Visitante
Descasque mais, desembale menos: O ensino na busca pela saúde integral e sustentabilidade
Sobre a Ação
202203001770
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
09/03/2026
09/01/2031
Dados do Coordenador
carlos victor mendonça filho
Caracterização da Ação
Ciências Biológicas
Meio Ambiente
Educação
Questões ambientais
Municipal
Não
Não
Não
Dentro e Fora do campus
Integral
Sim
Membros
O planeta vem passando por vários problemas ambientais devido aos modos de consumo, degradação ambiental e poluição da água. Por outro lado, a alimentação inadequada, o sedentarismo e o excesso do uso de telas são responsáveis por diversas doenças. Pretende-se por meio de oficinas e implantação de minhocário e hortas melhorar hábitos alimentares e a qualidade ambiental. O projeto tem como objetivo formar professores de Ciências e Biologia com experiência em práticas sustentáveis na Escola.
Coleta Seletiva, Plástico, Orgânico, Minhocário, Cultivos.
Estima-se que o Brasil gere mais de 211 mil toneladas de Resíduos Sólidos Urbanos (RSU) por dia, ou seja, 380 Kg por habitante/ano, considerando os dados demográficos de 2020 (ABRELPE 2022). Destes, estima-se que 51,4% são de restos orgânicos, 31,9% são recicláveis e 16,7% são rejeitos. Dentre os rejeitos 13,3% são depositados a céu aberto, 21,7% em aterros sanitários, 5,8% em valas sépticas, 37,4% são incinerados, 5,2% tratados em micro-ondas e 16,6% são autoclavados. Os resíduos orgânicos representam mais da metade de uma lixeira doméstica e se mal manejados, poluem o solo, o ar e a água, gerando gás metano, responsável pelo aquecimento global e chorume, líquido que contamina o lençol freático. Uma solução sustentável para o destino do resíduo orgânico é o desenvolvimento de projetos de coleta seletiva e posterior destino deste resíduo para a compostagem e a sua utilização para a produção de alimentos, tendo como foco a pedagogia dos 3 Rs (reduzir, reciclar, reutilizar) e suas variações e (OLIVEIRA et al, 2005; Mendes & Chagas 2023; Ricci 2025). A vermicompostagem é um método de compostagem de resíduos orgânicos em que a minhoca participa na degradação da matéria orgânica em minhocários, resultando no vermicomposto ou “húmus de minhoca” e em biofertilizante líquido (Sakai & Mendes 2011). As técnicas de vermicompostagem juntamente com a implantação de hortas orgânicas na Escola são importantes atividades de educação ambiental que permeiam os conteúdos de diferentes disciplinas e resultam em ganhos ambientais e de segurança alimentar para todos os envolvidos na atividade e para seus familiares, extrapolando os limites escolares (Sakai & Mendes 2011; Rodrigues et al 2025). A implantação de uma horta no ambiente escolar pode ser um laboratório vivo que possibilita o incremento de diversas atividades pedagógicas em educação ambiental e alimentar, unindo teoria e prática de forma contextualizada. Esse espaço auxilia no desenvolvimento de atividades inter e transdisciplinares, contribui para a melhoria das condições nutricionais das refeições e estreita relações sociais a partir da promoção do trabalho coletivo e cooperado entre educadores, educandos, funcionários e seus familiares. (MORGADO, 2006). Por outro lado, nas últimas décadas foi observada uma transição nutricional bastante preocupante, marcada pelo aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, em detrimento da alimentação baseada em alimentos in natura e minimamente processados. A promoção da alimentação adequada e saudável é um compromisso expresso na Política Nacional de Alimentação e Nutrição e na Política Nacional de Promoção da Saúde e está ancorada nas diretrizes do Guia Alimentar para a População Brasileira (Brasil 2014). O Guia valoriza não apenas os aspectos nutricionais, mas também o ato de comer como uma experiência social e cultural, incentivando práticas alimentares saudáveis e sustentáveis. A alimentação é um dos pilares fundamentais para a promoção da saúde, o desenvolvimento integral e a qualidade de vida. Além do mais, o uso exagerado de telas e o sedentarismo em crianças do ensino fundamental estão interligados e causam diversos problemas de saúde, como dificuldades de concentração, problemas visuais, alterações no sono, aumento do risco de obesidade e dificuldades no desenvolvimento social e cognitivo, além de possíveis danos cerebrais (WHO, 2020). A prática regular de atividades físicas beneficia a saúde mental, incluindo prevenção do declínio cognitivo e sintomas de depressão e ansiedade; e pode contribuir para a manutenção do peso saudável e do bem-estar geral (WHO, 2020). Desta forma, o desenvolvimento de práticas sustentáveis na escola, aliadas ao desenvolvimento de hábitos saudáveis de alimentação e a promoção e conscientização da importância da atividade física e redução do comportamento sedentário e do uso racional de telas, podem melhorar a qualidade do meio ambiente e da saúde integral das pessoas.
A implantação da coleta seletiva na escola utilizando de materiais recicláveis para construção do minhocário e de hortas suspensas são ações assertivas para a implantação de atividades de educação ambiental na Escola. Conforme Caldas e Souza (2000), a produção de alimentos orgânicos a partir da horta significa promoção da saúde e manutenção da qualidade de vida da população. A garantia de alimento relativamente livre de contaminantes é essencial para a prevenção de doenças, principalmente em um país como o Brasil, onde uma parte considerável da população enfrenta sérios problemas relacionados aos distúrbios nutricionais como sobrepeso e obesidade. A horta escolar consegue motivar alterações de valores e atitudes, tornando o ambiente escolar um local que agrega formação e informação, favorecendo a inserção do educando no cotidiano das questões sociais, fazendo com que este tenha a capacidade de intervir na realidade local, contribuindo na reformulação de pensamentos dos envolvidos no exercício (FREIRE, 2008). A escola é um espaço privilegiado para a formação de hábitos, sendo crucial para a construção de uma relação saudável com a alimentação desde a infância. Nessa fase, as crianças estão consolidando suas preferências alimentares e são altamente influenciáveis pela publicidade e pelo ambiente que as cerca. A Região do Vale do Jequitinhonha, onde Diamantina está inserida, apresenta contrastes socioeconômicos que podem impactar o acesso a uma alimentação adequada. Intervir nesse contexto, valorizando também os alimentos regionais e sazonais, é uma estratégia eficaz para promover a segurança alimentar e nutricional e a sustentabilidade. O Guia Alimentar para a População Brasileira é uma ferramenta pedagógica excelente por sua linguagem acessível e por classificar os alimentos baseando-se em seu grau de processamento, um conceito de fácil compreensão para o público infantil. Em crianças e adolescentes, a atividade física proporciona benefícios para os seguintes desfechos de saúde: melhora da aptidão física (aptidão cardiorrespiratória e muscular), saúde cardiometabólica (pressão arterial, dislipidemias, glicose e resistência à insulina), saúde óssea, cognição (desempenho acadêmico e função executiva), saúde mental (redução dos sintomas de depressão) e redução da adiposidade (WHO, 2020). Justifica-se, portanto, a realização deste projeto como uma ação de extrema relevância para a saúde pública local, contribuindo para a prevenção de doenças crônicas e para a formação de cidadãos mais conscientes. Enfim, a escola se apresenta como espaço apropriado para prestar orientações que possibilitem sensibilizar/orientar os alunos, tornando-os agentes multiplicadores de diferentes ações que promovam a melhoria da qualidade ambiental e da saúde integral. O projeto também se justifica porque pretende dar continuidade às experiências exitosas de atividades desenvolvidas com apoio do PIBEX, por três anos, na Escola Estadual Gabriela Neves, ampliando o alcance das ações para um maior número de pessoas.
Objetivo Geral: - Ampliar a conscientização dos atores (discentes, docentes e demais servidores) de Escolas de Diamantina e região, sobre a importância de se buscar a qualidade ambiental e a saúde integral na Escola, através da coleta seletiva, cultivo de alimentos orgânicos, do hábito de consumo de alimentos saudáveis e do combate ao sedentarismo e uso excessivo de telas por meio da prática de atividades físicas e consciência corporal. Objetivos específicos - Conscientizar e sensibilizar os estudantes e funcionários da Escola sobre a importância da coleta seletiva de resíduos e sobre hábitos de alimentação e de comportamento diário saudáveis; - Implementar e monitorar a coleta seletiva através da pedagogia dos 3 Rs (reduzir, reutilizar, reciclar) e suas variáveis; - Implementar a vermicompostagem sustentável a partir do resíduo orgânico, o qual é produzido em sua maioria na cantina da escola, através da criação de minhocas, utilizando material reciclável; - Implantar e monitorar uma horta/Jardim na escola, utilizando o material reciclável, na qual serão utilizados o húmus e biofertilizante (chorume) gerado por meio do minhocário; - Monitorar o minhocário e horta; - Fomentar na Escola a educação alimentar e nutricional de forma crítica e lúdica; - Diferenciar alimentos "de verdade" (in natura e minimamente processados) de alimentos industrializados (processados e ultraprocessados); - Associar o conceito "descascar mais" aos alimentos in natura e "desembalar menos" à redução do consumo de ultraprocessados; - Identificar exemplos de alimentos regionais e saudáveis; - Promover na Escola metodologias ativas para aumentar o tempo de atividade física e a consciência corporal e reduzir o tempo de tela, ampliando a integração entre os alunos.
1- Realização de uma palestra para docentes e funcionários de Escolas de Diamantina e região, apresentando o projeto e abordando temas sobre sustentabilidade ambiental, importância da alimentação saudável e das práticas de exercícios físicos e combate ao sedentarismo, no primeiro trimestre do projeto; 2- Realização de uma oficina para estudantes do ensino fundamental e médio, sobre criação de minhocas e cultivo de hortaliças, alimentação saudável e prática de exercícios físicos e combate ao sedentarismo, no primeiro e segundo semestre do projeto, totalizando duas oficinas; 3- Implantação de pelo menos um minhocário e de pelo menos um canteiro de hortaliças no primeiro semestre do projeto; 4- Monitoramento mensal de minhocários e hortas.
Metodologia O público alvo do projeto é de Alunos, Professores e outros Servidores de Escolas. Serão focadas ações diretas para alunos, do ensino fundamental e médio. I- Conscientização sobre o tema: Na primeira fase do projeto serão realizadas palestras e oficinas para docentes e funcionários da Escola, com o intuito de apresentar o projeto e iniciar um trabalho de conscientização sobre questões relacionadas ao meio ambiente, alimentação saudável e saúde corporal, na busca da saúde integral do indivíduo; II- Implantação da coleta seletiva, minhocários e horta: Etapa 1: Sensibilização e diagnóstico inicial: - Serão realizadas palestras sobre a importância da mudança dos hábitos de consumo com a implantação do conceito dos 5Rs (repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar); - Deverá ser feita uma quantificação em peso e volume da quantidade de orgânico separada, para que seja possível gerenciar os minhocários. Pretende-se reutilizar os recipientes plásticos e os resíduos orgânicos gerados e passar para as próximas etapas. Serão aplicados questionários para verificar o nível de conhecimento sobre coleta seletiva, resíduos orgânicos, adubação de plantas, mudanças climáticas, entre outros. Etapa 2- Construção e manejo de miniminhocários utilizando materiais recicláveis: a- Dois galões de água de 5 litros serão cortados com estilete ou ferro de solda. O primeiro deverá ser cortado a cerca de 2/3 a partir da boca. Essa parte maior receberá o resíduo orgânico e as minhocas. O segundo deverá ser cortado a 2/3 a partir da base e receberá o biofertilizante resultante do processo de decomposição (recipiente de captação); b- Na tampa do galão deverão ser feitos nove furos utilizando ferro de solda, para que o biofertilizante gerado seja drenado; c- Manejo dos miniminhocários- Seleção das matrizes de minhocas dos orgânicos e coleta do biofertilizante: i- Seleção das minhocas: Nas oficinas serão selecionadas 100 minhocas adultas da espécie Eisenia foetida, todas com o clitelo (anel próximo da boca) desenvolvido, indicando maturidade sexual. Para manejo das minhocas será estabelecido um ciclo de sete dias. No primeiro dia é estimada a quantidade de orgânico, considerando que uma minhoca adulta pesa 0,3 g e se alimenta dessa mesma quantidade por dia. Sendo assim, para 100 minhocas serão necessários 30 g de orgânico por dia, totalizando cerca de 200 g para cada semana. ii- Seleção dos orgânicos: Para a alimentação das minhocas é necessário mostrar para os alunos quais alimentos que podem ser utilizados no miniminhocário (ex: cascas de ovo, cascas de raízes e caules, restos de frutas e hortaliças, entre outros) e quais não podem (alimentos cozidos, alimentos cítricos, que exalam aromas fortes, entre outros). Esse conceito deverá ser trabalhado nas oficinas; iii- Coleta do biofertilizante: Após sete dias deverá ser observado se foi gerado biofertilizante no recipiente de captação. Será reaproveitado o material orgânico trazido pelos alunos e professores e os separados na cozinha da escola, que servirão de alimento para as minhocas. Estes alimentos, que antes seriam descartados, se transformarão em húmus e biofertilizante. Etapa 3- Construção de uma horta suspensa e uma horta convencional - Os materiais separados através da coleta seletiva (gararafas Pet e galões) também serão utilizados para a implantação de uma horta suspensa. Os produtos desta horta serão utilizados na merenda escolar fechando um ciclo sustentável. - Serão realizados questionários, voltados para estudantes, familiares, professores e demais servidores para verificar a experiência da comunidade escolar com a formação de uma horta. - Para o preparo dos canteiros da horta convencional será misturando o solo com adubo orgânico (terra provida de compostagem) e sulfato de amônio para manter o pH ideal para o plantio. Utiliza-se cerca de 300 quilogramas de adubo orgânico para efetuar o melhoramento do solo, que serão obtidos por meio de doação do setor de Olericultura da UFVJM. As mudas e sementes para o plantio serão obtidas por meio de doação pelo setor de Olericultura da FCA da UFVJM. Inicialmente a terra da horta deve ser regada e revolvida até atingir a umidade necessária para realizar o plantio, depois será feito o semeio e mudas serão transplantadas. As hortaliças serão escolhidas de acordo com a necessidade escolar/disponibilidade de mudas. Serão colocadas placas de identificação das hortaliças nos canteiros. III- Na busca pela alimentação saudável Primeira Oficina Tema: Conhecendo os Alimentos: Do Feijão no Pé ao Pacotinho. Objetivo Geral: Apresentar às crianças a classificação dos alimentos segundo o Guia Alimentar (in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados) e sensibilizá-las sobre a importância de preferir alimentos naturais. Objetivos Específicos: Diferenciar alimentos "de verdade" (in natura e minimamente processados) de alimentos industrializados (processados e ultraprocessados). Associar o conceito "descascar mais" aos alimentos in natura e "desembalar menos" à redução do consumo de ultraprocessados. Identificar exemplos de alimentos regionais e saudáveis. Atividades Propostas: 1. Roda de Conversa Inicial (20 min): Dinâmica de quebra-gelo: "Qual sua fruta preferida?" e "Qual seu salgadinho/suco de caixinha preferido?". Introdução do tema a partir das respostas, questionando: "De onde vem a fruta?" e "O que tem dentro do pacote do salgadinho?". Apresentação simplificada dos 4 grupos de alimentos do Guia Alimentar, usando imagens grandes e coloridas: Jogo da Classificação Alimentar (40 min): Material: Cartões com imagens de diversos alimentos (banana, arroz, feijão, queijo, pão de forma, salsicha, refrigerante, biscoito recheado, etc.) e 4. cartazes (um para cada grupo: In Natura, Minimamente Processados, Processados e Ultraprocessados). Dinâmica: As crianças, divididas em equipes, recebem os cartões e devem colá-los no cartaz correto. Ao final, faz-se uma correção coletiva, explicando o porquê de cada classificação. Segunda Oficina: Tema: Somos Detetives da Alimentação! Lendo Rótulos e Fazendo Escolhas Conscientes. Objetivo Geral: Ampliar o conhecimento sobre os alimentos ultraprocessados, desenvolvendo a capacidade de leitura crítica de rótulos e incentivando escolhas alimentares mais conscientes. Objetivos Específicos: Reconhecer que ultraprocessados possuem listas longas de ingredientes e altos teores de açúcar, sódio e gordura. Desenvolver a habilidade de identificar informações-chave nos rótulos de alimentos embalados. Estimular a criatividade na criação de opções de lanches saudáveis para o dia a dia. Atividades Propostas: 1. Aquecimento: O Jogo do "Vilão ou Mocinho?" (20 min): Revisão rápida dos grupos de alimentos do primeiro encontro. Apresentação de imagens de embalagens de alimentos comuns (suco em pó, bisnaguinha, cereal açucarado, etc.). As crianças votam se acham que o produto é "mocinho" (mais saudável) ou "vilão" (menos saudável), gerando discussão. 2. Oficina de Investigação de Rótulos (50 min): Material: Embalagens vazias e limpas de diversos produtos (biscoitos, refrigerantes, sucos de caixinha, macarrão instantâneo, iogurte com sabor, etc.), lupa (para tornar a atividade mais lúdica), canetas marca-texto. Dinâmica: Em grupos, as crianças recebem duas embalagens: uma de um ultraprocessado e outra de um minimamente processado (ex: pacote de arroz ou feijão). Eles devem encontrar na lista de ingredientes: nomes que não conhecem, a presença de açúcar, sal e gordura. O facilitador explica que listas longas com nomes estranhos são um sinal de alerta. 3. Criação do "Cartaz da Turma: Nosso Lanche Ideal" (20 min): Com base no aprendizado, a turma, com ajuda dos facilitadores, cria um cartaz coletivo com desenhos e colagens de opções de lanches saudáveis e saborosos que podem levar para a escola (ex: fruta, pipoca caseira, sanduíche natural). O cartaz ficará exposto na escola. IV- Atividade física, uso consciente de telas e combate ao sedentarismo e a obesidade Será realizada 1 oficina por semestre, totalizando 2 oficinas por ano. • Oficina: Mapeando o conhecimento. Atividades: Entendendo o que é atividade física, sobre o uso consciente de telas, o sedentarismo e a obesidade (50 min). Dinâmica: Roda de conversa, Jogo interativo (mitos e verdades), Jogo da memória e Dominó sobre as temáticas, objetivando saber sobre o conhecimento dos alunos a respeito. Oficina 2 Ampliando o conhecimento. Atividades: A partir do mapeamento da primeira oficina realizar atividades objetivando a apresentação de alternativas de fácil implementação no dia a dia sobre a prevenção e combate ao sedentarismo e a obesidade. Ampliar o conhecimento dos alunos sobre o uso consciente de telas e da importância da atividade física para a saúde mental e corporal (50 min). Dinâmica: Roda de conversa, Jogo interativo (mitos e verdades), Jogo da memória e Dominó sobre as temáticas, objetivando ampliar o conhecimento dos alunos.
ABRELPE - Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública de Resíduos Especiais. Panorama dos resíduos sólidos do Brasil 2022. São Paulo: ABRELPE, 2022. Disponível em: <https://www.abrema.org.br/panorama/>. Acesso em: 25 set. 2025. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia Alimentar para a População Brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira_2ed.pdf. CALDAS E.D.; SOUZA L.C.K. Avaliação de risco crônico da ingestão de resíduos de pesticidas na dieta brasileira. Revista Saúde Pública v. 34, n. 5, p. 529-537, 2000. FREIRE, J. L. O. Horta escolar: uma estratégia de aprendizagem e construção do cidadão. Cadernos Temáticos, 20: 2008. MENDES, V.M.M & CHAGAS, K.K.N. Pedagogia dos R’S nas escolas: da teoria à prática. Revista Brasileira de Educação Ambiental (RevBEA), [S. l.], v. 18, n. 3, p. 32–42, 2023. DOI: 10.34024/revbea.2023.v18.13952. OLIVEIRA A. et al. Compostagem Caseira de Lixo Orgânico Doméstico. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Bahia, dezembro, 2005. RICCI, M. Manual para gestão de resíduos orgânicos nas Escolas. Disponível em: https://www.abrema.org.br/. Acesso em: 25 set. 2025. RODRIGUES, A.P.S., ZAGO, M.R.R.S, JUNIOR, E.F.C., SILVA, M.C. & HÜLLER, A. Práticas de ensino em educação ambiental: a vermicompostagem em escolas de tempo integral em Curitiba-PR. Disponível em: https://revistaea.org/pf.php?idartigo=3212. Acesso em: 25 set. 2025. SAKAI, E & MENDES, L.K.T. Minhocário como solução para o lixo orgânico da Escola Municipal Parque da Mangueira, Paraty, RJ. REVISTA - Educação Ambiental BE-597 / Volume 4 – 2011 Disponível em: http://www.ib.unicamp.br/prof. Acesso em: 25 set. 2025. WHO guidelines on physical activity and sedentary behaviour. Geneva: World Health Organization; 2020. Licence: CC BY-NC-SA 3.0 IGO.
O projeto apresenta uma indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão, visto que o conhecimento produzido na Universidade, na disciplina Práticas de Ensino III, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, está sendo aplicado na escola (pesquisa-extensão) e o aprendizado está sendo construído na experiência, de forma dialógica, tendo discentes como sujeitos do ato de aprender/ensinar. Além do mais o projeto propõe uma interação com a sociedade aproximando a teoria da prática. O projeto promove ainda um forte impacto social, com uma atuação transformadora de comportamentos através da interação social, buscando a participação de todos agentes envolvidos e a troca de saberes.
O projeto possui uma claro caráter interdisciplinar uma vez que permite que professores de outras áreas possam aplicar conceitos relativos à sua disciplina, como por exemplo: - Matemática- Quantificação de peso e volume de húmus e biofertilizantes produzidos pelas minhocas e peso do material reciclado; crescimento exponencial da população de minhocas; - Química- mudança de coloração do biofertilizante em função das mudanças químicas que ocorrem no processo de humificação da matéria orgânica; importância dos fertilizantes para o crescimento das plantas; importância de controlar a acidez do húmus e do biofertilizante para aplicação nas plantas; Ciências e Biologia- Coleta seletiva; Biologia e Reprodução das minhocas; microorganismos e decomposição da matéria orgânica; espécies de plantas utilizadas na horta, convencionais e as PANC: Plantas alimentícias não convencionais; Português: Elaboração de textos, cartazes, redação sobre temas ligados ao meio ambiente, sustentabilidade, saúde alimentar e combate ao sedentarismo e a obesidade. O projeto permite a integração com professores dos curso de Pós- graduação na área da Licenciatura (PPCCMAT) e da saúde (PPGCS e PPGREAB) uma vez que mestrandos e doutorandos participarão nas palestras e oficinas aplicando diferentes expertises e enfoques diferenciados sobre os temas propostos. O projeto contará com o apoio de alunos da disciplina Pr'ticas de Ensino em Ciências Naturais III.
O projeto apresenta uma indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão, visto que o conhecimento produzido na Universidade, na disciplina Práticas de Ensino III, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, está sendo aplicado na escola (pesquisa-extensão) e o aprendizado está sendo construído na experiência, de forma dialógica, tendo discentes como sujeitos do ato de aprender/ensinar. O projeto permite a integração com mestrandos e doutorandos dos curso de Pósgraduação na área da Licenciatura (PPCCMAT) e da saúde (PPGCS e PPGREAB) uma vez que aplicarão o conhecimento nas respectivas linhas de pesquisa e participarão nas palestras e oficinas aplicando diferentes expertises e enfoques diferenciados sobre os temas propostos.
A ação terá um impacto direto na formação do estudante bolsista e de outros estudantes dos cursos de graduação e de pós-graduação da UFVJM que são parceiros da proposta. Será uma oportunidade para os alunos vivenciarem os problemas diários encontrados nas Escolas e de buscar soluções em conjunto com a comunidade Escolar. A ação trará informações importantes para ampliar os conceitos de sustentabilidade ambiental, melhorias na qualidade alimentar e na conscientização corporal, com implicações na saúde integral do indivíduo, com impactos diretos na formação do estudante. Dentre os objetivos do projeto está o de inserir os licenciandos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas no cotidiano das escolas da rede pública, proporcionando-lhes oportunidades de criação e participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter crítico e interdisciplinar, que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem, numa perspectiva histórico-crítica e popular. Para tanto, os licenciandos devem participar das diferentes atividades previstas no projeto pedagógico da escola e também propor e executar atividades pedagógicas e culturais.
O projeto se caracterizar pela geração de uma metodologia de baixo custo e com resultados relativamente rápidos de serem percebidos na Escola e que podem ser multiplicados para outras Escolas e inclusive para familiares interessados na sua execução. Em médio e longo prazos o projeto levará a uma melhoria da qualidade ambiental e da saúde da comunidade, diminuindo a quantidade de orgânico nas ruas, que atrai ratos e baratas. O projeto possui um grande potencial de expansão para outras escolas e espaços do município, como a Associação de Catadores de Diamantina. (ACORD). A criação de minhocas e a produção de húmus e biofertilizante apresenta inclusive um potencial de geração de renda para a escola, visto que estes produtos são de extrema qualidade e possuem bom valor de mercado.
Os resultados do projeto serão comunicados por meio de apresentações em eventos como a Semana de Integração em Ensino, Pesquisa e Extensão da UFVJM, que ocorre anualmente. Serão elaborados relatórios semestrais e final com as informações sobre as ações realizadas. Também será elaborado uma banner de divulgação com os apoios da UFVJM e de Escolas alvo das ações. Ao final do projeto será elabora um Pitch com duração de 8 a 10 minutos contendo os principais resultados do projeto, que será postado no Instagram, com um perfil criado especificamente para isso.
As informações sobre o projeto serão adicionadas sistematicamente nas plataformas.
Público-alvo
O público total (500): Alunos (450), Professores (30) e outros Servidores (20) de diferentes Escolas da rede pública de Diamantina. a cada ano, vezes 5 anos
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Serro - MG
Parcerias
Realização de oficinas de Sustentabilidade Ambiental: coleta seletiva, compostagem de resíduos orgânicos, construção de minhocários e aplicação de húmus e biofertilizante, para crianças e adolescentes da comunidade.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 18 h
- Manhã;
A coordenação fará uma apresentação dos resultados alcançados pelo projeto até o momento, para a equipe e para docentes, colaboradores, indicando os objetivos e metas e o cronograma. Nesta oportunidade serão abordados os diferentes conceitos relativos a coleta seletiva, minhocário e horta e o debate de idéias para escolha das formas de sensibilização dos diferentes atores.
- Manhã;
Na primeira fase do projeto serão realizadas palestras para docentes e funcionários das Escolas, com o intuito de apresentar o projeto e iniciar um trabalho de conscientização sobre questões relacionadas ao meio ambiente, alimentação saudável e saúde corporal, na busca da saúde integral do indivíduo.
- Manhã;
Realização de oficina para estudantes do ensino fundamental sobre a criação de minhocas e cultivo de hortaliças, alimentação saudável e prática de exercícios físicos e combate ao sedentarismo.
- Manhã;
Será feito pelosestudantes de graduação e pós-graduação, colaboradores do projeto, em parceria com os diferentes atores, um monitoramento das ações de coleta seletiva, minhocário e horta, em todos os meses do projeto.
- Manhã;
Em toda ação realizada serão realizados fotos e vídeos curtos para registro e monitoramento das atividades.
- Manhã;
Todos os material reciclados, não utilizados nas práticas sustentáveis, serão doados para a Associação de Catadores de Diamantina.
- Manhã;
Aplicação de questionário de avaliação antes e após a realização das ações
- Manhã;
Serão realizados relatórios mensais, semestral e final das atividades realizadas, em conformidade com o edital.