflexões proporcionadas pelos profissionais da educação durante a ação formativa. Essa atividade envolve em média 30 estudantes ouvintes. Com o desenvolvimento deste projeto de ação formativa, haverá o envolvimento direto de 10 docentes além de um impacto indireto a discentes de graduação das áreas de Humanidades. Também diretamente, serão beneficiados os estudantes da UFVJM (bolsistas e voluntários) de graduação e pós-graduação, alinhando teoria e prática na elaboração e desenvolvimento da ação formativa, articulando ensino e pesquisa, por meio da participação ativa no referido projeto de extensão. Ademais, serão beneficiados diretamente pela participação nos encontros da ação formativa cerca de 150 profissionais da educação por meio de aulas que versam sobre projeto de pesquisa - título, resumo, palavras chave, introdução, fundamentação teórica, metodologia, resultados e discussões, considerações finais e referências -, sem perder de vista a História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-racial. Espera-se que tais profissionais sejam multiplicadores desta formação em suas respectivas cidades e redes de ensino, ampliando, desse modo, o número de servidores da educação básica beneficiados pelo projeto de extensão.
O projeto está organizado na modalidade a distância com intuito de promover a integração entre docentes, discentes da UFVJM e profissionais da educação. Dessa forma, o projeto possibilitará a participação de profissionais da educação que residem e atuam em municípios pertencentes aos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, campo de abrangência da UFVJM. Durante a vigência do projeto percorremos 6 dimensões. A dimensão Elaboração é composta por reuniões com os docentes que participam do projeto para definir como será as duas horas de aula. Essa dimensão dialoga diretamente com a dimensão Planejamento, uma vez que estrutura a definição da melhor abordagem a ser adotado em cada aula, os materiais de apoio, bem como a estruturação da atividade prática. A dimensão da Execução é composta pelas seguintes etapas: 1. Etapa prévia: divulgação da ação formativa nas redes sociais para que os profissionais da educação interessados possam se inscrever. A seleção terá os seguintes critérios de desempate: ser efetivo de uma rede pública; ter mais tempo de serviço; atuar na educação básica; não ter feito mestrado. Todos os selecionados devem assinar os termos de consentimento livre e esclarecido e de cessão de direitos para uso de imagem. Caso não se obtenha 150 profissionais da educação, serão abertas inscrições para os alunos dos cursos de graduação da UFVJM que se autodeclaram negros e indígenas, tendo os seguintes critérios de seleção: estar matriculados em cursos que tenham estreita relação com a área da Educação; estar cursos a disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso; estar cursando, em 2026, os dois últimos períodos do curso de graduação. 2. Etapa da Ação Formativa 2.1 Encontro 1 - Neste encontro será exposto aos participantes a estrutura geral do projeto (número de encontros, datas, número de horas por encontro, certificado de participação, etc.) e orientações sobre como começar a escrita do projeto (Introdução, tema, problema, justificativa e objetivos). Data da atividade síncrona 2.2 Encontro 2 – Neste encontro será ensinado como fazer o referencial teórico do projeto, abordando: tipos de referencial teórico, estratégias de buscas nas plataformas, conceitos e explicitação dos "achados" do referencial teórico. Data da atividade síncrona: 16/05/2026 2.3 Encontro 3 – Este encontro é dedicado a metodologia do projeto, ou seja, a ensinar o método qualitativo, seus instrumentos e formas de apresentação dos resultados. Data da atividade síncrona: 23/05/2025 2.4 Encontro 4 – Neste encontro será ensinado como utilizar os dados educacionais no projeto, mais especificamente a metodologia quantitativa (dados do IBGE, SAEB, PNAD, QEdu) e formas de utilização no projeto de pesquisa. Data da atividade síncrona: 30/05/2026 2.5 Encontro 5 - Vamos fazer uma revisão? Apresentação de todos os tópicos que compõem o projeto (introdução, referencial teórico e metodologia), além de abordar as contribuições da pesquisa e como fazer o resumo e definir o título. Data da atividade síncrona: 06/06/2026 2.6 Encontro 6 - O que esperar de uma entrevista para o mestrado? Será apresentado os pontos mais relevantes para se preparar para a entrevista. Data da atividade síncrona: 13/06/2026 2.7 Encontro 7 – O que é Currículo Lattes? Será ensinado como criar um currículo Lattes. Data da atividade síncrona: 20/06/2026 2.8 Encontro 8 – 10 dicas para participar do processo seletivo. Data da atividade síncrona: 27/06/2026. Nessa ocasião também haverá o encerramento do projeto Observação: todos os encontros terão duração de 2h, sendo a primeira hora de aula dialogada com o grupo todo; 40 minutos de atividade em grupos menores e 20 de discussão coletiva. A dimensão da Avaliação, será realizada em cada aula de forma processual a partir das questões que advém dos alunos e, principalmente, por meio das atividades realizadas nos grupos menores e nas sínteses apresentadas nas discussões coletivas. Essas discussões coletivas, inclusive, serão utilizadas para rever as dimensões de Elaboração e Planejamento das aulas posteriores, possibilitando o aperfeiçoamento a partir das dúvidas, considerações, sínteses e contextos educacionais apresentados pelos profissionais da educação. A dimensão Relatório será composta por um relatório de frequência mensurada por encontro com o intuito de verificar a participação dos inscritos e, ao final do projeto, para a elaboração do certificado. Além disso, um outro relatório conterá a compilação dos resultados do projeto – participação dos profissionais da educação, regiões alcançadas, cor/raça, docentes participantes -, e, posteriormente, uma análise dos resultados alcançado em termos de inscritos e dos classificados em cada etapa do Processo Seletivo do PPGED para ingresso no mestrado no ano de 2027. A dimensão Encerramento será realizada no último encontro que além da aula, também haverá uma finalização do projeto apontando, novamente, a importância dos aspectos étnico-raciais e como eles podem estar presentes nas pesquisas do PPGED.
ANDRADE, E. D. C. Higher education: free tuition vs. quotas vs. targeted vouchers. Estudos Econômicos, 40(1), 2010, 43-66. ARRUDA, A. Reflexões sobre a política de ação afirmativa na pós-graduação stricto sensu nos Institutos Federais de Educação: a questão do acesso e permanência dos discentes. REPOD - Revista Educação e Políticas em Debate –v. 12, n. 2, p. 890-908, mai./ago. 2023 BRANDÃO, C. R.; BORGES, M. C. A pesquisa participante: um momento da educação popular. Revista de Educação Popular, Uberlândia, Mg, v. 1, n. 6, p.1-13, 01 jul. 2007. Quadrimestral. Disponível em: <https://goo.gl/LS7eya>. Acesso em: 12 nov. 2017. BRANDÃO, C. R. (Org.). Repensando pesquisa participante (3a ed.). São Paulo: Brasiliense, 1987. BRASIL. LEI Nº 12.288, DE 20 DE JULHO DE 2010Institui o Estatuto da Igualdade Racial; altera as Leis nos 7.716, de 5 de janeiro de 1989, 9.029, de 13 de abril de 1995, 7.347, de 24 de julho de 1985, e 10.778, de 24 de novembro de 2003. Disponível em: https://www.gov.br/mdh/pt-br/navegue-por temas/igualdade-etnico-racial/publicacoes/estatuto_igualdade_digital.pdf Acesso em: 31/10/2023 BRASIL. LEI Nº 12.711, DE 29 DE AGOSTO DE 2012. Dispõe sobre o ingresso nas universidades federais e nas instituições federais de ensino técnico de nível médio e dá outras providências. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12711.htm Acesso em: 31/10/2023. CARDOSO, C. B. Efeitos da política de cotas na Universidade de Brasília: uma análise do rendimento e da evasão. Dissertação de Mestrado, Universidade de Brasília (UnB), Brasília, DF. Studies, 44(02), 2008, p. 235-260. CARVALHAES, F.; FERES JÚNIOR, J.; DAFLON, V. O impacto da Lei de Cotas nos estados: um estudo preliminar. Textos para discussão GEMAA (IESPUERJ), Rio de Janeiro, n. 1, p. 1-17, 2013. CICALO, A. Nerds and Barbarians: Race and Class Encounters through Affirmative Action in a Brazilian University. Journal of Latin American, 2012. CICALO, A. Race and Affirmative Action: The implementation of quotas for" black" students in a Brazilian University. Antípoda: Revista de Antropología y Arqueología, 16, 2013, 113-134. CURY, C. R. J. Direito à Educação: Direito à Igualdade, Direito à Diferença. Cadernos de Pesquisa, n. 116, p.245-262, julho, 2002. CLARETO, S. M.; OLIVEIRA, M. E. . Experiência e dobra teoria-prática: a questão da formação de professores. In: CLARETO, Sônia Maria; FERRARI, Anderson. (Org.). Foucault, Deleuze & Educação. 1ªed.Juiz de Fora: Editora da UFJF, 2010, v. , p. 65-89.DAFLON, V. T.; Feres Júnior, J.; Campos, L. (2013). Ações afirmativas raciais no ensino superior público brasileiro: um panorama analítico. Cadernos de Pesquisa, 43(148), 2013,302-327. DAFLON, V; FERES, JUNIOR, João Feres; CAMPOS, MORATELLI, Gabriela, 2014. Levantamento das políticas de ação afirmativa 2014: evolução temporal e impacto da Lei nº 12.711 sobre as universidades federais. Rio de Janeiro: GEMAA/IESP. DURHAM, E. R. Inequality in education and quotas for black students in universities. Novos Estudos-CEBRAP, 1(SE), 2005. FERES JÚNIOR, J.; CAMPOS, L. A.o. Ação afirmativa no Brasil: multiculturalismo ou justiça social? Lua Nova, São Paulo, 2016. FERES JUNIOR, J.; CAMPOS, L.A; DAFLON, V.T.; VENTURINE, A.C. Ação Afirmativa: Conceito, História e Debates. Editora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, 2018. GUARNIERI, F. V; MELO SILVA, Lucy Leal. Cotas Universitárias no Brasil: análise de uma década de produção científica. Psicologia Escolar e Educacional, SP. Volume 21, Número 2, Maio/Agosto de 2017: 183-193. JESUS, M. S. de. Por que da criação de um núcleo de estudos afro brasileiros e indígenas na UFVJM? Revista Ensaios e Pesquisa em Educação e Cultura, v.4, jan.-jun., 2018, p.30-58. MAYORGA, C.; SOUZA, L. M. Ação Afirmativa na Universidade: a Permanência em Foco. Psicologia Política, 12(24), 2012, 263-281. MOEHLECKE, S. Ação Afirmativa: Histórias e Debates no Brasil. Cadernos de Pesquisa, n. 117, p. 197-217, novembro/2022. PENA, S. D.; BORTOLINI, M. C. Pode a genética definir quem deve se beneficiar das cotas universitárias e demais ações afirmativas? Estudos Avançados, 2004, 18(50), 31- 50. SANTOS, A. Complexidade e transdisciplinaridade em educação: cinco princípios para resgatar o elo perdido. Revista Brasileira de Educação v. 13 n. 37 jan./abr. 2008 SCHWARTZMAN, L. F. Seeing like citizens: unofficial understandings of official racial categories in a Brazilian university. Journal of Latin American Studies, 41(2), 2009, 221- 250. VASCONCELOS, S. D.; SILVA, E. D. Acesso à universidade pública através de cotas: uma reflexão a partir da percepção dos alunos de um pré-vestibular inclusivo. Ensaio: Avaliação de Políticas Públicas Educacionais, 13(49), 2005, 453-68. WELLER, W.; SILVEIRA, M. Ações afirmativas no sistema educacional: trajetórias de jovens negras da Universidade de Brasília. Revista Estudos Feministas, 16(3), 2008, 931- 948.
O projeto será desenvolvido por meio de um trabalho dialógico e colaborativo que proporcione condições para que os profissionais da educação reflitam sobre os desafios que se interpõem para o ingresso no Mestrado em Educação. Desse modo, considera-se que o referido projeto, para alcançar as metas estabelecidas, deverá pautar-se em metodologias participativas. Em sua acepção original, o conceito de metodologia participativa (ou participante) implica criar uma postura organizacional e metodológica do trabalho pedagógico que propicie situações de participação e compromisso com as pautas de reivindicação e de luta (Brandão, 1987). Desse modo, as práticas de pesquisa, ensino e extensão, mais do que conhecer para explicar a realidade social na qual os sujeitos (individuais e coletivos) estão imersos, devem compreender tais realidades para servir aos sujeitos que nela atuam (Brandão,1987, p. 10). Ou seja, metodologias participativas primam pela emancipação e fortalecimento dos coletivos e minorias, realizando trabalhos de cunho educacional e de formação política junto com e a serviço de comunidades (Brandão; Borges, 2007, p.55). Além disso, espera-se ampliar o repertório reflexivo, teórico e metodológico para instrumentalizar os profissionais da educação – diretores, professores, coordenadores pedagógicos, supervisores escolares, técnicos das secretarias de educação – sobre os conhecimentos essenciais para ingressar no mestrado, sem perder de vista a compreensão sobre a História Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais e a Lei 12. 711. Ademais, as experiências partilhadas entre estudantes da UFVJM e profissionais da educação permitirão identificar e verbalizar as formas das desigualdades, discriminações, lutas e resistências que precisam ser (re)significadas e (re)interpretadas à luz da ampliação do referencial teórico e da valorização das diferentes identidades. Desejamos assim, pavimentar o caminho para que a formação continuada, especificamente o Mestrado em Educação da UFVJM, seja algo possível para esses indivíduos, possibilitando um ganho pessoal e profissional que vai reverberar na qualidade da educação básica.
A interdisciplinaridade se faz presente neste projeto a partir da participação de professores que estão inseridos em diferentes linhas de pesquisa do Mestrado em Educação. Ou seja, a partir de estudos, percepções e conhecimentos desses docentes que revelam uma visão de mundo e de pesquisa plural, diversificada e que permite a observação de diferentes aspectos da realidade educacional. Dessa forma, a perspectiva interdisciplinar permite o conhecimento de distintos objetivos de pesquisa, referenciais teóricos e metodologias que auxiliam a configurar o projeto de pesquisa. Nesse sentido, a interprofissionalidade pode se estabelecer de forma cooperativa por meio de um trabalho docente e discente que articule as diferentes práticas adotadas nas pesquisas, fortalecendo entre dos docentes a partilha de práticas de pesquisa e de ensino.
A extensão é concebida como um processo que abarca ensino e pesquisa articulando-os de modo indissociável, viabilizando a relação transformadora entre Universidade e Sociedade. Assim, a extensão visa proporcionar, simultaneamente, formação com forte base teórico-metodológica tanto para profissionais da educação quanto para os licenciandos. Nesse sentido, a participação dos graduandos é considerada como um dos pilares das ações que associam teoria e prática profissional e, desse modo, ocorrerá ao longo de toda a execução do projeto. Trata-se de um projeto gestado em prol da formação inicial – para os licenciandos -, e continuada – para os profissionais da educação – e em prol de um auxílio sobre como compreender e elaborar um projeto de mestrado, bem como se apropriar de outros conhecimentos que advém desse projeto. Os licenciandos acompanharão as atividades, apropriando-se dos debates teóricos, empíricos e práticos sobre o cenário educacional . Dessa forma, a formação do estudante ocorrerá por meio do engajamento e protagonismo em um espaço dialógico, além da aquisição de conhecimento que contribuirá para a elaboração de trabalhos acadêmicos, como o TCC, e de reflexão sobre a sua prática profissional baseada no contato com os profissionais da educação.
Neste programa, a extensão é concebida como um processo que abarca ensino e pesquisa articulando-os de modo indissociável, viabilizando a relação transformadora entre Universidade e Sociedade (Nogueira, 2005; Forproex, 2010; Bonifácio, 2017). Assim, a extensão visa proporcionar, simultaneamente, formação com forte base teórico-metodológica tanto para profissionais quanto para acadêmicos dos cursos da UFVJM. Nesse sentido, a participação dos estudantes bolsistas é considerada como um dos pilares das ações que associam teoria e prática profissional e, desse modo, ocorrerá ao longo de toda a execução do projeto. No decorrer das ações, os discentes de cursos da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades, inscritos no projeto, serão acompanhados por professores da UFVJM que atuam no Mestrado. O estudante vinculado como bolsista acompanhará as atividades síncronas, apropriando-se dos debates teóricos, empíricos e práticos sobre a formação continuada docente, projeto de pesquisa, educação História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena e para a Educação da Relações étnico-raciais. O estudante bolsista terá como responsabilidade o acompanhamento das redes sociais, divulgação e organização das ações previstas, especialmente as atividades realizadas pelos profissionais da educação, além de ser referência na comunicação entre os esses e a coordenação do projeto. Dessa forma, a formação do estudante ocorrerá por meio do engajamento e protagonismo em um espaço dialógico, além da aquisição de conhecimento que contribuirá para a elaboração de trabalhos acadêmicos, especialmente o TCC, e de reflexão sobre a sua prática profissional baseada no contato com os profissionais da educação.
O projeto aproxima a Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) aos profissionais da educação, bem como os auxilia a refletir sobre suas práticas, vivências, experiências e saberes. Ademais, a proposição da formação continuada visa promover (re)significação dos conhecimentos concernentes ao currículo, políticas educacionais, gestão escolar, formação de professores, etc, que estruturam o funcionamento da escola e da educação no Brasil.
A divulgação do projeto será realizada via Instagram - @trilhasmestrado - e no portal Even - https://www.even3.com.br/e/natrilhadomestradoemeducacao-704352
Público-alvo
Professores das redes de ensino que ofertam as etapas da educação básica.
Diretores das redes de ensino que ofertam as etapas da educação básica.
Alunos dos cursos de graduação (licenciaturas) da Faculdade Interdisciplinar em Humanidades
Técnicos que atuam nas Secretarias de Educação e Superintendências Regionais de Ensino
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Montes Claros - MG
Teófilo Otoni - MG
Datas - MG
Carbonita - MG
Capelinha - MG
Gouveia - MG
Brasilândia de Minas - MG
João Pinheiro - MG
Jaíba - MG
Espinosa - MG
Janaúba - MG
Presidente Kubitschek - MG
Senador Modestino Gonçalves - MG
Minas Novas - MG
Turmalina - MG
Belo Horizonte - MG
Parcerias
Divulgação para os profissionais da educação
Divulgação para os profissionais da educação
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 22 h
- Manhã;
Neste encontro serão expostos aos participantes a estrutura geral do projeto (número de encontros, datas, número de horas por encontro, certificado de participação, etc.) e orientações sobre como começar a escrita do projeto (Introdução, tema, problema, justificativa e objetivos)
- Manhã;
Neste encontro será ensinado como fazer o referencial teórico do projeto, abordando: tipos de referencial teórico, estratégias de buscas nas plataformas, conceitos e explicitação dos "achados" do referencial teórico.
- Manhã;
Este encontro é dedicado a metodologia do projeto, ou seja, a ensinar o método qualitativo, seus instrumentos e formas de apresentação dos resultados. Data da atividade síncrona
- Manhã;
Neste encontro será ensinado como utilizar os dados educacionais no projeto, mais especificamente a metodologia quantitativa (dados do IBGE, SAEB, PNAD, QEdu) e formas de utilização no projeto de pesquisa
- Manhã;
Vamos fazer uma revisão? Apresentação de todos os tópicos que compõem o projeto (introdução, referencial teórico e metodologia), além de abordar as contribuições da pesquisa e como fazer o resumo e definir o título
- Manhã;
O que esperar de uma entrevista para o mestrado? Será apresentado os pontos mais relevantes para se preparar para a entrevista
- Manhã;
O que é Currículo Lattes? Será ensinado como criar um currículo Lattes
- Manhã;
10 dicas para participar do processo seletivo
- Noite;
A dimensão Elaboração é composta por reuniões com os docentes que participam do projeto para definir como será as duas horas de aula. Essa dimensão dialoga diretamente com a dimensão Planejamento, uma vez que estrutura a definição da melhor abordagem a ser adotado em cada aula, os materiais de apoio, bem como a estruturação da atividade prática. Essa atividade ocorrerá semanalmente, ou seja, uma semana antes da aula de cada aula a ser ministrada e contará com a participação do docente e da coordenadora do projeto.
- Manhã;
A dimensão da Avaliação, será realizada em cada aula de forma processual a partir das questões que advém dos alunos e, principalmente, por meio das atividades realizadas nos grupos menores e nas sínteses apresentadas nas discussões coletivas. Essas discussões coletivas, inclusive, serão utilizadas para rever as dimensões de Elaboração e Planejamento das aulas posteriores, possibilitando o aperfeiçoamento a partir das dúvidas, considerações, sínteses e contextos educacionais apresentados pelos profissionais da educação.
- Manhã;
A dimensão Relatório será composta por um relatório de frequência mensurada por encontro com o intuito de verificar a participação dos inscritos e, ao final do projeto, para a elaboração do certificado. Além disso, um outro relatório conterá a compilação dos resultados do projeto – participação dos profissionais da educação, regiões alcançadas, cor/raça, docentes participantes -, e, posteriormente, uma análise dos resultados alcançado em termos de inscritos e dos classificados em cada etapa do Processo Seletivo do PPGED para ingresso no mestrado no ano de 2027.
- Manhã;
A dimensão Encerramento será realizada no último encontro que além da aula, também haverá uma finalização do projeto apontando, novamente, a importância dos aspectos étnico-raciais e como eles podem estar presentes nas pesquisas do PPGED.