Visitante
Exposição “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha: mediação e educativo"
Sobre a Ação
202203001798
032022 - Ações
Evento
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
13/08/2026
16/08/2026
Dados do Coordenador
elizabeth aparecida duque seabra
Caracterização da Ação
Ciências Humanas
Cultura
Educação
Artes visuais
Regional
Não
Não
Sim
Fora do campus
Integral
Sim
Membros
A exposição de fotografias bordadas "Benzedeiras do Jequitinhonha” de Lori Figueiró e Aline Ruas já esteve em Belo Horizonte, Cordisburgo e chega a Diamantina, no Lapidário das Artes, entre agosto e setembro de 2026. O objetivo dessa ação de extensão é realizar rodas de conversas, oficinas e exibição de mini-documentários durante o tempo de permanência da exposição na cidade ampliando o público visitante e aprofundando reflexões sobre memória, patrimônio e educação histórica.
Benzedeiras; Fotografia, Lori Figueiró
A exposição conta com 52 fotografias bordadas, além de estandartes e aquarelas, e revela o universo das benzedeiras, mulheres que, por meio de rezas, gestos e saberes transmitidos de geração em geração, preservam práticas ancestrais de cuidado. O trabalho de Aline Gomez Ruas, com o bordado sobre as imagens de Lori Figueiró, amplia o alcance, transformando-as em territórios de memória, afeto e ancestralidade. Em Diamantina pretende-se realizar em parceria com os/as artistas rodas de conversa com os/as artistas, exibir mini-documentários comentados e oficinas com benzedeiras retratadas na mostra.
Pretende-se que esta ação de extensão possa se configurar como momento de divulgação e circulação de saberes tradicionais produzidos pela exposição “Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha” de modo a alcançar, um público de visitantes amplo e diversificado da comunidade externa à universidade. A divulgação e direcionamento da ação está focada na formação e consolidação de uma demanda por visitas existente entre estudantes e docentes da educação básica das redes municipal, estadual e particular, do Colégio Militar, do Instituto Federal do Norte de Minas, da Universidade Estadual de Minas Gerais.Visitantes locais e turistas são considerados o público alvo e serão mobilizados pela divulgação em redes sociais e cartazes impressos espalhados junto ao comércio e pontos de ampla circulação em Diamantina.
1- Realizar rodas de conversa, oficinas e exibição de mini-documentários durante o tempo de permanência da exposição em Diamantina. 2 -Promover a Interação da comunidade universitária com a comunidade externa por meio da apresentação e recepção da obra de Lori Figueiró
- Mediar a visitação da exposição durante o período de realização da mostra. - Realizar oficinas educativas voltadas para a aprendizagem histórica através das representações nas fotografias,
Um pilar fundamental da abordagem de Lori Figueiró é o reconhecimento das pessoas retratadas como agentes ativos da produção fotográfica, e não como meros objetos. Isso se materializa em uma prática metodológica concreta: as "devolutivas". Figueiró realiza visitas para mostrar as fotografias às comunidades, onde as imagens são "reinterpretadas pelas comunidades" e se tornam "testemunhos vivos da história e cultura local". Esse processo fortalece identidades e memórias coletivas.(Silva, Lucini e Seabra, 2026). Há a construção de Vínculo e Alteridade. A metodologia enfatiza a importância do diálogo, da vivência e da conexão com o território e seu povo. O fotógrafo está "em meio ao seu povo", e o reflexo disso em suas obras é o "desejar que as pessoas fotografadas também se observem e se reconheçam nas obras". A ideia é que a exposição não apenas mostre o Vale, mas estabelecendo vínculos entre o fotógrafo, os retratados e o público. A obra de Figueiró pode ser analisada sob a ótica do pensamento decolonial, servindo como uma prática metodológica de resistência ao silenciamento de trajetórias e saberes de grupos historicamente invisibilizados. A proposta é utilizar a fotografia para contribuir com "outras formas de ver e compreender" a região, desafiando narrativas hegemônicas. Em suma, a orientação metodológica para uma exposição de Lori Figueiró não está centrada no objeto (a fotografia), mas no sujeito e no território. Ela propõe um modelo de curadoria que é, ao mesmo tempo, um ato de pesquisa, de escuta ativa e de devolução, com o objetivo de construir uma narrativa visual que seja, acima de tudo, plural, acolhedora e significativa para a própria comunidade retratada.
FIGUEIRÓ, Lori. Territórios. Belo Horizonte: Ramalhete, 2024, v. 1.v.2, v.3 FIGUEIRÓ, Lori. Eva de Jesus: o fazimento da farinha. Curitiba: Editora UFPR, 2021. FIGUEIRÓ, Lori. Salve Maria! Os tambores do Rosário. Belo Horizonte: Ramalhete, 2018. FIGUEIRÓ, Lori. O espelho das lembranças: memórias do Vale. Belo Horizonte: Gaia, 2016b. FIGUEIRÓ, Lori. Reflexos ao calor do Vale. Belo Horizonte: Gaia Cultural, 2014b. SILVA, Guilherme Henrique e SEABRA , Elizabeth A.D. O ensino de História pelos “Olhares de Lori Figueiró – desde o chão do Jequitinhonha”.MÉTIS – história & cultura v. 22, n. 44, jul./dez. 2023 SEABRA, E. A. D., LUCINI, M., & SILVA, G. H. da. Viagem ao portal do tempo: a fotografia nos territórios do Jequitinhonha. Cadernos Cajuína, 11(7), e3277. https://doi.org/10.52641/cadcajv11i7.3277, 2026
A ação de extensão ““Guardiãs das Palavras Benditas: Benzedeiras do Jequitinhonha: mediação e trabalho educativo” permite à UFVJM dialogar com a comunidade acadêmica e com a sociedade de modo a se legitimar em relação à inserção no contexto social, político e econômico nos vales cumprindo assim sua função social.
A fotografia de Lori Figueiró, permite a correlação prática entre interdisciplinaridade e interprofissionalidade, devido a captura e reconhecimento da diversidade geográfica e cultural presente no nordeste de minas. As ações em tonro da exposição colaboram para práticas que podem viabilizar a interdisciplinaridade destacando ações de integração e colaboração na formação docente e discente em diáçogo com a comunidade externa.
O trabalho de Lori Figueiró e Aline Ruas nos direcionam para um diálogo com distintos setores da sociedade, a produção de conhecimentos socialmente relevantes e a formação acadêmica articulada com demandas sociais e pesquisa. A organização de rodas de conversa, oficinas e mini-documentários durante a exposição potencializam a extensão e suas interfaces com o ensino e a pesquisa.
Essa ação de extensão permite a imersão efetiva e reflexiva dos estudantes de graduação e pós-graduação na apropriação de conhecimentos multidisciplinares, o diálogo com experiências de pesquisa no campo museal e na interação prática com o público visitante mais amplo. O impacto esperado é um amadurecimento reflexivo e a proposição de novas práticas pedagógicas. Acredita-se que a formação do estudante se dará por meio de um protagonismo que causará impacto teórico e prático no seu percurso formativo.
Espera-se que essa ação de extensão amplie o repertório sobre formação docente inicial e continuada envolvendo diversos cursos da UFVJM e o fortalecimento dos saberes e fazeres integrados à Educação básica. Durante o período de exposição será estabelecida uma inter-relação entre a universidade e outros setores da sociedade atuando junto à ampliação do universo de referência da comunidade externa.
A divulgação será por meio virtual nas redes sociais de laboratórios, cursos e nas páginas oficiais de UFVJM .
Programação do Evento
Lapidário das Artes
13/08/2026
19:00
21:00
Roda de conversa - Lori Figueiró e Aline Ruas
Lapidário das Artes
14/08/2026
19:00
21:00
Oficina
Unaí ou Janaúba
01/11/2026
14:00
17:00
Roda de conversa
Público-alvo
Estudantes e professores da UFVJM, técnicos adminstrativos e comunidade externa
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Janaúba - MG
Parcerias
Local de realização da exposição.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 12 h
- Noite;
Roda de Conversa com os/as artistas Lori Figueiró e Aline Ruas.
- Noite;
Oficina
- Tarde;
Roda de Conversa
- Noite;
Exibição de documentários