Visitante
Promoção da Alimentação Adequada e Saudável de crianças e adolescentes usuárias da Vila Educacional de Meninas (VEM)
Sobre a Ação
202203001836
032022 - Ações
Projeto
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
01/10/2026
01/10/2028
Dados do Coordenador
patrícia pinheiro de freitas
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Saúde
Educação
Segurança alimentar e nutricional
Local
Não
Não
Não
Fora do campus
Manhã
Não
Membros
O projeto será realizado na Vila Educacional das Meninas (VEM) e busca promover ações de alimentação e nutrição voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Serão realizadas ações de vigilância alimentar e nutricional, educação alimentar e nutricional com crianças, adolescentes e responsáveis na VEM de Diamantina, Minas Gerais. Espera-se fortalecer a promoção da saúde e a integração permanente entre universidade e comunidade no âmbito da instituição.
Integração Comunitária, Relações Comunidade-Instituição, Ensino, Criança, Adolescente, Alimentação Escolar.
A infância é um período marcado por intensas descobertas e transformações nas práticas alimentares. Entre os 2 a 9 anos, observa-se o desenvolvimento da autonomia e aumento da interação com diferentes ambientes e grupos sociais. Neste contexto, as escolhas alimentares passam a ser influenciadas por diversos fatores como a convivência com colegas, a exposição à publicidade e a disponibilidade de alimentos nas cantinas escolares e outros pontos de venda. À medida que a criança aprende a fazer suas escolhas, torna-se fundamental o apoio da família, da escola e dos diferentes ambientes que a criança vivencia, para a promoção de hábitos alimentares saudáveis (Brasil, 2018; 2022). Nesta fase ocorre a diminuição da velocidade de crescimento, ao mesmo tempo que é comum o desvio da atenção do alimento durante as refeições. Podem surgir características típicas desse período, como a seletividade alimentar, redução do apetite, ou ainda o consumo excessivo de alimentos não saudáveis, especialmente os ultraprocessados, com potenciais impactos sobre o crescimento e desenvolvimento (Brasil, 2018; 2022). Entre os 10 a 17 anos, período caracterizado por intensas mudanças físicas, emocionais e psíquicas, os cuidados com a alimentação permanecem essenciais. De maneira geral, crianças e adolescentes tendem a adotar comportamentos influenciados pelo grupo ao qual pertencem, sendo que muitos hábitos alimentares são moldados pelas relações sociais. Além disso, a mídia e publicidade de alimentos exercem forte influência sobre as escolhas alimentares, especialmente nesse público, podendo contribuir para o desenvolvimento de condições como obesidade, diabetes e outras doenças crônicas que venham a surgir na idade adulta (UNICEF, 2018). Diante da relevância da alimentação e nutrição nessa fase da vida é importante realizar o monitoramento da saúde de crianças e adolescentes, sempre aliado à ações de promoção da saúde. Neste contexto, as instituições socioeducativas, caracterizadas como são espaços não formais de educação voltados ao desenvolvimento integral de crianças e adolescentes. Essas instituições oferecem atividades educativas, culturais, esportivas e de convivência social, frequentemente em período complementar ou integral ao escolar, contribuindo para a formação cidadã, o fortalecimento de vínculos e a inclusão social. Além disso, muitas dessas instituições são responsáveis pela oferta de refeições, configurando-se como ambientes estratégicos para a promoção da alimentação adequada e saudável (Brasil, 2007). Assim, instituições socioeducativas configuram-se como espaços estratégicos para articulação entre educação e saúde, favorecendo vivências e reflexões sobre temas relacionados à saúde, cidadania e sustentabilidade. Por estarem inseridas no cotidiano das crianças e adolescentes, apresentam grande potencial para a promoção de hábitos saudáveis e para a integralidade do cuidado, incluindo a educação alimentar e nutricional (EAN) (Brasil, 2012). A EAN abrange ações relacionadas à alimentação e aos processos de produção, abastecimento, transformação dos alimentos. Considerando seus aspectos nutricionais, sociais e culturais. Trata-se de um campo de conhecimento e de práticas contínuas e permanentes, de caráter transdisciplinar, intersetorial e multiprofissional, que visa promover a adoção autônoma e voluntária de hábitos alimentares saudáveis (Brasil, 2012). Dessa forma, configura-se como elemento central na Promoção da Alimentação Adequada e Saudável, no âmbito do Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) e da Segurança Alimentar e Nutricional (SAN). Para ampliar a efetividade das intervenções em alimentação e nutrição, recomenda-se a adoção de estratégias que considerem o contexto de vida dos indivíduos. Nesse sentido, as ações devem ir além da simples transmissão de informações, incorporando metodologias ativas, participativas e problematizadoras, que valorizem o protagonismo dos sujeitos (Brasil, 2012; 2016; 2018). A integração entre alimentação, cuidado e formação cidadã constitui um eixo central para o desenvolvimento integral de crianças e adolescentes, uma vez que as práticas alimentares extrapolam a dimensão biológica e se relacionam com a construção de autonomia, identidade e pertencimento cultural (Brasil, 2018). A promoção de hábitos alimentares saudáveis deve, portanto, considerar não apenas os aspectos nutricionais, mas também os significados sociais e culturais da alimentação, favorecendo a inclusão social e a valorização da cultura alimentar. Nesse sentido, as ações de extensão universitária inseridos em instituições socioeducativas e filantrópicas assumem papel ainda mais relevante, ao promover a integração entre universidade e comunidade em contextos reais de vulnerabilidade social. Essa inserção possibilita a construção compartilhada de conhecimentos e o desenvolvimento de intervenções contextualizadas, alinhadas às demandas locais. Ao mesmo tempo em que contribuem para a qualificação das ações desenvolvidas na instituição, essas iniciativas fortalecem o processo formativo dos estudantes, ao articular teoria e prática e ao desenvolver competências essenciais a uma atuação profissional crítica, ética e socialmente comprometida, especialmente no campo da alimentação e nutrição.
O cenário epidemiológico e nutricional atual é evidenciado pela múltipla carga de má nutrição que engloba, o excesso de peso, doenças crônicas e carências nutricionais e desnutrição. Entre as crianças e adolescentes a situação não é diferente. Dados da Atenção Primária à Saúde mostram que 31,7% das crianças entre 5 a 9 anos apresentam excesso de peso, sendo maior entre meninos que meninas (Brasil, 2022). A obesidade infantil aumenta o risco de desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis nessa fase da vida e na idade adulta. A desnutrição, por sua vez, é associada ao risco de infecções e tem impactos na sobrevivência, crescimento de desenvolvimento infantil. Dados do II VIGISAN (2022) revelam que 37,8% dos lares brasileiros com crianças menores de 10 sofrem de insegurança alimentar moderada ou grave, superando a média nacional. A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar de 2024, por sua vez, mostrou que 40% das crianças e adolescentes de 13 a 17 anos relatou consumo de sobremesas industrializadas, pães ultraprocessados, refrigerantes, biscoitos salgados e doces. Chama atenção o padrão diferenciado por sexo revelado pelas estimativas de consumo de alimentos. Estudantes do sexo feminino apresentam proporções de consumo de guloseimas doces e sobremesas industrializadas superiores às do sexo masculino. A análise por grupos de idade evidenciou, consumo precoce de bebidas ultraprocessadas por escolares (Brasil, 2026). Considerando esse contexto, torna-se fundamental o desenvolvimento de estratégias que articulem vigilância em saúde e promoção da alimentação adequada e saudável, especialmente na infância e adolescência, fases decisivas para a consolidação de hábitos e para a prevenção de agravos futuros. Nesse sentido, o acompanhamento do estado nutricional e a implementação de ações educativas contínuas configuram-se como componentes essenciais do cuidado em saúde, com potencial para impactar positivamente as condições de vida e saúde dessa população. Diante desse cenário, o presente projeto justifica-se pela necessidade de desenvolver intervenções integradas que articulem ações educativas e monitoramento nutricional, especialmente em instituições que atendem populações em situação de maior vulnerabilidade social de forma continua. Ao atuar nesses contextos, busca-se não apenas contribuir para a promoção da alimentação adequada e saudável e para o fortalecimento da segurança alimentar e nutricional, mas também qualificar práticas institucionais e potencializar seus impactos sobre o desenvolvimento integral das crianças e adolescentes atendidas. Paralelamente, o projeto contribui para a formação acadêmica dos estudantes, ao proporcionar vivências práticas, críticas e socialmente comprometidas no campo da alimentação e nutrição.
Geral Desenvolver e implementar ações de alimentação e nutrição voltadas a crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social na Vila Educacional das Meninas (VEM). Específicos: • Realizar o diagnóstico periódico da Instituição e público atendido; • Planejar ações educativas baseadas em referenciais teóricos e materiais oficiais; • Planejar e desenvolver ações relacionadas à promoção da saúde em diferentes contextos da alimentação e nutrição • Desenvolver e aplicar estratégias educativas participativas e contextualizadas; • Envolver, quando pertinente, familiares/responsáveis e funcionários da VEM nas ações de promoção da alimentação adequada e saudável; • Elaborar materiais educativos para apoiar o desenvolvimento das ações coletivas; • Elaborar e adaptar materiais educativos para diferentes faixas etárias; • Avaliar as atividades desenvolvidas e seus resultados; • Contribuir para a ampliação dos conhecimentos e da autonomia das usuárias em relação à alimentação e a modos de vida saudáveis; • Fortalecer a integração entre universidade e comunidade; • Contribuir para a formação acadêmica crítica e cidadã dos estudantes.
1) Realizar o diagnóstico situacional inicial da instituição; 2) Desenvolver no mínimo 8 atividades de educação alimentar e nutricional anuais; 3) Produzir materiais educativos adaptados ao público atendido; 4) Realizar o monitoramento anual do estado nutricional das crianças e adolescentes atendidas; 5) Elaborar relatórios semestrais das ações realizadas.
O projeto será desenvolvido na Vila Educacional de Meninas (VEM), sendo parte integrante do Programa de Extensão “NutriVEM: Programa de Alimentação e Nutrição na Vila Educacional de Meninas” que tem por objetivo desenvolver diferentes ações de alimentação e nutrição na instituição. A VEM é uma instituição filantrópica que atende exclusivamente meninas com idade entre 6 e 17 anos, oferecendo atividades educativas, culturais, sociais e de formação profissional com o objetivo de promoção do desenvolvimento integral e inserção social. A instituição funciona em período integral, nos turnos manhã e tarde, de segunda a sexta-feira, e fornece lanches e almoço às usuárias, além de oficinas de formação social e cidadã. O projeto está estruturado em dois eixos de atuação, senso eles: vigilância alimentar e nutricional e a educação alimentar e nutricional. As atividades serão precedidas por diagnóstico situacional, realizado por meio de visitas técnicas e levantamento de informações junto à equipe da instituição. No âmbito das ações de vigilância alimentar e nutricional, as usuárias passaram por avaliação e monitoramento do estado nutricional anualmente. No eixo de educação alimentar e nutricional, serão realizadas atividades com as usuárias, responsáveis e com a equipe técnica de forma a trabalhar as recomendações para PAAS. As ações serão pautadas nas recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira (Brasil, 2014), nos princípios do Marco de Referência em Educação Alimentar e Nutricional para Políticas Públicas (Brasil, 2012), em materiais instrucionais e em materiais educativos oficiais, especialmente os Cadernos de Atividades de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável voltado para o público infantil em diferentes fases de desenvolvimento (Brasil, 2018a, 2018b, 2018c). O planejamento e execução das ações serão realizados por estudantes de graduação, sob supervisão de docentes da UFVJM, em articulação com a equipe da VEM, adotando uma abordagem participativa e intersetorial. As ações de educação alimentar e nutricional serão desenvolvidas com metodologias ativas, lúdicas e participativas, considerando a faixa etária e o contexto sociocultural das participantes (Brasil, 2016; 2018a). As ações serão realizadas conforme cronograma previamente acordado na unidade e organizadas de forma sequencial, permitindo o acompanhamento dos participantes ao longo do tempo. A avaliação das atividades será realizada de forma processual, considerando a participação, o envolvimento e a compreensão dos conteúdos abordados (Brasil, 2016).
BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Marco de referência de educação alimentar e nutricional para as políticas públicas. Brasília: MDS, 2012. BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Alimentação e Nutrição. Brasília: Ministério da Saúde, 2013. BRASIL. Ministério da Saúde. Guia alimentar para a população brasileira. 2. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2014. BRASIL. Ministério da Saúde; UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Caderno de atividades: promoção da alimentação adequada e saudável – educação infantil. Brasília: Ministério da Saúde, 2018a. BRASIL. Ministério da Saúde; UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Caderno de atividades: promoção da alimentação adequada e saudável – ensino fundamental I. Brasília: Ministério da Saúde, 2018b. BRASIL. Ministério da Saúde; UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Caderno de atividades: promoção da alimentação adequada e saudável – ensino fundamental II. Brasília: Ministério da Saúde, 2018c BRASIL. Ministério da Saúde. Universidade Federal de Minas Gerais. Instrutivo: metodologia de trabalho em grupos para ações de alimentação e nutrição na atenção básica. Brasília: Ministério da Saúde, 2016. 168 p. BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social. Princípios e Práticas para Educação Alimentar e Nutricional. Brasília: DF, 2018, 50p. BRASIL. Ministério da Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2021–2030. Brasília: Ministério da Saúde, 2021. BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CES nº 5, de 7 de novembro de 2001. Institui as Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Nutrição. BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). Resolução RDC nº 216, de 15 de setembro de 2004. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 16 set. 2004 BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 275 de 21 de outubro de 2002. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Departamento de Promoção da Saúde. Situação alimentar e nutricional de crianças na Atenção Primária à Saúde no Brasil [recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção Primária à Saúde, Departamento de Promoção da Saúde. – Brasília : Ministério da Saúde, 2022. CONSELHO FEDERAL DE NUTRICIONISTAS. Resolução CFN nº 600, de 25 de fevereiro de 2018. Dispõe sobre a definição das áreas de atuação do nutricionista e suas atribuições. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Vigitel Brasil 2023: vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília, 2024. FREIRE, P. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996. CERVATO-MANCUSO, A. M. Elaboração de Programas de Educação Nutricional. In: GARCIA, ROSA WANDA DIEZ | MANCUSO, ANA MARIA CERVATO. MUDANÇAS ALIMENTARES E EDUCAÇÃO ALIMENTAR E NUTRICIONAL. Guanabara: 2 ed. 2017. MACHADO ÍE, PARAJÁRA M DO C, GUEDES LFF, MEIRELES AL, MENEZES MC DE, FELISBINO-MENDES MS, et al.. Burden of non-communicable diseases attributable to dietary risks in Brazil, 1990-2019: an analysis of the Global Burden of Disease Study 2019. Rev Soc Bras Med Trop [Internet]. 2022;55:e0282–2021. Available from: https://doi.org/10.1590/0037-8682-0282-2021
A interação com a comunidade será pautada no diálogo horizontal entre universidade e instituição parceira, valorizando os saberes e experiências das participantes e da equipe da VEM. O projeto buscará construir ações de forma compartilhada, considerando as demandas identificadas no território e promovendo a participação ativa das usuárias nas atividades propostas.
O projeto possui caráter interdisciplinar ao propor a integração dos conteúdos das disciplinas já realizadas pelos graduandos no desenvolvimento de ações coletivas. Busca-se também estimular a interprofissionalidade por meio da articulação com profissionais da instituição e, quando possível, com estudantes e docentes de outras áreas, ampliando a compreensão dos determinantes da saúde e fortalecendo as ações desenvolvidas.
O projeto articula ensino, pesquisa e extensão ao possibilitar a aplicação prática dos conteúdos trabalhados em sala de aula, especialmente por meio da disciplina Atividade Integradora V do curso de graduação em Nutrição. A disciplina propõe na sua ementa a articulação de conteúdo do sexto período e de unidades curriculares anteriores na formação de atividade prática do nutricionista, expressa através de ação extensionista. Nesse sentido, o projeto contribui diretamente para a curricularização da extensão, ao integrar atividades extensionistas ao percurso formativo dos estudantes, promovendo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão e fortalecendo a formação acadêmica alinhada às demandas sociais.
A participação no projeto possibilita aos estudantes o desenvolvimento de competências técnicas, pedagógicas e sociais, como planejamento de ações, comunicação, trabalho em equipe e atuação em contextos reais. Adicionalmente, favorece o desenvolvimento de competências previstas nas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Nutrição, como a atuação integrada em diferentes áreas da prática profissional, a tomada de decisão e a capacidade de intervir em contextos individuais e coletivos. Contribui também para a formação crítica e cidadã, ao promover a compreensão dos determinantes sociais da saúde e o compromisso com a transformação social.
O projeto contribui para a promoção da saúde e melhoria das práticas alimentares das participantes, ao favorecer o acesso à informação qualificada e ao estimular a reflexão sobre hábitos de vida. Espera-se fortalecer a autonomia das usuárias e contribuir para a construção de ambientes alimentares mais saudáveis, especialmente em contextos de vulnerabilidade social. Pretende-se os seguintes impactos com o projeto: • Ampliação do conhecimento sobre alimentação saudável entre as participantes; • Capacitação de manipuladores de alimentos da instituição; • Elaboração e implementação de fichas técnicas de preparo; • Monitoramento periódico do estado nutricional das usuárias; • Produção de materiais educativos permanentes para utilização pela VEM; • Fortalecimento das práticas de alimentação coletiva da instituição; • Desenvolvimento de competências extensionistas e profissionais dos estudantes envolvidos.
A divulgação das ações e resultados do projeto será realizada por meio de diferentes estratégias voltadas à comunidade acadêmica e à sociedade. Serão produzidos registros das atividades desenvolvidas, materiais educativos, relatórios e outros conteúdos digitais, que poderão ser divulgados nos canais institucionais da UFVJM, da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEXC) e da VEM, respeitando os aspectos éticos e as autorizações pertinentes. Os resultados do projeto também serão socializados em eventos acadêmicos e outras atividades de divulgação científica e extensionista. Adicionalmente, serão realizadas devolutivas periódicas à Vila Educacional de Meninas (VEM), compartilhando informações relevantes sobre as ações desenvolvidas, os resultados alcançados e as possibilidades de aprimoramento das atividades, fortalecendo a integração entre universidade e comunidade.
Público-alvo
Usuárias da Vila Educacional de Meninas
Funcionárias da Vila Educacional de Meninas
Responsáveis pelas crianças e adolescentes atendidos pela VEM
Municípios Atendidos
Diamantina - MG
Parcerias
A Vila Educacional de Meninas (VEM), instituição filantrópica de caráter socioeducativo, atuará como parceira fundamental na execução do projeto, sendo o campo de desenvolvimento das ações propostas. Sua participação envolve a disponibilização do espaço físico, o acesso ao público atendido e a articulação direta com a equipe técnica e pedagógica da instituição, possibilitando a adequada inserção, planejamento e realização das atividades de alimentação e nutrição. A instituição também contribuirá com informações relevantes para a realização do diagnóstico situacional, além de colaborar no levantamento de demandas e no acompanhamento das ações desenvolvidas ao longo do projeto. A articulação com a equipe da VEM será essencial para o planejamento conjunto do cronograma de atividades, garantindo que as intervenções estejam alinhadas à rotina institucional e às necessidades das crianças e adolescentes atendidas. Além disso, a VEM participará do processo de acompanhamento e avaliação das ações, por meio do diálogo contínuo com a equipe executora do programa, favorecendo ajustes e aprimoramentos quando necessários. Essa parceria fortalece a integração entre universidade e comunidade, contribuindo para a qualificação das práticas institucionais relacionadas à alimentação e ao cuidado, bem como para a promoção da saúde e da segurança alimentar e nutricional das usuárias.
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 6 h
- Manhã;
- Tarde;
Realização de diagnóstico situacional da instituição e do público atendido, por meio de visitas técnicas, observação da rotina alimentar e levantamento de informações junto à equipe da instituição. Inclui ainda a avaliação do estado nutricional das crianças e adolescentes, identificação de demandas prioritárias em alimentação e nutrição e planejamento conjunto das ações a serem desenvolvidas,
- Manhã;
- Tarde;
Implementação de ações de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) com metodologias ativas, participativas e adequadas às diferentes faixas etárias, abordando temas relacionados à alimentação saudável, cultura alimentar e hábitos de vida.
- Manhã;
- Tarde;
Acompanhamento e avaliação processual das ações desenvolvidas, considerando participação, engajamento e compreensão dos conteúdos pelas participantes. Realização de avaliação do estado nutricional ao longo do projeto, quando aplicável, e análise dos resultados das intervenções. Sistematização das atividades por meio da elaboração de relatórios semestrais e produção de registros técnicos e educativos, visando à retroalimentação das ações, ao aprimoramento contínuo do projeto e à divulgação dos resultados para a instituição parceira.