Detalhes da ação

Ação Enveredar-se Mãe Quitéria, Pai Serapião e a educação para a ancestralidade: uma leitura cênica e quilombola de trechos do conto "A hora e a vez de Augusto Matraga" de Guimãres Rosa

Sobre a Ação

Nº de Inscrição

202203001796

Tipo da Ação

Curso/Oficina

Situação

RECOMENDADA :
EM ANDAMENTO - Normal

Data Inicio

03/08/2026

Data Fim

10/12/2026


Dados do Coordenador

Nome do Coordenador

janderson silva santos

Caracterização da Ação

Área de Conhecimento

Linguística, Letras e Artes

Área Temática Principal

Cultura

Área Temática Secundária

Meio Ambiente

Linha de Extensão

Artes integradas

Abrangência

Estadual

Gera Propriedade Intelectual

Não

Vínculada a Programa de Extensão

Não

Envolve Recursos Financeiros

Sim

Ação ocorrerá

Dentro e Fora do campus

Período das Atividades

Integral

Atividades nos Fins de Semana

Sim

Membros

Tipo de Membro Externo
Carga Horária 70 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 70 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 70 h
Tipo de Membro Interno
Carga Horária 70 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 70 h
Tipo de Membro Externo
Carga Horária 70 h
Resumo

A ação Mãe Quitéria, Pai Serapião e a educação para a ancestralidade: uma leitura cênica e quilombola de trechos do conto "A hora e a vez de Augusto Matraga" vincula-se ao Festival “Enveredar-se UFVJM: culturas, artes e saberes”, uma realização da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFVJM. As oficinas terão como objetivo aproximar os participantes da obra literária por meio de práticas teatrais e e processos colaborativos de construção e apresentação cênica. .


Palavras-chave

Culturas, Artes, Saberes, Oficinas teatrais, Literatura, Educação Quilombola.


Introdução

O Festival “Enveredar-se UFVJM: culturas, artes e saberes” é uma realização da Diretoria de Cultura da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). A proposta prevê a realização de ações formativas, oficinas e eventos, em Diamantina e nos municípios onde estão localizados os campi fora de sede da UFVJM (Teófilo Otoni, Janaúba e Unaí), no intuito de conectar saberes tradicionais e fazeres artísticos e culturais dos eixos territoriais nos quais esta universidade está inserida. A ação Mãe Quitéria, Pai Serapião e a educação para a ancestralidade: uma leitura cênica e quilombola de trechos do conto "A hora e a vez de Augusto Matraga" vincula-se ao Festival “Enveredar-se UFVJM: culturas, artes e saberes”. Este projeto de extensão universitária propõe a realização de oficinas de dramatização e encenação a partir do conto A Hora e a Vez de Augusto Matraga, de João Guimarães Rosa, junto à comunidade quilombola do Espinho, município de Gouvea MG. A iniciativa busca promover o diálogo entre universidade e comunidade, articulando saberes acadêmicos e conhecimentos locais por meio de práticas artísticas e culturais e está vinculado ao Eixo 2- "Debulhar o trigo... e se fartar de pão" - Formações Culturais e Oficinas Artísticas Neste eixo desejamos reunir semeadores. Agentes culturais, coletivos, instituições e espaços culturais parceiros com os quais possamos propor oficinas sensíveis e que façam sentido ao fazer artístico e cultural em nossos territórios. A obra escolhida, pertencente ao livro Sagarana, apresenta uma narrativa marcada por temas como violência, fé, transformação e justiça, acompanhando a trajetória de Nhô Augusto em seu processo de queda e redenção. Esses elementos possibilitam reflexões críticas sobre a condição humana e favorecem conexões com experiências sociais e culturais diversas, especialmente em contextos comunitários. As oficinas terão como objetivo estimular a leitura crítica, a expressão corporal e vocal, a criação coletiva e o protagonismo dos participantes. A metodologia será pautada em princípios da educação popular e da pedagogia do teatro, envolvendo leitura compartilhada, rodas de conversa, jogos teatrais, improvisações e construção colaborativa de cenas, respeitando e valorizando as narrativas, memórias e identidades da comunidade quilombola do Espinho. Como ação extensionista, o projeto pretende fortalecer vínculos entre a universidade e a comunidade, contribuindo para a democratização do acesso à literatura brasileira e às práticas artísticas, bem como para a valorização da cultura local. Ao final do processo, prevê-se a realização de apresentação cênica aberta à comunidade sendo 05 (cinco) apresentações: 01 no Festival Quilombola do Capão em agosto de 2026; 01 no 12ª SINTEGRA UFVJM em setembro 2026; 01 na Casa do Elefante em setembro de 2026; 01 no Instituto Casa Viva em Belo Horizonte; 01 na própria comunidade quilombola do Espinho, como forma de socialização dos aprendizados e de afirmação das expressões culturais produzidas coletivamente. Dessa forma, a proposta articula ensino, pesquisa e extensão, promovendo formação acadêmica sensível às realidades sociais e incentivando práticas culturais que dialoguem com os territórios e sujeitos envolvidos.


Justificativa

A extensão universitária constitui um dos pilares fundamentais da formação acadêmica, ao promover a interação transformadora entre universidade e sociedade. Nesse sentido, o presente projeto se justifica pela necessidade de ampliar o acesso a bens culturais e literários, especialmente em comunidades historicamente marginalizadas, como as comunidades quilombolas. A escolha da comunidade quilombola do Espinho como espaço de realização das oficinas reafirma o compromisso com a valorização de territórios de resistência cultural, reconhecendo a potência de seus saberes, memórias e formas de expressão. A proposta busca não apenas levar conteúdos acadêmicos, mas estabelecer um processo dialógico, em que o fazer artístico se construa de maneira compartilhada. A obra de Guimarães Rosa, ao abordar temas universais como violência, religiosidade, transformação e justiça, possibilita múltiplas leituras e aproximações com vivências concretas dos participantes. A linguagem simbólica e poética do autor favorece a experimentação cênica e a construção de sentidos coletivos, tornando-se um instrumento potente para o desenvolvimento crítico e criativo. Além disso, o teatro, enquanto prática pedagógica, contribui para o fortalecimento da expressão, da autonomia, da escuta e do trabalho coletivo, aspectos essenciais tanto para a formação cidadã quanto para a formação acadêmica dos estudantes extensionistas envolvidos.


Objetivos

Objetivo Geral: • Promover a leitura, interpretação crítica e encenação da obra A Hora e a Vez de Augusto Matraga de Guimarães Rosa junto aos participantes da comunidade Quilombola do Espinho a partir de oficinas teatrais. Objetivos Específicos • Desenvolver habilidades de expressão corporal, vocal e criativa por meio de práticas teatrais; • Estimular o protagonismo dos participantes na construção de cenas e narrativas cênicas; • Valorizar as memórias, histórias e referências culturais da comunidade quilombola do Espinho no processo criativo; • Proporcionar aos estudantes universitários uma experiência extensionista comprometida com a realidade social; • Culminar o processo formativo em uma apresentação cênica aberta à comunidade.


Metas

• Realizar entre 02 e 04 encontros/oficinas presenciais na comunidade quilombola do Espinho, com duração média de 6 a 8 horas cada; • Garantir a participação contínua de, no mínimo, 15 a 25 integrantes da comunidade ao longo do projeto; • Promover a leitura mediada de trechos selecionados da obra A Hora e a Vez de Augusto Matraga em 100% das oficinas; • Desenvolver, ao longo das oficinas, pelo menos 5 a 8 exercícios e práticas teatrais distintas (jogos, improvisações, dinâmicas corporais e vocais); • Criar coletivamente um conjunto de cenas teatrais baseadas na obra e nas experiências dos participantes; • Realizar 05 apresentação cênica aberta à comunidade; • Produzir registros do processo (relatórios, diário de campo, registros audiovisuais, quando possível) em todos os encontros; • Envolver estudantes universitários extensionistas em todas as etapas do projeto (planejamento, execução e avaliação); • Promover ao menos 1 momento formal de avaliação coletiva com os participantes ao final do projeto; • Sistematizar os resultados do projeto em formato de relatório final.


Metodologia

A metodologia do projeto será fundamentada em abordagens participativas, inspiradas na educação popular e na pedagogia do teatro, priorizando a construção coletiva do conhecimento e o respeito às experiências dos participantes. As atividades serão organizadas em etapas: 1. Aproximação e escuta sensível da comunidade: realização de encontros iniciais para apresentação do projeto, escuta das expectativas dos participantes e reconhecimento das dinâmicas culturais locais. 2. Leitura e discussão da obra: desenvolvimento de leituras compartilhadas de trechos selecionados do conto, seguidas de rodas de conversa que estimulem a interpretação crítica e a relação com vivências pessoais e coletivas. 3. Jogos teatrais e exercícios expressivos: aplicação de jogos e dinâmicas voltadas ao desenvolvimento da expressão corporal, vocal, improvisação, presença cênica e trabalho em grupo. 4. Processos de improvisação e criação cênica: elaboração de cenas a partir da obra e de elementos trazidos pelos participantes, incentivando a autoria e a ressignificação do texto literário. 5. Construção colaborativa da encenação: organização e sistematização das cenas criadas, definição de elementos cênicos (corpo, voz, espaço, possíveis figurinos e objetos) e ensaios. 6. Apresentação final e socialização: realização de apresentações aberta à comunidade, seguida de momento de partilha e avaliação coletiva da experiência. Ao longo de todo o processo, serão utilizados registros reflexivos (diários de campo, relatos dos participantes e da equipe) como forma de subsidiar análises e possíveis desdobramentos acadêmicos, fortalecendo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.


Referências Bibliográficas

ALEXANDRE, Marcos Antônio. O teatro negro em perspectiva: dramaturgia e cena negra no Brasil e em Cuba. Rio de Janeiro: Malê, 2017. BOAL, Augusto. Jogos para atores e não atores. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998. BOAL, Augusto. Teatro do oprimido e outras poéticas políticas. São Paulo, Cosac Naify, 2013. COSTA, Iná Camargo. Nem uma lágrima: teatro épico em perspectiva dialética. 1ªed. São Paulo, Expressão Popular, 2012. FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005. NASCIMENTO, Abdias do (Org.). Teatro Experimental do Negro: Testemunhos. Rio de Janeiro: Edições GRD, 1966. SILVA, Cidinha da. Teatro Negro. Belo Horizonte: Mazza Edições, 2012


Interação dialógica da comunidade acadêmica com a sociedade

A interação dialógica entre a comunidade acadêmica e a sociedade constitui o eixo estruturante deste projeto de extensão, ao promover uma relação horizontal, participativa e transformadora entre universidade e comunidade quilombola do Espinho. Mais do que a simples transmissão de conhecimentos, a proposta se fundamenta na troca de saberes, reconhecendo e valorizando as experiências, memórias e práticas culturais locais como elementos centrais do processo formativo. Nesse sentido, estudantes e docentes atuam não apenas como mediadores, mas como aprendizes em um processo coletivo de construção de conhecimento, no qual o fazer artístico se configura como espaço de escuta, expressão e ressignificação. Essa perspectiva dialógica fortalece o compromisso social da universidade, contribuindo para a produção de conhecimentos contextualizados e socialmente relevantes.


Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade

A interdisciplinaridade e a interprofissionalidade constituem princípios fundamentais deste projeto, ao integrar diferentes áreas do conhecimento — como literatura, artes cênicas, educação e ciências sociais — na construção de uma prática extensionista articulada e significativa. A proposta favorece o diálogo entre distintos campos teóricos e metodológicos, possibilitando uma abordagem mais ampla e sensível das questões abordadas na obra e nas vivências da comunidade quilombola do Espinho. Além disso, promove a atuação conjunta de estudantes e profissionais de diferentes formações, incentivando o trabalho colaborativo, a troca de perspectivas e a construção coletiva de soluções criativas. Essa articulação contribui para uma formação acadêmica mais crítica e integrada, ao mesmo tempo em que amplia o impacto social do projeto.


Indissociabilidade Ensino – Pesquisa – Extensão

A indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão orienta a concepção e execução deste projeto, ao integrar formação acadêmica, produção de conhecimento e atuação social em um mesmo processo. As atividades desenvolvidas nas oficinas articulam conteúdos teóricos e práticas pedagógicas (ensino), ao mesmo tempo em que geram reflexões, registros e análises sobre a experiência vivida (pesquisa), e se concretizam na interação direta com a comunidade quilombola do Espinho (extensão). Essa dinâmica favorece a construção de conhecimentos situados, sensíveis às realidades sociais e culturais dos participantes, ao mesmo tempo em que qualifica a formação dos estudantes envolvidos. Assim, o projeto contribui para uma universidade mais comprometida com a transformação social e com a produção de saberes relevantes e compartilhados.


Impacto na Formação do Estudante: Caracterização da participação dos graduandos na ação para sua formação acadêmica

A participação dos estudantes neste projeto configura-se como uma experiência formativa fundamental, ao possibilitar a articulação entre teoria e prática em um contexto real de atuação social. Ao se envolverem no planejamento, execução e avaliação das oficinas, os educandos desenvolvem competências pedagógicas, artísticas e sociais, como mediação de grupos, escuta sensível, trabalho coletivo e adaptação de metodologias a diferentes contextos culturais. A vivência junto à comunidade quilombola do Espinho amplia a compreensão das realidades sociais brasileiras, fortalecendo o compromisso ético e a responsabilidade social dos futuros profissionais. Além disso, a experiência extensionista contribui para o desenvolvimento de uma postura crítica e reflexiva, essencial à formação acadêmica, ao incentivar a produção de conhecimentos a partir da prática e do diálogo com saberes não acadêmicos.


Impacto e Transformação Social

O impacto e a transformação social pretendidos por este projeto fundamentam-se na valorização da cultura local e no fortalecimento do protagonismo da comunidade quilombola do Espinho por meio do acesso à literatura e às práticas teatrais. Ao promover espaços de expressão, escuta e criação coletiva, a iniciativa contribui para o fortalecimento de vínculos comunitários, a afirmação identitária e o reconhecimento dos saberes e das narrativas próprias do território. Além disso, ao estimular o diálogo entre universidade e comunidade, o projeto favorece a construção de processos educativos mais inclusivos e contextualizados, capazes de gerar mudanças significativas tanto na formação dos participantes quanto na ampliação do acesso a bens culturais. Dessa forma, a ação extensionista se configura como um instrumento de transformação social, ao potencializar capacidades locais e fomentar práticas culturais críticas e emancipadoras.


Divulgação

A divulgação do projeto de extensão será realizada de forma ampla, acessível e respeitosa às características socioculturais da comunidade quilombola do Espinho, priorizando estratégias de comunicação presenciais e comunitárias, além de meios digitais institucionais. Inicialmente, serão realizadas visitas à comunidade com o objetivo de apresentar a proposta do projeto, esclarecer dúvidas e dialogar com lideranças locais, associações comunitárias e potenciais participantes. Essas visitas terão caráter informativo e dialógico, buscando garantir a adesão consciente e voluntária dos participantes. Serão utilizados cartazes informativos afixados em espaços estratégicos da comunidade, como associações, escolas, igrejas e pontos de convivência, com linguagem clara e acessível, contendo informações sobre objetivos, público-alvo, local, período de realização e formas de participação. A divulgação também ocorrerá por meio de redes sociais institucionais da universidade e canais oficiais do projeto de extensão, ampliando o alcance da informação e fortalecendo a visibilidade da ação extensionista no âmbito acadêmico e social. Além disso, será incentivada a divulgação boca a boca, por meio dos próprios moradores e lideranças comunitárias, reconhecendo a importância das redes locais de comunicação na mobilização social. Em articulação com instituições locais, poderão ser realizadas falas breves em reuniões comunitárias e eventos já existentes na comunidade, favorecendo a integração do projeto às dinâmicas sociais já consolidadas. Dessa forma, a estratégia de divulgação busca garantir transparência, acessibilidade da informação e participação efetiva da comunidade, respeitando seus modos próprios de organização e comunicação.


Caracterização do Curso ou Oficina

Tipo de Curso/Oficina

Iniciação

Carga Horária Total

70

Conteúdo Programático

1. Acolhimento, integração e sensibilização (4h) • Apresentação do projeto e dos participantes • Dinâmicas de integração grupal • Introdução ao teatro como linguagem artística e pedagógica • Escuta inicial da comunidade e levantamento de expectativas 2. Introdução à obra e leitura dramatizada (6h) • Contextualização de A Hora e a Vez de Augusto Matraga • Leitura coletiva e dramatizada de trechos selecionados • Discussão dos temas centrais: violência, fé, transformação e justiça • Roda de conversa sobre relações entre obra e realidade social 3. Jogos teatrais e expressão corporal (6h) • Jogos de improvisação e desinibição (teatro do jogo) • Exercícios de corpo, presença e consciência espacial • Exploração de ritmo, voz e respiração • Trabalho coletivo de confiança e escuta cênica 4. Construção de personagens e dramaturgia coletiva (8h) • Análise e recriação dos personagens do conto • Improvisações baseadas em situações da narrativa • Criação de cenas a partir de experiências dos participantes • Desenvolvimento de narrativas coletivas inspiradas na obra 5. Processos de criação e montagem cênica (10h) • Organização das cenas construídas coletivamente • Definição de estrutura dramatúrgica do espetáculo • Experimentação de elementos cênicos (corpo, voz, espaço e objetos) • Ensaios orientados e refinamento das cenas 6. Elementos de encenação e composição estética (4h) • Noções básicas de iluminação, figurino e cenário simples • Composição visual e simbólica das cenas • Relação entre estética teatral e cultura local • Ajustes finais de encenação 7. Ensaios gerais e apresentação final (2h) • Ensaios integrados do espetáculo • Ajustes finais de ritmo e organização cênica • Apresentação final aberta à comunidade • Roda de avaliação e partilha da experiência 8. Avaliação e fechamento do processo (extra integrado nas etapas) • Avaliação contínua ao longo das oficinas • Autoavaliação dos participantes • Sistematização das experiências vividas 9. Reuniões de planejamento e sistematização (30h)

Atividades Específicas

1. Rodas de acolhimento e integração grupal Realização de dinâmicas iniciais para criação de vínculo entre os participantes, estabelecimento de confiança coletiva e construção de um ambiente seguro de criação artística. 2. Leitura dramática orientada da obra Leitura compartilhada de trechos selecionados de A Hora e a Vez de Augusto Matraga, com mediação e interpretação coletiva dos sentidos do texto. 3. Rodas de conversa temáticas Discussão dos principais temas da obra (violência, fé, transformação, justiça e redenção), relacionando-os às vivências e narrativas da comunidade. 4. Jogos teatrais de expressão corporal e vocal Aplicação de exercícios baseados em improvisação, escuta, ritmo, respiração, presença cênica e desinibição corporal. 5. Exercícios de improvisação cênica Criação de cenas espontâneas a partir de situações do conto e de experiências trazidas pelos participantes. 6. Construção coletiva de personagens Exploração dos personagens da obra por meio de corporeidade, voz e ação, promovendo reinvenções criativas e contextualizadas. 7. Criação de dramaturgia coletiva Desenvolvimento de uma estrutura narrativa construída pelos participantes, articulando elementos do texto literário e vivências locais. 8. Laboratórios de criação cênica Desenvolvimento de cenas estruturadas a partir das improvisações, com foco em composição, ritmo e organização espacial. 9. Experimentação de elementos cênicos Exploração de figurino, objetos simbólicos, espaço cênico e sonoridade a partir de materiais simples e disponíveis na comunidade. 10. Ensaios orientados Organização e refinamento das cenas criadas, com foco em continuidade, fluidez e expressividade da encenação. 11. Montagem do espetáculo final Sistematização das cenas em uma apresentação cênica coletiva, com definição de sequência, transições e estrutura geral. 12. Apresentação pública comunitária Realização de espetáculo aberto à comunidade quilombola do Espinho, promovendo socialização do processo criativo. 13. Rodas de avaliação e partilha de experiências Momentos coletivos de reflexão sobre o processo, destacando aprendizados, desafios e percepções dos participantes. 14. Registro do processo formativo Produção de registros escritos, fotográficos e/ou audiovisuais das atividades, respeitando o consentimento dos participantes.

Estratégias de avaliação da aprendizagem dos cursistas

A avaliação da aprendizagem dos cursistas será realizada de forma contínua, processual e formativa, priorizando o acompanhamento do desenvolvimento individual e coletivo ao longo das oficinas, em consonância com os princípios da educação popular e da pedagogia do teatro. 1. Avaliação diagnóstica inicial Realizada nos primeiros encontros por meio de rodas de conversa e dinâmicas teatrais, com o objetivo de identificar repertórios culturais, expectativas, experiências prévias e níveis de familiaridade com práticas teatrais e leitura literária. 2. Observação sistemática dos facilitadores A equipe executora realizará registros contínuos sobre participação, envolvimento, evolução da expressão corporal e vocal, capacidade de trabalho em grupo e apropriação dos conteúdos trabalhados. 3. Autoavaliação dos participantes Os cursistas serão incentivados a refletir sobre sua própria trajetória no processo, identificando avanços, dificuldades, descobertas e percepções sobre sua participação nas atividades. 4. Avaliação coletiva processual Ao longo das oficinas, serão promovidas rodas de conversa avaliativas para análise conjunta das atividades desenvolvidas, permitindo ajustes metodológicos e escuta das demandas do grupo. 5. Produções cênicas como instrumento avaliativo As cenas criadas individual e coletivamente serão consideradas evidências do processo de aprendizagem, observando-se aspectos como criatividade, apropriação da linguagem teatral, colaboração e interpretação da obra literária. 6. Participação e engajamento nas atividades Será considerado o nível de assiduidade, pontualidade, envolvimento nas dinâmicas e contribuição nas discussões e criações coletivas. 7. Avaliação final participativa Ao término do projeto, será realizada uma roda de avaliação geral com os cursistas, buscando identificar impactos formativos, significados atribuídos à experiência e sugestões para futuras ações. 8. Registro reflexivo da equipe executora Os facilitadores produzirão relatórios e diários de campo ao longo do processo, contribuindo para a sistematização e análise qualitativa da aprendizagem dos participantes.

Estratégias para avaliação da realização do curso

A avaliação da realização do curso será conduzida de forma sistemática e integrada, considerando aspectos quantitativos e qualitativos do processo, com foco na análise da execução das atividades, alcance dos objetivos propostos e impacto junto à comunidade quilombola do Espinho. 1. Monitoramento da execução do cronograma Acompanhamento do cumprimento das etapas previstas no planejamento (número de oficinas, carga horária, atividades desenvolvidas e conclusão das fases de criação e encenação), verificando aderência entre o planejado e o executado. 2. Controle de frequência e participação Registro da presença dos cursistas em cada encontro, permitindo avaliar a adesão ao curso, taxa de permanência e engajamento ao longo do processo formativo. 3. Relatórios parciais da equipe executora Elaboração de registros sistemáticos pelos facilitadores (diários de campo e relatórios de oficina), contendo descrições das atividades, observações sobre o andamento do curso e avaliação qualitativa do processo. 4. Reuniões de acompanhamento da equipe Realização de encontros periódicos entre os membros da equipe para análise do desenvolvimento das oficinas, identificação de dificuldades, ajustes metodológicos e tomada de decisões coletivas. 5. Avaliação da metodologia aplicada Verificação da adequação das estratégias pedagógicas e teatrais utilizadas, considerando a participação dos cursistas, a dinâmica dos encontros e a efetividade dos recursos empregados. 6. Escuta dos participantes Coleta de percepções dos cursistas por meio de rodas de conversa e instrumentos simples de avaliação (orais ou escritos), contemplando aspectos como organização, conteúdos, metodologia e relevância das atividades. 7. Análise da produção cênica final Avaliação do processo de montagem e apresentação do espetáculo, considerando coerência dramatúrgica, participação coletiva, apropriação dos conteúdos e envolvimento da comunidade na apresentação final. 8. Avaliação do alcance dos objetivos do curso Verificação do grau de cumprimento dos objetivos propostos, a partir da análise integrada dos dados coletados durante o processo (participação, produções, registros e feedbacks). 9. Elaboração de relatório final do projeto Sistematização de todas as informações obtidas ao longo do curso em um relatório final, contendo análise crítica da execução, resultados alcançados, desafios enfrentados e recomendações para futuras edições.

Público-alvo

Descrição

O público-alvo deste projeto de extensão é composto prioritariamente por moradores da comunidade quilombola do Espinho, abrangendo jovens, adultos e idosos interessados em práticas culturais, artísticas e educativas. Trata-se de um público diverso em termos de faixa etária, experiências de vida e níveis de escolarização, mas com forte vínculo comunitário e com as tradições culturais do território.

Descrição

Equipe da comissão organizadora.

Municípios Atendidos

Município

Gouveia - MG

Município

Diamantina - MG

Município

Belo Horizonte - MG

Parcerias

Participação da Instituição Parceira

O Coletivo Artístico Casa do Elefante atuará como instituição parceira na realização da ação “Enveredar-se: Mãe Quitéria, Pai Serapião e a educação para a ancestralidade – uma leitura cênica e quilombola de trechos do conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa”, contribuindo com sua experiência em processos criativos, formação cultural, pesquisa de linguagens cênicas e valorização das culturas populares e afro-brasileiras. O Coletivo também contribuirá para a articulação com a Comunidade Quilombola do Espinho, artistas, educadores e agentes culturais do território, fortalecendo o diálogo entre literatura, oralidade, educação para as relações étnico-raciais e patrimônio cultural.

Participação da Instituição Parceira

A Escola Casa Viva Educação e Cultura participará da ação “Enveredar-se: Mãe Quitéria, Pai Serapião e a educação para a ancestralidade – uma leitura cênica e quilombola de trechos do conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa” como instituição parceira estratégica na articulação entre educação, cultura e formação cidadã. Sua contribuição estará voltada para o apoio pedagógico e formativo da ação, colaborando na realização das oficinas e criação cênica. A Escola Casa Viva Educação e Cultura também contribuirá para a mediação dos conteúdos literários e cênicos abordados, promovendo conexões entre a obra de Guimarães Rosa e os saberes tradicionais presentes na Comunidade Quilombola do Espinho.

Participação da Instituição Parceira

A Comunidade Quilombola do Espinho desempenhará papel fundamental na realização da ação “Enveredar-se: Mãe Quitéria, Pai Serapião e a educação para a ancestralidade – uma leitura cênica e quilombola de trechos do conto A hora e a vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa”, contribuindo com seus saberes tradicionais, memórias coletivas e experiências de preservação da cultura afro-brasileira e quilombola. A participação da comunidade ocorrerá por meio do compartilhamento de conhecimentos relacionados à ancestralidade, à oralidade, às práticas culturais e às formas de organização comunitária que constituem o patrimônio histórico e cultural quilombola. Esses saberes dialogarão diretamente com a proposta da ação, enriquecendo a leitura cênica da obra rosiana a partir de perspectivas que valorizam a memória, o pertencimento, a espiritualidade e os vínculos comunitários.

Cronograma de Atividades

Carga Horária Total: 80 h

Carga Horária 4 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Apresentação do projeto e dos participantes Dinâmicas de integração grupal Introdução ao teatro como linguagem artística e pedagógica Escuta inicial da comunidade e levantamento de expectativas

Carga Horária 6 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Contextualização de A Hora e a Vez de Augusto Matraga Leitura coletiva e dramatizada de trechos selecionados Discussão dos temas centrais: violência, fé, transformação e justiça Roda de conversa sobre relações entre obra e realidade social

Carga Horária 6 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Jogos de improvisação e desinibição (teatro do jogo) Exercícios de corpo, presença e consciência espacial Exploração de ritmo, voz e respiração Trabalho coletivo de confiança e escuta cênica

Carga Horária 16 h
Periodicidade Semanalmente
Período de realização
  • Manhã;
Descrição da Atividade

Análise e recriação dos personagens do conto Improvisações baseadas em situações da narrativa Criação de cenas a partir de experiências dos participantes Desenvolvimento de narrativas coletivas inspiradas na obra Organização das cenas construídas coletivamente Definição de estrutura dramatúrgica do espetáculo Experimentação de elementos cênicos (corpo, voz, espaço e objetos) Ensaios orientados e refinamento das cenas

Carga Horária 4 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Noções básicas de iluminação, figurino e cenário simples Composição visual e simbólica das cenas Relação entre estética teatral e cultura local Ajustes finais de encenação

Carga Horária 20 h
Periodicidade Quinzenalmente
Período de realização
  • Noite;
Descrição da Atividade

Ensaios integrados do espetáculo Ajustes finais de ritmo e organização cênica Apresentações aberta à comunidade

Carga Horária 12 h
Periodicidade Mensalmente
Período de realização
  • Tarde;
Descrição da Atividade

Planejamento Avaliação contínua ao longo das oficinas Autoavaliação dos participantes Sistematização das experiências vividas

Carga Horária 12 h
Periodicidade Diariamente
Período de realização
  • Manhã;
Descrição da Atividade

Produção do relatório final