Visitante
Levantamento etnobotânico de plantas medicinais utilizadas tradicionalmente em Diamantina (MG): saberes populares, formas de obtenção e modos de uso
Sobre a Ação
202203001754
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
18/05/2026
18/05/2027
Dados do Coordenador
nathália de andrade neves
Caracterização da Ação
Ciências Agrárias
Cultura
Meio Ambiente
Patrimônio cultural, histórico, natural e imaterial
Local
Não
Não
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Não
Redes Sociais
cc
Membros
O projeto de extensão propõe o levantamento etnobotânico das plantas medicinais utilizadas tradicionalmente pela população de Diamantina, com foco na identificação das espécies, nas formas de obtenção e nos modos de uso associados aos saberes populares.
conhecimento tradicional, raizeiros
A cidade de Diamantina abriga inúmeras comunidades tradicionais que, ao longo dos séculos, construíram e preservaram conhecimentos sobre o uso de ervas e plantas medicinais para o tratamento de diferentes enfermidades. Embora o avanço da medicina moderna e a ampliação do acesso aos serviços de saúde tenham contribuído significativamente para a melhoria da qualidade e da expectativa de vida da população, esse processo também tem favorecido a gradual perda dos saberes tradicionais associados ao uso terapêutico das plantas. Nesse contexto, este projeto de pesquisa tem como objetivo documentar esses conhecimentos, buscando valorizá-los, preservá-los e contribuir para a manutenção do patrimônio cultural e etnobotânico da região.
O uso de plantas medicinais faz parte da tradição cultural de muitas comunidades brasileiras, especialmente em regiões com forte herança rural e histórico de transmissão oral de conhecimentos, como Diamantina. Esses saberes populares representam importante patrimônio cultural e podem contribuir para a valorização da biodiversidade regional, da saúde comunitária e da preservação de práticas tradicionais. Entretanto, o avanço da urbanização, as mudanças nos modos de vida e a perda de vínculos entre gerações têm colocado em risco a continuidade desse conhecimento. Nesse sentido, um projeto de extensão voltado ao levantamento das espécies medicinais utilizadas pela população local torna-se relevante para registrar, sistematizar e valorizar esses saberes, além de promover a integração entre universidade e comunidade.
Identificar as principais plantas medicinais utilizadas por moradores de diferentes bairros e comunidades rurais de Diamantina; Registrar os nomes populares e, quando possível, a identificação botânica das espécies; Investigar como essas plantas são obtidas (cultivo doméstico, coleta espontânea, compra em feiras, doação, etc.); Levantar as formas de utilização (chás, infusões, xaropes, compressas, banhos, pomadas); Documentar as indicações terapêuticas atribuídas às espécies pela população; Promover ações educativas para valorização do conhecimento tradicional e uso seguro das plantas medicinais.
Realizar o levantamento e o registro das principais espécies de plantas medicinais utilizadas pela população local; Identificar e sistematizar os conhecimentos tradicionais associados ao uso terapêutico dessas espécies, incluindo formas de preparo e aplicação; Mapear as formas de obtenção das plantas, como cultivo doméstico, coleta em áreas naturais ou aquisição em feiras e mercados locais; Produzir um banco de dados ou catálogo contendo informações etnobotânicas das espécies registradas; Promover a valorização e a preservação do conhecimento tradicional das comunidades de Diamantina; Estimular a integração entre universidade e comunidade por meio de ações extensionistas, como oficinas, palestras ou produção de material educativo; Contribuir para futuras pesquisas relacionadas à biodiversidade regional, etnobotânica e uso sustentável de plantas medicinais.
O projeto poderá ser desenvolvido por meio de visitas de campo em bairros urbanos e comunidades rurais de Diamantina, com aplicação de entrevistas semiestruturadas junto a moradores, raizeiros, benzedeiras e outros detentores de conhecimentos tradicionais. As espécies citadas poderão ser fotografadas e, quando autorizado, coletadas para identificação botânica. Os dados serão organizados em fichas etnobotânicas contendo nome popular, parte utilizada, modo de preparo, indicação terapêutica e origem da planta. Como atividade extensionista, o projeto também pode culminar na elaboração de uma cartilha ilustrada ou oficina comunitária sobre plantas medicinais da região, devolvendo à comunidade o conhecimento sistematizado.
ANTOS, Jorge Luís da Silva; RIBEIRO, Ivan Abreu; THOMÉ, Marcos Paulo Machado; PÁDUA, Marcos Venícius da Silva. Levantamento etnobotânico de plantas medicinais no distrito de Catuné, no município de Tombos - MG. Revista Vértices, Campos dos Goytacazes, v. 15, n. 2, p. 77–90, 2013. LINHARES, Jairo Fernando Pereira; HORTEGAL, Elane Viana; RODRIGUES, Maria Ivanilde de Araujo; SILVA, Paulo Sérgio Siberti da. Etnobotânica das principais plantas medicinais comercializadas em feiras e mercados de São Luís, Estado do Maranhão, Brasil. Revista Pan-Amazônica de Saúde, v. 5, n. 3, p. 39–46, 2014. CARBOLIM, Roseli Lourdes et al. Etnoconhecimento associado ao uso de plantas medicinais por comunidades rurais em Peixoto de Azevedo, Mato Grosso. Revista da Biologia, v. 24, p. 16–30, 2024.
A proposta do projeto de extensão fundamenta-se na interação dialógica entre a comunidade acadêmica e a sociedade, ao promover um espaço de troca horizontal de saberes acerca do uso tradicional de plantas medicinais pela população da região. Mais do que difundir conhecimento científico, a ação busca construir uma via de mão dupla, na qual os conhecimentos produzidos no ambiente acadêmico dialogam com as práticas populares de cuidado e com as demandas concretas da comunidade, ao mesmo tempo em que os saberes tradicionais, culturais e empíricos relacionados ao uso dessas plantas retroalimentam a reflexão científica e extensionista. Dessa forma, o projeto fortalece a aproximação entre universidade e comunidade, valorizando a escuta ativa, a participação coletiva e a construção compartilhada de estratégias voltadas à valorização, preservação e uso consciente das plantas medicinais, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural regional e para a promoção da saúde e do desenvolvimento sustentável local.
O projeto de extensão caracteriza-se pela interdisciplinaridade e interprofissionalidade ao articular diferentes áreas do conhecimento e distintos campos de atuação em torno do estudo, valorização e uso das plantas medicinais tradicionalmente empregadas na região. Ao integrar áreas como Agronomia, Farmácia, Biologia, Química, Nutrição, Educação e Ciências da Saúde, a proposta favorece uma compreensão ampla dessas espécies, considerando seus aspectos botânicos, químicos, terapêuticos, culturais e socioambientais. Paralelamente, o projeto promove a interação entre docentes, pesquisadores, estudantes, profissionais da saúde, agricultores, raizeiros, agentes comunitários e demais membros da comunidade, reconhecendo que o conhecimento sobre plantas medicinais é construído a partir da convergência entre saberes científicos e práticas tradicionais
A ação materializa o princípio da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao articular, em um mesmo espaço formativo, a produção de conhecimento científico, a formação acadêmica e sua aplicação social.
Os estudantes terão a oportunidade de inserir o conhecimento popular no ambiente acadêmico, contribuir para o registro de um saber popular, que vem se perdendo, aprender, de maniera humanitária, a ouvir e aprender com a população, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e para a formação humanística, como futuros profissionais.
O projeto de extensão apresenta potencial de impacto e transformação social ao contribuir para o fortalecimento do conhecimento popular e científico relacionado ao uso de plantas medicinais na região. Ao promover atividades de educação, troca de saberes e valorização das espécies vegetais utilizadas tradicionalmente pela população, a ação favorece o resgate e a preservação de práticas culturais associadas ao cuidado com a saúde, além de estimular o uso consciente e sustentável desses recursos naturais.
redes sociais - Istagram criado para a divugaçao dos resultados
cc
Público-alvo
engloba pesquisadores, professores e estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de Agronomia, Biologia e campos afins
reizeiros, bezendeiras, produtores rurais, moradores de comunidades tradicionais detentoras do conhecimento acerca das plantas medicinais
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Nenhuma parceria inserida.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 100 h
- Manhã;
- Tarde;
Coleta das informações acerca das principais plantas medicinais utilizadas na região
- Manhã;
- Tarde;
Pesquisar a ocorrência da utilziação dessa planta em outras fontes
- Manhã;
- Tarde;
OS estudantes irão preparar o material com as informaçõe levantadas