Visitante
Projeto ProgramADAs
Sobre a Ação
202203001759
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
22/06/2026
29/06/2027
Dados do Coordenador
caroline queiroz santos
Caracterização da Ação
Ciências Exatas e da Terra
Tecnologia e Produção
Educação
Tecnologia da informação
Municipal
Não
Não
Não
Dentro e Fora do campus
Tarde
Sim
Redes Sociais
Membros
O Projeto ProgramADAs busca desenvolver ações para que meninas do ensino médio (e últimos anos do fundamental) conheçam a área de Computação, incentivando-as a ingressarem nesse mercado. Buscamos aumentar a representatividade feminina no curso de Sistemas de Informação da UFVJM e apoiar as graduandas já matriculadas, reduzindo a evasão. Atuamos com oficinas, palestras, dinâmicas, treinamentos, levantamento de dados e publicações científicas, debatendo gênero na academia e no mercado de TI.
meninas digitais, mulheres em TI, STEM, Computação
Considerando que o número de estudantes e profissionais do sexo feminino atuantes na área de Computação e Tecnologia é expressivamente menor do que o número de homens (IBGE, 2016; IBGE, 2022; INEP, 2024) e que o número de meninas matriculadas em cursos de Computação ainda tem-se reduzido nos últimos anos (OLIVEIRA; MORO; PRATES, 2014; SANTOS, N. e MARCZAK, S., 2023), surgiu, em 2018, o projeto de extensão ProgramADAs, na UFVJM. O projeto ficou inativo nos anos de 2024 e 2025 e se apresenta para retomar as atividades em 2026. O ProgramADAs é um projeto parceiro do Programa Meninas Digitais, da Sociedade Brasileira de Computação (SBC, 2018), que tem o propósito de desenvolver ações para que meninas que estejam cursando o ensino médio/tecnológico ou os últimos anos do ensino fundamental conheçam melhor a área de Computação, incentivando-as a ingressarem em cursos dessa área. Dessa forma, o nosso objetivo é aumentar a representatividade feminina no curso de Sistemas de Informação da UFVJM, além de motivar as meninas que já estão no curso a continuarem. O presente projeto visa também fomentar o debate de gênero na academia e no mercado de trabalho na área de Tecnologia da Informação (TI), contribuindo para a superação de preconceitos e tabus e desmistificando assim a visão de que as áreas tecnológicas são masculinas. As ações do Projeto ProgramADAs serão na forma de oficinas, palestras, dinâmicas, treinamentos e levantamentos de dados e publicações científicas. Tais ações terão como público-alvo alunas do ensino médio de escolas públicas e particulares de Diamantina, bem como graduandas do curso de Sistemas de Informação da UFVJM. As ações voltadas às alunas do ensino médio têm como objetivo apresentar a área da Computação como uma possibilidade para que elas desenvolvam suas carreiras profissionais e, desta forma, ampliar o ingresso de meninas no curso de Sistemas de Informação da UFVJM. Já as ações voltadas para as graduandas têm como objetivo reduzir a evasão do curso, contribuindo, assim, para fortalecer a participação feminina no mercado de trabalho da área de TI e também na academia.
Embora o número de alunos e egressos de cursos da área de Computação tenha aumentado nos últimos anos, as mulheres ainda são minoria, representando menos de 18% do total das matrículas (INEP, 2024). Isso reflete no mercado de trabalho, que possui apenas 20% de mulheres dentre os profissionais da área de Tecnologia da Informação (IBGE, 2016; IBGE 2022). A causa dessa disparidade na proporção entre mulheres e homens atuando na área de TI é de ordem sociocultural. O desenvolvimento de tecnologia ainda é considerado como algo intrínseco ao universo masculino, embora historicamente as mulheres tenham exercido papeis importantes na área, como é o caso da matemática inglesa Ada Lovelace, que escreveu o primeiro algoritmo, na década de 1840, e a americana Grace Hopper, que criou a linguagem de programação que é a base do Cobol, ainda utilizado nos dias de hoje (SCHWARTZ et al., 2006). Há a tendência de se achar que os meninos têm mais facilidade para entender tecnologia e computação. Além disso, nas escolas não costuma haver orientação no sentido de mostrar que todos, meninas e meninos, podem igualmente seguir carreiras nessa área. Assim, as meninas possuem uma percepção equivocada sobre a área de computação, o que as leva a optar, na maioria das vezes, por seguir carreiras mais tradicionais (BEAUBOUEF; ZHANG, 2011; COELHO; SARTOR; FRIGO, 2016). A fim de tentar mudar esse quadro, algumas iniciativas têm sido tomadas no Brasil e no mundo, incentivando debates sobre o assunto e promovendo ações que visam a inserção de mulheres na área da Computação. No âmbito mundial, as principais sociedades científicas possuem setores específicos para ações e estudo de tais questões, como a ACM-W (ACMW supporting, celebrating and advocating for Women in Computing)(ACM-W, 2018), IEEE-W (IEEE Women in Engineering (WIE) (IEEE-W, 2018) e NCWIT (National Center for Women Information Technology) (NCWIT, 2018). No Brasil, há o Programa Meninas Digitais, criado em 2011 pela Sociedade Brasileira de Computação (SBC) (MACIEL; BIM, 2016; GASPARINI, 2024). Esse Programa é voltado para alunas do ensino médio/tecnológico ou dos anos finais do ensino fundamental, promovendo ações para que elas conheçam melhor a área de Computação, de forma a despertar o seu interesse em seguir carreira na área. A fim de que a ideia seja disseminada em todo o Brasil, o Programa conta com a colaboração de várias instituições que atuam como parceiras e multiplicadoras de sua proposta, promovendo projetos relacionados voltados para meninas da comunidade, dentro de seu âmbito de atuação. Alguns projetos regionais parceiros do Programa Meninas Digitais são o Cunhatã Digital (UFAM/UEA/FUCAPI, 2015), o #include<meninas.uff> (UFF, 2016), o Gurias na Computação (UNIPAMPA, 2016) e o único parceiro do Estado de Minas Gerais, o Meninas++ (UFV, 2013), dentre outros. Nesse contexto, apresenta-se o projeto ProgramADAs, que sedimenta na região de Diamantina este movimento mundial crescente envolvendo ações para um maior envolvimento da mulher em áreas de Computação e Tecnologia da Informação, atuando como parceiro do Programa Meninas Digitais da SBC (SBC, 2018; GASPARINI, 2024). Tal projeto leva em conta a realidade da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, onde a taxa de mulheres matriculadas no curso de Sistemas de Informação é bastante reduzida, de apenas 20%, refletindo as estatísticas nacionais. Isso reforça a necessidade de serem debatidas questões relacionadas à inserção das mulheres na área de Computação, além de promover ações para ampliar a participação feminina no curso de Sistemas de Informação. Assim, as ações do Projeto ProgramADAs deverão ser planejadas de forma a oferecer atividades interessantes e motivadoras para meninas do ensino médio da região de Diamantina, bem como discentes matriculadas nos períodos iniciais do curso de Sistemas de Informação, compreenderem a sua capacidade e talento, apresentar a área de Computação como sendo uma opção de carreira, realizar atividades de raciocínio lógico através da utilização de materiais concretos, propiciar contato com linguagens de programação, conscientizar a respeito da importância da mulher como profissional de Tecnologia da Informação, e vivenciar as diferentes carreiras ou oportunidades de trabalho na área de TI. Essas ações consistirão basicamente em: • Criação de fóruns de discussão sobre o papel e a importância da presença feminina na área de Computação; • Oferta de oficinas, ministradas por alunas do curso de Sistemas de Informação da UFVJM, para apresentação de conceitos básicos da área de Computação, como raciocínio lógico e programação, bem como o uso de ferramentas específicas para criação de páginas web, desenvolvimento de jogos computacionais, prototipação e robótica; • Promoção de palestras ministradas por estudantes e profissionais que já atuam na área, compartilhando suas experiências; • Realização de dinâmicas relacionadas à tecnologia e a noções de Computação; • Treinamento de equipes femininas para olimpíadas e maratonas de computação; Essas ações adotam os seguintes princípios para incentivar as meninas que fazem parte do público-alvo do projeto: • Incentivo pelo exemplo: atividades e ações sendo apresentadas e desenvolvidas por mulheres; • Incentivo pela discussão: realização de ações como mesas redondas, palestras, dinâmicas, apresentação de vídeos ou dinâmica do preconceito, com o objetivo de trazer à tona a reflexão e discussão sobre a temática; • Incentivo pela implementação: atividades nas quais as participantes são motivados a desenvolver, implementar e/ou praticar conceitos abordados no estudo da computação. Assim, tendo em vista os aspectos supracitados, pode-se considerar que este projeto de extensão está em consonância com a Política Nacional de Extensão Universitária e suas diretrizes quais sejam: “Interação Dialógica, Interdisciplinaridade e interprofissionalidade, Indissociabilidade entre Ensino - Pesquisa - Extensão, Impacto na Formação do Estudante e, finalmente, Impacto e Transformação Social”. No sentido de atender essas diretrizes, a política de Extensão da UFVJM prevê que: “A ação cidadã das universidades não pode prescindir da efetiva difusão dos saberes nelas produzidos, ....”. Assim o presente projeto está em consonância com essa política, uma vez que propõe a realizar, junto a meninas do ensino médio da rede de ensino de Diamantina, diferentes ações, na forma de oficinas, minicursos, palestras, treinamentos e dinâmicas. Tais ações envolverão o compartilhamento, com a comunidade, de saberes trabalhados e construídos pelos discentes e docentes do curso de Sistemas de Informação, em atividades de ensino e pesquisa. Além disso, a política de Extensão da UFVJM também prevê que a prestação de serviço deve ser produto de interesse acadêmico, científico, filosófico, tecnológico e artístico do ensino, pesquisa e extensão, devendo ser encarada como um trabalho social, ou seja, ação deliberada que constitui a partir da realidade e sobre a realidade e sobre a realidade objetiva, produzindo conhecimentos que visem à transformação social. Nesse sentido, os beneficiários das ações propostas no presente projeto serão, além das meninas matriculadas no ensino médio da rede particular e pública de Diamantina, também os membros da comunidade acadêmica que trabalham com extensão e a equipe de pesquisadores, uma vez que terão a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos e práticos, tendo como propósito a transformação social, no sentindo de ampliar a participação feminina na área de computação e tecnologia. Tal fato contribui para a formação de profissionais mais engajados tanto em busca da valorização da mulher quanto da consciência coletiva necessária para superar preconceitos e tabus, como os que consideram os homens como sendo mais aptos para atuarem na área de tecnologia. Ter a oportunidade de colocar em prática os ensinamentos aprendidos em sala de aula, durante as ações do presente do projeto, enriquece não apenas o currículo dos discentes, como desenvolve aptidões de uma maneira que não seria possível apenas com o conteúdo visto em sala de aula. Dessa forma, fortalece-se então o outro pilar da tríade da Educação Universitária, que é o ensino. Além disso, no projeto ProgramADAs articula-se o ensino e a pesquisa por meio do estímulo à realização de trabalhos de conclusão de curso e projetos de pesquisa que abordam essa temática. Por fim, temos a interdisciplinaridade, que é inerente às ações de extensão. A partir da realização das ações propostas pelo presente projeto, a Computação será uma nova disciplina a ser inserida nas escolas para grupos específicos, permitindo que diferentes habilidades sejam trabalhadas, como a criatividade, a comunicação e a sociabilidade. Neste sentido, a participação dos sujeitos nos projetos desta natureza promove, não somente a interdisciplinaridade, mas também a compreensão da abrangência da educação não formal entendida como um processo sociopolítico, tecnológico, cultural e pedagógico para a formação integral da cidadania (SARDIÑA; MACIEL, 2016; SANTOS, N. e MARCZAK, S., 2023; GASPARINI, 2024).
Objetivo Geral Ampliar a participação feminina na área de Computação e no curso de Sistemas de Informação da UFVJM, além de motivar as discentes do curso a continuarem na carreira escolhida. Objetivos Específicos • Promover discussões dentro da comunidade acadêmica e também fora dela, sobre o papel e a importância da presença feminina na área de Computação; • Desenvolver ações voltadas para meninas que estejam cursando os ensino médio, para que elas conheçam melhor a área da Computação e as Tecnologias de Informação e Comunicação, de forma a despertar o seu interesse em seguir carreira na área; • Proporcionar às discentes do curso de Sistemas de Informação envolvidas no projeto a possibilidade de aplicar conhecimentos já adquiridos no curso, estimulando-as a terem um maior apreço pela área de Computação e, consequentemente, pelo curso escolhido; • Incentivar as discentes do curso de Sistemas de Informação a serem multiplicadoras do conhecimento obtido e motivadoras de suas colegas de curso.
Este projeto tem como meta ampliar a presença feminina na área de Computação e Tecnologia da Informação, mais precisamente dentro do curso de Sistemas de Informação da UFVJM, contribuindo assim para a diminuição da discrepância que existe atualmente, no Brasil e no mundo, entre o número de mulheres e homens, tanto estudantes quanto profissionais, atuando na área. Ao participar das ações promovidas pelo presente projeto, as meninas matriculadas no ensino médio poderão conhecer melhor os conceitos e práticas da área de Computação e Tecnologia, levando-as a desmitificar a visão de que tal área é mais voltada para o público masculino. Ao participar de discussões sobre o papel e a importância da presença feminina na área de Computação, haverá uma maior empoderamento das meninas da educação básica e também das discentes do curso de Sistemas de Informação, quanto à sua capacidade e habilidade para atuarem na área de Computação e Tecnologia da Informação. Isso irá funcionar como motivação para aquelas meninas que estão no ensino médio seguirem carreira na área. Além disso, as discentes do curso de Sistemas de Informação se sentirão mais motivadas a continuarem no curso, diminuindo assim o índice de evasão. Assim, ao final do projeto espera-se: • Que haja um maior conhecimento, por parte das meninas matriculadas no ensino médio da rede de ensino de Diamantina, bem como de graduandas cursando períodos iniciais do curso de Sistemas de Informação, sobre atividades relacionadas à área de Computação e Tecnologia da Informação; • Que haja uma maior conscientização, por parte das meninas matriculadas no ensino médio da rede de ensino de Diamantina, sobre a importância do papel da mulher na área de Computação; • Que seja produzido pelo menos um resumo para apresentação em eventos de extensão/pesquisa, além de um artigo científico sobre o tema. A um prazo mais longo, espera-se que o projeto possa provocar uma mudança no cenário do curso de Sistemas de Informação: • Aumentando a taxa de meninas matriculadas no curso para pelo menos o dobro da taxa atual, que é de 20% do total de alunos. • Diminuindo a taxa evasão, especialmente de estudantes do sexo feminino, para pelo menos a metade da taxa de evasão atual
O projeto ProgramADAs será composto por seis etapas: 1. Análise do estado da arte Nesta etapa, será realizado o levantamento do estado da arte, através de revisão da literatura e pesquisa de websites, sobre projetos similares, também parceiros do Programa Meninas Digitais, conduzidos em outras regiões do Brasil. Nesta análise, pretende-se identificar quais ações têm sido realizadas por esses projetos, para a divulgação da área de Computação e Tecnologia da Informação junto às meninas nas escolas, a fim de despertar o seu interesse pela área. 2. Levantamento da situação atual junto ao público-alvo Nesta etapa, será realizada uma pesquisa nas escolas parceiras, através aplicação de questionários, para identificar quais são as crenças das meninas do ensino médio em relação à área de Computação e Tecnologia da Informação e verificar se realmente há um desinteresse delas por essa área e, em caso positivo, por qual motivo. Além disso, serão aplicados questionários também junto às discentes do curso de Sistemas de Informação que estejam nos períodos iniciais do curso (1º ao o 4º), a fim de identificar suas sensações, opiniões e expectativas em relação ao curso e também em relação à área de Computação e TI, em geral. 3. Desenvolvimento de website para divulgação do projeto Nesta etapa, será desenvolvido um website para a comunicação com a comunidade. Assim, deverá ser criada também a identidade visual do projeto, composta pelo logotipo e pelas cores que irão caracterizá-lo. No website deverá ser detalhando os propósitos do projeto, sua equipe e ações. Nesse website também serão disponibilizados materiais utilizados durante as ações do projeto, bem como o registro dessas ações, por meio de fotos e depoimentos dos participantes. Será criada também uma página no Facebook, com o propósito de comunicação com a comunidade, de um modo geral. 4. Apresentação do projeto nas escolas Nesta etapa, o projeto ProgramADAS será apresentado às escolas parceiras, através de uma reunião em cada um delas, que contará com a participação de docentes e discentes do curso de Sistemas de Informação que fazem parte do projeto, a coordenação da escola e as alunas do ensino médio interessadas em participar do projeto. Esse primeiro contato entre os membros do projeto e o público-alvo visa integrar todas as pessoas envolvidas no projeto. 5. Realização das ações do projeto Esta etapa consiste na razão se ser do projeto, ou seja, é através dela que os seus objetivos poderão ser alcançados, e é composta por três tarefas: planejamento das ações, execução das atividades e avaliação. 5.1. Planejamento das ações As ações do projeto serão definidas durante as reuniões periódicas, realizadas pela equipe executora do projeto, composta por docentes e discentes do curso de Sistemas de Informação da UFVJM. Nessas reuniões, as ações a serem executadas serão discutidas e organizadas, de forma colaborativa. Assim, serão definidas as atividades que serão realizadas, ou seja, as dinâmicas, oficinas, palestras e outras e o propósito de cada uma delas. Será definido também quem serão os responsáveis pelas atividades, seu público-alvo (alunas do ensino médio ou discentes de períodos iniciais do curso de Sistemas de Informação, ou ambas) e as datas e locais das mesmas. Depois que cada atividade a ser realizada é definida, segue-se então o seu planejamento, com a definição da equipe responsável por executá-la, que poderá ser composta por discentes e docentes do curso de Sistemas de Informação que fazem parte do projeto, além de profissionais da área de TI. Também no planejamento, será feita preparação de material que será realizado durante a atividade; divulgação da atividade junto ao público-alvo; e recrutamento de participantes, caso a atividade tenha limite de vagas e o número de pessoas que fazem parte do público-alvo seja maior que o número de vagas. 5.2. Execução das atividades As ações serão realizadas seguindo o seu planejamento, poderão ser realizadas nas instalações das escolas parceiras do projeto ou nas instalações do prédio de Sistemas de Informação, no Campus II da UFVJM, dependendo do tipo da atividade, recursos necessários e público-alvo. 5.3. Avaliação Ao término da atividade, deverá ser feita uma avaliação por todos os envolvidos, ou seja, os participantes e membros da equipe executora. Poderão ser distribuídos questionários ou realizado um debate com os participantes, a fim de coletar suas opiniões e impressões sobre a atividade em si e o aprendizado que ela lhes trouxe. 6. Avaliação do impacto das ações do projeto Ao final do projeto, deverá ser realizada uma avaliação do impacto das ações realizadas, no sentido de verificar se o projeto atingiu o seu propósito de desmitificar o fato da área de Computação e Tecnologia da Informação ser identificada com uma área masculina e atrair o interesse de meninas para seguirem carreira nessa área. Essa avaliação será feita junto ao público-alvo do projeto, e a coleta dos dados será feita através de entrevistas estruturadas e questionários. Os dados coletados nesta etapa serão comparados com os dados coletados na etapa 2, a fim de verificar a eficácia das ações realizadas. >> Aspectos Éticos e Legais << A participação das meninas que fazem parte do público-alvo nas atividades do projeto será voluntária. No caso em que forem coletados dados dos participantes, especificamente nas atividades 2 e 6 detalhadas acima, a anuência será documentada em Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, com apresentação de parecer do CEP. Será esclarecido que o participante poderá se recusar a responder qualquer pergunta ou desistir de participar e retirar seu consentimento. Será garantido o sigilo de identidade dos participantes, a fim de evitar constrangimentos.
ACM-W. Acm-w supporting, celebrating and advocating for women in computing. Disponível em: <https://women.acm.org/>. Acesso em: 24 jan. 2018. BEAUBOUEF, T.; ZHANG, W. Where are the women computer science students? Journal of Computing Sciences in Colleges, v. 26, n. 4, p. 14–20, 2011. COELHO, M. H.; SARTOR, M.; FRIGO, L. B. Incentivando o Ingresso de Mulheres nos Cursos de Engenharia e Tecnologia. Anais do XXXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Computação - 10o Women in Information Technology (WIT). Anais...Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2016 GASPARINI, I. Programa meninas digitais: história e continuidade. 2024. https://horizontes.sbc.org.br/index.php/2024/06/programa-meninas-digitais-historia-e-continuidade/. Acesso em: 11 maio 2026. IBGE. Diamantina - panorama. 2022. https://cidades.ibge.gov.br/brasil/mg/diamantina /panorama. Acesso em: 14 maio 2026. IBGE. Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) - 2016. [s.l: s.n.]. IEEE-W. Ieee women in engineering (wie). Disponível em: <https://www.ieee.org/membership_services/membership/women/index.html>. Acesso em: 24 jan. 2018. INEP. Censo da educação superior – resultados. 2024. https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/pesquisas-estatisticas-e-indicadores/censo-da-educacao-superior/resultados. Acesso em: 14 maio 2026. MACIEL, C.; BIM, S. A. Programa Meninas Digitais – ações para divulgar a Computação para meninas do ensino médio. Anais do Computer on the Beach. Anais...Sociedade Brasileira de Computação, 2016 NCWIT. National center for women and information technology. Disponível em: <https://www.ncwit.org/>. Acesso em: 24 jan. 2018. OLIVEIRA, A. C.; MORO, M. M.; PRATES, R. O. Perfil Feminino em Computação: Análise Inicial. Anais do XXXIV Congresso da SBC. XXII Workshop de Educação em Computação. Anais...2014. SANTOS, N. e MARCZAK, S. Fatores de atração, evasão e permanência de mulheres nas Áreas da computação. In Anais do XVII Women in Information Technology, pages 136–147, Porto Alegre, RS, Brasil. SBC. 2023. SARDIÑA, I. M.; MACIEL, C. Ações para Incentivar Meninas do Ensino Médio a Cursar Carreiras Tecnológicas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Anais do XXXVI Congresso da Sociedade Brasileira de Computação - 10o Women in Information Technology (WIT). Anais...Porto Alegre: Sociedade Brasileira de Computação, 2016 SBC. Meninas Digitais. Disponível em: <http://meninas.sbc.org.br/>. Acesso em: 25 jan. 2018. SCHWARTZ, J. et al. Mulheres na informática: quais foram as pioneiras. cadernos pagu, v. 27, n. 1, p. 255–278, 2006. UFAM/UEA/FUCAPI. Cunhatã Digital. Disponível em: <https://www.facebook.com/cunhantadigital/>. Acesso em: 25 jan. 2018. UFF. #include<meninas.uff>. Disponível em: <http://www.ic.uff.br/~includemeninas>. Acesso em: 25 jan. 2018. UFV. Meninas++. Disponível em: <https://www.facebook.com/projetomeninasmaismais>. Acesso em: 25 jan. 2018. UNIPAMPA. Gurias na Computação. Disponível em: <https://www.facebook.com/guriasnacomputacao>. Acesso em: 25 jan. 2018.
A interação dialógica constitui o núcleo metodológico do Projeto ProgramADAs, estabelecendo uma via de mão dupla que revigora o ambiente acadêmico da UFVJM e estende o seu impacto diretamente à comunidade. A abordagem promove o diálogo aberto, a troca de saberes e a construção coletiva do conhecimento entre a universidade e a sociedade. Os discentes do curso de Sistemas de Informação, que integram a equipe executora do projeto, assumem o papel de protagonistas e mediadores desse diálogo. Eles têm o desafio e a oportunidade de transmitir os conhecimentos teóricos e práticos adquiridos em sala de aula e em frentes de pesquisa para dois públicos-alvo estratégicos: >> Meninas do Ensino Médio de escolas públicas e particulares de Diamantina, que podem passar a enxergar a área de Computação como uma possibilidade real e atrativa de carreira profissional. >> Colegas de Curso (Períodos Iniciais), recém ingressadas em Sistemas de Informação, que encontram nas ações do projeto um ecossistema de acolhimento, mentoria e incentivo para a permanência na graduação.
Em relação a Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade, o ProgramADAs vai além das linhas de código. A tecnologia é posta como um meio para resolver problemas humanos e sociais. A visão interdisciplinar, proporcionada pelo projeto, ensina aos futuros profissionais de Sistemas de Informação que a tecnologia não existe sozinha; ela impacta diretamente a sociedade e é influenciada por fatores culturais e sociais. Enquanto a interdisciplinaridade integra saberes, a interprofissionalidade integra práticas profissionais. No ProgramADAs, os estudantes de Sistemas de Informação aprendem a colaborar com profissionais de diferentes campos de atuação como: a) profissionais da Rede Escolar, que ensina os discentes da UFVJM a alinharem seus cronogramas técnicos às realidades e necessidades pedagógicas das escolas; e b) pessoas da comunidade e do mercado (profissionais de TI que podem colaborar com palestras ou mapeamento de dados), permitindo que os discentes compreendam as demandas reais das empresas e da academia, atuando de forma colaborativa para traçar pontes para as discentes do ensino médio.
A divulgação do projeto ProgramADAs foi estruturada com o objetivo central de transpor o ambiente acadêmico da UFVJM e criar uma ponte direta e acolhedora com as comunidades escolares. Para alcançar as meninas do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental, a estratégia de comunicação foi desenhada em três eixos de atuação: articulação institucional, engajamento digital e mídia comunitária. O foco é utilizar uma linguagem que desmistifique a Computação, evidenciando seu impacto direto nas esferas sociais e humanas, e mostrando que a tecnologia é uma ferramenta poderosa para transformar a realidade. 1. Articulação Direta com a Rede de Ensino: A principal frente de alcance externo baseia-se no contato corpo a corpo nas escolas. As ações previstas incluem: - Visitas Estratégicas às Escolas: Reuniões de alinhamento com diretorias, equipes pedagógicas e professores (especialmente de Exatas e Ciências) das escolas da região. - Ações de Sensibilização: Realização de palestras, oficinas ou intervenções nas salas de aula, protagonizadas pelas atuais graduandas de Sistemas de Informação. - Material Gráfico em Pontos de Encontro: Distribuição de cartazes e flyers informativos em murais de escolas, bibliotecas públicas e outros espaços de convivência do público jovem. 2. Comunicação Digital e Redes Sociais: Reconhecendo que o público-alvo é nativo digital, a presença online é pensada para ser dinâmica e acessível: - Criação de Conteúdo Direcionado: Utilização de plataformas como Instagram e TikTok para compartilhar o dia a dia do projeto, bastidores das oficinas e pílulas de conhecimento sobre TI. - Campanhas de "Desconstrução de Estereótipos": Postagens focadas em mostrar que a atuação em tecnologia vai muito além da programação isolada, envolvendo criatividade, resolução de problemas e forte impacto social. - Grupos de Comunicação Direta: Criação de comunidades (via WhatsApp ou Telegram) para as meninas interessadas, onde serão divulgados os calendários de oficinas, treinamentos e dinâmicas de forma ágil. 3. Mídia Comunitária e Institucional: Para garantir que a informação chegue também aos pais, responsáveis e à sociedade em geral, fortalecendo a credibilidade do projeto: - Imprensa Local e Universitária: Divulgação das ações e do propósito do Programa Meninas Digitais (SBC) por meio de rádios locais, jornais da região e nos canais de comunicação oficiais da UFVJM. - Eventos Abertos (Feiras de Profissões e Ciências): Participação com estandes interativos em feiras regionais, permitindo que as meninas tenham um primeiro contato prático com a tecnologia de forma lúdica. >> Linguagem e Abordagem << Todo o material de divulgação, seja impresso ou digital, será pensado para não exigir conhecimento prévio em informática. A comunicação enfatiza o acolhimento, o trabalho em equipe e as múltiplas possibilidades de carreira no mercado de TI, convidando as jovens a serem criadoras de tecnologia e não apenas consumidoras.
A participação ativa no ProgramADAs atua como um catalisador no processo formativo dos graduandos envolvidos. O projeto funciona como um laboratório prático de desenvolvimento profissional, cidadão e humano, gerando benefícios claros: - Vivência Prática Integral: Os estudantes não atuam apenas como executores pontuais; eles participam ativamente de todas as etapas do projeto - desde o planejamento pedagógico das oficinas e levantamento de dados até a entrega e publicação de resultados científicos. - Consolidação de Conceitos: Ao ensinar e aplicar as teorias do curso em cenários do mundo real, os discentes fixam e aprofundam o próprio aprendizado técnico. - Desenvolvimento de Habilidades Comportamentais (Soft Skills): A liderança, a comunicação oral, o trabalho em equipe, a empatia e a responsabilidade social são exercitados continuamente. - Supervisão Docente: Para assegurar o rigor acadêmico e o suporte necessário ao crescimento dos estudantes, todas as atividades são rigorosamente acompanhadas, orientadas e supervisionadas pelas docentes membros da equipe executora.
Nas regiões dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, o impacto social começa na base: o projeto da UFVJM atua diretamente na conscientização de meninas sobre carreiras de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (STEM). Isso quebra a barreira cultural e o viés de gênero histórico que afasta as mulheres dessas profissões desde a escola. As ações na UFVJM buscam criar redes de acolhimento internas. O impacto direto disso é o engajamento das alunas que já estão matriculadas em cursos como Sistemas de Informação, oferecendo apoio para mitigar a solidão acadêmica e diminuir a evasão em turmas majoritariamente masculinas. As estudantes que atuam na organização dessas frentes passam por uma grande transformação. Elas desenvolvem habilidades de liderança, criatividade para divulgação científica e, principalmente, compreendem o impacto dos estereótipos de gênero em suas próprias carreiras, ganhando mais autonomia para o mercado de trabalho. Ao levar debates sobre equidade de gênero e tecnologia para além dos muros da universidade, essas iniciativas promovem uma transformação cultural sustentável no entorno dos campi (como Diamantina e Teófilo Otoni), mostrando para a comunidade local que a ciência de ponta também é um espaço feminino.
A divulgação do projeto ProgramADAs foi estruturada com o objetivo central de transpor o ambiente acadêmico da UFVJM e criar uma ponte direta e acolhedora com as comunidades escolares. Para alcançar as meninas do ensino médio e dos anos finais do ensino fundamental, a estratégia de comunicação foi desenhada em três eixos de atuação: articulação institucional, engajamento digital e mídia comunitária. O foco é utilizar uma linguagem que desmistifique a Computação, evidenciando seu impacto direto nas esferas sociais e humanas, e mostrando que a tecnologia é uma ferramenta poderosa para transformar a realidade. 1. A principal frente de alcance externo baseia-se no contato corpo a corpo nas escolas. As ações previstas incluem: - Visitas Estratégicas às Escolas. - Ações de Sensibilização: realização de breves palestras ou intervenções nas salas de aula, protagonizadas pelas atuais graduandas de Sistemas de Informação. - Material Gráfico em Pontos de Encontro: distribuição de cartazes e flyers informativos em murais de escolas, bibliotecas públicas e outros espaços de convivência do público jovem. 2. Comunicação Digital e Redes Sociais, reconhecendo que o público-alvo é nativo digital, a presença online é pensada para ser dinâmica e acessível por meio de : - Utilização de plataformas como Instagram e TikTok para compartilhar o dia a dia do projeto, bastidores das oficinas e pílulas de conhecimento sobre TI. - Postagens focadas em mostrar que a atuação em tecnologia vai muito além da programação isolada, envolvendo criatividade, resolução de problemas e forte impacto social. - Criação de comunidades (via WhatsApp ou Telegram) para as meninas interessadas, onde serão divulgados os calendários de oficinas, treinamentos e dinâmicas de forma ágil. 3. Mídia Comunitária e Institucional (O Eixo de Ampliação), para garantir que a informação chegue também aos pais, responsáveis e à sociedade em geral, fortalecendo a credibilidade do projeto: - Imprensa Local e Universitária: Divulgação das ações e do propósito do Programa Meninas Digitais (SBC) por meio de rádios locais, jornais da região e nos canais de comunicação oficiais da UFVJM. - Eventos Abertos (Feiras de Profissões e Ciências): Participação com estandes interativos em feiras regionais, permitindo que as meninas tenham um primeiro contato prático com a tecnologia de forma lúdica.
Observação: Todo o material de divulgação, seja impresso ou digital, será pensado para não exigir conhecimento prévio em informática. A comunicação enfatiza o acolhimento, o trabalho em equipe e as múltiplas possibilidades de carreira no mercado de TI, convidando as jovens a serem criadoras de tecnologia e não apenas consumidoras.
Público-alvo
Alunas do Ensino Médio de escolas públicas e particulares de Diamantina, que podem passar a enxergar a área de Computação como uma possibilidade real e atrativa de carreira profissional.
Discentes de Curso (Períodos Iniciais), recém ingressadas no Bacharelado em Sistemas de Informação, que encontram nas ações do projeto um ecossistema de acolhimento, mentoria e incentivo para a permanência na graduação.
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
Apoio aos projetos parceiros do Programa Meninas Digitais, da SBC, por meio de ações conjuntas, compartilhamento de experiências, materiais, atividades e resultados. Incentivo à participação de eventos voltados para Mulheres em TI.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 36 h
- Tarde;
Revisão bibliográfica e levantamento do estado da arte. Consulta por meio de reuniões, questionários, conversas, entrevistas com as pessoas envolvidas no projeto sobre o cenário atual e os próximos passos.
- Tarde;
Desenvolvimento de site e perfil em redes sociais. Manutenção do perfil no Instagram. Criação da arte do banner e da camiseta versão 2026.
- Manhã;
- Tarde;
Apresentação do projeto ProgramADAS às escolas parceiras.
- Manhã;
- Tarde;
Planejamento, execução e avaliação das ações/atividades do projeto.
- Tarde;
Avaliação da influência das ações realizadas, junto ao público-alvo do projeto, no sentido de verificar se o projeto atingiu o seu propósito de desmitificar o fato da área de Computação e Tecnologia da Informação ser identificada com uma área masculina e atrair o interesse de meninas para seguirem carreira nessa área.
- Tarde;
Escrita de relatórios e artigos.