Visitante
Setembro Amarelo: Educação, Acolhimento e Valorização da Vida
Sobre a Ação
202203001871
032022 - Ações
Evento
RECOMENDADA
:
EM ANDAMENTO - Normal
20/09/2026
16/10/2026
Dados do Coordenador
roberta barbizan petinari
Caracterização da Ação
Ciências da Saúde
Educação
Saúde
Saúde Humana
Local
Não
Não
Não
Fora do campus
Noite
Não
Membros
Trata-se de um evento de extensão da Liga Acadêmica de Medicina Legal voltada à promoção da saúde mental, à educação em saúde e ao fortalecimento das redes de apoio existentes na comunidade. A proposta será desenvolvida durante o mês de setembro, período tradicionalmente associado às ações de conscientização e prevenção do suicídio, por meio de atividades educativas, rodas de conversa, distribuição de materiais informativos e ações de sensibilização junto à comunidade. A iniciativa busca promov
Saúde mental; Setembro Amarelo; Educação em saúde; Valorização da vida; Extensão universitária.
A saúde mental constitui uma dimensão fundamental da saúde e do bem-estar, influenciando a capacidade dos indivíduos de lidar com os desafios da vida, estabelecer relações, estudar, trabalhar e participar da sociedade. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a saúde mental como parte integrante do bem-estar e destaca que fatores individuais, familiares, comunitários e estruturais podem atuar tanto na sua proteção quanto no seu comprometimento (OMS, 2025). Nesse contexto, o suicídio configura um importante problema de saúde pública, caracterizado por sua natureza complexa, multifatorial e multideterminada. Sua ocorrência não pode ser atribuída a um único fator, estando relacionada à interação de aspectos psicológicos, biológicos, sociais, culturais e ambientais ao longo da vida (OMS, 2025; BRASIL, 2026). A OMS estima que mais de 720 mil pessoas morram por suicídio anualmente em todo o mundo, sendo o suicídio a terceira principal causa de morte entre pessoas de 15 a 29 anos (OMS, 2025). No Brasil, o enfrentamento do suicídio demanda a atuação integrada de diferentes setores da sociedade e dos serviços de saúde. O Ministério da Saúde ressalta que o reconhecimento de sinais de alerta, a oferta de escuta qualificada, o acolhimento e o encaminhamento oportuno para os serviços de saúde podem contribuir para a prevenção. Entretanto, tais sinais não devem ser analisados isoladamente, uma vez que não existe uma forma única ou definitiva de identificar uma pessoa em risco (BRASIL, 2026). Apesar de sua relevância, o suicídio e o sofrimento psíquico ainda são frequentemente cercados por estigmas e tabus, que podem dificultar o diálogo e a busca por ajuda. A falta de informação e a reprodução de julgamentos ou interpretações simplistas sobre o sofrimento emocional podem representar barreiras importantes para o acolhimento e para o acesso ao cuidado. Dessa forma, torna-se fundamental promover espaços seguros de diálogo sobre saúde mental, valorizando a escuta, o respeito e a busca adequada por apoio profissional quando necessário. Nesse cenário, o mês de setembro possui especial relevância para as ações de conscientização sobre a prevenção do suicídio, sendo o dia 10 de setembro reconhecido como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio. No Brasil, o Setembro Amarelo tem contribuído para ampliar o debate público sobre saúde mental, prevenção do suicídio e valorização da vida, buscando romper o silêncio e estimular a procura por ajuda. A prevenção do suicídio exige estratégias amplas e articuladas, que envolvam a sociedade, os serviços de saúde, as instituições de ensino e outros setores. A OMS destaca que o suicídio é prevenível por meio de intervenções oportunas e baseadas em evidências, sendo necessária uma abordagem multissetorial para o enfrentamento do problema (OMS, 2025). No âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) organiza diferentes pontos de atenção para o cuidado das pessoas em sofrimento psíquico, envolvendo desde a Atenção Primária à Saúde até os serviços especializados e de urgência e emergência (BRASIL, 2026). Diante desse cenário, evidencia-se a importância de ações educativas voltadas à promoção da saúde mental e à conscientização da população sobre a valorização da vida. A Universidade possui papel relevante nesse processo, uma vez que pode aproximar os conhecimentos produzidos no ambiente acadêmico das demandas da comunidade, favorecendo a troca de saberes e o fortalecimento das redes de cuidado. Assim, a presente ação de extensão, vinculada à Liga Acadêmica de Medicina Legal (LAMEL), propõe a realização de uma atividade educativa durante o Setembro Amarelo, voltada à comunidade da Escola Estadual Alfredo Sá. Por meio de uma roda de conversa e da distribuição de materiais informativos, busca-se promover o diálogo sobre saúde mental, sofrimento emocional, estratégias de autocuidado e redes de apoio, além de orientar a população sobre a importância da busca por atendimento nos serviços de saúde quando necessário. Dessa forma, a ação pretende contribuir para a redução do estigma relacionado ao sofrimento psíquico, para o fortalecimento de uma cultura de acolhimento e para a aproximação entre a comunidade acadêmica e a população.
A realização desta ação de extensão justifica-se pela necessidade de transformar o debate sobre saúde mental e prevenção do suicídio em uma oportunidade concreta de aproximação entre a Universidade e a comunidade. Embora o tema seja amplamente discutido durante o Setembro Amarelo, ainda existem barreiras relacionadas ao estigma, ao desconhecimento e à dificuldade de procurar ajuda diante de situações de sofrimento psíquico. A Organização Mundial da Saúde destaca que o estigma relacionado aos transtornos mentais e ao suicídio pode impedir que pessoas em sofrimento procurem o apoio de que necessitam, tornando a conscientização da comunidade e a superação dos tabus componentes importantes das estratégias de prevenção (OMS, 2025). Nesse sentido, a presente ação não se propõe a substituir o atendimento psicológico, psiquiátrico ou outros serviços especializados. Sua relevância está na promoção da educação em saúde e na aproximação da população com informações qualificadas sobre saúde mental, autocuidado, redes de apoio e possibilidades de busca por ajuda. A realização de uma roda de conversa possibilita que o conhecimento acadêmico seja compartilhado em uma linguagem acessível e, simultaneamente, permite conhecer as dúvidas e necessidades apresentadas pela própria comunidade. A escolha de uma atividade participativa também se fundamenta na importância do envolvimento comunitário nas estratégias de prevenção. A OMS reconhece que as comunidades desempenham um papel relevante na prevenção do suicídio, podendo contribuir para o fortalecimento de redes de apoio, para o combate ao estigma e para a identificação de prioridades de acordo com a realidade local. Dessa forma, a ação extensionista possibilita que a temática seja abordada de maneira próxima ao contexto social dos participantes, valorizando o diálogo e a construção compartilhada de conhecimentos. A distribuição de materiais informativos complementará a atividade ao permitir que informações sobre saúde mental e sobre as possibilidades de cuidado permaneçam acessíveis aos participantes após o encerramento da ação. Espera-se, assim, ampliar o conhecimento da comunidade sobre onde e como buscar apoio, sem reduzir a complexidade do sofrimento psíquico a soluções simplistas. Além do impacto junto à população, a realização da ação apresenta relevância para a formação dos estudantes envolvidos. A participação no planejamento e na execução da atividade permitirá o desenvolvimento de habilidades relacionadas à comunicação, educação em saúde, escuta e responsabilidade social. O contato direto com a comunidade também contribui para que a formação acadêmica ultrapasse os limites do ambiente universitário e esteja conectada às demandas presentes no território. Para a Liga Acadêmica de Medicina Legal (LAMEL), a realização da ação representa ainda uma oportunidade de concretizar seu compromisso com o desenvolvimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão. Ao mobilizar estudantes para a elaboração e execução de uma atividade voltada à comunidade externa, a Liga contribui para a formação de futuros profissionais mais atentos às questões sociais, aos direitos humanos e às diferentes situações que podem comprometer a saúde e a dignidade das pessoas. Portanto, a justificativa desta proposta está na necessidade de promover uma ação educativa que vá além da divulgação pontual da campanha Setembro Amarelo. Pretende-se criar um espaço de diálogo entre a comunidade acadêmica e a população da Escola Estadual Alfredo Sá, favorecendo o acesso a informações qualificadas, o fortalecimento das redes de apoio e a aproximação da comunidade com as possibilidades de cuidado existentes. Dessa forma, a ação busca contribuir para uma cultura de maior acolhimento, escuta e valorização da vida, ao mesmo tempo em que fortalece o papel social da Universidade por meio da extensão.
Desenvolver uma ação de extensão sobre educação em saúde mental, durante o mês de Setembro de maneira a divulgar informações sobre saúde mental, estimulando a valorização da vida, o acolhimento, a identificação de situações de sofrimento psíquico e o conhecimento sobre redes de apoio e serviços de saúde disponíveis no território.
Envolver um público 70 alunos e profissionais da educação da Escola Estadual Alfredo Sá para promover a reflexão sobre saúde mental e valorização à vida, estimular a adoção de práticas de autocuidado e cuidado coletivo ajuda, orientar a comunidade sobre a importância da busca de ajuda diante de situações de sofrimento psíquico e informar os participantes sobre os serviços de cuidado em saúde mental disponíveis no território.
Será ministrada uma roda de conversa nas dependências da Escola Estadual Alfredo Sá, tendo como público alvo os alunos e profissionais da educação, na qual os participantes do projeto irão apresentar sinais físicos, comportamentais e emocionais que possam ser indícios de algum sintoma de sofrimento psíquico em crianças ou adolescentes. Dessa forma, espera-se que os alunos que receberem o treinamento em questão possuam maior capacidade de identificar algum amigo ou colega que esteja sofrendo em silêncio, permitindo que as devidas providências sejam tomadas pelos profissionais da educação mais rapidamente e que o indivíduo tenha acesso mais precoce ao auxílio psicológico necessário.
1 - BRASIL. Ministério da Saúde. Suicídio (prevenção). Brasília, DF: Ministério da Saúde, [s. d.]. Disponível em: Ministério da Saúde – Suicídio (Prevenção). Acesso em: 29 ago. 2026. 2- BRASIL. Ministério da Saúde. Ações do Ministério da Saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2022. Atualizado em 7 jul. 2026. Disponível em: Ministério da Saúde – Ações para prevenção do suicídio. Acesso em: 29 ago. 2026. 3- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Suicide. Geneva: World Health Organization, 2025. Disponível em: WHO – Suicide. Acesso em: 29 ago. 2026. 4- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Suicide worldwide in 2021: global health estimates. Geneva: World Health Organization, 2025. Disponível em: WHO – Suicide worldwide in 2021. Acesso em: 29 ago. 2026. 5- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Preventing suicide: a resource series. Geneva: World Health Organization, 2019. Disponível em: WHO – Preventing Suicide: a resource series. Acesso em: 29 ago. 2026. 6- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Preventing suicide: a resource for media professionals, update 2023. Geneva: World Health Organization, 2023. Disponível em: WHO – Preventing suicide: resource for media professionals. Acesso em: 29 ago. 2026.
A interação dialógica ocorrerá por meio do contato direto entre a comunidade acadêmica e a comunidade externa durante a realização da ação. A roda de conversa possibilitará um espaço de escuta e troca de conhecimentos, permitindo que os estudantes apresentem informações relacionadas à saúde mental e, simultaneamente, conheçam as percepções, dúvidas e experiências dos alunos da Escola. Dessa forma, a ação não se limitará à transmissão de informações pela Universidade, mas possibilitará a construção compartilhada de conhecimentos a partir do diálogo entre os estudantes da Liga Acadêmica de Medicina Legal e a comunidade.
O presente projeto busca a interdisciplinaridade e interprofissionalidade por meio da abordagem da área de medicina legal - antropologia forense, com o objetivo de colaborar com a formação dos estudantes universitários de medicina e o ensinamento de reconhecimento de sinais de alerta aos alunos da escola de rede pública. Sendo assim, a troca de conhecimentos entre a comunidade acadêmica e a comunidade teofilotonense poderá ser atingida e contemplará o princípio que rege o projeto de extensão, a troca de saberes entre a academia universitária e a população do município de Teófilo Otoni-MG.
A Liga Acadêmica de Medicina Legal desenvolve suas atividades com ênfase na articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão. As atividades da Liga permitem que os estudantes aprofundem seus conhecimentos por meio da participação em discussões, estudos e atividades acadêmicas relacionadas à Medicina Legal, ao mesmo tempo em que possibilitam a identificação e reflexão sobre questões presentes na realidade social. Essa aproximação com a comunidade pode contribuir para o desenvolvimento de atividades de pesquisa, a partir da observação das demandas e dos resultados das ações realizadas, possibilitando a produção e o aprofundamento de conhecimentos relacionados às temáticas trabalhadas pela Liga. Por fim, a extensão constitui a atividade-fim da Liga Acadêmica de Medicina Legal, uma vez que possibilita levar à comunidade os conhecimentos construídos no ensino. No desenvolvimento da ação de Setembro Amarelo, os estudantes poderão transformar os conhecimentos adquiridos no ambiente acadêmico em ações educativas voltadas à população, promovendo informação, diálogo e conscientização sobre saúde mental e valorização da vida. Dessa forma, a ação estabelece um processo contínuo em que o ensino subsidia a construção das atividades, a pesquisa permite aprofundar e refletir sobre os conhecimentos produzidos e a extensão possibilita o retorno desses conhecimentos à comunidade. Essa articulação está relacionada à própria finalidade da Liga Acadêmica de Medicina Legal, que busca integrar ensino, pesquisa e extensão na formação dos estudantes e na sua atuação junto à sociedade.
A participação dos graduandos na ação possibilitará a aplicação prática dos conhecimentos adquiridos durante a formação acadêmica, especialmente aqueles relacionados à saúde mental, comunicação, educação em saúde e cuidado integral. Os estudantes participarão das etapas de planejamento, organização e execução da ação, incluindo a preparação dos conteúdos, elaboração e distribuição dos materiais informativos e condução da roda de conversa, sob orientação da equipe responsável. O contato direto com a comunidade permitirá o desenvolvimento de habilidades de comunicação, escuta, acolhimento e educação em saúde, além de favorecer uma compreensão mais ampla das necessidades da população. A experiência também contribuirá para uma formação acadêmica mais humanizada, crítica e socialmente responsável, aproximando os conhecimentos construídos na Universidade da realidade vivenciada pela comunidade.
A ação pretende produzir impacto social por meio da ampliação do acesso a informações qualificadas sobre saúde mental e do fortalecimento dos vínculos entre a comunidade e os serviços de cuidado existentes. A proposta também busca contribuir para a transformação da maneira como o sofrimento psíquico é compreendido socialmente, estimulando uma cultura de acolhimento, respeito e busca de ajuda. O impacto esperado não se restringe ao período de realização do Setembro Amarelo, uma vez que os materiais produzidos e os conhecimentos construídos poderão permanecer como recursos para as instituições participantes.
contato direto com direção e coordenação da escola
Programação do Evento
Escola Estadual Alfredo Sá
30/09/2026
17:30
20:30
Palestra e roda de conversa referente ao tema da ação.
Público-alvo
Alunos da Escola Estadual Alfredo Sá, profissionais da educação que têm contato rotineiro com crianças e adolescentes da escola parceira.
Municípios Atendidos
Teófilo Otoni - MG
Parcerias
Local onde a ação será implementada
Cronograma de Atividades
Carga Horária Total: 80 h
- Noite;
Realização de reuniões iniciais para estruturação do projeto, divisão de temas, definição das referências bibliográficas e capacitação dos discentes em metodologias de pesquisa.
- Noite;
Pesquisa e elaboração da apresentação da apresentação, revisão interna do material produzido e realização de seminários internos para discutir os avanços e ajustes no material.
- Noite;
Revisão final dos material produzido e reunião com a diretoria da Escola Estadual Alfredo Sá para ajustar detalhes acerca da realização do evento.
- Noite;
Apresentação do material produzido, com ministração de palestra sobre o tema proposto pelo projeto para os alunos da Escola Estadual Alfredo Sá, mensuração do impacto social e coleta de feedbacks.
- Noite;
Elaboração e submissão do relatório