Detalhes da ação

Um Sorisso pela Vida

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001767

Tipo da Ação

Projeto

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

01/03/2026

Data Fim

31/12/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

alison cristine pinto guelpeli

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências da Saúde

Área Temática Principal

Saúde

Área Temática Secundária

Cultura

Linha de Extensão

Saúde Humana

Abrangência

Municipal

Gera Propriedade Intelectual

Sim

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Tarde

Atividades nos Fins de Semana

Sim


Redes Sociais

umsorrisopelavida.wixsite.com

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 700 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 400 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 700 h
Resumo

O projeto de extensão "Um Sorriso pela Vida" utiliza a Palhaçaria e a Risoterapia para promover a humanização nas instituições de Saúde Diamantina-MG, Seus principais objetivos são oferecer benefícios psicológicos a pacientes hospitalizados ou institucionalizados e fomentar o desenvolvimento interdisciplinar de alunos e profissionais, melhorando habilidades como comunicação, empatia e improvisação. ? A proposta busca reduzir a tensão do ambiente hospitalar de forma lúdica.


Palavras-chave

Palhaçaria, Risoterapia, Humanização, Impacto Psicossocial


Introdução

O ingresso dos estudantes na universidade, assim como durante sua permanência na instituição de ensino, é caracterizada por desafios e, logo, fatores estressores. O relacionamento com pessoas diferentes, a adaptação à novas rotinas e regras, o desafio de viver longe da família, encarar rigorosas tarefas e assumir novas responsabilidades são fatores que geram estresse mental nesses indivíduos (OLIVEIRA, 2014), que pode estar associado, dentre outros fatores, à depressão e uma diminuição do desempenho acadêmico (RULL, 2011). Os estudantes, ao enfrentar tais fatores, podem abandonar a faculdade ou recorrer a drogas lícitas ou ilícitas se nãotiverem uma rede de apoio adequada (RULL, 2011). Outrossim, a humanização da relação entre profissionais da saúde e pacientes enfrenta dificuldades devido ao cenário atual no processo de formação desses profissionais, em que existe o foco no conhecimento técnico e leitura de sinais biológicos deixando de lado habilidades pessoais que façam o estudante reconhecer o paciente como um ser biopsicossocial (TAKAHAGUI et al, 2014). No processo de institucionalização do paciente é comumocorrer uma fragilização do seu estado psicológico e social, pela ruptura do seu cotidiano e autonomia (OLIVEIRA et al, 2012). A doença e a hospitalização podem suscitar questões emocionais no paciente que possibilitam interferências em seu quadro clínico. Essas questões abrangem desde o desconforto da própria doença, o medo do desconhecido, até sentimentos de ansiedade, preocupação, angústia (BORGES, 2018; GIOIA-MARTINS et al, 2009). Essas alterações podeminterferir negativamente em sua reabilitação e vivência nesses ambientes, favorecendo desenvolvimento de novos quadros ou agravamento dos préexistentes (MARQUES et al, 2013). A situação do paciente também atinge familiares e acompanhantes, que passam por uma alteração em suas rotinas e vivem intensos momentos de medo, impotência, estresse, pena e até mesmo culpa (SUDÁRIO et al. 2018; MARUITI, 2008). Diante disso, destacase o doutor-palhaço, termo utilizado para descrever quem utiliza artes de performance, habilidades interpessoais, comunicação e técnicas de improviso, promovendo a saúde através de melhora no bem-estar, qualidade de vida e diminuição de estresse entre aqueles atendidos (WARREN & CHODZINSKI, 2005). Tal impacto também ocorre nos próprios doutores-palhaços, os quais têm oportunidade de expressar seus sentimentos, desenvolver habilidades e diminuir o estresse através do lúdico, auxiliando no processo de formação acadêmica e profissional. Não necessariamente um doutor-palhaço é algum profissional ou estudante de medicina. A risoterapia é uma proposta de terapia alternativa capaz de auxiliar no processo de formação acadêmica e profissional, assim como na humanização do relacionamento com os pacientes. Portanto, elacontribui de forma direta e indireta na promoção da saúde dos envolvidos (FILHO, 2012 Visto que a risoterapia possui uma repercussão positiva na assistência à saúde e na rotina acadêmica, o projeto de extensão “Um Sorriso pela Vida” foi criado, com intuito de utilizar a figura de um palhaço(a) vestido de doutor(a) de modo a beneficiar, sobretudo, os pacientes do Hospital Nossa Senhora da Saúde e Santa Casa da Caridade de todas faixas etárias presentes, os idosos presentes na instituição de longa permanência Associação Pão de Santo Antônio, e os discentes interessados da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM), todos em Diamantina-MG. A atuação, nessas instituições de saúde e no lar de longa permanência, consistirá em empregar paródias de rotinas médicas, improvisos, promoção de diálogo e diversas outras técnicas inerentes a palhaçaria, adaptando seu conteúdo a faixa etária presente,suas necessidades e características especiais (FILHO, 2012), além da utilização de corais de música e rodas de dança na Associação Pão do Santo Antônio. Em todas as visitas realizadas nos hospitais, cada paciente receberá um balão ou uma fita colorida ou uma “receita” personalizada como forma de lembrança da interação realizada


Justificativa

Diamantina é polo de saúde da macrorregião dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, sendo referência para 29 municípios (MINAS GERAIS, 2011). Logo, casos mais diversos são encaminhados às instituições da cidade. Os casos encaminhados ou procedentes da própria cidade podem resultar em hospitalização, muitas vezes, por um longo período de tempo. O estresse gerado pela doença e pelo fato da internação modificar a rotina do paciente, restringindo atividades diárias e o convívio com a família, pode ocasionar reações psicológicas negativas levando até mesmo a depressão (YOUNG, et al 2009). Muitos estudos mostraram como a hospitalização de crianças e adolescentes podem ser marcante para a vida desses pacientes e sua família (CAIRES et al., 2014). O afastamento da criança de sua família, alterações das rotinas e a percepção de ameaça perante o desconhecido são os principais fatores estressores que envolvem essa circunstância(LINGE, 2012). As privações vivenciadas pelas crianças internadas podem se tornar uma experiência traumatizante, além de desencadear sentimentos como medo, tristeza, angústia, podendo até prejudicar seu desenvolvimento e suas interações sociais (MEDEIROS et al. 2013; BARROS, 1998) Por isso, vários autores consideram o “brincar” como atividade importantíssima para a criança, sendo essencial ao seu desenvolvimento, ganhando grande aceitação em atividades lúdicas hospitalares, como a de doutores palhaços (TAVARES,2008). Dentre os benefícios encontrados dessa prática, destacam-se alterações positivas no apetite, sono, adesão aos procedimentos, interação com profissionais e redução da ansiedade (LINGE, 2012; CAIRES et al, 2014). A situação do adulto hospitalizado também é bastante sofrível, pois é retirado de sua posição social e passa a ser identificado como participante de um coletivo social indesejado: o grupo de doentes ou internados, em que o ambiente é limitado e despersonalizado, sendo necessário obedecer aos horários impostos. Ademais, a internação modifica toda sua rotina de trabalho, limita as convivências sociais, altera sua liberdade de ir e vir, acarretando alguma alterações psicológicas (BORGES, 2018; GIOIA-MARTINS, 2009; SILVA, GRAZIANO, 1996) Além disso, a internação de adultos pode causar preocupações também para parentes, já que há uma desestruturação familiar pois, muitas vezes, são esses pacientes os grandes suportes financeiros e emocionais desse grupo, além de passarem por umaalteração em suas rotinas e vivem intensos momentos de medo, impotência, estresse, pena e até mesmo culpa (CARDOSO et al., 2019; SUDÁRIO; SOUSA; DUARTE, 2018; LUSTOSA, 2007). O lúdiconoâmbito hospitalar, para os adultos é uma oportunidade para expressar alegria e sentir liberdade, auxiliar na socialização e na comunicação, ou apenas uma forma prazerosa de ocupar o tempo livre (BEUTER, ALVIM, 2010). Segundo Ferreira et al. (2004), “[...] somente a ludicidade pode resgatar a criatividade e criticidade dos indivíduos, fazendo com que sejam capazes de resistir às situações desumanizantes, levantando sua autoestima [...]” Na pesquisa de Mussa e Malerbi (2012), os doutores palhaços auxiliaram na melhor interação do paciente adultos com os profissionais de saúde, os pacientes relataram-se mais felizes, menos preocupados em relação à doença, ao afastamento familiar e à dificuldades financeiras, e por fim muitos deles reduziram o nível de dorA hospitalização de idosos apresenta os mesmos vieses emocionais e se tratam de um grupo frágil que tem a necessidade de acolhimento e de afeto. Logo a equipe deve estar atenta a várias alterações físicas, psicológicas e sociais que ocorrem nesses pacientes e que justificam um cuidado diferenciado (DE JESUS MARTINS et al, 2015). Concomitantemente, osidosos asilados possuem vários fatores que podem deixá-los deprimidos como: a ruptura com a família, com a sua casa, e com hábitos adquiridos ao longo da vida; não possuírem a jovialidade, a saúde e a autonomia de antes; e o sentimento de morte iminente (SIMÕES et al, 2016). A qualidade de vida dos idosos pode melhorar por meio do lúdico ao estimular o físico, o cognitivo, a comunicação, a criatividade, entre outras questões (JACOB, 2007). Dessa forma, cantar e dançar músicas antigas, “contação” de histórias, abraços e conversas são atividades lúdicas mais aprazíveis para eles. Na pesquisa de Duarte (2015), houve diminuição da depressão, do estresse, do alívio de dores, aumento da felicidade, do otimismo, da comunicação, da autoestima, entre outros aspectos positivos. É nesse contexto que o projeto proposto faz a diferença, pois utiliza da prática humanista aprendida nos cursos da área da saúde da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri, juntamente com o desenvolvimento de atividades artísticas para trazer maior conforto para os pacientes e familiares. Atualmente, muito é discutido acerca da humanização da Medicina,uma das metodologias propostas para alcançá-la é a Medicina centrada no paciente (MCWHINNEY, 1997), que seria a principal ferramenta dasatividades do grupo. Tendo isso em mente, o projeto em questão foi desenvolvido por discentes da Faculdade de Medicina da UFVJM objetivando a humanização no atendimento à saúde. Pfeiffer et al (1998),observaram em estudo a valorização do paciente como ser humano ao longo do curso. Também chamam a atenção para o papel do currículo oculto como construção das habilidades interpessoais, sendo necessário conhecer e explicitar que elementos do currículo oculto são tão ou mais importantes do que o currículo tradicional na formação médica. Caracterizando-se este projeto e as experiências que podem ser proporcionadas por ele como parte extremamente forte do currículo oculto, este visa à construção de um profissional mais humanizado ao proporcionar um contato diferenciado com o paciente. E, assim, contribuir para a formação de um médico ideal, um profissional no instrumental com componente afetivo na prática (RIBEIRO & AMARAL, 2008)A Faculdade de Medicina de Diamantina visa formar profissionais capazes de atuarem em equipes multidisciplinares, o que justifica a expansão do projeto para demais estudantes de diversas áreas, docentes e técnicos-administrativos. Ademais, o doutor-palhaçoauxilia no desenvolvimento de habilidades como comunicação, empatia, afeto, sensibilidade e diminuição de preconceitos (TAKAHAGUI, 2014), importantes para qualquer profissional. Conjuntamente, o projeto é uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à temática que são inexistentes em DiamantinaAlém da construção de um melhor profissional baseado em seu contato diferenciado com pessoas, existe uma forte influência do projeto com a formação acadêmica do indivíduo. No que tange tal processo, diversos obstáculos estão presentes, como adaptação à universidade, sair da casa dos pais e, logo, sentimento de solidão, lidar com o grau de exigência do curso e problemas individuais, como dificuldade de comunicação e transição da adolescência para a vida adulta (OLIVEIRA, 2014). Essas questões podem ser acompanhadas da utilização de drogas lícitas ou ilícitas e no desenvolvimento de depressão (RULL, 2011). Tal problemática justifica a utilização do palhaço como forma de auxiliar no processo de formação acadêmica, onde é propiciado um meio de laser e de descontração, além da oportunidade de desenvolver habilidades associadas às relações interpessoais e ser uma forma de expressarsentimentos, propiciando um melhor bem estar (RAMALHO, 2009).Ademais, os relatos realizados pelos participantes já pontuaram fatores como a recepção positiva do paciente, a diminuição da ansiedade e as mudanças ocorridas no humor dos mesmos e dos acompanhantes. Em grande maioria das visitas, vários agradecimentos e elogios eram feitos aos doutores, corroborando esse efeito positivo também para os pacientes e seus acompanhantes. No lar de longa permanência, os idosos sentiam falta dos doutores quando estes não iam, e cobravam visita, firmando a criação de um vínculo forte entre o projeto e a instituição. A avaliação dos pacientes serárealizada através dos seus comentários nas redes sociais do projeto, relatos das visitas pelos participantes e feedback dos profissionais nas instituições. Já a avaliação dos participantes do projeto será realizada tanto nas reuniões quinzenais, quanto por meio desses comentários nas próprias redes sociais.O projeto possui a mesma proposta e já se encontra em andamento desde 2016 pela PROEXC. Durante sua atividade, foi possível coletar relatos durante as reuniões quinzenais, as quais mostraram que o projeto possui grande impacto emocional positivo para os integrantes. Foi relatado que as visitas despertaram choro, abraços, risos e diálogos, os quais permitiram que os participantes se sentissem mais próximos dos pacientes. As atividades lúdicas de treinamento, ocorridas nas mesmas reuniões, contribuíram ainda para a redução do estresse e melhoria dacomunicação e trabalho em equipe, sendo um momento aguardado pelos participantes. Através dos pontos apresentados, é possível perceber que a continuidade deste projeto é essencial para que este continue trazendo benefícios não somente para a comunidade hospitalizada, mas também para os acadêmicos e para os integrantes da comunidade externa que dele participam e que virão a participar. Devido à positividade dos efeitos para todos os públicos, à rotatividade dos pacientes, e à existência de novos integrantes, propõe-se a renovação do projeto para continuar a reproduzir esses efeitos em mais pessoas e perpetuar as já alcançadas


Objetivos

Objetivos Gerais: Fornecer benefícios psicológicos para pacientes hospitalizados ou institucionalizados em instituição de curta e longa permanência na cidade de Diamantina-MG, além de desenvolver uma visão holística, humanizada e psicossocial dos discentes e demais envolvidos no projeto Objetivos Específicos: - Desenvolver atividades lúdicas em ambiente hospitalar, visando à melhoria do conforto e qualidade de vida dos hospitalizados e institucionalizados; - Promover atividades lúdicas que sejam diferenciadas e condizentes com as distintas faixas etárias atendidas; - Organizar e auxiliar na execução de intervenções aos hospitalizados e institucionalizados, que visem o aprimoramento da formação acadêmica dos envolvidos; - Promover saúde mental ao público das redes sociais através da disseminação de conteúdos lúdicos do projeto; - Estimular a produção científica, tais como resumos em eventos, publicações de artigos e de relatos de experiência; - Realizar atividades extracurriculares e de capacitações (que possibilitem a atuação dos extensionistas como doutores palhaços) devidamente programadas e expressas em calendário anual; - Possibilitar, difundir e consolidar a criação de uma cultura de humanização democrática, solidária e crítica.


Metas

Previsão de impacto direto: O presente projeto pretende impactar diretamente na qualidade de vida dos pacientes atendidos durante a estada destes na Santa Casa de Caridade e Hospital Nossa Senhora da Saúde, uma vez que há grande potencial para reduzir a tensão gerada pelo ambiente hospitalar e, assim, anseia-se que ocorram melhorias na saúde, sobretudo psicológica, dos sujeitos abordados. Tais perspectivas também são esperadas nos indivíduos domiciliados na instituição de longa permanência para idosos parceira desse projeto de extensão universitária, Associação Pão de Santo Antônio, já que as atividades propostas estimulam a convivência, fazendo com que os institucionalizados se sintam ativos e valorizados. Com isso, aspira-se uma melhoria no bem-estar geral dessas pessoas. Tendo em vista que a equipe do projeto é composta majoritariamente por acadêmicos, espera-se que sua participação no projeto influencie positivamente na formação dos mesmos e em sua futura atuação profissional. Tal colocação se justifica pelo fato de que a sua execução exige o desenvolvimento de habilidades de comunicação e trabalho em equipe,além de estimular a criatividade e possibilitar que se tornem indivíduos mais humanizados e empáticos. Todos esses aspectos podem beneficiar na prática laboral futura desses acadêmicos, assim como na da população não acadêmica que participa do projeto, pois são relevantes para uma boa atuação em qualquer cenário profissional. Vale ressaltar que “Um Sorriso Pela Vida” pretende abarcar alunos de cursos de diversas áreas. O projeto também terá repercussão na equipe de saúde, uma vez que a interação com eles irá diminuir o desgaste profissional devido à criação de um ambiente lúdico e alegre. Previsão de impacto indireto: Espera-se impactar de forma indireta os familiares, acompanhantes e a comunidade em que o paciente está inserido. Uma vez que o paciente tenha uma melhora do seu bem-estar físico e mental em consequência do projeto, tais grupos sociais irão ser influenciados por tal mudança. Isso ocorre pelo efeito que a condição do paciente tem sobre suas relações sociais. Ainda presume-se repercutir indiretamente na comunidade da UFVJM a partir da participação dos integrantes do projeto na recepção dos calouros, assim como na apresentação do projeto em congressos, como no Congresso de Saúde Mental e o SINTEGRA. Talimpacto será importante para a divulgação e para a adesão de novos integrantes no projeto. Também esperase impactarindiretamente os internautas que aderem às redes sociais do projeto, uma vez que a visualização dos materiais produzidos pelo projeto poderão repercutir positivamente nesse público. Indicadores Numéricos Estima-se que sejam atendidas mensalmente cerca de 500 pessoas hospitalizadas e seus acompanhantes, as quais estarão inseridas nos cenários de prática dessa proposta, além de um público virtual incontável. Tendo em vista que os principais impactos do referido projeto são de cunho subjetivo, como melhoria da qualidade de vida e bem-estar geral dos hospitalizados e institucionalizados, serão realizadas análises qualitativas das experiências para avaliação do alcance das metas estabelecidas. Importante destacar, como observado por SATO (2016) em sua metanálise, que a estruturação e avaliação de projetos de Doutores Palhaços se deu por depoimentos e visões subjetivas, o que dificulta o estabelecimento de métodos quantitativos estabelecidos para confirmar os resultados. Prevê-se, ainda, a realização semestral de um evento de capacitação da equipe para atuação como doutores-palhaços. Nesse evento serão abordados aspectos relevantes, como, por exemplo, embasamento teórico da atuação do doutorpalhaço(técnicas, regras), humanização, empatia e atenção centrada no paciente, os quais se deseja que os participantes utilizem em sua prática.


Metodologia

Implementação e Funcionamento do Projeto Esse projeto já se encontra em andamento registrado na PROEXC. Ele está ativo desde 2016 e foi registrado em fevereiro de 2017, possuindo uma equipe de cerca de 28 (vinte e oito) doutores palhaços e 25 (vinte e cinco) oiantes. O funcionamento do projeto está detalhado em Regulamento Interno (ANEXO I), que terá os principais componentes detalhados nos tópicos a seguir. Organização das Atividades Os estudantes se organizarão em quatro comissões eleitas em reunião. As comissões são Coordenação Geral (atividades burocráticas e administrativas), Marketing (divulgação das atividades do projeto por redes virtuais), Financeiro (assuntos financeiros) e Capacitação (capacitações e treinamentos dos doutores). Capacitações Diversos grupos de doutores-palhaços têm sido formados sem conhecimento sobre essa figura no ambiente hospitalar, o que pode levar a vários danos, como constrangimento e rejeição por profissionais, pacientes e acompanhantes ou até aumento do risco de infecção hospitalar (SATO, 2016). Assim, é essencial o adequado treinamento teórico-prático sobre o assunto, permitindo alcançar os benefícios da técnica, que será feito por meio de reuniões nas quintas-feirasapós intervençõesPara participar do projeto, após sua inscrição, o interessado deve iniciar a atuação como “oiante”. O oiante não se caracterizará como doutor palhaço, mas utilizará vestimentas adequadas para o ambiente hospitalar, como jaleco, crachá, sapato fechado e calça e apenas observará o grupo por algumas semanas com uma placa de identificação. Essa função objetiva o aprendizado por observação e a possibilidade de relatar aos doutores palhaços sua opinião acerca da atuação destes. Após aobservação do grupo por, no mínimo, quatro semanas e a participação de pelo menos uma oficina de capacitação, os oiantes poderão montar seu doutor-palhaço e começar a visitar caracterizados. Situações específicas que poderão interferir na formação do doutor irão ser discutidas com a coordenação do projeto.Como parte da formação continuada dos participantes, o grupo realizará uma oficina semestral, de acordo com o planejamento da coordenação. Serão oferecidas pelo menos duas vezes por ano para os alunos da UFVJM e para a comunidade externa, de forma presencial. A temática das oficinas incluirá definições do palhaço e o seu processo, maquiagem e figurino, trabalho em equipe, atitudes dentro das instituições, cuidados com o paciente, objetivos das visitas, humanização, desenvoltura física e psicológica, improviso, jogos e brincadeiras. Os temas serão abordados de forma lúdica por dinâmicas de grupo. Cada oficina durará cerca de oito horas. Esses eventos buscam trazer novos conhecimentos sobre a atuação do doutor-palhaço e atribuir novas habilidades. Locais de Atuação As intervenções ocorrerão nas instituições parceiras, as quais são: Santa Casa de Caridade de Diamantina, nas alas Clínica Médica, Clínica Cirúrgica, ClínicaNeurológica, Clínica Cardiológica e Hemodiálise; No Hospital Nossa Senhora da Saúde, nas alas da Pediatria, Maternidade e a Clínica Cirúrgica; Na Associação Pão de Santo Antônio. Serão intervenções quinzenais, aos sábados à tarde. Todos os parceiros se localizam em Diamantina-MG, que garantiram a parceria mediante carta de anuência. As reuniões quinzenais ocorrerão na Sala 02, Prédio 2, Campus 1 da UFVJM, nohorário de 19:00 às 20:30 horas. Das Caracterizações A caracterização ocorrerá na Sala 02, Prédio 2, Campus 1 da UFVJM, previamente reservada. Após as caracterizações, os doutorespalhaços e Oiantes irão para as instituições de atuação. A descaracterização se dará no mesmo local da caracterização. Das Intervenções As intervenções presenciais ocorrerão nas instituições parceiras e em suas alas mencionadas. Elas terão duração de cerca de três horas (inclusos os tempos gastos na caracterização, visita e deslocamento) e acontecerão nas tardes de sábado, quinzenalmente. As intervenções consistirão em duplas ou trios de doutores-palhaços, acompanhados de, no máximo, 3 (três) oiantes, para evitar aglomeração, que serão decididos no momento da visitação, e mudarão a cada dia para estimular maior interação entre os doutores. Os doutores devem utilizar máscaras de proteção, bem como realizar a antissepsia com álcool em gel, disponibilizado pelas instituições, antes e depois de entrar nos quartos e após intervenção com cada paciente, evitando contato próximo quando possível. Em cada quarto, os doutores baterão na porta e perguntarão se as pessoas aceitam a intervenção. Caso a resposta seja não, não haverá intervenção ali. Tendo aceitado as intervenções, o tempo gasto em cada quarto/enfermaria varia com o número de pacientesnos locais, com uma média de 10 a 20 minutos em cada quartoQuanto às formas de intervenção, Filho (2012) caracteriza a palhaçaria justamente pela sua diversidade, permitindo uma gama de atividades lúdicas envolvendo músicas, malabares, mágica, mímica, leitura e interpretação de histórias, etc. Esse autor caracteriza essa arte principalmente pelo potencial adaptativo à realidade dos ambientes, bem como de promover o diálogo, possuindo, assim, caráter essencialmente humano. E, com isso, ocomo de promover o diálogo, possuindo, assim, caráter essencialmente humano. E, com isso, o palhaço se transforma em um improvisador habilidoso, com a capacidade de responder às necessidades autênticas e imediatas evocadas por qualquer paciente em qualquer situação (RAVIV, 2013; SATO, 2016). Reuniões Após as Visitas, Acompanhamento e Avaliação Do Projeto O acompanhamento das atividades do grupo será feito por uma reunião quinzenal na quinta-feira após cada intervenção, com a presença de um membro parceiro que atua comopsicólogo. Nessas reuniões serão discutidas as questões burocráticas e administrativas com a equipe e os aspectos emocionais e marcantes de cada intervenção, além de sugestões de melhora e de piora de atuação. Também serão discutidos assuntos teóricos pertinentes ao desenvolvimento do projeto. Estimase que as reuniões durem cerca de 2 (duas) horas. As reuniões contarão com a participação de todos os membros do projeto, onde será colhido o feedback da atuação dos doutores com os pacientes, levantando fatores positivos e negativos. Serão coletados relatos e a discussão das vivências, visando compartilhar experiências pessoais e colaborar com a formação e desenvolvimento do grupo. Através disso será possível avaliar a melhoria da qualidade de vida dos institucionalizados e o aprimoramento da humanização nos estudantes, verificando, assim, o impacto do projeto no público-alvo. Inserção do estudante O curso deMedicina da FAMEDUFVJM busca promover o contato precoce dos estudantes com os pacientes objetivando estimular e desenvolver habilidades de comunicação e relacionamento com os pacientes, além de abordagens teóricas acerca de humanização e empatia. Os alunos inseridos neste curso sob os novos moldes do MEC contam com todo o apreço teórico exigido para a formação de um médico humanista. Uma vez que este projeto objetiva também a humanização na Medicina, é possívelestabelecer correlação positiva entre os saberes teóricos obtidos nos módulos de Desenvolvimento Pessoal do curso e as práticas humanistas que são reforçadas com a execução do projeto.Na análise feita por Guedes et al (2013) sobre a prática de doutores palhaços para estudantes de medicina, internos e residentes, fica clara melhora nos tópicos: humanização da formação acadêmica e profissional; ampliação das habilidades de comunicação e empatia médica; enfrentamento às condições adversas inerentes à medicina; superação de limites pessoais; ressignificação do olhar sobre o processo doença-saúde; sensação de bem estar e transformação da atmosfera dos ambientes de prática em hospitais universitários. Assim, observase um impacto positivo forte na formação humanista e no bem-estar geral de quem está envolvido em atividades de palhaçaria, o que corrobora para com os objetivos dos módulos de Desenvolvimento Pessoal no cursoAlém dos alunos do curso de medicina, espera-se que a adesão dos discentes dos demais cursos da UFVJM e dos indivíduos da comunidade externa possua resultados positivos em suas profissões. Isso se deve porque a atuação no projeto Sorriso pela Vida também irá trazer benefícios para qualquer atuação profissional, uma vez que a atuação tem potencial de melhorar a comunicação interpessoal e criatividade. Quanto à capacitação dos alunos, esta se dará através das oficinas semestrais, conforme descrito na seção “Metodologia” deste mesmo projeto. Sua organização, divulgação e realização serão responsabilidades das comissões do projeto. Asatividades desenvolvidas pelos integrantes envolvem firmar e dar continuidade às parcerias com as instituições de atuação, a saber, Santa Casa de Caridade de Diamantina, Hospital Nossa Senhora da Saúde e Associação Pão de Santo Antônio; além de manter contato com os grupos de doutores-palhaços de todo o Brasil a fim de renovar os conhecimentos acerca da arte e se manterem atualizados.Os alunos serãoresponsáveis por se caracterizar de doutores palhaços e fazer as intervenções nas instituições supracitadas de acordo com os treinamentos oferecidos nos processos de capacitação. Além disso, deverão estar presentes nas reuniões que acontecerão quinzenalmente para discutir os assuntos pertinentes ao projeto, além de darem seu testemunho sobre as atividades.Fica sob a responsabilidade dos alunos também as atividades relacionadas à divulgação do projeto, patrocínio do projeto, compra de materiais, divulgação de conhecimentos sobre a arte do palhaço para o restante do grupo, edição dos materiais virtuais do projeto e anotação das informações relevantes obtidas ao longo das reuniões. Para melhor eficácia dessas atividades, os alunos serão divididos em comissões, em grupos de dois por comissão. As comissões a saber serão: Marketing, Financeira, Capacitação, Edição, Coordenação Discente e Coordenação Geral, onde apenas a última terá participação integral de docentes.As eleições das comissões serão realizadas preferencialmente na primeira reunião do grupo em cada início de semestre. Os voluntários a participar das respectivas comissões serão submetidos à votação pelos integrantes que estão presentes na reunião e sua eleição serádecidida pelo voto da maioria. A Comissão de Marketing será responsável por divulgar o projeto em todos os seus aspectos, abrangendo a disseminação dos objetivos, metas, organização e funcionamentopara a comunidade externa e da UFVJM. Atualmente, já existem criadas ferramentas pela Comissão de Marketing do projeto de extensão para o público, as quais consistem em uma FanPage na rede social Facebook®, umaconta na rede social Instagram®, um e-mail para contato e um website, sendo planejado criar novas redes sociais, como o Tik Tok®. Também será de responsabilidade dessa comissão perpetuar essa forma de comunicação e publicidade do projeto de extensão, além da possibilidade de criação de novas formas de divulgação. A Comissão Financeira terá como responsabilidade procurar patrocínio para o projeto, comprar os materiais necessários para o exercício das atividades e investigar novos meios de arrecadação de fundos. Já a Comissão de Capacitação será designada a tarefa de divulgar os conhecimentos de ser palhaço através das reuniões, formando uma educação continuada com os integrantes do projeto. Além disso, essa comissão terá de realizar a tomada de notas durante as reuniões.A Coordenação Discente e Coordenação Geral serão encarregadas de monitorar, gerenciar e integrar as demais comissões, devendo auxiliá-las nas suas atividades. O acompanhamento e avaliação dos estudantes envolvidos serão feitos através dos relatórios orais obtidos nas reuniões e anotados pela Comissão de Capacitação, além da verificação da presença de todos nas atividades do projeto (intervenções, reuniões e eventos) Cronograma O cronograma do projetoestá organizado para os 12 meses contidos entre 02 de janeiro de 2026 e 31 de dezembro de 2026 de acordo com as etapas dispostas abaixo e esquematizadas na Tabela 1. Intervenções: Ocorrerão por meio de visitas durante os meses letivos do calendário da UFVJM (JANEIRO/2026 a DEZEMBRO/2026), quinzenalmente, totalizando duas a três intervenções por mês, exceto nos meses destinados às férias na universidade . Reuniões: As reuniões acontecerão sempre após as intervenções, também quinzenalmente, totalizando duas a três reuniões por mês. Ocorrerão durante os meses letivos do calendário da UFVJM Eleição dos componentes das comissões: As eleições ocorrerãopreferencialmente na segunda reunião de cada semestre letivo. Assim, estima-se que a reunião de eleição ocorrerá nos meses de FEVEREIRO/2026 e AGOSTO/2026. Oficinas de capacitação: Serão feitas, se possível, duas oficinas de capacitação. Estima-se que a primeira ocorrerá em ABRIL/2026 e a segunda em SETEMBRO/2026. A qualquer momento que o grupo sentir necessidade, outra oficina poderá ser realizada. Escrita do relatório parcial: O relatório parcial será escrito entre os meses JUNHO/2026 e JULHO/2026. Entrega do relatório parcial: Estimada a acontecer ao fim dos seis meses de projeto, em JULHO/2026. Escrita do relatório final: O relatório final será escrito entre os meses NOVEMBRO/2026 e DEZEMBRO/2026. Entrega do relatório final: Estimada a acontecer ao fim dos doze meses de projeto, em DEZEMBRO/2026.


Referências Bibliográficas

BALINT M. O Médico, seu paciente e a doença. 5a ed. Rio de Janeiro - RJ: Atheneu; 2005. BARDIN, L. Análise de conteúdo. Lisboa. 1977. BARROS, L. As consequências psicológicas da hospitalização infantil: Prevenção e controle. Análise Psicológica, 15(1), 11-28. 1998. BEUTER M, ALVIM NAT. Expressões lúdicas no cuidado hospitalar sobre a ótica das enfermeiras. Esc Anna Nery. Ed 14. Vol. 3. 2010. BORGES, A.; A relevância da atuação do psicólogo face ao paciente crítico/cirúrgico e família. Psicologia.pt O portal dos psicólogos. 2018. BRIANI MC. O ensino médico no Brasil está mudando? Rev.Bras.Educ.Méd. 25(5): 73-77. 2001. CAIRES, Susana et al. Palhaços de hospital como estratégia de amenização da experiência de hospitalização infantil. Psico USF, v. 19, n. 3, p. 377-386, 2014. CARDOSO, T. P. et al. Vivências e percepções de familiares sobre a hospitalização da criança em Unidade Pediátrica. Rev. Enferm. UFSM, Santa Maria, v. 9, n. 4, p. 1-22, 2019. DOI: https://doi.org/10.5902/2179769231304. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/reufsm/article/view/31304. Acesso em: 11 mar. 2021. DA SILVA, P.H.; OMURA, C.M. Utilização da risoterapia durante a hospitalização: um tema sério e eficaz. Rev.Enf. UNISA. 2005. vol.6, pp.70-73. DATASUS. Informações de Saúde. Internações hospitalares do SUS, 2014 a 2015, e 2017. DE JESUS MARTINS J et al. A percepção da equipe de saúde e do idoso hospitalizado em relação ao cuidado humanizado. Arquivos Catarinenses de Medicina, v. 37, n. 1, 2008. DUARTE, A. Terapia do Riso. Dissertação de Mestrado em Cuidados Continuados e Paliativos. Faculdade de Medicina. Universidade de Coimbra. 2015. FERREIRA AF et al. O lúdico nos adultos: um estudo exploratório nos frequentadores do CEPE – Natal/RN. Holos. 2004.FILHO, A.C. Os doutores palhaços: vetores e hospedeiros de uma saúde contagiosa? Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Medicina da Bahia, Universidade Federal da Bahia, Salvador. 2012. GIOIA-MARTINS, D.F. et al. Avaliação psicológica de depressão em pacientes internados em enfermaria de hospital geral. Psicologia: Teoria e Prática. 2009. vol.11, n.1, pp.128-141. JACOB A. Manual de Animação de Idosos. Cadernos Socialgest. Nº4. 2007. LINGE, L. Magical attachment: children in magical relations with hospital clowns. Int. J. Qual. Stud. Health Well-being, 7. 2012. LUSTOSA MA. A família do paciente internado. Ver. SBPH. Vol.10. Nº1. 2007. MARQUES, C.A.; et al. Associação entre depressão, níveis de dor e falta de apoio social em pacientes internados em enfermarias de clínica médica. Jorn.Bras.Psiq. v62, n1, pp1-7. 2013. MARUITI, M.R. et al. Ansiedade e depressão em familiares de pacientes internados em unidade de cuidados intensivos. Acta Paulista de Enfermagem. v.21, n.4, pp.636- 642. 2008. MCWHINNEY IR. Clinical Method. A textbook of family medicine. New York:Oxford. p.129-178. 1997. MEDEIROS, C. et al. O lúdico no enfrentamento da hospitalização: percepção da família. Rev. Ciênc. Saúde Nova Esperança. 11(2), pg 116-30 Set. 2013. MINAS GERAIS. Secretária do Estado de Saúde - MG. Adscrição e população dos municípios por macrorregião e microrregião de saúde Estimativa IBGE/TCU 2011. 2011. MUSSA C, MALERBI FEK. O efeito do palhaço no estado emocional e nas queixas de dor de adultos hospitalizados. Psic. Rev. São Paulo. Vol. 21. Nº1. 2012. OLIVEIRA, F. M. et al. Recuperação imediata pelo riso: uma experiência clown. Rev. Ciênc. Ext. 2012. v.8, n.3, pp.75-85. OLIVEIRA HFDR et al. Estresse e qualidade de vida de estudantes universitários. Revista CPAQV. Vol.7. Nº2. 2015. PFEIFFER C et al. The rise and fall of student´s skill in obtainig a medical history. Med Educ; 32 (3): 283-288. 1998. RAMALHO CMR. Resgatando o arquétipo do palhaço no psicodrama. Psicologia &m foco. V.2. Nº1. 2009. RAVIV, A. Humor in the “Twilight Zone”: my work as a medical clown with patients with dementia. Journal Holist. Nurs. v. 4. n. 3, p.226-31, 2013. RIBEIRO, MMF; AMARAL, CFS. Medicina centrada no paciente e ensino médico: a importância do cuidado com a pessoa e o poder médico. Rev. Bras. Educ. Méd. v. 32, n. 1, p. 90-7, 2008. RULL, M. A. P. et al. Estrés académico en estudiantes universitarios. Psicología y Salud, 21(1), 31-37. 2011.SATO, Mariana et al . Palhaços: uma revisão acerca do uso dessa máscara no ambiente hospitalar. Interface (Botucatu), Botucatu , v. 20, n. 56, p. 123-134, Mar. 2016. SILVA MGPD, GRAZIANO KU. A abordagem psicossocial na assistência ao adulto hospitalizado. Rev.Esc.Enf.USP. Vol.30. Nº.2. p.291-6. 1996. SIMÕES R et al. Esperando a morte: o corpo idoso institucionalizado. Polêmica. V. 16. Nº3. 2016. SUDÁRIO, E.; SOUSA, B.; DUARTE, S. Atenção psicológica voltada aos familiares acompanhantes de pacientes hospitalizados. Life Style, v. 5, n. 2, p. 11- 29, 21 dez. 2018. TAKAHAGUI FM et al. MadAlegria — Estudantes de medicina atuando como doutorespalhaços: estratégia útil para humanização do ensino médico? Rev. bras. educ. med. V.38. Nº.1. 2014. TAVARES, P. Acolher brincando, a brincadeira terapêutica no acolhimento de enfermagem à criança hospitalizada. (Dissertação de Mestrado em Ciências de Enfermagem), Universidade do Porto, Porto. 2008. WANG, C., et al. Immediate psychological responses and associated factors during the initial stage of the2019 coronavirus disease (COVID-19) epidemic among the general population in china. International Journal of Environmental Research and Public Health, 17(5), 1729, 2020WARREN, B.; CHODZINSKI, R. Clown doctor and founder of fools for health. Teaching and Learning. Bloomington, v.2, n.3. 2005. WEIDE, J. N., et al. Cartilha para enfrentamento do estresse em tempos de pandemia. Porto Alegre: PUCRS/PUCCampinas. 2020 YOUNG JE et al. Avaliação psicológica de depressão em pacientes internados em enfermaria de hospital geral. Psicol. teor. prat. v.11 n.1 São Paulo jun. 2009.


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

Durante as atividades desenvolvidas aprender , por meio dessa interação , a empatia, o desenvolvimento da humanização, o olhar para o próximo. Deixamos para os pacientes e demais envolvidos, o conhecimento de um sistema de saúde humanizado e acolhedor e levamos como aprendizado, a importância de se olhar para o ser humano e entender suas preocupações e seus sentimentos. Para que esta construção bilateral ocorra, o projeto usa metodologias que envolvem o diálogo, a risoterapia, a palhaçaria. A risoterapia é uma proposta de terapia alternativa capaz de auxiliar no processo de formação acadêmica e profissional, assim como na humanização do relacionamento com os pacientes. Portanto ela contribui de forma direta e indireta na promoção da saúde dos envolvidos ( FILHO,2012).Associa-se a Palhaçaria , por ser feita pelosextensionistas travestidos de doutores- palhaços.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

O projeto atua com a contribuicao nas diversas áreas do conhecimento , ou seja, não há restrições quanto ao curso em que o extensionista se encontra, o que permite uma visão diferenciada a fim de agregar saberes a todos os envolvidos.Além disso, o projeto conta com participação da comunidade externa de diversas profissões e também com o apoio e contribuição de um psicólogo, que auxilia em determinadas questões do projeto


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

O projeto possui uma forte interação com ensino, pesquisa e extensão. Ele estende suas atividades para o campo social, contribuindo grandemente para tal benefício, através das práticas de humanização, diálogo, respeito e empatia, desenvolvidas dentro do contexto hospitalar. Quanto ao ensino, os extensionistas tem seu conhecimento consolidado acerca da humanização, relação com o paciente, desenvolvimento social, por meio de técnicas já utilizadas em todo o mundo, possibilitando um aprendizado ainda maior. Dentro da pesquisa, o projeto estimula e incentiva a produção de artigos sobre o assunto, projetos de pesquisa que comprovem os benefícios e apresentações do projeto em congressos. Atualmente, o projeto conta com 1 publicação de artigo científico finalizada, 1 projeto de pesquisa em andamento e 2 publicações de outros artigos em andamento.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A Faculdade de Medicina - Campus JK visa formar profissionais capazes de atuarem em equipes multidisciplinares, o que justifica a expansão do projeto para demais estudantes de diversas áreas, docentes e técnicos-administrativos. Consoante a esta proposta, o doutor palhaço auxilia no desenvolvimento de habilidades como comunicação, empatia, afeto, sensibilidade e diminuição de preconceitos (TAKAHAGUI, 2014), importantes para qualquer profissional. Conjuntamente, o projeto é uma ótima oportunidade para o desenvolvimento de pesquisas relacionadas à temática. A formação acadêmica de estudantes da área da saúde e de outras áreas pode ser aperfeiçoada com o desenvolvimento de habilidades construídas no contato diferenciado com as pessoas atendidas, ou seja, esse projeto pode influenciar a formação acadêmica do indivíduo ao apresentar uma visão holística e humana dos processos de interação. Também, pode possibilitar formas de lidar com os diversos obstáculos presentes durante a formação universitária, como: dificuldades financeiras para manter sua subsistência, dificuldades de manter uma rede de apoio emocional (familiares e amigos), dificuldades de adaptação a localidade do curso, morar sozinho e expectativas sociais do papel profissional que podem desencadear conflitos emocionais e sociais que influenciam direta ou indiretamente sua formação (SAMPAIO, 2011). As situações expostas justificam a utilização do palhaço como forma de auxiliar no processo de formação acadêmica, onde é propiciado um meio de lazer e de descontração, além da oportunidade de desenvolver habilidades associadas às relações interpessoais e ser uma forma de expressar sentimentos, propiciando um melhor bem estar (RAMALHO, 2009). Ademais, a realização do projeto num período de pandemia, desenvolveu em todos os extensionistas, a capacidade deadaptação, da resiliência, e a criatividade para novas possibilidades, o que se torna mais um ganho para a formação acadêmica.


Impacto e Transformação Social

O objetivo geral de favorecer a emergência de benefícios psicológicos para pacientes hospitalizados ou institucionalizados em instituição de curta e longa permanência na cidade de Diamantina-MG e desenvolver uma visão holística, humanizada e psicossocial dos discentes e demais envolvidos no projeto foi alcançado. As atividades lúdicas desenvolvidas através das videochamadas e em ambiente hospitalar, proporcionaram uma melhoria do conforto e qualidade de vida dos hospitalizados e institucionalizados.As atividades lúdicas,diferenciadas e condizentes com as distintas faixas etárias atendidas realizadas de forma on line e presencial, promoveram uma melhoria na saúde mental dos envolvidos no processo, assim como proporcionaram uma melhoria nas práticas de humanização solidária.


Divulgação

Redes sociais e site


Propriedade(s) Intelectual

posteres, artigos de revisão

Público-alvo

Descrição

O público alvo a ser beneficiado de forma direta inclui os pacientes institucionalizados e hospitalizados, discentes da UFVJM, indivíduos da comunidade externa (tanto residentes do município de Diamantina quanto de outras localidades) e a equipe de saúde.

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

A contribuição dessa instituição para o projeto consiste em consentir a atuação do mesmo nesse local, permitindo o desenvolvimento das atividades por meio dos estudantes, trabalhando assim o que foi desenvolvido durante as capacitações, além de oferecer bem estar psicossocial aospacientes internados.

Participação da Instituição Parceira

A contribuição dessa instituição para o projeto consiste em consentir a atuação do mesmo nesse local, permitindo o desenvolvimento das atividades por meio dos estudantes, trabalhando assim o que foi desenvolvido durante as capacitações, além de oferecer bem estar psicossocial aos pacientes internados

Participação da Instituição Parceira

A contribuição dessa instituição para o projeto consiste em consentir a atuação do mesmo nesse local, permitindo o desenvolvimento das atividades por meio dos estudantes, trabalhando assim o que foi desenvolvido durante as capacitações, além de oferecer bem estar psicossocial aos pacientes institucionalizados.

Participação da Instituição Parceira

Outra parceria do projeto consiste no Apoio Psicopedagógico, que contará com um psicólogo voluntário em cada reunião do projeto a fim de acompanhar o desenvolvimento psicossocial dos estudantes envolvidos e ajudar a encontrar soluções para as dificuldades pessoais dos participantes.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 16 h

Carga Horária 4 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Intervenções nas instituições parceiras no período da tarde com doutores palhaços e oiantes, alternando entre unidades hospitalares e Instituição de longa permanência

Carga Horária 4 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Reuniões: As reuniões acontecerão sempre após as intervenções, também quinzenalmente, totalizando duas a três reuniões por mês. Ocorrerão durante os meses letivos do calendário da UFVJM.

Carga Horária 8 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Oficinas de capacitação: Serão realizadas, duas oficinas de capacitação. sendo a primeira em ABRIL/2026 e a segunda em SETEMBRO/2026.