Detalhes da ação

VIVER MELHOR NO VALE

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001769

Tipo da Ação

Evento

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

06/07/2026

Data Fim

06/07/2026


Programa Vínculado

202104000231 - PIESC - diálogos entre ensino, pesquisa e extensão


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

luciana fernandes amaro leite

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Ciências da Saúde

Área Temática Principal

Saúde

Área Temática Secundária

Educação

Linha de Extensão

Saúde da família

Abrangência

Local

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Sim

Envolve Recursos Financeiros

Não

Ação ocorrerá

Fora do campus

Período das Atividades

Noite

Atividades nos Fins de Semana

Não

Membros

Tipo de Membro Interno
Carga Horária 16 h
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Resumo

A ação de extensão “Viver Melhor no Vale” tem como objetivo promover educação em saúde para estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Professora Isabel Motta, em Diamantina-MG, por meio de encontros presenciais. A proposta busca compartilhar informações sobre fatores de risco, prevenção, sinais de alerta, uso racional de medicamentos e práticas de autocuidado relacionadas à HAS e ao DM2, utilizando linguagem acessível e metodologias participativas.


Palavras-chave

Doenças Crônicas não Transmissíveis; Medicina de Família e Comunidade; Hipertensão Arterial Sistêmica; Diabetes Mellitus


Introdução

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) representam, no contexto contemporâneo, o principal desafio para a saúde pública global, sendo responsáveis por 41 milhões de mortes no mundo anualmente, o que corresponde a 71% de todas as mortes registradas no período (OMS, 2018). No Brasil, esse cenário reproduz-se de forma ainda mais intensa, uma vez que as DCNTs respondem por 72% dos óbitos nacionais, afetando aproximadamente 57,4 milhões de pessoas que convivem com ao menos uma dessas condições (BRASIL, 2011; IBGE, 2019). Dentre as DCNTs, a Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e o Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2) destacam-se pela alta prevalência e pelo impacto direto na qualidade de vida, sendo as condições que mais demandam ações, procedimentos e serviços no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) (BRASIL, 2021). Dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019 evidenciam que Minas Gerais figura entre os estados com maior prevalência de diagnóstico médico de hipertensão arterial do país, alcançando 27,7% da população adulta, índice que supera a média nacional e que revela um padrão de adoecimento crônico consolidado (BRASIL, 2022). Nesse cenário, o processo de transição epidemiológica, caracterizado pela substituição progressiva das doenças infectocontagiosas pelas DCNTs como principal causa de morbimortalidade, impõe ao SUS uma dupla carga assistencial, que exige tanto o manejo das complicações já instaladas quanto a estruturação de ações preventivas e educativas na Atenção Primária à Saúde (APS) (MALTA et al., 2011). Conforme destacam Malta et al. (2015), a etiologia dessas condições é complexa e envolve fatores de risco modificáveis, como tabagismo, inatividade física e alimentação inadequada, o que reforça o potencial transformador de intervenções educativas voltadas à mudança de comportamento. Ao transpor essa perspectiva para o contexto regional, observa-se que o Vale do Jequitinhonha apresenta vulnerabilidades socioeconômicas historicamente reconhecidas, com IDHM-Renda consistentemente inferior às demais dimensões do índice, o que limita o acesso à alimentação adequada, a práticas regulares de atividade física e ao acompanhamento qualificado nos serviços de saúde (PNUD; IPEA; FJP, 2013; RODRIGUES; SOARES, 2005). Estudo realizado pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM) identificou prevalência de DM de 4,2% na mesorregião do Jequitinhonha, com associação estatisticamente significativa entre diabetes, hipertensão arterial, doenças cardíacas e percepção de saúde regular ou ruim, evidenciando a sobreposição de condições crônicas em um território de alta vulnerabilidade (SILVA et al., 2020). A realidade de Diamantina, município polo dessa mesorregião, reflete as mesmas tensões que marcam o Vale do Jequitinhonha como um todo, reunindo uma população com perfil etário envelhecido, baixa renda per capita e acesso limitado a ações preventivas continuadas fora do âmbito da Estratégia Saúde da Família (PNUD; IPEA; FJP, 2013). Nesse contexto, a Carta de Ottawa, marco normativo da promoção da saúde, já em 1986 reconhecia o desenvolvimento de habilidades pessoais e a democratização da informação como eixos centrais para a redução das iniquidades em saúde (WHO, 1987). Ao direcionar esta ação extensionista para os estudantes do EJA da Escola Estadual Professora Isabel Motta, a Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade (LAMFaC) busca intervir precisamente onde o risco se concentra, aproximando o conhecimento científico de uma parcela da população historicamente distante das práticas estruturadas de promoção e prevenção em saúde. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) no Brasil é legalmente amparada pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN nº 9.394/96), sendo definida como uma modalidade de ensino voltada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade apropriada (GOMES, 2023). No entanto, a EJA ultrapassa a mera reposição de escolaridade, ela se consolida como uma política pública essencial para a inclusão social e a equalização de oportunidades, visando garantir o direito à educação para uma parcela da população frequentemente marginalizada (MACHADO et. al., 2024). O corpo discente da EJA da Escola Estadual Professora Isabel Motta, em Diamantina, trazem trajetórias marcadas pela interrupção dos estudos em função de necessidades laborais precoces, o que exige que a prática educativa considere suas características específicas, saberes prévios e condições de vida (GOMES, 2023; SANTOS; SILVA, 2018). Nesse cenário, a fundamentação pedagógica do projeto ancora-se na "educação libertadora" de Paulo Freire, que preconiza uma formação baseada no diálogo, na reflexão e na autonomia (REICHARDT; SILVA, 2020). Conforme destacam Santos et al. (2025), a educação de adultos deve ser um processo de conscientização que permita ao indivíduo transformar sua própria realidade. Ao transpor essa premissa para a área da saúde humana, o letramento em saúde torna-se uma ferramenta de emancipação. Para que o aluno da EJA possa gerir condições complexas, como as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs), é necessário que o conhecimento científico seja associado ao seu cotidiano e à sua prática social, transformando-o em um sujeito crítico e participativo (REICHARDT; SILVA, 2020; QUARESMA et al., 2019). A relação entre baixa escolaridade e vulnerabilidade em saúde é um desafio persistente no Vale do Jequitinhonha. As expectativas dos discentes na EJA, muitas vezes, estão relacionadas ao desejo de ascensão social e melhoria da qualidade de vida (GOUVEIA; SILVA, 2015), o que inclui a capacidade de compreender orientações preventivas e terapêuticas. A integração entre a UFVJM e a comunidade escolar busca, portanto, superar o silenciamento histórico desses sujeitos no sistema de saúde, promovendo um ambiente onde a democratização do saber médico favoreça a autonomia no autocuidado. Ao final desta ação, espera-se que o aluno não apenas compreenda os riscos das DCNTs, mas que se reconheça como um agente ativo na promoção de saúde dentro de seu território.


Justificativa

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) constituem atualmente o principal grupo de causas de morbimortalidade no Brasil e no mundo, sendo responsáveis por elevada carga de adoecimento e impactos significativos nos sistemas de saúde. Essas doenças, que incluem principalmente as cardiovasculares, neoplasias, diabetes mellitus e doenças respiratórias crônicas, apresentam curso prolongado e estão diretamente relacionadas a fatores de risco modificáveis. (WEHRMEISTER; WENDT; SARDINHA, 2022). No contexto brasileiro, a transição epidemiológica evidenciou uma redução das doenças infecciosas concomitante ao aumento das DCNT, reforçando a necessidade de estratégias voltadas à prevenção e promoção da saúde (SALES; CARVALHO, 2025). Além disso, observa-se que a ocorrência das DCNT está fortemente associada às desigualdades sociais, especialmente no que se refere ao nível de escolaridade e renda. Estudos demonstram que indivíduos com menor escolaridade apresentam maior exposição a fatores de risco, como alimentação inadequada, sedentarismo e tabagismo, além de menor acesso a informações e serviços de saúde. Tal cenário evidencia que o enfrentamento dessas doenças ultrapassa o âmbito biológico, exigindo intervenções que considerem os determinantes sociais da saúde (WEHRMEISTER; WENDT; SARDINHA, 2022). Nesse contexto, a educação em saúde se apresenta como uma ferramenta essencial para a redução dos fatores de risco e para o fortalecimento do autocuidado. Intervenções educativas têm demonstrado impacto positivo na mudança de comportamentos e na adesão a práticas saudáveis, sobretudo quando realizadas de forma participativa e adaptadas à realidade sociocultural do público-alvo. A literatura aponta que estratégias de promoção da saúde baseadas na educação são eficazes na prevenção das DCNT e contribuem para a melhoria da qualidade de vida da população (SILVA et al., 2025). Os alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) destacam-se como um grupo particularmente marginalizado. Enquanto modalidade de ensino, a EJA está voltada para jovens e adultos cuja aprendizagem foi descontinuada nas etapas iniciais da vida escolar, evento o qual inicia e representa um trajeto de vulnerabilidade socioeconômica, seja inerente ao processo de exclusão escolar ou adquirida na ausência de instrução adequada. (SOUZA; PEREIRA, 2026; PEREIRA, 2019). A sua função é, sobretudo, equalizadora, qualificadora e reparadora, buscando restaurar o direito à educação e combater a exclusão social (SILVA, 2022). Neste diapasão, a educação em saúde emerge como um fator de transformação social, uma vez que estimula a reflexão crítica acerca da realidade de saúde dos envolvidos e fomenta a intervenção individual no sentido de sua melhoria (PRUDENTE; MARQUES; FERNANDES, 2026). Observa-se, entretanto, que o status de vulnerabilidade não se limita à Educação de Jovens e Adultos, mas permeia o Vale do Jequitinhonha. O panorama da saúde na região é maculado pelo acesso desigual a serviços públicos e pela infraestrutura deficiente: há uma concentração de serviços em polos regionais, o que resulta na precarização da assistência e na depleção da acessibilidade em áreas mais remotas ou menores (SANTOS; SANTOS; COSTA, 2025). Em circunstâncias como a mencionada, ações extensionistas de educação em saúde contribuem para a gestão do próprio cuidado através da troca de saberes e da formação de vínculos solidários, assim como permite aos acadêmicos envolvidos um contato formativo com a realidade vigente (SILVA, 2025). Diante desse contexto, justifica-se a implementação de uma ação de extensão voltada à disseminação de conhecimentos sobre DCNT para alunos da EJA no Vale do Jequitinhonha. A proposta apresenta potencial para promover o empoderamento dos indivíduos, estimular o autocuidado e contribuir para a prevenção de agravos, além de fortalecer a formação acadêmica dos estudantes envolvidos por meio da integração entre ensino, pesquisa e extensão. Assim, a iniciativa configura-se como uma estratégia pertinente e necessária para o enfrentamento das DCNT em contextos de maior vulnerabilidade social.


Objetivos

GERAL: Promover educação em saúde sobre Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) para a população, especialmente para as pessoas que fazem parte da Educação Jovens e Adultos (EJA), por meio de encontros presenciais. ESPECÍFICOS: Ampliar o conhecimento sobre DCNTs pelos participantes do EJA; Abordar, de maneira didática, informações sobre epidemiologia e fatores de risco das DCNTs; Auxiliar nas boas práticas não farmacológicas e farmacológicas, principalmente no uso racional de medicações para Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e Diabetes Mellitus 2 (DM2); Apresentar práticas que geram bem-estar cotidiano, comprovadas pela Medicina Baseada em Evidências (MBE), que reduzem a incidência de HAS e DM2; Estimular o autocuidado e a autonomia em saúde, promovendo tomada de decisão informada sobre hábitos de vida e adesão ao tratamento; Incentivar a prática de hábitos saudáveis, como cessação do tabagismo, prática de atividade física e alimentação equilibrada; Desenvolver habilidades práticas de reconhecimento de sinais de alerta, como aferição de pressão arterial e identificação de sintomas de descompensação da HAS e da DM2; Avaliar o impacto das ações educativas por meio de verificação do ensino com testes pré e pós-intervenção.


Metas

A presente ação de extensão tem como metas: realizar um encontro presencial de educação em saúde com aproximadamente 60 estudantes do EJA da Escola Estadual Professora Isabel Motta; promover o letramento em saúde acerca da Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) e do Diabetes Mellitus Tipo 2 (DM2), abordando fatores de risco, prevenção e uso racional de medicamentos; estimular a adoção de hábitos saudáveis e o autocuidado entre os participantes; e avaliar o impacto da intervenção por meio da aplicação de pré e pós-testes, esperando-se uma melhora no conhecimento dos participantes sobre DCNTs ao término da ação.


Metodologia

A ação de extensão será executada nas dependências da Escola Estadual Professora Isabel Motta, escola pública estadual, localizada no município de Diamantina, Minas Gerais. O público alvo selecionado são os estudantes do EJA da instituição, sendo um total de 60 alunos, com idade variando entre 18 até 70 anos. Além disso, os servidores da escola interessados na temáticas também poderão participar. Para um bom aproveitamento do público frente ao tema, é necessário um embasamento teórico com o fim de oferecer de forma didática o conteúdo proposto, dessa maneira os ligantes da Liga Acadêmica de Medicina de Família e Comunidade (LAMFaC) e colaboradores serão responsáveis por realizar uma revisão bibliográfica em bases como: BVS, Scielo, PubMed, Arquivos do Ministério da saúde, bem como em diretrizes nacionais sobre HAS, DM2 e temas relacionados, além de pesquisar também sobre abordagens educacionais eficazes para o público selecionado. Toda pesquisa será direcionada pela orientadora médica do projeto, com o fim de ampliar a temática e abordar os assuntos de forma didática para os estudantes do EJA. Nessa etapa da ação, o objetivo será preparar os organizadores para a prática efetiva, com base técnica e teórica frente a atividade planejada. Será realizado um encontro presencial com duração de cerca de 3 (três) horas. As abordagens temáticas serão separadas em grupos de discussão para que os organizadores tenham ciência do conhecimento prévio dos alunos e realize a abordagem de cada assunto de forma fluida e interativa; A ação será dividida em três fases, na primeira fase ocorrerá o planejamento das ações, por meio de uma reunião com a equipe, para definição da metodologia, das dinâmicas didáticas e da confecção do material. Na segunda fase, será feita a realização do projeto com os alunos do EJA com um dia de intervenção, de início com a assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), bem como a aplicação do pré-teste. Em um primeiro momento de discussão serão abordados os aspectos relevantes da HAS, seus fatores de risco e os impactos da atividade física e alimentação equilibrada para sua prevenção e redução de risco de descompensação, juntamente ao uso dos medicamentos. Em um segundo momento, os assuntos discutidos serão em torno do DM2 e outras comorbidades importantes, com o mesmo foco anterior com adição dos sinais de alarme tanto de DM2 quanto de HAS. Para ambas as abordagens, um panfleto informativo será utilizado para auxiliar na didática das discussões com os alunos. Nesse mesmo dia será feita a finalização e aplicação do pós-teste. Na terceira fase haverá a análise das intervenções por meio do pré e pós-teste.


Referências Bibliográficas

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Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A interação da comunidade com a proposta extensionista Viver Melhor no Vale será promovida por meio da participação dos alunos e membros da comunidade escolar da EJA que desejarem integrar o evento. A atividade será construída de forma colaborativa, incentivando o envolvimento voluntário, o diálogo aberto e a troca de experiências entre todos os participantes. Dessa maneira, busca-se fortalecer o vínculo entre a universidade e a sociedade, criando um espaço inclusivo em que diferentes saberes possam ser compartilhados, especialmente no contexto da abordagem sobre hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2).


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A interdisciplinaridade e a interprofissionalidade na ação serão desenvolvidas desde o planejamento até a execução, integrando diferentes áreas do conhecimento e promovendo o trabalho colaborativo entre os participantes. A abordagem dos temas hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2) articula saberes de áreas da medicina com educação em saúde, da nutrição e da educação física, com base em revisão bibliográfica orientada e diretrizes nacionais. Durante a atividade, essas práticas se concretizam por meio de discussões em grupo, que favorecem a troca de saberes, consideram o conhecimento prévio dos alunos da EJA e possibilitam uma construção coletiva do aprendizado, contribuindo tanto para a formação humanizada dos estudantes quanto para um cuidado em saúde mais amplo e contextualizado.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

A ação Viver Melhor no Vale integra ensino, pesquisa e extensão de forma articulada. No ensino, os estudantes aplicam na prática os conhecimentos adquiridos na graduação, especialmente sobre Atenção Primária à Saúde e DCNTs. Na pesquisa, o projeto é fundamentado em revisão de literatura em bases científicas e diretrizes oficiais, além da avaliação do impacto por meio de pré e pós-testes. Já a extensão se concretiza na interação direta com os alunos do EJA, promovendo troca de saberes e disseminação do conhecimento científico.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A inserção do estudante no projeto contribui significativamente para sua formação acadêmica e profissional, ao integrar teoria e prática da Atenção Primária à Saúde (APS). Por meio da participação nas ações educativas com o público do EJA, o discente desenvolve habilidades de comunicação, escuta qualificada e trabalho em equipe. Além disso, amplia seus conhecimentos sobre HAS e DM2, incluindo os fatores de risco, prevenção, tratamento e uso racional de medicamentos. Dessa forma, fortalece sua atuação crítica, humanizada e voltada à promoção da saúde através de intervenções baseadas em evidências.


Impacto e Transformação Social

A ação de extensão Viver Melhor no Vale possui potencial significativo de impacto social ao promover educação em saúde voltada às Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs). Ao abordar temas como hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus tipo 2 (DM2) de forma acessível, dialógica e baseada em evidências, o projeto contribui para a democratização do conhecimento e para a redução de desigualdades em saúde. A transformação social esperada está diretamente relacionada ao fortalecimento da autonomia dos participantes, permitindo que os indivíduos desenvolvam maior consciência sobre seus hábitos de vida, fatores de risco e estratégias de prevenção e controle dessas doenças. Ao estimular o autocuidado e a tomada de decisões informadas, a ação favorece mudanças comportamentais sustentáveis, como a adoção de práticas alimentares mais saudáveis e a prática de atividade física.


Divulgação

A divulgação da ação de extensão será realizada por meio de canais institucionais já utilizados pela comunidade escolar. Além disso, a divulgação ocorrerá presencialmente, por meio de comunicados realizados pelos professores durante as aulas, reforçando o convite e incentivando a adesão dos alunos.


Informações Complementares

Vale destacar que essa Ação surgiu dos desdobramentos e conhecimentos adquiridos das necessidades da comunidade por meio do Programa de Extensão PIESC - Diálogos entre ensino, pesquisa e extensão, principalmente através dos projetos de extensão PIESC I, PIESC II, PIESC III e PIESC IV.


Programação do Evento

Local

Revisão de Literatura

Data

08/06/2026

Horário de Início

07:00

Horário de Término

19:00


Descrição

Levantamento de referências bibliográficas e estudo individual realizado pelos membros da equipe executora da ação.

Local

Confecção dos Materias

Data

15/06/2026

Horário de Início

07:00

Horário de Término

19:00


Descrição

Confecção de todos os materiais necessários para execução da ação.

Local

Ação de Educação em Saúde

Data

06/07/2026

Horário de Início

19:00

Horário de Término

21:00


Descrição

Atividade presencial de educação em saúde sobre as DCNT com foco em HAS e DM.

Local

Avaliação da Ação

Data

13/07/2026

Horário de Início

07:00

Horário de Término

19:00


Descrição

Análise da Intervenção por meio do pré e pós teste.

Público-alvo

Descrição

Estudantes matriculados na Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Estadual Professora Isabel Motta localizada em Diamantina-MG.

Municípios Atendidos

Município

Diamantina - MG

Parcerias

Nenhuma parceria inserida.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 16 h

Carga Horária 4 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Levantamento de referências bibliográficas e estudo individual realizado pelos membros da equipe executora da ação.

Carga Horária 4 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Confecção de todos os materiais necessários para execução da ação

Carga Horária 4 h
Periodicidade Anualmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Atividade presencial de educação em saúde sobre as DCNT com foco em HAS e DM.

Carga Horária 4 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
  • Tarde;
  • Noite;
Descrição da Atividade

Análise da Intervenção por meio do pré e pós teste.