Visitante
Promoção da Saúde Mental no Alto Jequitinhonha: Rodas de conversa Fortalecendo Vínculos
Sobre a Ação
202203001813
032022 - Ações
Evento
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
18/07/2026
17/07/2027
Dados do Coordenador
alex sander dias machado
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Saúde
Direitos Humanos e Justiça
Saúde Humana
Regional
Sim
Não
Não
Fora do campus
Manhã
Sim
Membros
Ações de extensão que realiza rodas de conversa comunitárias mediadas por psicólogo e profissionais de saúde nas comunidades do Alto do Jequitinhonha (Serro: Quilombo Ausente Feliz e Diamantina: Mendanha). A ação visa promover um espaço dialógico para discutir saúde mental, memórias de infância e qualidade de vida, fortalecendo vínculos comunitários, reduzindo estigmas em saúde mental e produzindo conhecimento coletivo sobre fatores de adoecimento e proteção social.
Saúde mental comunitária, Rodas de conversa, Esquemas iniciais desadaptativos, Promoção da saúde, Alto do Jequitinhonha
O Vale do Jequitinhonha, historicamente reconhecido por sua rica identidade cultural e resiliência, enfrenta desafios estruturais complexos que impactam diretamente a qualidade de vida de sua população. Na região do Alto Jequitinhonha, esses contrastes se tornam ainda mais evidentes nas pequenas comunidades e distritos rurais. Nesses locais, o isolamento geográfico, as dificuldades de transporte e a escassez de infraestrutura socioeconômica criam barreiras significativas para o acesso contínuo aos serviços de saúde de média e alta complexidade. São diversas os estudos que têm relacionado as experiências de vida precoces com os agravos físicos da saúde, como doenças autoimunes, câncer, artrite rematóide, esclerose múltipla, doença de crohn, síndrome do intestino irritável, hipertensão e infarto, além dos transtornos mentais e as dependências químicas, estes, já bem estabelecidos na literatura psicológica e psiquiátrica. Diante desse cenário, a promoção da saúde deixa de ser apenas uma diretriz institucional e passa a ser uma necessidade estratégica universitária. Levar ações preventivas e educativas diretamente a essas comunidades significa inverter a lógica tradicional do cuidado, descentralizando a assistência e aproximando o conhecimento de quem mais precisa. A promoção da saúde atua na raiz dos problemas, empoderando os indivíduos para que se tornem agentes ativos na melhoria de suas próprias condições de vida. Este projeto atua, portanto, da premissa de que a distância geográfica não pode ser um fator de exclusão do direito constitucional à saúde. Ao aproximar as ações de promoção da saúde dos moradores do Alto Jequitinhonha, busca-se construir pontes para um futuro mais justo, saudável e sustentável para a região.
Comunidades rurais e vulneráveis do Alto do Jequitinhonha enfrentam desafios históricos relacionados ao acesso a serviços de saúde, pobreza e exposição a estressores precoces. As rodas de conversa são uma estratégia participativa e dialógica que valoriza o saber local, promove escuta qualificada e pode atuar como fator de proteção em saúde mental, alinhando-se aos princípios do SUS e da extensão universitária.
•Promover espaços comunitários de escuta e reflexão sobre saúde mental, memórias de infância e qualidade de vida. •Fortalecer vínculos entre comunidade, profissionais de saúde e universidade. •Identificar percepções coletivas sobre fatores que geram sofrimento ou bem-estar na comunidade. •Oferecer suporte emocional inicial e encaminhamentos psicológicos quando necessário.
•Realizar 6 rodas de conversa (3 em cada comunidade: ESF Dona Santinha/Serro e ESF Inhaí/Diamantina). •Atender presencialmente pelo menos 60 adultos (média de 10 por roda). •Produzir 1 relatório síntese acessível para gestores e lideranças comunitárias.
Ação de extensão de abordagem qualitativa e participativa. Serão realizadas rodas de conversa com duração de 90 a 120 minutos, mediadas por psicólogo e equipe de saúde local (agentes comunitários, enfermeiro, quando possível). As rodas seguirão roteiro semiestruturado abordando: memórias da infância, apoio comunitário, saúde e estresse. Os encontros ocorrerão nas unidades de saúde ou espaços comunitários (igrejas, escolas). Ao final de cada roda, será aplicado um breve formulário de pesquisa de opinião para avaliação da atividade. Caso algum participante manifeste sofrimento intenso, será feito acolhimento individual e encaminhamento para rede de apoio psicossocial (CRAS, CAPS ou psicólogos parceiros). Todos assinarão Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
MATÉ, G. O mito do normal: trauma, saúde e cura em um mundo doente. Rio de Janeiro: Sextante, 2023. NELSON, C. A., ZEANAH, C. H., & FOX, N. A. How early experience shapes human development: The case of psychosocial deprivation. Neural Plasticity, 2019, 1-9. YOUNG, J. E.; KLOSKO, J. S.; WEISHAAR, M. E. Terapia do esquema: Guia de técnicas cognitivo-comportamentais inovadoras. Artmed, 2008. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília, 2017. (para justificar ação na UBS)
A ação será construída a partir de uma relação horizontal e bidirecional entre a universidade (mestrando, orientador, colaboradores) e as comunidades do Alto do Jequitinhonha (ESF Dona Santinha/Serro e ESF Inhaí/Diamantina). As rodas de conversa constituem-se como espaços de escuta ativa onde os saberes populares sobre saúde, sofrimento e resiliência são valorizados tanto quanto o conhecimento científico. Os temas serão definidos em conjunto com lideranças comunitárias e agentes de saúde, garantindo que as demandas locais orientem o diálogo. Ao final de cada roda, os participantes avaliam a atividade e propõem encaminhamentos, e a universidade se compromete a elaborar um relatório acessível (linguagem simples, gráficos ilustrativos) para devolutiva à comunidade, fechando o ciclo dialógico.
A ação será construída a partir de uma relação horizontal e bidirecional entre a universidade (mestrando, orientador, colaboradores) e as comunidades do Alto do Jequitinhonha (ESF Dona Santinha/Serro e ESF Inhaí/Diamantina). As rodas de conversa constituem-se como espaços de escuta ativa onde os saberes populares sobre saúde, sofrimento e resiliência são valorizados tanto quanto o conhecimento científico. Os temas serão definidos em conjunto com lideranças comunitárias e agentes de saúde, garantindo que as demandas locais orientem o diálogo. Ao final de cada roda, os participantes avaliam a atividade e propõem encaminhamentos, e a universidade se compromete a elaborar um relatório acessível (linguagem simples, gráficos ilustrativos) para devolutiva à comunidade, fechando o ciclo dialógico.
A ação integra conhecimentos e práticas de múltiplas áreas: Psicologia, Enfermagem/Saúde Coletiva (epidemiologia, atenção básica, vínculo com UBS) e Serviço Social (análise de vulnerabilidades e encaminhamentos para rede de proteção). A equipe executora será composta pelo mestrando (psicólogo), seu orientador, alunos da graduação, agentes comunitários de saúde, enfermeiros das UBS parceiras e, quando possível, assistente social do CRAS local. Essa composição interprofissional permite que, durante uma mesma roda, sejam abordadas dimensões emocionais, clínicas e sociais, superando a visão fragmentada da saúde.
Os graduandos participarão das seguintes atividades formativas: Preparação teórica para as rodas de conversa; Logística e mediação em campo (auxílio na organização das rodas, recepção dos participantes, registro de falas em diário de campo); Elaboração do relatório de devolutiva comunitária. Com isso, os graduandos desenvolvem competências em escuta ativa, trabalho interprofissional em territórios vulneráveis e articulação entre teoria e prática extensionista, alinhadas às Diretrizes Curriculares Nacionais.
A ação fortalece o sentimento de pertencimento comunitário, elemento fundamental para a promoção de saúde e prevenção de adoecimento em contextos de vulnerabilidade.funcionando como meio de criação de vínculo: ao se reunir periodicamente em um espaço seguro e acolhedor, os participantes passam a se reconhecer como parte ativa de uma rede de apoio mútuo. O pertencimento reduz o isolamento social, aumenta a confiança interpessoal e favorece laços que perduram para além da ação extensionista. Ao compartilhar experiências internas em roda, os participantes traduzem sensações físicas em palavras – processo que ressignifica dores silenciadas, nomeia sofrimentos antes inexprimíveis e favorece a regulação emocional. Essa transformação pela linguagem rompe ciclos de adoecimento incorporado, permitindo que cada sujeito se veja não como portador isolado de uma doença, mas como integrante de uma coletividade que acolhe e legitima sua dor.
A divulgação será realizada por meio de múltiplas estratégias adaptadas à realidade das comunidades do Alto do Jequitinhonha: Estratégias presenciais (prioritárias): Cartazes e convites afixados nas Unidades Básicas de Saúde (ESF Dona Santinha e ESF Inhaí), igrejas locais, escolas, bares e pontos de encontro comunitários. Mobilização feita diretamente por Agentes Comunitários de Saúde (ACS) durante visitas domiciliares, explicando oralmente a atividade. Estratégias digitais (complementares, para alcançar familiares mais jovens): Criação de um grupo no WhatsApp da comunidade (já existente em muitas localidades) para envio de lembretes e áudios explicativos.
Publicações cientificas e relatos de experiencias sobre as ações.
Programação do Evento
Quilombo Ausente Feliz
18/07/2026
07:00
16:00
Rodas de Conversa sobre Saúde Mental e Território.
Mendanha
22/07/2026
07:00
16:00
Rodas De conversa: Saúde Mental e território.
Quilombo Ausente Feliz
19/09/2026
07:00
16:00
Rodas de Conversa: Saúde mental e Território
Mendanha
17/10/2026
07:00
16:00
Rodas de Conversa: saúde mental e território.
Público-alvo
Adultos com 18 anos ou mais, residentes nas comunidades do Alto do Jequitinhonha atendidas pelas Unidades Básicas de Saúde parceiras: ESF Dona Santinha (município de Serro) e ESF Inhaí (Distrito de Mendanha, município de Diamantina). O público é majoritariamente composto por populações rurais, de baixa renda, com escolaridade predominantemente fundamental, em situação de vulnerabilidade social e com acesso limitado a serviços de saúde mental. Inclui homens e mulheres.
Municípios Atendidos
Serro - MG
Diamantina - MG
Parcerias
Auxilio na organização e realização das ações
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 40 h
- Manhã;
Rodas de Conversa comunitárias com presença de estudantes de medicina e profissionais da saúde.
- Manhã;
Rodas de conversa comunitária sobre saúde mental com a participação de estudantes de medicina e profissionais da saúde.